Chalé Nas Montanhas

20 Tem homens demais olhando para você ! - Nervoso


Hoje

Sara estava na fila para pegar algumas espigas de milho, juntamente com Jenny.

_Como é trabalhar junto com seu namorado ?

_É meio … complicado, mas nos ajeitamos bem. Confesso que quase não temos tempo para ficarmos juntos.

_Como assim ?

_Nosso trabalho é constante e intenso.

_E seus colegas, o que dizem sobre vocês ?

Sara pensou um pouco, depois resolver se abrir.

_Ele é meu supervisor.

_Supervisor ? E isso não … abre precedentes … você sabe … favorecimentos …

_Bem, na verdade – ela sorriu, mas precisava dizer, gostava dela – namoramos escondido !

_O quê ???? Não acredito, adorei isso ! E como é ?

_Muito complicado. Ele é muito sério, tem muitas responsabilidades, mas separamos bem as coisas.

_Ninguém, nunca percebeu ?

_Não ! Ele é totalmente discreto.

_Posso te dizer uma coisa ?

_Pode … claro.

_Deve ser excitante olhar para ele e saber que … depois dali … as coisas … pegam fogo.

Sara deu uma gargalhada e olhou em direção a ele, que sentado, também sorria de alguma coisa que Anton estava dizendo, mas sem tirar os olhos dela.

_Se eu te disser que nem sempre estamos juntos, dificilmente temos apenas um caso. Temos que nos dividir.

_E ele como seu supervisor, é chato ?

_Ah... bastante exigente, mas ele é extremamente profissional, casado com o trabalho ! Entende ?

_Interessante.

_Eu me orgulho dele, é excepcional ! — Seus olhos brilharam e Jenny entendeu.

_Isso é muito lindo, eu sou uma romântica abobalhada. Anton vive me dizendo.

_Ele me parece bem apaixonado por você ! Não deve se importar com isso.

Jenny piscou, encantada.

Grissom estava sentado ouvindo Anton dizer o quanto Jenny era uma sonhadora, que eles haviam terminado de construir uma outra casa, bem mais romântica, segundo ela.

Ele olhava o tempo todo para Sara, ela estava chamando atenção de alguns homens e aquilo estava lhe tirando a paz. O ápice foi quando ouviu dois rapazes ao lado deles, apostar quem chegaria primeiro nela.

_Ela parece bem interessante, acho que está sozinha !

_Vou me aproximar … quem sabe …

_Calma aí, cara. Acho que vai ter que esperar a minha vez. A vi primeiro !

Anton olhou para Grissom e viu o quanto ele parecia nervoso. Era a vez dele sentir ciúme.

Ele se levantou imediatamente.

_Eu vou resolver isso. Volto já.

Seu amigo ficou o observando, se divertindo com a cena.

De repente ele estava do lado dela.

_Ei … acabei de ver você sentado, quer alguma coisa coisa, querido ?

_Não !

Ele abraçou a sua cintura, depois a puxou para si, sorrindo para Jenny, que não estava entendendo nada. Muito menos Sara. Ele encarou os dois grandalhões e eles balançaram a cabeça, desolados. Tarefa cumprida.

_O que foi Gil ? Aconteceu alguma coisa ?

_Não, nada !

_Você deixou Anton sozinho, para vir até aqui e me dizer que não é nada ?

Ele suspirou profundamente.

_Grissom !

_Está bem … tem homens demais olhando para você !

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Antes

Uma famoso figurão de Las Vegas havia sido assassinado. O local do crime estava cheio de repórteres e Grissom estava nervoso.

Para ajudar, o xerife queria que ele atendesse às perguntas que um deles estava fazendo.

_Nós temos satisfações a dar para a população, Grissom !

_Tenho satisfações para dar à família dele. Ninguém mais.

_Você tem a péssima mania de querer destruir a minha imagem !

Ele olhou para a carranca dele e muito a contragosto atendeu à um dos repórteres.

_Tem alguma pista de quem fez isso, dr. Grissom ?

_Ainda não … precisamos de mais tempo, estamos analisando toda a situação.

_Essa morosidade pode prejudicar o caso ?

_Não trabalhamos em cima dos ponteiros de um relógio, isso é um trabalho meticuloso, sr ...

_Allister, Jack Allister. Diário de Vegas.

_Sr. Allister, assim que tivermos uma posição, falaremos com mais propriedade.

_E a família da vítima, vai querer saber o que aconteceu ! Ninguém gosta de esperar.

Grissom molhou os lábios secos e depois o encarou.

_Acho que deve fazer o seu trabalho, e deixar que façamos o nosso ! As coisas funcionam assim.

_Mas dr. Grissom, é inevitável as cobranças …

Alguém o puxou pelo braço, a coisa estava pegando fogo e ele tinha que sair dali.

_Por que está brigando com um idiota, vamos fazer nosso trabalho. Você não leva jeito para isso.

_Foi o xerife, Cath.

Eles entraram na casa e ele estava possesso. Que sujeito intragável.

Sara olhou para ele e balançou a cabeça. Ele nunca soube lidar com aquele tipo de situação. O pior é que o xerife sabia disso.

Bem mais tarde naquele turno, Sara entrava em sua sala, com alguns relatórios na mão.

_O que foi aquilo, hoje ? Parecia nervoso.

_Não gosto de repórteres.

_Por que não deixou a Cath resolver isso ? Ela leva mais jeito para essas coisas.

_Você está me dizendo como fazer o meu trabalho, é isso ?

Ainda estava nervoso e ela resolveu desistir de falar com ele.

_Meus relatórios.

Sem dizer mais nenhuma palavra, ela saiu.

Sabia que quando estava assim, o melhor a fazer era deixá-lo sozinho.

Ele ficou olhando para os papéis a sua frente, quase em transe. O que ele havia feito ? Mas também, estava esgotado de tantas cobranças. De todos os lados.

Tinha tanta coisa a fazer, e a cada momento aparecia mais e mais. Daquela maneira estava apreensivo em cumprir os prazos e tirar suas férias na data esperada.

Tinha que dar um jeito.