Chalé Nas Montanhas
2 De queixo caído - Conversando com um amigo
Notas iniciais
Foi uma agradável surpresa, assim tão de imediato, aumentando minha responsabilidade em conseguir o melhor.
Agradeço também todos os reviews, e pelo tempo de vocês.
Sempre me acompanhando !
bjs
Hoje
_Já gostei ! — Sara se adiantou.
Ele sorriu e se virou para a guarita com seus documentos e as reservas na mão.
_Boa tarde sr … Grissom ! Meu nome é Jacob, seja bem vindo.
_Obrigado Jacob !
O moreno de cabelos encaracolados lhe entregou uma pasta com as regras, telefones úteis, dicas, procedimentos com os animais e estabelecimentos dentro da cidade.
_A cidade fica dentro deste complexo ?
_Sim, como um bairro independente de uma cidade grande, suas vantagens e comodidades, o senhor e sua família irão adorar !
_Temos certeza que sim !
Sara sorriu com simpatia para ele. Adorou ouvir aquilo !
_A estada é de ... – ele olhou para seu relatório, depois completou _ … vinte dias . As instalações já foram supervisionadas e tudo está em perfeita ordem, senhor ! Por gentileza nos comunique para qualquer emergência ou necessidade, estaremos disponíveis vinte e quatro horas por dia. Lembre -se, todo o funcionamento das dependências e de todo o complexo, estão discriminados neste folder, leia atentamente assim que chegarem ao chalé. Mantenha – o sempre à vista e em local de fácil acesso. — depois finalizou._Tenham uma boa estada.
Ele desceu a rua de cascalho batido, ornamentada de muitas flores e enormes placas informativas, mais a frente um caminho largo e arborizado dava acesso à entrada da “cidade”. As ruas estavam movimentadas, algum tipo de festa estava acontecendo ali, as pessoas sorriam e o clima parecia muito agradável.
Grissom dirigia devagar enquanto observava sua namorada que, de queixo caído, se deliciava com a visão daquele lugar sensacional.
_E então, está gostando ?
_Demais, demais , demais !
A alegria dela era tão contagiante, que ele se sentiu impelido a confessar.
_Nada me importa tanto quanto a sua felicidade !
_Gil ! Isso é ….
Os olhos dela brilharam pelo esforço de não chorar.
Hank latiu para um pequeno cão que passeava com seu dono, um senhor baixo e acima do peso, com um estranho chapéu. Eles acenaram para ele que sorriu com simpatia.
_Estou me sentindo como uma criança em um parque de diversões.
_Hum ...espere até ver nossas instalações.
_Estou ansiosa por isso !
A rua muito larga, se estendia pela cidade de ponta a ponta, uma área delimitava o acesso aos pedestres, e muitas passarelas suspensas cortavam o caminho. Tudo era muito bem organizado e elaborado. Várias pessoas com o mesmo uniforme de Jacob, circulavam pelo local.
Cinemas, bares, restaurantes, lojas, salões, tudo o que uma pessoa precisava para e divertir.
Depois de percorrerem por mais de um quilômetro, chegou ao final da rua.
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Antes
_Jim !
Hank começou a latir, arranhando a grade que o separava do restante da casa.
_Quieto garoto, volte a dormir.
Jim caminhou até o cão e lhe tocou a cabeça forte.
_Bom menino. Cada vez que o vejo ele parece maior !
_Deixe de besteiras Jim, Hank parou de crescer com quatorze meses.
_Só se for para você, ele está maior e ponto final.
Grissom chacoalhou a cabeça sorrindo.
_Sente — se, vou lhe preparar um drink !
_De quem é isso ?
Enquanto depositava alguns cubos de gelo em um copo curto, Grissom o encarou.
_Como ?
Jim apontou para o pequeno relógio, descansado na mesa de apoio ao lado do sofá.
_É um relógio antigo.
_Eu tenho a impressão que já vi isso em algum lugar !
Grissom sabia que sim … no braço de Sara.
_É seu ?
_É … era … de minha mãe. -Foi a primeira coisa que veio na sua mente.
_E o que faz aqui ?
_Estava guardado, vou levar para o conserto.
Ele pegou a peça nas mãos, analisando -a .
_Parece funcionar perfeitamente.
_É ? Melhor ainda, pensei que estivesse quebrado.
Ele descansou a cabeça no apoio do sofá e fechou os olhos esperando seu drink, se esquecendo completamente do objeto.
Jim costumava frequentar a casa dele, mas tinha o hábito de não se demorar, se tivesse que contar sobre o seu caso com Sara, ele com certeza, seria o primeiro. Eram amigos de longa data.
_Estava pensando em tirar umas férias, Gil !
Ele pegou a bebida das mãos dele e agradeceu.
_Eu também.
_O que ? — Jim estava surpreso ! — Você ?? Tirando férias ?
_E o que tem isso ? Também mereço um descanso.
_Me diz o que você faria, em suas “férias” ? Iria atrás de algum inseto raro ?
Grissom se limitou a dar um sorriso torto e enrugar a testa.
“Já tenho uma coisa muito rara, e te garanto que não é um inseto”
Seu pensamento viajou até o quarto, e ele acabou sorrindo, orgulhoso.
_Que foi ?
_Que foi o que ?
_Essa cara de bobo !
Ele apertou os lábios, queria rir, mas se segurou.
_Esse caso maldito me tirou a energia. — Ele mudou imediatamente de assunto.
_Acho que a de todo mundo. Já vi muita coisa na minha vida, mas esse caso entrou para a lista dos mais esquisitos.
_Com certeza !
Jim fechou os olhos mais uma vez.
_Você me parece muito cansado.
_Você também, Gil … eu .. bem … só passei para tomar um drink e bater meu cartão.
Jim quase não sorria, a não ser cinicamente, mas naquele momento seus lábios finos de esticaram com simpatia.
_Eu … preciso te contar uma coisa …
_Sim …
_Minha filha quer falar comigo !
_Vocês tem se visto ?
_Não … ela me ligou há pouco. Acho que está doente, Gil !
_Eu … sinto muito ! Mas … como pode saber disso ?
_Ela parecia triste, e cansada. Estava sem a sua típica arrogância e falava muito baixo.
_Você precisa de alguma coisa, Jim ?
_Não … apenas resolver isso, mas … obrigado amigo !
_Quando pretender ir ?
_O mais rápido possível.
Jim depositou o copo em cima da mesa e se levantou.
_Preciso ir, nos falamos amanhã.
Gil abraçou seu amigo tentando lhe passar força.
_Conte comigo para o que precisar.
_Obrigado. Até mais.
Assim que ele saiu, Grissom foi até o quarto. Abriu a porta devagar e espiou com cuidado.
Ela dormia profundamente, o corpo todo torto, e ainda estava com as roupas do trabalho.
_Sara … — ela resmungou e se virou para o outro lado.
Ele retirou as suas botas, as meias, abriu devagar o zíper de sua calça escura, deslizou-a pelas longas pernas, depositando na poltrona no canto do quarto. Abriu um a um os botões de sua camisa branca, muito justa, e quase transparente, passou por um braço, depois a levantou o suficiente para continuar sua ação em despi – la, passou pelo outro braço e juntou a peça delicada à calça.
O conjunto de lingerie branco não poderia ser mais perfeito em seu corpo esguio, não possuía uma grama de gordura, a barriga lisa, as pernas torneadas. Suspirou.
_Minha doce garota de olhos castanhos.
Esticou o lençol sobre seu corpo, cobrindo sua seminudez que, se estivesse acordada, seria explorada pelas suas mãos experientes e calmas.
Suspirou mais uma vez e se dirigiu ao banheiro. A água quente agradava seu corpo forte, num calmante carinho para seu cansaço. Estava esgotado de verdade e clamava por um pouco de descanso.
Seu corpo obedeceu cegamente sua mente e ele se deitou ao lado dela, vestindo apenas uma samba canção branca de algodão, muito confortável. Esfregou os olhos e bocejou longamente, depois se virou para ela ajeitando a cabeça cheirosa em seu peito nu, beijou seus cabelos macios e murmurou, vencido pelo sono.
_Sonhe com os anjos.
Segundos depois dormia profundamente.
Notas finais
Ele ficou muito longo e tive que dividi - lo, então aguardem !
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