Notas iniciais
Oláaaa {:
Mais um cap para vcs, espero que gostem e comente
Quem sabe uma recomendação? *O*
Ou é mto cedo pra começar a pedir? >.
Em fim... jaja as coisas vão começar a esquentar, e eu espero que vcs gostem do rumo que a fic ta tomando.
Não se estresse, esse cap é bem fraquinho e sem mta graça, mas é preciso, então, por favor nao fiquem bravas (:
Boa leitura ^^

Um latejar forte e devagar atormentava a parte de traz da minha cabeça, bem perto do meu pescoço. Me revirei devagar onde estava deitado. Algo quente estava ao meu lado, eu me abracei a coisa quente, com os braços e as pernas, deixando-me esquentar deliciosamente pela quentura macia.

Abri os olhos.

Estava no meu quarto, deitado em cima do Brendon.

O-o que?

Me levantei rápido olhando o peito branco e delineado daquele homem tão lindo. Ele parecia um anjo dormindo, tão relaxado e tão... Nu.

Engoli em seco.

Levantei devagar o lençol, tentando ver se ele estava realmente... Sem roupa.

Mordi meu lábio devagar tentando olhar alguma coisa lá em baixo, mas estava escuro. Levantei mais o lençol e ali estava. A roupa intima bem fechadinha e cobrindo tudo ali em baixo.

- Quer que eu tire? – ele perguntou risonho com uma voz de sono.

- O que? – perguntei abaixando o lençol e o olhando.

Não sei, mas senti uma vontade de deitar ao seu lado e mexer em seu cabelo da forma mais carinhosa possível.

- Que eu tire a peça de roupa que você olhava com tanto interesse. – ele sorriu e se sentou na cama.

- Não, lógico que não. – quase engasguei falando, arrastando a minha bunda para o lado.

- Tudo bem então. – ele sorriu e voltou a se deitar, com as mãos sob a cabeça, deixando seus poucos músculos mais a vista.

- Fizemos alguma coisa ontem? – perguntei um pouco receoso.

- Como...? – ele incentivou-me.

- Como... Não sei, algo que só pessoas casadas fazem... – falei envergonhado abraçando minhas pernas.

- Não, não! – ele riu e puxou-me para deitar em seu colo. – Você apenas bebeu um pouco demais e dormiu no meu colo. Resolvi que seria melhor te trazer para cá do que para o castelo.

-Ah... – o olhei e deitei a cabeça em seu ombro. De certa forma é muito bom ficar desse jeito. Ele é quente e macio, e o meu corpo quase se moldava ao dele.

Mas vendo por outro ponto aquilo era errado de tantas formas que até me arrepiava. Ele era o rei, devia estar fazendo essas coisas com moças da nobreza, ou moços, não sei. Ele não poderia estar deitado na cama de um homem que colhe cerejas.

Ele se virou para mim e me abraçou, deixando nossos rostos bem próximos.

- Sabia que mesmo bêbado, você não me deixou te beijar? – ele abriu um lindo sorriso safado me fazendo passar de bravo pelo assedio a corado.

- Que bom... – falei me virando, ficando de costas para ele, porque pelo menos assim conseguia pensar.

- Não para mim. – ele riu e abraçou-me por trás, encaixando o rosto no meu pescoço.

- Mas para minha pessoa sim. – falei e me levantei, já irritado com a proximidade dele e a minha falta de capacidade para raciocinar quando isso acontece.

Fui ao armário e peguei algumas roupas e desci ao banheiro trancando muito bem a porta.

Fiquei reclamando mentalmente da proximidade e da insistência dele em quanto fazia minhas necessidade, escovava os dentes, penteava o cabelo e me vestia.

É horrível você estar perto de uma pessoa e ser incapaz de somar dois com dois.

Abri a porta e fui a sala. Ele ainda estava com as roupas intimas e as minhas pantufas, tomando chá esparramado no sofá da sala.

- Bom, eu tenho coisas a fazer, ao contrario de algumas pessoas. – falei sorrindo de lado, e fui a cozinha. Tomei uma xícara de chá preto com leite, e sai pela porta dos fundos, com medo de ser abordado no caminho caso fosse pela porta da frente.

Corri a loja de vinho e entrei pelos fundos já amarrando o avental na cintura, animado para passar o dia fazendo algo que não envolvessem meus problemas.

Ficava sorrindo em quanto arrumava a bancada com os vinhos e os cachos de uvas roxo sobre o tecido claro de forma que aquilo parecesse tão delicioso que era impossível de se imaginar.

- Eric? – o Sr Joseph me chamou.

- Olá Sr. Joseph, me desculpe por ontem, houveram contratempos. – falei.

- A, eu soube. Com o rei não é? – ele perguntou passando um paninho na berada de uma prateleira.

- Sim... – respondi sem parar de arrumar as uvas.

- Bom... ontem a tarde ele veio pessoalmente aqui. – ele parou o que estava fazendo e ficou me olhando. – ele pediu para que essa semana você não trabalhasse, nem se viesse aqui. – ele jogou o pano sobre o ombro. – Bom, então pode voltar para a casa. – ele sorriu.

- Mas não precisa! Eu estou ótimo, super bem e animado para trabalhar! – exclamei.

- Me desculpe, é um pedido direto do rei, não posso ignorar. – ele suspirou. – Queria que pudesse trabalhar, mas não vou contra ele.

- Mas... – reclamei.

- Por favor Eric, não insista... Volte para casa e aproveite para descansar, você esta com olheiras. – ele sorriu e mexeu no meu cabelo e foi andando para a parte de trás da loja.

Bufei alto e pendurei o avental no primeiro canto que achei. Andei devagar para fora da loja e mais devagar ainda pelas ruelas banhadas pelo sol. Estava quase me arrastando, dando toda a minha atenção aos meus pensamentos, que estavam focados em reclamar sobre aquele rei chato, que não me largava mais.

Entrei em casa, e por um milagre ela estava vazia e trancada.

Fui a cama e me joguei sobre as cobertas, que estranhamente eram de veludo. Mas não me dei o trabalho de pensar, apenas dormi, pedindo internamente para não sonhar com aqueles olhos cor de petróleo.

-*-

- Eric... Acorda... – alguém (mais precisamente Jared) sussurrava no meu ouvido, apertando meus ombros.

- Que é? – reclamei baixo me remexendo na cama.

- Tem alguém no nosso jardim... – ele sussurrava cada vez mais baixo, e até com um pouco de medo.

- Como? – perguntei me sentando na cama e franzindo o cenho para as cobertas de veludo, e os novos objetos do quarto.

- Tem... Alguém... No... Nosso... Jardim... – ele falou e engoliu em seco.

- Deve ser algum cachorro Jared. – falei e me deitei novamente.

- Cachorros não usam capa, muito menos uma capa linda como aquela com capuz e destroem as suas cerejeiras. – ele falou e se abraçou ao meu braço.

- COMO? –falei e me levantei em um pulo. Peguei um casaco e corri escadas abaixo, passei pela sala e cozinha e fui ao jardim onde as minhas cerejeiras estavam.

Um homem alto, com uma capa de veludo preto e sapatos pretos lustrados destruía minhas cerejeiras com uma espada. Das minhas quinze e lindas cerejeiras somente 3 estavam intactas.

- Você ai, seu ladrãozinho! – berrei para o homem. – Sai daqui! – continuei berrando e comecei a cruzar o jardim em sua direção. Peguei a primeira coisa que vi e arremessei em sua direção. Mas nem chegou perto dele, já que o mesmo corria para o muro e logo o pulou, me fazendo perde-lo de vista.

Continuei arremessando coisas no muro, somente pela raiva que sentia. Estava frustrado! Como se não bastasse um problema, outro tinha que vir e bater na minha porta. Depois de algumas coisas arremessadas fui as cerejeiras, olhar o estrago.

Doze lindas cerejeiras cheias de marcas de espada, com muitos galhos quebrados e poucas cerejas. Isso com certeza me traria um prejuízo.

- Eric... – Jared me chamou de dentro da casa, alias, como ele entrou em casa?

- Oi? – perguntei passando por ele e fechando a porta.

- Você ta bem? – ele perguntou cauteloso.

- To sim... – falei e o abracei, beijando sua testa.

Ele me abraçou de volta e aconchegou seu rosto na curva do meu pescoço, respirando devagar, me fazendo arrepiar.

Ficamos assim um tempo, até ele se afastar um pouco e coçar o olho como um bebe e bocejar longamente.

- Quer dormir? – perguntei fazendo carinho no seu cabelo loiro.

- Uhum... – ele resmungou e voltou a me abraçar.

- Como entrou aqui? – perguntei o guiando as escadas.

- Eu fiz uma copia das suas chaves. – ele falou se agarrando a minha blusa.

- A fez é? Com a permissão de quem? – perguntei rindo um pouco.

- Com a minha é claro. – ele sorriu cheio de sono em quanto eu abria a porta do quarto. Ele se deitou e logo se enrolou nas cobertas – como comprou essas cobertas novas? Devem ser caras. – o loiro perguntou já com os olhos fechados.

- Pensei que tinha sido você. – falei mexendo em seu cabelo.

- Eu não, não gosto desse azul escuro. – ele resmungou. – prefiro branco pra nossa cama. – ele riu.

- Hm... – dei um beijo em sua testa, peguei algumas roupas e desci em direção ao banheiro.

Coloquei uma roupa confortável e fui ao jardim arrumar a bagunça. Joguei os galhos quebrados fora, arrumei as coisas que havia jogado no muro, limpei o mundo de folhas que haviam caído, reguei todas as plantas, alimentei as galinhas e peguei alguns ovos.

Já eram quase cinco da tarde quando voltei para casa e comecei a fazer algo pra comer já que meu estomago roncava alto de fome.

Não sabia muito bem o que cozinha, então decidi fazer algo simples, como uma sopa de legumes, já que a cada hora que se passava o clima ficava mais e mais frio.

Coloquei um avental, depois peguei alguns legumes e comecei a cortá-los, jogando dentro de um caldeirão grande com água quente quando alguém começou a espancar a porta da minha casa.

Limpei minha mão no avental indo em direção a porta e a abrindo, dando de cara com dois homens gigantes com o uniforme da guarda real (o qual eu já estava acostuma a ver)

- Foi aqui que houve a invasão? – um deles perguntou com a voz grossa.

- Sim. – Jared falou atrás de dos dois monstros.

- Você não estava dormindo? – perguntei bravo.

- Eu dormi um pouco e depois fui ao castelo do rei... – ele falou olhando para baixo.

- Com licença. – o outro armário falou, colocando a mão no meu ombro em quanto passava por mim.

- Foi no jardim... – Jared falou baixo e assumiu a frente dos guardas, os guiando a parte de trás da casa.

Respirei profundamente e voltei a cozinha para terminar a sopa. Não queria mais saber dos guardas andando pelo meu jardim, já que eles me faziam lembrar de algo que eu não queria lembrar mas já estava me lembrando.

Quase meia hora depois ele saíram do jardim e entregaram-me um saquinho pardo, com uma carta grossa, com o selo real, e foram embora.

- Fiz isso pelo nosso bem. – Jared falou com um beicinho lindo, em quanto cheirava a sopa, quase salivando.

- A é? – perguntei deixando o saquinho e o envelope sobre a mesa, voltando a sopa, para terminá-la.

- Sim. – ele respondeu simples, e começou a arrumar a mesa. – Não vai abrir?

- Hã? – perguntei o olhando.

- O envelope... – ele pegou-o na mão, e começou a cutucar o selos feito com cera vermelha.

- Mas como é enxerido! – ri, tirando o envelope da mão dele e o jogando no sofá da sala. – Vou abrir depois de comermos. – falei e beijei sua testa, indo servir a sopa.

Notas finais
Bjs
G Wentz :*