Century Loved (Sendo Revisada)
1 Prólogo 00 - Futuro
Notas iniciais
Futuro
ANO 2111 – Dias atuais.
POV – Bella
– Obrigada – respondi sorrindo. Edward me olhou interrogativo e eu o deixei ver uma lembrança minha. Uma lembrança nublada, de quando eu ainda era humana.
"Existem outras formas de me distrair.”
"O que você gostaria?"
"Você podia me falar das suas dez melhores noites", eu sugeri.
"Eu estou curiosa."
Ele riu. "Tente adivinhar."
Eu balancei a cabeça. "Existem muitas noites das quais eu não sei. Um século delas."
"Eu vou facilitar pra você, todas as minhas melhores noites aconteceram desde que eu encontrei você."
"Mesmo?".
"Sim, mesmo. E também, com uma margem bem grande".
Eu pensei por um minuto. "Eu só consigo pensar nas minhas", eu admiti.
"Elas podem ser as mesmas", ele encorajou.
"Bem, houve a primeira noite, a noite em que você ficou".
"Sim, essa é uma das minhas também. É claro, você estava inconsciente na minha parte favorita".
"Isso mesmo", eu lembrei. "Eu estava falando naquela noite também."
"Sim", ele concordou.
"Diga-me outra das suas noites favoritas."
"Voltar pra casa da Itália."
Ele fez uma careta.
"Essa não é uma das suas?", eu lhe perguntei.
"Não, na verdade, essa é uma das minhas, mas eu estou surpreso que esteja na sua lista. Você não estava com a ridícula impressão que eu estava agindo por peso na consciência, e que eu ia fugir assim que as portas do avião se abrissem?"
"Sim", eu sorri. "Mas, mesmo assim, você estava lá."
Ele beijou meu cabelo. "Você me ama mais do que eu mereço."
Eu sorri com a impossibilidade da ideia. "A próxima seria a noite depois da Itália", eu continuei.
"Sim, essa está na lista. Você foi tão engraçada."
"Engraçada?", eu me opus.
"Eu não tinha ideia de que os seus sonhos eram tão vívidos. Eu levei uma eternidade pra te convencer de que você estava acordada"
"Eu ainda não tenho certeza", eu murmurei. "Você sempre pareceu mais com um sonho do que com a realidade. Diga-me uma das suas agora. Eu adivinhei a sua primeira colocada?"
"Não, essa seria há duas noites atrás, quando você finalmente aceitou casar comigo."
Eu fiz uma careta.
"Essa não está na sua lista?"
Eu pensei no jeito como ele tinha me beijado, na concessão que eu tinha ganho, e mudei de ideia. "Sim... está, com reservas. Eu não entendo porquê isso é tão importante pra você. Você já me tem pra sempre."
"Daqui a cem anos, quando você tiver perspectiva suficiente pra realmente apreciar a resposta, eu vou explicar pra você"
"Eu vou te lembrar de explicar, daqui a cem anos".
Como sempre acontecia, mesmo após de mais de cem anos, Edward ficava encantado sempre que eu o deixava ler minha mente. Mas, diferente de daquela época, eu não precisava mais de tanta concentração. Hoje eu tinha domínio total sobre os meus poderes. Ele me olhou com o sorriso mais lindo no rosto, o meu sorriso torto.
─ Agora eu entendo porquê isso era importante pra você. – Edward me puxou para os seus braços, eu sorri enquanto enrolava minha mão nos seus cabelos acobreados. O toque dos seus lábios ainda parecia penetrar pela minha carne e meus ossos. Permitimo-nos esquecer totalmente do mundo e nos amamos.
Eu sempre ficava me perguntando quando esse desejo ardente pelo Edward morreria, se é que ele morreria. Quando ele me tocava era sempre com se fosse a primeira vez. Como se injetassem uma carga poderosa de adrenalina e meu corpo explodisse em várias terminações nervosas. Às vezes, tinha a sensação de escutar os nossos corações em um só compasso, como se eles ainda batessem em nossos peitos. Nesses momentos eu liberava o meu escudo para que ele soubesse o desejo que eu estava sentindo. Mas, por incrível que pareça, mesmo achando que não fosse mais possível, Edward ficava mais louco e fazia coisas em mim que eu jurava não serem fisicamente possíveis, ele sempre acabava me dizendo:
– Bella, você quer me matar?
E ali voltávamos para a nossa insaciável dança frenética, onde o fogo queimava e nunca nos consumia. Pra variar um pouquinho, sempre que estávamos juntos perdíamos a noção do tempo e, como estávamos bem alimentados nem vimos que se passaram dias em que nos amávamos loucamente. Até que o seu telelink vibrou e, por alguns instantes, não nos preocupamos e ignoramos a chamada até que ela caísse na caixa postal. Logo após o bip o rostinho de fada apareceu na tela... Era engraçado ver como Alice mesmo furiosa parecia algo tão angelical. Ela gritou:
– Edward! Bela! Onde diabos vocês se meteram? Vocês estão vivos? Atendam esse telelink, agora!
─ Amor ─ eu disse ouvindo o tom ameaçador de Alice. ─ É melhor vermos o que ela quer, depois voltamos... ─ Então, com essa promessa no ar, Edward assentiu e, por alguns instantes, concordou em se afastar de mim.
– Oi, Alice, em que podemos ajudar? – Edward perguntou.
– Vocês estão vivos? Sabem há quantos dias estão desaparecidos?
Como estava nua apareci na tela atrás de Edward e respondi a Alice: ─ Não, acho que algumas horas.
Alice vendo os meus ombros e meu pescoço atrás de Edward disse: ─ Meu Deus, Bella! Você está pelada? Vocês não conseguem parar? E ainda estão na clareira? Vocês são doentes!
– Alice, o que você quer mesmo? ─ Edward disse, impaciente.
– Vocês estão há três semanas fora e não disseram a ninguém aonde iriam. Além de estarmos muito preocupados, e Jacob ter que segurar Renesmee, hoje é a comemoração dos cem anos de Bela e Renesmee. A festa está pronta, só estamos esperando por vocês.
Eu, assustada, coloquei a mão na boca. Como o tempo passou assim tão rápido? Hoje era 11 de setembro de 2111 e eu estava fazendo 100 de criada, 118 no total contando com minha vida humana.
– Está bem, Alice, estamos indo agora.
Alice se despediu e Edward encerrou a chamada.
– É, vamos ter que terminar isso depois – Edward virou pra mim e disse.
Graças a Deus eu não era mais humana, senão eu teria corado. Era incrível, cem anos e ele ainda exercia o mesmo poder sobre mim.
Pegamos nossas roupas e nos vestimos rapidamente.
– Desativar holograma clareira.
– Comando de voz aceito. Holograma clareira desativado – o computador respondeu.
Em segundos as flores, as árvores, o barulho do riacho e dos pássaros cessaram e nos encontramos em uma sala cinza sem nada do que se encontrava há momentos atrás. Edward pegou em minha mão e disse: ─ Feliz Aniversário.
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