Chalé Nas Montanhas
10 Pensamentos para esquecer - Cuidando
Hoje
Enquanto acomodavam as compras no carro, ela se virou para ele.
_Estou orgulhosa de você !
_Não se anime muito … estou fazendo isso por você !
_Já é alguma coisa, não acha ?
Sua expressão parecia meio desgostosa. Ela entendeu perfeitamente o que ele parecia sentir.
_Gil … se você acha que isto é muito difícil para você, posso entender … vamos ser apenas cordiais e depois procuramos um jeito de não nos envolvermos.
_Isso é importante para você ?
Queria dizer que sim, que adoraria interagir com outras pessoas, eles estavam se saindo bem ali, juntos, e com certeza era um passo importante para a evolução dele .
_Não se trata de mim, querido, e sim de você. Não quero te ver tão chateado.
_Não estou chateado, é só .. só …
_Não consegue explicar, não é ? Esta é apenas sua maneira de ser, Gil, mas se sinta confortável para fazer o que achar melhor. Só quero que fique bem.
Seu coração estava aliviado, ela o entendia tão perfeitamente, talvez melhor que a ele mesmo. Se esforçaria para fazer o que ela lhe propunha.
_Tudo bem … querida …
_Tem certeza ?
_Sim.
Ela lhe deu um beijo calmo, com as mãos em sua cintura, ele segurava seu rosto uma delicadeza estudada.
_O que quer fazer ?
_Vamos tomar alguma coisa, está quente !
Eles caminharam até o outro lado da rua, com os dedos entrelaçados, até um bar que mais parecia um salloom, e se sentaram na varanda, logo na entrada e pediram cerveja.
Estava fazendo um calor enorme, o céu de um azul quase mágico e límpido. Eles ficaram em silêncio, em companhia de seus próprios pensamentos.
Pela primeira vez, Sara sentiu uma pontada aguda quando se lembrou de Vegas. Era bom estar com ele, aproveitaria cada momento, cada instante, coisas novas aconteceriam ali, mas e depois ? Quando suas vidas retomassem o rumo, quando a rotina se instalasse no tão conturbado dia a dia deles ? Continuariam indo e vindo, ora no apartamento dela, ora no dele, e muito ocasionalmente, saídas esporádicas para jantar em algum restaurante distante e discreto?
Mas o que ela estava fazendo ? Sabia das implicações que um caso proibido exigia, sabia que ele era diferente, mas queria tanto que alguma coisa pudesse mudar !
“Sara, Sara, Sara, você é uma menina má ! Ele está se esforçando para fazer o impossível, e você aí, reclamando feito um bebe chorão ?”
Deixaria as coisas acontecerem, que a vida seguisse seu curso, por ora, bastava apenas aproveitar o presente maravilhoso que ele lhe proporcionara.
Grissom a encarou e tentou adivinhar seus pensamentos, o tempo estava quente mas havia um vento delicado balançando seus cabelos brilhantes. A claridade agredia um pouco seus olhos claros, eles estavam quase fechados, na intenção de protegê – los. A face corada dela, a boca bem desenhada, os traços nobres. Ela era linda e estava ali com ele, vivendo momentos únicos, vivendo as novidades de estarem vinte e quatro horas juntos. Tudo era magnífico, e ela se encaixava naquele lugar como uma deusa. Estava feliz, mas naquele momento parecia preocupada, talvez por estar receosa sobre “fazer novos amigos”, precisava passar segurança a ela, tinha que tirar aquela ruguinha de preocupação que sua testa adquirira.
Encostou sua cadeira na dela, e passou o braço sobre seus ombros, a puxando para si. Seus dedos experientes, tocaram seu queixo e ele depositou outro beijo delicado em seus lábios, depois deslizou as costas da mão pela sua face muito rosada.
_Vai dar tudo certo … não se preocupe. — Ele tocou com a ponta do dedo entre seus olhos na altura das sobrancelhas, e ela se acalmou, precisava daquele gesto. Sua voz confiante lhe deu um alento confortante.
_Eu sei, amor … eu sei.
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Antes
Eles chegaram ao apartamento e Grissom fez Hank beber muita água, forrou o chão com um tapete bem macio, acomodou sua caminha e acariciou a cabeça bonita dele.
_Agora você tem que dormir, garoto. Espero que melhore logo.
Ele viu quando seus olhos se fecharam e ficaram velando seu sono por alguns minutos, até ouvir ele roncar muito baixo.
_Acho que ele dormiu.
Ele passou um braço por seu ombro e sussurrou.
_Vamos tomar um banho, honey ?
_Você é quem manda, chefe !
O fluxo de água abundante desfazia a espuma cremosa que os cobria, as mãos dele passeavam por ela, fazendo com que um desejo violento invadisse seu corpo
Sara brincou em seus lábios, forçando sua língua a entrar insinuante no território saboroso da boca dele.
Um gemido agudo escapou de sua garganta e ela sentiu sua ereção quando se encostou nele.
Ele não era de muitas palavras quando estavam juntos, mas suas ações falavam por si. Sorriu dentro de sua boca, quando sentiu as mãos dele apertar suas nádegas. Ela sabia que ele adorava fazer aquilo. Tinha quase que uma obsessão em seus glúteos discretos. Não considerava seu ponto forte, mas as vezes se sentia orgulhosa quando o pegava olhando discretamente naquela região.
Outro gemido escapou de seus lábios. Ele interrompeu o beijo para fechar a torneira e puxar a enorme toalha sobre eles, depois enxugou seus corpos, não parando um segundo de olhar dentro de seus olhos.
Sem dizer uma palavra ele a carregou no colo, com cuidado, os braços fortes segurando suas costas e pernas.
Antes de depositá – la na cama ele a beijou mais uma vez.
No mesmo instante que se ajeitava em cima dela, seu telefone começou a tocar.
Ele praguejou baixinho, inconformado com aquele barulho insistente, estendeu a mão, capturou o telefone e olhou no visor, ainda em cima dela.
_É o Jim !
Ela levantou as sobrancelhas, sabia que ele estava viajando e Grissom não havia explicado direito seus reais motivos.
Ele se sentou na cama e colou o telefone no ouvido.
_Oi Jim.
_Gil, estava dormindo ?
_Não … o que aconteceu ?
_Você está ocupado ?
_Hum … não muito ...
_A Ellie estava mesmo doente, está com uma infecção pulmonar, é grave, e para piorar a situação, ela fuma.
_Suas suspeitas tinham fundamento, então ?
_Sim.
Ele se ajeitou na cama e puxou Sara para junto dele com o braço livre. Ela puxou o lençol cobrindo a nudez de ambos, se encolheu em seu peito, presentando seu nariz com o cheiro dele, depois voltou a atenção para a conversa.
_Quantos dias tirou de férias ?
_O mês todo. Vou ficar por aqui o tempo que for necessário.
_Claro, faça isso. Sabe que pode, além disso, tirar uma licença, apoiada em questões de saúde na família, não sabe ?
_Sim, mas queria evitar essa coisa toda, não me sinto confortável expondo Ellie deste jeito, ela não gostaria disso. Sabe bem como ela é !
_Claro, posso entender perfeitamente. Você precisa de alguma coisa, ? Quer que dê algum recado ?
_Acho que por hora não, mas se for necessário, te comunico.
_Está bem, mas fique tranquilo, sei que vai conseguir resolver.
_Assim espero, sabe Gil … ela não tem ninguém, nenhum amigo … apareceu. E seu telefone não para de tocar.
Grissom ficou chateado com a situação, no mínimo constrangedora do amigo. Ela era uma mulher da vida e como tal, propensa a ter muitos problemas de saúde. Passava as madrugadas fora, castigando seu corpo de muitas formas, e talvez, nem se cuidasse direito.
_Eu só posso dizer que sinto muito, Jim !
_Eu também. Tenho esperanças que depois dessa, ela possa ponderar sobre … uma mudança … sabe aquela coisa … há males que vem para bem …
_Não perca as esperanças.
_Não gosto de ter esperanças, elas sempre me traíram.
_Desta vez pode ser diferente, quem sabe o jogo pode virar.
_Não sei não …
_Se precisar de alguma coisa, por favor, não exite em me ligar.
_Vou me lembrar e … obrigado Gil.
_Você vai conseguir. — ele repetiu.
_Uma grande abraço, até mais.
_Até mais, amigo !
Ele fechou o telefone e depois o voltou para a mesa de cabeceira.
_O que foi, Gil ?
_Ele está resolvendo uns problemas pessoais muito complicados.
_E pediu para você ser discreto ?
_Na verdade sim, não com palavras.
_Eu entendo, gostaria de saber, mas acho que não posso exigir isso de você,
Ele apertou os lábios, pensando.
Ela estava convivendo com ele de uma maneira bastante íntima, como nunca havia acontecido com mulher nenhuma, seus relacionamentos nunca passaram de semanas apenas. Ela tinha o direito de saber sobre o que se passava na vida dele, mas mesmo assim, não se sentia confortável em expor a vida de seu amigo à outra pessoa, mesmo que fosse ela.
_Gil … não se preocupe, fique à vontade para agir do modo que achar correto. Acredite … posso entender isso como lealdade, e me orgulho de você por isso !
_Obrigado querida, isso me deixou mais aliviado.
_Você está bem ? Você sabe … acha que tem cabeça para … continuarmos onde … paramos ?
Ele se virou e pegou o telefone novamente, sem responder a sua pergunta, depois se voltou para ela.
_É uma pena essa situação, mas diante do fato de que eu não posso fazer nada, a não ser apenas apoiá – lo, não vejo por que … não continuarmos …
Ela ouviu o barulho “inspirador” do telefone sendo desligado.
_Não podemos correr o risco …
_Não mesmo !
Grissom se ajeitou novamente para ficar por cima dela, e sem dizer mais nenhuma palavra, procurou sua boca com avidez.
Os gemidos foram ficando cada vez mais urgentes e constantes, as mãos que buscavam todas as partes de seus corpos, trabalhavam sem descanso.
Eles se amaram por quase toda aquela tarde, alternando paradas para reabastecer as energias e prestar cuidados a Hank.
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