Notas iniciais
Olá pessoal! Mais um capítulo para todos, espero que gostem, deem suas opiniões nos comentários!

Dale me acorda repentinamente me jogando seu travesseiro que até é bem pesado, ele se aproxima mais quando vê que estou acordada, posso ver os detalhes em verde de seus olhos castanho.

–Bom dia! – ele diz com um sorriso se abrindo, um sorriso meio envergonhado e confuso.

–O... oi – eu digo, ainda não totalmente despertada e ativa.

–Sua mãe chegou, acordei com ela fechando a porta.

–Hãã... brilhante, se ela estiver dormindo que a deixe, vou preparar um café da manhã para nós – era estranho como que quase sempre nas vezes que eu estava junto de Dale eu me tornava como sua mãe, mesmo ele sendo 7 meses mais velho e ele não fazendo a menor questão de que eu me tornasse eu o fazia.

Eu saio do quarto e no corredor vejo a porta do quarto da minha mãe fechado, o que significa que ela está dormindo, olho no relógio no alto da parede da cozinha e posso ver os ponteiros fixamente posicionados: Ponteiro menor no sete, ponteiro maior entre o número um e o dois. Dale deve ter me acordado às 7:00, presumindo que minha escola iniciava às 8:00. Ponte para Dale!

–Como fica a questão da sua escola? – pergunto a Dale.

–Eu já saí de lá faz faz um ano Cat, um pouco de interesse seria bom.

–Humm, e o que pensa em fazer da vida?

–Eu quero e vou entrar na faculdade de Engenharia Química, mas isso está para acontecer o que quer dizer que ainda não aconteceu.

–Eu percebo bem que ainda não aconteceu.

–Eu não sou tão burro e ignorante quanto você pensa, Catelyn, e o primeiro indício disso é que eu não tentaria se soubesse que é impossível pra mim.

Após Dale dizer isso eu fico me sentindo realmente mal porque eu realmente achava ele burro e ignorante tanto até quanto sua mãe. Sua mãe era a tipica pessoa que não fazia questão de ser alguém de mudar ou que seu filho fosse alguém, era repugnante.

–Desculpe-me – apenas falo isso, não teria porquê falar mais palavras.

–Por nada, a maioria das pessoas pensa assim, é decepcionante e te enfraquece, admiro minha competência de não ser derrubado por isso.

–Também a admiro.

Palavras na maioria do tempo me ferravam ou me glorificavam, só havia essas duas opções, e a porcentagem estava mais para “ferravam”. Nunca vi nada em Dale que eu admirasse, aliás, até agora não vejo, aquela sensação de culpa de um minuto atrás se esvai como fumaça. Adeus culpa, eu não preciso de você.

Começo a preparar um café bem forte, eu gosto de café de uma maneira de como gosto de mim, as vezes sim e as vezes não. Mas é engraçado, é engraçado como eu gosto de sentir o gosto amargo na minha boca justamente quando eu não gosto de mim. Prefêrenncias inversamente proporcionais me fazem bem.

–Quer alguma coisa especial para o café? — pergunto a Dale — você gosta de café preto? Prefere café com leite?

–Café preto está bom, se puder fazer torradas eu agradeceria muito.

–Está certo, torradas...

–Então... como vai a escola?

–Que pergunta mais besta e padrão, vai bem, obrigada.

–E você vai passar de ano?

–Presumo que sim, desobedecendo a sua vontade.

–Quando nós éramos menores eu lembro que nós fazíamos competições de quem passava com notas maiores e você sempre ganhava, nada fora do comum.

–Eu era esforçada, o que não sou agora. Pensando bem essas competições eram injustas até porque você estava uma série acima, matérias mais difíceis...

–Eu não me importava muito, até porque eu sabia que você que ganharia. Bem... não querendo atrapalhar sua grande passada de manteiga num pão de forma mas são agora 7:15.

–Não está tão ruim, preciso sair daqui no máximo 7:40. Se eu começar a me arrumar 7:20 terei atingido minha meta.

–Boa sorte.

–Obrigada – eu digo sem muita reação – bem, eu vou me arrumar, as torras já estão torrando, tire-as quando quiser, eu não vou comer.

–Você não vai passar mal se não comer nada?

–Não, eu ficarei bem, obrigada.

–Certo, vá se arrumar.

Eu começo a me arrumar e lembro que hoje verei Ellen novamente. Ótimo. Não sei porque, mas acho isso extremamente bom, me alegra bastante saber. Queria conhecer mais Ellen, vejo nela uma amiga, vejo nela alguém com quem eu posso ter boas conversas e eu não vejo isso em todo mundo, eu vejo isso em quase ninguém. Mas as vezes eu estou errada, foi assim com Alexia, se você conhece-la provavelmente a achará fútil, ela não deixa de ser as vezes, mas com o tempo aprendi que todos somos fúteis por algo e que somos mais que isso, gosto da Alexia por ela ter me mostrado isso, gosto dela por ela ter me tornado alguém melhor.

Por fim, coloco meu tênis e entrelaço seus cadarços, ao terminar de os amarrar, penso: Vamos conhecer mais Ellen, e ver se ela vale a pena.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.