Bem mais tarde, quanto bebia um generoso copo de água, seu telefone tocou.

_Oi Gil ...

_Oi querida, já fui liberado.

_Já estou saindo, só vou avisar os outros, eles querem vê — lo, acho que irão para sua casa.

_Mas gostaria de dar uma passada aí.

_Aqui está tudo em perfeita ordem, pode perguntar aos meninos, até o Ecklie parece satisfeito, mas não admite.

Ele suspirou resignado.

Em poucos minutos ela entrava no hospital.

O Dr Bennet a chamou para conversar, assim que a enfermeira o avisou.

Grissom estava sentado em uma cadeira e o doutor atrás da mesa, ele parecia meio constrangido com alguma coisa que ele falava.

_Acho que vou fazer isso.

O médico sorriu e se virou para olhar Sara que batia na porta aberta.

_Olá !

Sua aparência estava bem melhor, com certeza.

_Tudo bem ?

_Sim ...

Ela tocou sua perna e se sentou na cadeira ao lado dele.

_Bem ... Sara ... queria falar com você sobre meu ... paciente teimoso ! Estava dizendo a ele que seus exames estão ótimos, alguns níveis estão limítrofes, mas nada que uma alimentação mais saudável não resolva, e talvez, se você conseguir, carregue — o para uma boa caminhada. O que me deixou mais tranquilo foi sua tomografia, está tudo em perfeitas condições, só precisa ser menos cabeça dura.

Ela sorriu, bem sem graça.

_Então ... vamos lá, uma boa alimentação, nada de pular refeições, muito menos frituras em excesso. Doces ... moderadamente, bebida alcoólica ...quanto menos, melhor, e o mais importante, fuja do estresse. Portanto nada de acumular trabalho. Agora ele tem uma vida e precisa cuidar dela. — Ele sorriu muito sinistro.

_Sempre tive uma vida, doutor.

_Não era o que parecia ... sei que seu trabalho é estressante, Gilbert .... mas ...- ele se virou para ela. _Sara ... será que pode policiar este homem ? Você será meu elo com ele, lhe delego a função de ser meus olhos, se você não quiser mais se preocupar, deve me ajudar a cuidar dele. Aceita minha proposta ?

_Agora mesmo ... onde eu assino ? — ela brincou, estava bem diferente de quando esteve ali há algumas horas antes.

O médico sorriu com simpatia, esperava ter ganhado uma aliada.

_Então .... já terminaram de discutir a "MINHA" vida ? Eu "AINDA" estou aqui !

Eles continuaram sorrindo, aquela cara de bravo de nada valeu. Eles selaram o acordo com um aperto de mãos.

_Vou cumprir a minha parte, pode ter certeza !

Eles foram para casa, Sara percebeu que ele a encarava a todo momento, muito quieto.

Olhos e pensamentos na mulher que o fizera querer avançar, querer construir algo para sempre, admitia que era teimoso, mas pensando bem, melhorar sua qualidade de vida só iria trazer benefícios.

_Sara ...

_Oi amor ? — Ela se virou para ele quando parou no sinal vermelho._O que foi ?

_VOCÊ QUER MORAR COMIGO ?

Seu coração disparou, sua boca se abriu em surpresa, as mãos começaram a tremer.

_O que você disse ?

Ela estava em estado de graça, parecia flutuar ... ouvira direito ?

Ele sorriu, estava zonzo, o médico lhe avisara que ficaria sonolento pelo efeito da medicação. Algumas buzinas começaram a tocar, o sinal havia ficado verde.

Calmamente ela virou á esquerda e seguiu pela alameda que entrava no bairro onde ele morava.

_Está me pedindo para morar com você ?

Ele tombou a cabeça para trás, e fechou os olhos, muito tranquilo.

_Sim ... você aceita ?

_Você está bem, Gil ?

_Estou ... só me sinto sonolento.

_Sua dor passou ?

_Huhum ... — ele murmurou.

Assim que estacionou em sua garagem, ele abriu a porta lentamente.

Ela deu a volta e abriu mais a porta para ele, seus reflexos estavam lentos, ele passou um braço em seus ombros e eles entraram no prédio.

No elevador, ele beijou seu pescoço.

_Você não me respondeu ... ainda !

_Hum ... você me parece estranho ... tem certeza que está bem ?

_É a medicação ... o dr. Bennet me avisou, estou zonzo.

Ela o abraçou pela cintura e abriu a porta, Hank os recebeu com entusiasmo.

_Oi meu amorzinho, olha quem eu trouxe … o papai !

_Oi garotão … agora vá se deitar, eu … preciso de um tempo.

O cão continuou fazendo festa, depois se deitou ao lado do sofá.

_Venha ... você vai para a cama, precisa descansar, não deve lutar contra o sono.

_Não devo lutar contra o sono ! — Ele repetiu como se tivesse seis anos.

Ela riu abertamente, o amava tanto ! Claro que aceitaria morar com ele, era tudo o que mais queria.

_Sara ... não posso dormir... sem saber sua resposta.

Ela o ajeitou na cama, tirou suas roupas para que ficasse mais confortável e lhe deu um beijo na testa.

_Você sabe que é o que eu mais desejo. Claro que aceito.

Ele sorriu.

_Boa garota ! — Ela sorriu mais uma vez, ele estava completamente entregue, ao chegar na porta ele a chamou com os olhos fechados.

_Sara ...

_Sim ... — ela se virou para ele.

_Eu te amo !