Notas iniciais
Olá pessoas (:
me desculpem pela demora, mas as aulas voltarm, e junto com elas varias coisas para fazer, entao na primeira semana eu fiquei meio sem tempo, mas ja me arrumei xD
Espero que gostem e comentem *O*
Boaaaa leeeituraa! (:

Fiquei encarando a salada de frutas no meu prato por um bom tempo. Não estávamos tendo um romance! Um romance é completamente diferente do que temos.

- Não estou vivendo um romance com você! – falei, me ajeitando na cadeira.

- Porque acha que não? – ele perguntou, passando geléia em outra torrada.

- Você não lê? – perguntei enfurecido – Romances são diferentes, duas pessoas se gostam, trocam carinhos, dormem juntas na luz do luar, trocam mimos e ficam fazendo juras de amor por cartas, serenatas, cartões e outras coisas. – falei meio apaixonado, lembrando dos livros que lia. – O que temos é algo que você me força a fazer, como vir tomar café da manha com você. – sorri de lado, sarcástico, voltando a comer minha salada de frutas.

- Bom, nó dormimos juntos, se esse for o ponto. – ele sorriu de volta.

- Não diga alto. – falei entre dentes.

- Porque? – ele franziu o cenho.

- Ah, você não entende. – suspirei e me deixei cair encostado na cadeira.

- Acho que somos como um casal. – ele riu e se encostou a cadeira. – Nós brigamos muito. Você é como se fosse a esposa que acha que tudo esta errado, e eu o marido que acha que tudo esta bem.

- Porque eu sou a mulher? – perguntei intrigado.

- Porque sim ué. – o rei sorriu.

- Ah, pra mim chega. – falei me levantando.

- Espera... – ele falou se levantando também – Se você me desse a chance de...

- De...? – o incentivei.

- De não sei, te agradar, conversar com você sobre algo que gosta. – ele perguntou meio triste e seus dedos deslizaram pelo meu braço, pra cima e pra baixo, fazendo um carinho bem de leve. – Só me deixe tentar.

- Se você pelo menos tivesse um bom motivo para me fazer acreditar que você quer tentar... – falei olhando sua mão.

Ele me olhou no fundo dos olhos, mas não fez nada alem disso. Não se moveu, não disse uma palavra.

- Como eu imaginava. Só um passatempo. – sorri irônico e sai de lá.

- Não, espera, eu tenho um motivo... – ele falou meio rouco, andando devagar até parar a minha frente.

- Ficaria encantado em saber. – falei sorrindo.

- Eric... – ele pegou minhas mãos – Você é o único que não me trada como rei, como se eu fosse muito superior que os outros. Você me trata como uma pessoa comum... Tudo bem que no inicio eu só estava encantado pela sua aparência, mas agora é muito mais que seus olhos cinza e seu corpo. – ele falou e puxou minhas mãos até elas rodearem seu pescoço. Ele pousou suas mãos na minha cintura e me trouxe um pouco mais pra perto. Devo dizer que eu estava um pouco paralisado, não sabia o que fazer, mas no fundo não queria fazer nada, queria deitar a cabeça em seu ombro e ficar ali. – Me de uma chance, por favor. – ele falava baixo, bem próximo a minha orelha. – Eu gosto de você, do seu jeito teimoso, do seu modo de pensar e agir e do cheiro de cereja das suas mãos...

- E-eu não sei... – falei baixo, abaixando meu rosto, deixando minha testa encostar em seu ombro.

- Por favor... – ele falava baixinho, quase implorando.

Novamente eu estava sem palavras. Não queria me deixar apaixonar pelo rei. Tenho vários motivos concretos que isso seria um completo desastre. Mas algo em mim dizia que seria bom ficar com ele, que eu precisava disso, do seu cheiro e do seu carinho.

- Como eu vou saber que na primeira dificuldade você não vai andar para trás? – perguntei, ainda com a cabeça abaixada.

- Bom, não seria a primeira... – ele riu baixo.

Isso é verdade...

- Ta bom... – falei bem baixo, meio zangado comigo mesmo.

- O que? – ele apertou minha cintura e encostou sua bochecha no topo da minha cabeça.

- Tudo bem Brendon. Você tem a sua chance. – falei meio mau humorado.

Ele não disse nada, apenas me apertou contra seu corpo e ficamos ali um tempo, abraçados.

- Obrigada... – ele sussurrou e se afastou um pouco, olhando nos meus olhos.

- Tudo bem... Mas agora eu tenho que ir. – falei tirando meus braços do corpo. – E seria bem legal eu ter meu emprego de volta. – sorri com a possibilidade.

- Tem certeza? – ele perguntou todo manhoso.

- Tenho. – disse com firmeza. – Se você quer tentar algo tem que ser quando estou livre. Não quero depender de ninguém. – meu orgulho era muito grande pra isso algum dia acontecer.

- Já que você diz, amanha você já pode voltar para a casa de vinhos. – o rei beijou o topo da minha cabeça.

- Obrigado. – disse já indo embora, mas ele voltou a segurar minha ma e me trazer para perto.

- Nem um beijo de despedida? – sorriu de lado.

- Ainda não esta satisfeito? – perguntei franzindo o cenho, me afastando.

- Vamos lá, não bochecha. – ele resmungou, abraçando-me.

Respirei fundo e beijei sua bochecha indo em borá, dessa vez sem chateação. Entrei na carruagem, estava casado demais para andar e minha cabeça latejava um pouco com o que tinha acabado de acontecer, não iria recusar ir no conforto da carruagem, pelo menos não hoje.

Não demorou muito até paramos na frente da minha casa e um guarda abrir a porta.

- Senhor Moore, amanha estaremos aqui para leva-lo ao seu trabalho. – ele falou serio, e ficou parado como um estatua ao lado da porta da minha casa.

Não reclamei, não falei nada, só fui para dentro de casa, deitar um pouco no sofá. amanha resolveria isso.

Notas finais
bjs
G Wentz