Certo e Errado
3 Acordar
— Cristopher! Onde ele está?! — Me levantei aflito.
— Seu filho não existe nesta “realidade”.
— Não acredite nela! Demônios tentam te enganar, você nunca teve um filho! Ela implantou isso na sua cabeça!
— Não, ela é o Anjo. Morra demônio!!! — Então, peguei a faca que estava em cima da mesa e rapidamente cortei a garganta de Gabriel.
O sangue encorria demasiadamente. Não me importei com as pessoas a volta olhando horrorizadas. Estendi a mão com a faca na direção da mulher ruiva e disse:
— Me mate.
— Fico feliz que tenha feito a escolha certa.
Ela pegou a faca, deu um sorriso simpático e a cravou em meu coração. Um clarão. Estava em um hospital, respirava com a ajuda de aparelhos. Logo, soube que havia ficado em coma por um ano. E enfim, pude ver Natane e Cristopher. Não existia mais o olhar de desapontamento, mas sim o sorriso de me ver acordado. Abracei os dois calorosamente, e depois de um tempo os médicos me deram alta. Tive uma segunda chance.
Fomos ao parque, Natane empurrava Cristopher em um balanço. Eu os admirava com alegria. Até que ela o empurrou bruscamente, ele caiu no chão. Foi até ele, pegou pelos cabelos o levantando de forma violenta. Eu me assustei e fui correndo em direção a eles, mas chamas brotaram do chão, impedindo minha passagem. A paisagem verde se transformou em vermelho ardente com rochas pontiagudas e rios da lava. Eu só podia observar Natane que começou a morder e arrancar pedaços de Cristopher, em seguida o jogou contra as rochas pontiagudas. Ele morreu depois de agonizar coberto de sangue. A aparência de Natane foi mudando, seus cabelos ficaram ruivos. Me fitou com olhos verdes que agora tinha e afirmou com um sorriso diabólico:
— Bem vindo ao Inferno! Eu sou o demônio.
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