Chalé das Conchas
2 Capítulo 2: Determinação
Houve um baque forte na areia. Rony e Hermione pousaram na praia perto do oceano.
— Hermione. — O menino chamou checando os seus sinais vitais; estavam presentes.
— Ron! — Uma voz ecoou ao fundo. Era seu irmão mais velho, Gui que vinha correndo em sua direção.
Gui, por ser o mais velho dos irmãos Weasleys nunca teve muito contato com Rony mas desde a última vez em que se encontraram ( quando Rony abandonou Harry e Hermione) ambos criaram o laço de irmãos que faltava. E em tempos de guerra, esses laços tendem a aumentar.
— Gui! Ajuda! — Gritava com a voz rouca.
Sua preocupação com Hermione nunca tinha sido tanta. Estava com medo do quanto seu futuro poderia ser afetado em decorrência as inúmeras maldições. Afinal, quanto uma pessoa pode aguentar antes de chegar à loucura?
— Ronald, o que está acontecendo? — O Weasley mais velho perguntou sério.
— Gui, tudo ao seu tempo. Precisamos cuidar da Hermione primeiro.
Um segundo baque surgiu há alguns metros de distância. Era Harry com o elfo doméstico.
— Vou ver se eles estão bem e já te alcanço. Leve — a para dentro da casa.
Rony assentiu.
Pegou a menina de cabelos espessos por baixo e a levantou. Seu peso ainda era leve mas o ruivo já não aguentava suas pernas. A única coisa que o fazia continuar era a urgência do momento.
— Ron. — A voz de Hermione veio quase inaudível.
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Hermione:
A menina sentia o corpo inteiro doer. Seus olhos estavam fechados mas ela pode sentir o cheiro do oceano. Imaginou que estivessem perto da casa do irmão mais velho de Rony. Tentou se mover mas não conseguiu; tentou abrir os olhos e novamente seus esforços foram infrutíferos.
Alguém estava carregando — a. Definitivamente Rony que parecia estar dando seus últimos esforços para conseguir chegar em algum lugar com ela.
— Ron. — Disse Hermione finalmente com muito esforço para pronunciar seu nome.
— Hermione! — Ele respondeu surpreso. _ Você está bem? Consegue abrir os olhos?
Depois de alguns segundos tentando, ela finalmente conseguiu. E estava olhando para as feições machucadas de um Weasley preocupado que costumava reclamar constantemente da vida e infernizava a sua sempre que possível.
Estavam em frente a uma casa. Ron adentrou pela porta e uma Fleur agitada desceu por um lance de escadas.
— Mon dió! — Ela disse ao visualizar a cena. _ O que aconteceu com Hermyonee, Ron?
— Longa história, Fleur. — Ron tremia agora. _ Posso usar o quarto de hóspedes?
— Claro! — Respondeu com charme de veela.
Ron subiu os degraus lentamente até o patamar e com esforço girou a maçaneta de uma porta.
Enquanto isso a mente de Hermione era invadida por dor e tudo que podia fazer era ranger os dentes apertado.
— Aguenta firme, mione. Estamos quase lá. — O menino dizia.
Seu corpo finalmente deixou o de Rony e agora ela estava deitada numa cama de lençóis finos. Tudo doía. Tudo parecia ser feito de chumbo.
— Onde está Harry? Ele está bem? — Perguntou tentando infrutiferamente se levantar.
— Não faça esforços agora, Hermione. Ele deve estar entrando na casa nesse momento.
Cinco segundos foi o tempo de duração de descanso.
— O elfo está morto. — Disse Fleur entrando no quarto.
Hermione olhava com espanto de Fleur para Rony. Sabia que o elfo na qual Fleur estava falando era Doby. E não podia acreditar que o pobre elfo estivesse morto; mais uma vez, fez uma careta de dor.
— Fleur você pode cuidar da Mione enquanto eu vejo se o Harry precisa de alguma coisa?
— Claro.
Assim que Ron deixou o quarto, Fleur começou a verificar o corpo machucado de Hermione. Colocou Ditamno nas feridas provocadas pelo vidro do candelabro, preparou uma dose de Skeelese para as maiores contusões e ofereceu um robe limpo e a ajudou-a vestir — se.
— Muito obrigada, Fleur. — Disse Hermione se levantando lentamente.
— Onde a senhorita pensa que vai?!
— Preciso ir me despedir de Doby. — Respondeu determinada.
— Você ainda está fraca e vulnerárrrvel. Não pode sair por aí. Deve descansar.
— Eu agradeço sua preocupação e ajuda mas é algo que eu realmente preciso fazer.
Uma das coisas que as pessoas mais tinham problemas ( principalmente Rony) era quando Hermione estava determinada a fazer algo. Nada mudava sua cabeça. Talvez fosse uma outra característica que herdara de sua casa: teimosia.
— Ao menos deixe — me te ajudar a descer as escadas. — Tentou Fleur ao ver seu esforço só em sair da cama.
— Tudo bem. — Disse Hermione Relutante.
Cada passo foi um esforço diferente para a menina. Cada centímetro era um sofrimento novo, mas só a deixava mais e mais com vontade de chegar aonde os meninos estavam.
Depois de alguns minutos chegou à praia e logo, seus passos que estivera sob grande pressão, começaram a tamborilar. Foi então que avistou Ron que logo correu a seu encontro.
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Rony:
— Hermione — disse preocupado -, o que está fazendo fora da cama? Você deveria estar descansando.
— Eu só precisava vir me despedir de Doby. — Respondeu determinada. _ Eu vou ficar bem, não se preocupe.
Por anos Rony se perguntara como uma menina tão inteligente como Hermione foi parar na Grifinória. Ele não tirava o mérito dos alunos da casa, obviamente havia muitos deles que eram os primeiros da turma como sua irmã mais nova, Gina. Mas Hermione, diferente dos demais alunos era brilhante em tudo, ao menos deveria estar na Corvinal. Foi somente no último ano que o menino finalmente entendeu o porquê do lugar de Hermione ser Grifinória.
Acima de qualquer sabedoria que ela adquiria, acima de qualquer ideia brilhante que ela bolava estava a sua vontade indomável por realizar as coisas em prol a alguém. E nada ou ninguém tirava essa determinação do seu olhar.
— Hermione, vai com cuidado. Se apoia em mim.
— Ronald, eu sou perfeitamente capaz de andar sozinha. — Afirmou confiante.
— Eu sei que é, mas a areia está muito irregular. Vamos, eu te ajudo.
Às vezes, sua determinação era algo difícil de se lidar.
Era evidente que a garota estava de certa forma melhor de quando aterrissou inconsciente na areia aos braços do ruivo, porém todo esforço que estava fazendo ao invés de estar descansando preocupava o menino.
Durante a cerimônia, Hermione permaneceu calada derramando lágrimas ao seu lado. E enquanto todos voltavam para dentro da casa, Rony pode notar que Hermione estava mais pálida do que quando saiu para o enterro.
— Você está bem, Mione? — O menino lançava olhares de preocupação em sua direção.
— Estou sim, Ronald. Só um pouco cansada. — Respondeu a menina respirando pesado ao se sentar no sofá.
— Talvez você deva se deitar. — Sugeriu.
— Eu vou, depois de saber o que Harry pretende fazer.
Rony revirou os olhos sem deixar que a menina visse.
Ambos se reuniram com Harry e conversaram com Grampo e Olivaras separadamente durante o resto do dia. Houve um pequeno espaço de tempo na qual Rony pode conversar com Harry na cozinha na ausência de Hermione.
— Harry, eu estou preocupado com ela. — Disse sussurrando. _ Talvez devêssemos adiar nossos planos, ou seja lá o que estamos fazendo, para que a Mione possa se recuperar devidamente.
— Eu sei que o relógio não está a nosso favor mas eu concordo com você, parceiro. Ela precisa se recuperar de tudo isso que vem acontecendo e principalmente de hoje.
Sabe, eu me sinto culpado por isso. Se não fosse...
— Se estamos falando de culpa, estamos falando de mim. Eu nunca me perdoaria se ela morresse lá, Harry.
Dito isso, ambos os garotos se abraçaram como se fossem crianças novamente e Rony foi o primeiro a ceder às lágrimas.
— Acho melhor levá-la para o quarto.
A garota estava enroscada no sofá como um gato. Completamente adormecida.
— Hermione! — chamou. _ Vou te ajudar a ir para o quarto descansar. Você vai ficar junto da Luna. Vamos.
Hermione subiu os dois primeiros degraus com todo apoio de Ron mas era seu limite. Não conseguia dar mais um passo.
— Eu te carrego, vamos.
Dessa vez, a menina não protestou.
Ao colocá-la na cama, Hermione já dormia profundamente. Então, Rony pediu para que Luna o chamasse caso houvesse algum problema. Porém, o grito que Ron escutou, não foi o que ele esperava exatamente enquanto estava deitado na sala tentando tirar o dia da cabeça e dormir.
Hermione gritava no quarto de cima.
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