Chalé Nas Montanhas

14 Brincando com Hank - Pequeno desabafo


Hoje

_Hank !

Sara jogou o frisbee, ele pegou no ar, trazendo de volta para ela. Depois foi a vez de Grissom.

As risadas ecoavam pelo vale, uma névoa se formava logo acima da superfície do lago, o clima estava esfriando e o céu começava a escurecer.

_Acho que teremos chuva, e não vai demorar.

_Estou começando a ficar com frio. — Ela esfregou os braços expostos pela blusa sem mangas e se encolheu.

_Venha cá.

Ele a puxou para seus braços, protegendo -a do vento que começava a rondar o lugar.

_Você está sempre quente !

_A temperatura do corpo de um homem é mais alta que de uma mulher ... você sabe disso !

_Huhum …

_E … sabe como se chama esse fenômeno ?

_Não ... como ?

_No meu caso específico ... se chama ...Sara !

Ela bateu em seu braço e se aconchegou mais a ele, disparando

_Vamos entrar, que eu quero te mostrar outro fenômeno que também costumar elevar a temperatura do corpo em níveis altíssimos.

Os olhos dele baixaram sobre a sua boca e ele ia lhe dar um beijo em resposta quando ouviram os latidos de Hank.

Ele corria em volta deles, alternando saltos dignos de uma competição de atletismo.

Alguns pingos de chuva os atingiram e eles correram para dentro, enquanto Hank se esfregava na grama.

_Vem garoto ... Gil … não acho uma boa ideia ele tomar chuva, pode ter uma recaída.

Grissom correu até ele e o agarrou pela coleira, trazendo — o para dentro da casa.

Depois fechou o portão da varanda e ele correu para beber água, se acomodando em seguida dentro de sua confortável casa.

_Ele não tem medo de chuva ?

_Não que eu saiba, ele me parece muito tranquilo em relação a isso.

Eles entraram, Grissom abraçou sua cintura, e subiram pelas escadas.

Ele a deitou bem devagar na cama, naquele dia ainda não tinham se amado, ela havia dormido até quase a hora do almoço.

.... Como gostava de dormir, o clima estava gostoso e propício.

Ela acordou, desceu as escadas e o encontrou preparando o almoço. Muito simples e gostoso. Ela o abraçou por trás, encostando seu rosto em suas costas, com os olhos fechados.

_Ei ... alguém resolveu acordar ?

_Por que não me chamou ?

_Você precisava descansar …

_Vamos ter tempo …

_E então, vai tomar seu café, ou vai pular para o almoço.

_Pelo horário … acho que quero apenas uma generosa xícara do seu café delicioso, e vou tomar um banho, tenho que acordar ! ...”

E agora estavam ali, com ele a olhando daquele jeito malicioso que ela estava se acostumando.

Então eles se amaram, olhando a chuva pela porta-janela escancarada, a visão era encantadora. O clima não poderia ser mais perfeito. O barulho da chuva era uma canção deliciosa.

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Antes

Ela não chorou, mas não lhe faltou vontade.

Ele deveria tê – la procurado e esclarecido a situação. Tinha feito daquela forma, e tudo ficara bem. Qual o problema dele fazer o mesmo ? Parecia mais justo … para os dois.

Serpenteou pelo apartamento por um longo tempo, não conseguia sossegar em lugar algum, até que o cansaço caiu sobre ela e acabou adormecendo quase a tarde toda.

Em casa, Grissom queria analisar a situação, estava nervoso e precisava se acalmar. Ele tentara ligar para ela, naquele dia, mas seu telefone estava desligado, de verdade.

Num impulso saiu para a rua e resolveu que compraria mais um par de baterias, pelo menos aquilo não se repetiria !

Quando voltou ele se sentou no sofá, o olhar muito longe, depois encarou o telefone, desolado.

Se encontraram no turno seguinte e não disseram uma palavra um ao outro e assim pelo turno seguinte e mais outro.

Houve um momento em que ele quis falar -lhe, mas ela se esquivou e o alertou que não era uma boa hora.

Sara estava passando por algum tipo de prova, precisava de tempo, e mesmo quase morrendo por dentro, tinha se condicionado a não falar com ele, evitava até conversas sobre o trabalho. Sabia que ele também não estava bem.

Enquanto ele esperava uma decisão dela, a punição que ela lhe impunha estava severa, ele tinha saudades e sentia sua falta. Demais !

O caso de Heather fora elucidado sem que ele voltasse a vê – la.

Sua funcionária forjara um sequestro, para pedir um resgaste de valor estrondoso. Jim havia tomado a frente das investigações a pedido dele e tudo foi muito rápido.

Sentado em seu sofá, olhando para algumas mensagens, ele ouviu a porta se abrir devagar, era sua ajudante.

Naquela semana, a sra. Miller percebera que alguma coisa estava errada. Embora sempre muito quieto, como estava acostumada a ver, ela sentiu um clima estranho. Seu patrão parecia cabisbaixo e ela não notara nenhum movimento diferente no apartamento. Até mesmo Hank parecia triste.

Ele tinha a barba por fazer.

_Dr. Grissom ?

_Sim …

_O sr está bem ?

Ele quisera dizer que não, mas não faria isso com ela.

_Estou, apenas me sinto cansado.

_Precisa de alguma coisa ? Posso preparar um chá !

_Não obrigado ! Agradeço a preocupação.

Meu Deus, ele não está bem !”

Era uma pessoas reservada, muito discreta, mas vê -lo daquele jeito lhe trouxeram lágrimas nos olhos.

De repente ele sentiu que ela se sentava ao seu lado. Ela esperou, se ele ficasse bravo, simplesmente pediria desculpas e se levantaria. Ele não o fez.

Estava inacreditavelmente triste, e doía nela.

_Por favor … não fique assim, seja o que for, vai conseguir resolver … eu sei.

Em sua surpresa ele olhou para aquela boa senhora, queria tanto que alguém pudesse entender, ela parecia querer, de verdade ajudá – lo.

_Quer conversar sobre isso ?

Ele escondeu o rosto nas mãos.

_Eu não sei o que fazer … Sra. Miller.

_É sua namorada ?

_Sim … eu a magoei, isso está me matando.

_Ela terminou ?

_Eu … não sei …

_Seu erro … foi grave ?

Ele passou as mãos pelos cabelos.

_Não ! Pelo menos acho que não.

_Então há esperanças.

Ele encolheu os ombros.

_Tomara que sim.

_Eu sei … as vezes as coisas tem que acontecer para ganharem mais força.

Ele enrugou a testa.

_Ela vai voltar … eu sinto isso.

Depois disso ela saiu e o deixou, mas o coração apertado de pena dele.