Chalé Nas Montanhas
1 O lugar - Uma ideia
Notas iniciais
Esta é uma fic para trazer um pouco de coisas boas à nossa vida atribulada.
Foi escrita para que possamos explorar a imaginação, se imaginar em um lugar maravilhoso, com quem amamos.
Hoje
As malas estavam prontas, e ele olhava para o relógio, impaciente. Os óculos na ponta do nariz, Hank aos seus pés, o encarando. E ela que estava demorando tanto !
_Sara … vamos, eu quero dirigir devagar.
Ela surgiu na sala, um perfume suave, cheiro de banho !
Os cabelos presos em um rabo de cavalo. A blusa muito fina, ele podia ver o delicado sutiã se expondo lindamente por entre os vãos das flores coloridas e delicadas que pintava o tecido.
A bermuda clara, que terminava no meio de suas coxas lisas e macias.
Uma sandália baixa com minusculas pedras ornamentando seus pés finos e lindos. As unhas perfeitas com um suave esmalte.
Estava linda, cheirosa e aquele batom delicado lhe provocando, o chamando para um beijo morno !
Ele largou tudo, os óculos, as palavras cruzadas, sua imobilidade e se levantou instantaneamente.
_Você está linda ! — a puxou para os seus braços e experimentou o gosto convidativo de morango !
_Não estamos atrasados ?
_Estamos ?
Os dois ouviram um latido firme e se viraram para o cão.
_Acho que ele está mais ansioso que nós dois.
_Vamos, Gil. — Seu sorriso radiante, sua pele linda, seu coração encantado. Esta feliz como nunca !
A viagem foi calma. O sol escaldante na maior parte do tempo, os obrigou a usarem seus óculos escuros.
A todo momento ela o olhava, se deliciando com a visão perfeita de seu rosto. O charme que ele possuía fazia suas pernas tremerem.
_O que foi ? — Ele percebera a insistência com que ela o encarava.
_Nada ….
Sara correu os olhos mais uma vez pelo peito largo coberto por uma polo amarela muito clara, as coxas fortes se destacando sob o tecido cáqui de sua bermuda. Os braços firmes segurando o volante com confiança, dirigia muito bem, era atencioso e nunca se arriscava em ultrapassagens perigosas.
Grissom esticou sua mão e ela a agarrou, depois levou os dedos dela até sua boca e depositou um beijo. Sara pôde sentir sua barba roçando na pele delicada e um arrepio se espalhou pela sua espinha, o desejava tanto que chegava a se surpreender.
_Acha que devemos parar para almoçar ?
_Está muito longe ?
_Um pouco !
_Acho então, que devemos e Hank precisa esticar suas pernas também.
O cachorro estava eufórico, a alegria dele era evidente, bebeu muita água, Grissom deu algumas voltas com ele pelas adjacências, esperou ele se aliviar e o prendeu novamente no banco traseiro.
Resolveram ficar na parte externa do restaurante, assim, o cão tinha total visão deles e ficaria mais tranquilo.
Comeram uma salada e Grissom pediu ainda uma carne grelhada, bem passada.
_Nós temos que fazer algumas compras, o lugar é uma visão do paraíso, querida, você vai ver !
_Hum … sei que quis me fazer uma surpresa, mas queria tanto ter ido com você …
_Está chateada ?
_Claro que não, confio em você, sei que não vai me decepcionar !
_Que bom !- Ele levou o garfo à boca e mastigou devagar, saboreando o alimento.
Alguns minutos depois pegavam a estrada novamente. Dirigiu por mais duas horas e finalmente avistaram a entrada imponente do condomínio.
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Antes
_Sara ?
_Oi … — ela o encarou.
_Vamos tirar umas férias ?
_Nós dois ? Ao mesmo tempo ? Como ?
_Eu ainda não sei … só tenho certeza de que é o que precisamos !
_E o Hank ? — A ideia atingiu sua mente cansada, a imagem se formou com força, e confessou para si mesma que era tudo o que mais queria.
_Podemos levá- lo também, claro.
Ela estava deitada em seu colo e uma das mãos entrelaçadas na dele.
Era muito difícil conseguirem ficar juntos. Demorava uma eternidade para que conseguissem conciliar um encontro.
_Estas últimas semanas, foram demais para nós dois, eu me sinto no limite.
Ela também, porém, sempre que estavam juntos o cansaço se esvaía.
O caso estranho de um serial killer, esgotara suas energias.
Primeiro ele matara a mãe, depois as duas irmãs e como numa sequencia alucinante de um filme de horror, ele matara quatro mulheres e uma criança de apenas dois anos com disfunções cerebrais.
Todas as suas vítimas enterradas em um fosso, em seu quintal sombrio.
Em cada cova, uma flor era plantada, sobre a da criança repousava uma pequena árvore mais parecida com um bonsai.
Ele era um lunático que falava o tempo todo sozinho, provavelmente com suas vítimas. Suas justificativas ?
Elas olharam estranho para ele … apenas isso e, quanto à criança, ele apenas a poupara de um futuro sombrio e sem esperanças.
Ele mesmo se entregara, dizendo que era o salvador e que se sentia Deus, levando para um lugar melhor aquele pequeno ser que sofria em silêncio. Se orgulhava daquilo, sua mente confusa confessava que teve uma atitude santificada !
Sara vivera aquela confusão por semanas, o que a confortava eram os esporádicos encontros com o amor de sua vida.
_Sabe o que estava pensando ? Poderia sugerir ao Ecklie que todos tivéssemos umas férias. Você se lembra quando tivemos que cobrir praticamente os dois turnos há alguns meses atrás ?
_Claro que me lembro … — tinha sido um sufoco, mas no final tudo acabara dando certo !
Grissom a ergueu, embalando -a num abraço aconchegante, sua boca procurou a dela que lentamente se abriu, convidando — a a retribuir o beijo.
Sua mão deslizou pelo seu rosto, depois ele tocou a boca umedecida pela dele com o polegar.
_Vou falar com ele !
_Faça isso, estou ansiosa por um pouco de paz …
A campainha tocou.
_E falando em paz … acabou nosso sossego. Vá atender querido, te espero no quarto.
Ela recolheu seus chinelos, lhe entregou as taças de sorvete que apagavam as evidências de duas pessoas ali.
_Esconda as provas … — ela lhe disse sorrindo.
_Vai me esperar acordada ?
_Vou tentar. — Sara piscou um olho e correu pelo corredor afora.
Ele se ajeitou e foi atender a porta.
Notas finais
O próximo vai ser uma descrição linda do lugar e uma conversa entre amigos, com uma morena dormindo profundamente.
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