Chains Of Blood
1 Poder?
Meu nome… se me lembro bem era Aki, um simples estudante levando uma vida normal. Isso antes da minha família se afundar em dívidas… primeiro foi meu pai, sumiu no dia seguinte, deve ter fugido. Depois foi a minha mãe, uns caras levaram ela, provavelmente como forma de pagamento.
Tudo o que eu sei é que depois desse dia tudo mudou, alguém parece ter espalhado rumores sobre minha família estar envolvida em crimes graves, e desde então ninguém nunca me olhou da mesma forma.
Depois de um tempo eu me acostumei. Não é como se eu tivesse outra escolha. Mas alguns dias depois, a caminho de casa, uns caras com terno e gravata… os mesmos que levaram minha mãe.
No começo não entendi o que queriam, talvez fossem devolver ela? No momento seguinte uma mão veio por trás de mim, me apagaram. Eu acordei em uma sala escura. Pedaços de madeira e metal, provavelmente uma oficina abandonada ou algo do tipo.
Tentei me mexer, não consegui. Meus braços estavam presos. Eu olhei ao redor, não tinha ninguém, somente uma sala, escura, com uma única porta de ferro.
Alguns minutos se passaram até que finalmente abriram a porta. Um homem, alto, vestido em um macacão preto e luvas.
Ele se aproximou, foi até uma mesa, pegou uma chave inglesa.. ou talvez um martelo, estava muito escuro pra distinguir.
O primeiro golpe foi seco, um pouco abaixo da orelha. Minha visão ficou turva, parecia que eu iria desmaiar.
Ele disse algo, não entendi muito bem, algo como ‘Teste’, ‘Cobaia’. Logo em seguida veio o segundo golpe, entre a orelha e o olho esquerdo. Minha visão ficou preta.
Eu esperei pelo terceiro golpe. Nada. Ao invés disso, eu senti uma agulha no meu pescoço. Eu senti algo entrando, meu coração disparou. Uma droga? Talvez. Mas no momento seguinte eu me deparei em uma “sala” um lugar completamente branco.
Um pouco a frente tinha alguém, ou melhor… algo. Estava preso por correntes, braços, pernas, e uma atravessando o peito. Parecia feito de metal. Eu me aproximei e ele levantou a cabeça. Um ruído, senti que minha cabeça iria explodir. Algo começou a “abraçar” meu braço direito, uma corrente, a mesma que o prendia.
Num piscar de olhos. Eu estava de volta, solto. O homem no chão. Marcas de correntes no pescoço.
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