Century Loved (Sendo Revisada)
35 Chapter 34 - Epilogo
Notas iniciais
10 de Setembro de 2111. Festa de Aniversario – Comemoração aos 100 anos de Bella e Renesmee.
POV Renesmee
O dia havia passado depressa, os preparativos da festa vinham tomando boa parte do meu tempo nestes últimos dias. Passei o dia inteiro sem ver o Jake ou falar com ele por telelink, quando acordei esta manhã havia apenas um bilhete ao lado.
Oi meu bem... Feliz Aniversario! Não me mate! Só Deus sabe o quanto queria que acordasse em meus braços hoje. Mas amanhã é sem falta! Prometo! Tive que sair cedo. Ordens da Alice. Você entende neh?
À noite eu te retribuo por cada minuto perdido.
Eu Te amo,
Seu Jake.
Alice havia ficado no meu pé boa parte do dia e agora por algum milagre, ela havia me deixado um pouco em paz. Fui tomar um banho, quero dizer, banho é uma expressão antiga, pois por causa da Terceira Guerra Mundial o mundo teve muitos impactos ambientais e um deles foi o racionamento de água. E nada melhor do quê a necessidade para nos fazer criar soluções e nos adaptarmos ao ambiente em que estamos. Então, o famoso banho, se transformou em vaporização.
Entrei no vaporizador e com um comando de voz, solicitei o vapor a 23Cº, hidratação leve e sem perfume. Era rápido e eficiente, em 30 segundos ficávamos completamente limpos. Ele funcionava em três etapas: limpar, hidratar e perfumar. Tudo isso em sessenta segundos. Já os cabelos eram algo a parte. Ainda necessitavam de água e shampoo para serem limpos. Ter cabelo próprio agora é algo de luxo que poucas pessoas podem manter, pois o valor da água hoje é muito caro. E olha que a água que é usada para lavar os cabelos, é imprópria para o consumo. Então hoje a maioria da sociedade usava perucas, auto limpantes e eficientes. Às vezes eu sentia saudades da sensação boa e relaxante que era ficar trinta minutos em baixo de um chuveiro com a água morna, escorrendo pelo corpo. Mas isso poderia ser sanado com um aparelho de realidade virtual.
Logo após o “banho”, sentei de frente a minha penteadeira e comecei a me maquiar, minha pele já era perfeita, não precisava de muitos retoques e os produtos disponíveis hoje, dispensavam a ajuda de um profissional. Sem contar que o fato de ter cem anos de vida, me fez ficar perita em me auto-maquiar. Ao finalizar e olhar para o resultado total do meu rosto, permaneci olhando para o espelho, vendo bem minha fisionomia tão conhecida e tão intacta. Cem anos – eu pensei – para alguns, isso poderia ser muito tempo, já para outros nem tanto assim, vô Carlisle era um exemplo disso. Estava chegando perto de seus seiscentos anos, juntamente com ele, vinham as experiências das épocas e eras.
Hoje eu também já não era nem uma sombra daquela garotinha que aos sete anos se casou com seu imprinting. O tempo molda, lapida... O tempo machuca e cura. E também transform a. E diante daquele espelho, mesmo vendo o velho novo rosto que possuía há tanto tempo, pude enxergar também a transformação que havia acontecido dentro de mim. Eu já não era aquela garota sonhadora que acreditava que tudo era um conto de fadas, onde o bem sempre prevaleceria e tudo sempre seria, tão feliz e tão imensamente perfeito. Agora olhava pra dentro de mim... Os sonhos ainda habitavam lá, muitos deles concluídos, mas juntamente com eles, havia a realidade e as possibilidades de alçar novos voos.
Quando me casei com Jacob, não tivemos tempo suficiente para saber o que a convivência como casal nos traria, quando e por que motivo brigaríamos um com o outro. Éramos desde sempre amigos e irmãos... Naquela época nos tornamos amigos e amantes. Hoje somos mais que isso. Jacob se tornou meu irmão, amigo, meu amante exatamente como diz o imprint e acima de tudo, e a maior de todas as características ultrapassando até o amor. Somos cumplices um do outro, devotos até a morte. O tempo nos deu isso. Trouxe-nos o conhecimento mais profundo e íntimo da vida um do outro.
–Posso saber como minha filha predileta está?
–Mamãe! Até que enfim chegou. Você e papai sumiram. Alice estava surtando aqui. Onde vocês estavam?
–Estávamos em lua de mel. Fazia tempo que não tirávamos umas férias lá do CP. Edward me levou para conhecer um resort. Acabamos nos esquecendo do tempo. Mas bem, diga-me o quê estava pensando? Já estou a algum tempo aqui, observando você parada diante do espelho. Voando bem distante daqui.
–Nada especial. Apenas checando para ver se não tinha nenhuma ruga em meu rosto.
Olhei para minha mãe melhor e percebi o quanto ela estava linda. Esplendorosa era a palavra certa.
–Hum... Pelo visto Alice já deu um jeito na senhora. Faz tempo que chegou?
–Cheguei há quatro horas. Graças ao novo brinquedinho que o seu pai me deu. Não sei por que ele insiste em me presentear com carros, ainda mais esse que nem rodas têm. Mas para onde fomos só é possível chegar nesse tipo de condução, então me resignei a apreciar o presente que ele me deu de aniversário adiantado. E por falar em Alice fazia tempo que eu não era manipulada por ela. Havia quase me esquecido de como odeio isso.
–Foi por isso que ela me deixou em paz – constatei – Mas ela fez um excelente trabalho. Você está fabulosa mamãe.
–Obrigada filha, você também está perfeita. Pelo menos o rosto. Vamos se vista logo que temos que descer, já estão todos a nossa espera.
Troquei-me rapidamente, colocando meu vestido e os acessórios todos preparados por Alice, que fez questão de escolher cada item. Em troca ela me deixaria fazer o resto, sozinha. Não que eu não gostasse de ser cuidada por ela, mas às vezes eu queria dar o meu “toc” especial. Soltei os meus cabelos que estavam presos, escovando-os rapidamente, e fiz um simples e elegante coque banana.
Era uma festa de aniversario, mas Alice preparou o evento parecendo que era a premiação do Oscar. Prova disso, era minha mãe toda elegante. Não que seus velhos tênis de lona, não a deixassem assim, pois ela é linda, mas hoje ela estava maravilhosa.
Enfim pronta, saímos em direção ao corredor, uma música ambiente suave tocava no andar abaixo, onde nossos amigos e familiares nos esperavam. Assim que chegamos ao topo da escada, papai começou a tocar a musica de ninar que tinha composto para mamãe, quando ela ainda humana.
Essa mesma música me ninou muitas vezes, quando eu era criança. E por mais brega que poderia soar, ela se tornou a canção de ninar dos Cullens Black, pois ela ninou meus filhos JJ, Samuel, as gêmeas Sarah e Sue, Charlie; Ninou meus netos, Leah e Seth e o pequeno Billy. E com certeza absoluta ninaria os demais que ainda estavam por vir.
Como deve ter sido observado, cada novo herdeiro que nascia recebia como herança, o nome de um guerreiro ou um amigo muito querido que não sobrevivera a guerra. Essa foi uma forma de homenageamos os amigos e parentes tão queridos que perdemos.
Mamãe ficou paralisada assim que chegamos ao topo da escada, era palpável a emoção que ela sentia, estava emocionadíssima, chorando, mesmo que sem as lágrimas nos olhos. De mãos dadas a puxei discretamente para que continuássemos o trajeto, ela apertou minha mão e por um triz não gritei, seu aperto foi forte, mas só ao ponto de estralar meus dedos. – Mamãe, está esmagando minha mão! – disse-lhe mentalmente. Ela olhou em meus olhos, aqueles olhos achocolatados profundos, com um pedido mudo de socorro. – Vamos! Papai está te esperando! – Olhei ao redor procurando-o e logo o achei, aqueles olhos verdes. Como os olhos do papai eram lindos. JJ os tinham herdado, fora o único. Mas ele não olhava pra mim, ao voltar o rosto pude ver minha mãe hipnotizada, presa ao olhar dele. Era lindo o amor dos dois.
Bom, você deve estar se perguntando: olhos achocolatados? Olhos verdes? Por acaso seriam lentes de contato especiais dessa nova geração? A resposta é não. Vovô Carlisle junto com Jeremy Walker conseguiram a base de muitos estudos, fazer um sangue artificial capaz de trazer a cor original às córneas dos vampiros. Como? Carlisle observou que a cor dos olhos deles variava dependendo da espécie a qual se alimentavam. Se bebessem sangue de algum ser marinho, como baleias e tubarões, os seus olhos ficavam azuis; Sangue de répteis, traziam uma coloração verde fluorescente; A cor âmbar por animais silvestres e o tão temido vermelho pela ingestão de sangue humano. E com isso, eles começaram a pesquisar o motivo dessa alteração e trabalharam em um sangue sintético que pode trazer a coloração original dos olhos deles. Ao mesmo tempo em que o sangue era extremamente saboroso. Eu sou prova, pois o bebi e é realmente uma delícia. Até mesmo porque tínhamos que manter a fauna preservada. Já havia muito animais extintos e uma lista gigantesca de animais em extinção. Os outros vários atributos vampirescos, como a temperatura, a sensibilidade a luz solar que os faz brilhar continuavam.
A música ainda tocava e olhei a todos, em busca daquele que aquecia todas as minhas noites e alegrava todos os meus dias. Logo ao pé da escada estava ele. Jacob Black. Em um smoking exalando testosterona pura, imponente e mais lindo do que nunca. Dificilmente o via vestido com trajes assim. Tia Rose se pudesse teria um enfarto, pois a muito custo era que ele usava um terno nas reuniões da empresa. Em nosso casamento mesmo, ele estava usando apenas uma camisa branca.
Como a força de um imã, fui descendo tranquilamente passo a passo, minha mãe resolvera me acompanhar. Ao chegarmos à base da escada, meu pai já havia terminado a canção e outra música ambiente tocava no lugar, não que a escada fosse tão longa assim, mas paramos muitas vezes. Eram tantos amigos, familiares queridos, mesmo tentando manter os meus olhos sempre em Jacob, não pude evitar a emoção ao ver meu filho Sam. Ele estava no Japão abrindo a filial as empresas de Jacob, fazia dois anos que eu não via meu filho pessoalmente. Conversamos sempre que dava, mas, não havia como beijar um holograma. Não havia como sentir seu cheiro. As conversas apenas amenizavam a saudade que eu tinha dele. De todos, ele foi o único que ficou mais longe da gente. Desde pequeno que ele tinha uma fascinação pelo continente asiático. Mesmo com tantos recursos como os meios de transporte ultrarrápidos que existem agora, os nossos trabalhos e compromissos dificultavam essa visita. E acabávamos sempre nos comunicando pelo holograma.
Samuel desde que se deu por gente e se tornou dono do seu próprio nariz, havia feito várias viagens até lá. Quando era criança sempre pedia pra gente levá-lo para visitar o continente, e há pouco mais de cinco anos resolveu morar definitivamente por lá. Encontrara o seu imprinting uma linda mulher chamada Gong Li, eles estavam casados há quatro anos e ainda não tinham filhos. Aí se explica a loucura dele com a China. Mesmo com seus trinta anos, eu ainda não deixava de sentir falta do meu garotinho.
–Você está fabulosa – Jacob me disse ao segurar minha mão, quando cheguei ao pé da escada.
–Agradeça a Alice, foi ela quem desenhou o vestido. E você também está um pecado Sr. Black. Assim que puder vou te raptar daqui.
–Proposta tentadora e eu vou me lembrar de lhe cobrar isso mais tarde Sra. Black.
–Você não vai precisar me cobrar, pode ter certeza.
Saímos pelo salão, e fui cumprimentando os vários amigos e parentes. Por causa da empresa de engenharia que abri em sociedade com vovô Esme, ganhamos muitos amigos e parceiros, alguns deles estavam ali. Prestigiando-me. Como também alguns amigos da mamãe e do papai que ainda continuavam trabalhando no CP do Canadá.
Falando assim parece que nos fizemos milhares de amigos humanos. Mas o número de humanos presentes, não ultrapassava os meus dedos das mãos e dos pés. A nossa seleção de amigos era muito distinta e quase ninguém sabia que éramos de outra raça.
–Renesmee. Felicidades querida!
–Jeremy. Muito obrigada.
Ficamos conversando um pouco com Jeremy e sua esposa Melissa. Sim, Melissa a amiga de apê de Willian. Um pouco antes de JJ pedir Willian em casamento, ela ainda mantinha a moradia junto da amiga e quando Jeremy foi visitar a filha, os dois se conheceram e foi amor à primeira vista. Pouco tempo depois do casamento de Willian e JJ, Jeremy e Melissa também oficializaram a união em uma cerimonia simples. Hoje eles têm uma linda filha branquinha com os cabelos loiros, chamada Winy ela tem apenas três anos e é uma alegria de se ver. Jeremy me perguntou sobre a minha empresa na qual mantenho sociedade com vovó Esme. Eu lhe contei em que patamar estavam as obras interestelares em Marte. Não éramos as pioneiras nessa empreitada, mas assim que surgiu a oportunidade pegamos uma generosa fatia do bolo e estávamos construindo um maravilhoso centro comercial e logo a população poderia se beneficiar de ótimas instalações. Eu estava orgulhosa do nosso empreendimento. Voamos mais longe do que um dia imaginamos.
Jeremy e Jake se tornaram amigos, o tempo de dois meses em que Jake teve que ficar em treinamento na Inglaterra formou um laço de amizade que se manteve até hoje. Até porque volta e meia estamos em contato com Jeremy que dividiu a sociedade da antiga Brumering com Carlisle.
Após a morte de Erick, Jeremy como um dos sócios majoritário, ficou com a direção da empresa. Para que a mesma não fosse dividia e viesse à falência, Jeremy ofereceu a Carlisle sociedade e este comprou a parte que era de Erick. Como Erick não tinha descendente, o dinheiro foi enviado para instituições e abrigos do pós-guerra, ajudando milhares de pessoas.
Falando em Jeremy e Carlisle, a sociedade dos dois trouxe muitos benefícios para humanidade. Hoje a expectativa de vida de cada ser humano é de duzentos a trezentos anos. Os órgãos sintéticos, as novas medicações, os tratamentos de beleza e estética, permitem a quem quiser a sobrevivência por mais algum tempo. Por exemplo, Brad que é um dos meus engenheiros, tem sessenta anos de idade e possuí a aparência de um jovem senhor com vinte e oito anos.
Uma música animada começou a tocar e logo Jake me puxou para pista de dança. Eu estava em êxtase total, uma felicidade explodindo em meu peito. Todos os que eu amava e considerava muito estavam presentes ali. Eu rodopiava em passos leves pelo salão. Assim que ela terminou uma musica mais lenta começou a tocar.
–Essa é pra você. – Jake sussurrou em meu ouvido, logo cantando a letra no meu ouvido, enquanto dançávamos coladinho um no outro
Entrei em universo de nostalgia total ao voltar noventa anos atrás naquele bangalô à beira mar, quando Jake preparou tudo para me pedir em casamento, quando tocou essa música e cantou pra mim; Quando acordamos de madrugada para ver o sol nascer.
–Será que posso ter uma dança com meu sócio?
–Fique a vontade tia Rose eu vou buscar um drink para nós, enquanto isso. Só não tira casca demais.
–Eu tenho meu próprio macaquinho esqueceu? E não gosto de cachorros.
–Ah, sua loira azeda pare de ser insuportável – Jake disse.
Vendo assim, parecia que Rose ainda tinha problemas com Jacob, mas há anos que essa rixa havia desaparecido. Assim que tudo se estabilizou, Jake concluiu seus estudos, e em sociedade com Rose e tio Emmett abriram a primeira mecânica autorizada em carros voadores. E logo o negócio deles cresceu, pois só as concessionarias sabiam fazer a manutenção de seus carros e cobravam uma fortuna por isso. Nas autorizadas Black&Hole os preços eram muito mais acessíveis. Fazendo com que a segunda opção fosse a mais procurada e o empreendimento deles crescesse mundialmente.
Antes de chegar ao bar, Charlie me pegou em um abraço de urso.
–Mamãe! Mamãe! Você está uma gata!
–O homenzinho da mamãe também esta um sucesso! Aposto que está arrasando os corações das menininhas aqui.
–Não mamãe. Juro que só tenho olhos para senhora.
–Hmm... que lindo. Então venha dançar comigo.
Charlie era o meu caçula, com apenas 3 anos já tinha a aparência de um garoto de 7 anos. Tivemos que manter ele escondido por um tempinho, pois quando ele nasceu seu dom era muito forte. Charlie tem a capacidade de copiar o timbre vocal de qualquer pessoa. E como explicaríamos um bebê que falava com timbre e intelecto de um adulto? Meu tio Emmett que se beneficiou, pois o pequeno Charlie se tornou seu parque de diversões particular.
Ele foi o quê chamamos de programado. Samuel há muito já estava longe e casado, JJ também. Haviam restado somente as gêmeas que estavam dando uma dor de cabeça enorme para Jacob, pois desde seus 10 anos que os urubus – como ele próprio denomina os pobres garotos que aparecem lá em casa – ficavam rodeando a carne nova.
Das gêmeas, Sue era mais tranquila, mas ao contrário dela, Sarah era uma pimenta arrasadora de corações. Amava ser bajulada e adorada pelos garotos, mas não entregava seu coração pra nenhum deles, o quê de certo modo impedia o Jake de pirar de ciúmes delas. Mas nós sabíamos que logo elas também criariam asas e voariam pra longe da gente. Assim como JJ e Charlie, elas também nasceram com talento, só que o talento delas só funcionava, quando ambas estavam de mãos dadas e era um terror, pois juntas elas podiam expor qualquer mente para todos ou somente para uma pessoa só ouvir, conforme a escolha delas. Meu pai falava que era incrível, a mente delas uniam-se de forma mágica. A cumplicidade das duas era lindo de se ver, mesmo elas tendo o temperamento diferente.
De todos, Sam poderia chamar do talento mais “fraco”, pois era a cópia do meu, comunicação através do toque. Além de ser transmorfo, fato que ainda não aconteceu com as meninas ou com Charlie.
Depois que eu e Jake voltamos a ficar juntos, ficamos um bom tempo a sós, curtindo um ao outro. Esse tempinho foi de basicamente uns quarenta anos. O dobro do tempo em que ficamos separados. E chegou um momento em que tivemos vontade de ter mais gente dentro de casa. E aí nasceu Sam. Quinze anos depois tivemos as gêmeas e com a saída de Sam para a China sentimos falta de algo. Nós gostávamos tanto da casa cheia de gente que sonhamos com outro bebê... E doze anos depois de Sue e Sarah nasceu Charlie.
Uma coisa que JJ perdeu e eu pude notar era como Jake se tornou um excelente pai... Eu nunca havia parado para pensar em como seria a participação do Jake na criação de nossos filhos. E isso foi uma linda e grata surpresa. Foi incrível como ele me auxiliou em todos os meus períodos gestacionais, sempre querendo meu conforto, querendo saber se estava tudo bem comigo, se eu estava sentido alguma coisa. Obviamente que essas gestações foram experiências, completamente diferente, do quê aquela vivida no abrigo com JJ.
É lindo ver Jake atuando como pai, a sua autoridade, a maneira de amar e de educar, os ciúmes (no caso das meninas). Lembro-me do auxílio que ele me dava, quando os bebês choravam a noite. Da gravidez das gêmeas que foi um pouco mais conturbada que as outras. Eu me orgulho muito dessa parte dele.
Sem contar nos nossos netos. Como descrever essa sensação para vocês? Ver a sua raiz ali, o sangue do seu sangue. É engraçado, pois o tratamento é totalmente diferente ao qual dispensamos aos nossos filhos. Agora eu entendo o porquê de minha mãe mimar tanto os meus. Eu fazia o mesmo com os filhos de JJ. Era engraçado, ele discutindo comigo e com Jake. “Pai, Mãe, não faz isso. Seth (ou o neto da vez – Leah ou o pequeno Billy) está de castigo, não o leve para passear – não dê presente – não o tire da disciplina...” E por aí vai... Mas nós não resistíamos àquelas carinhas de tristeza. E de seus pedidos mudos de socorro.
Eu e Jake perdemos tanto tempo, foi demorado matar a saudade um do outro. Até hoje não ficamos separados por muito tempo. E nos curtimos sempre. A dor da ausência, à sensação de perda era algo que eu não desejava a ninguém. E eu não desejava sentir nunca mais.
Após dançar com Charlie, dancei com JJ, com o meu neto Seth, com Sam e dancei até com o pequeno Billy, meu netinho de apenas um ano de idade. Resumindo, dancei com todos os homens da família. Fomos para a mesa de jantar, um pouco antes do jantar ser servido, Jake se levantou e foi até o palco, onde havia uma banda tocando. Meu pai foi logo atrás.
–Com licença a todos. Boa noite. Eu quero fazer um brinde. Um brinde ao amor eterno. A amizade sincera. Um brinde a razão da minha existência, a mãe dos meus filhos, a mulher que me completa, que aquece meu coração. Que me faz o homem mais feliz desse mundo. Um brinde ao nome desse amor. Um brinde a Renesmee Black.
Todos ergueram suas taças e brindaram. Meu pai que ficou perto do Jake no palco, o intimidando e para não “ficar atrás” expressão que o Jake usou para brincar com meu pai. Ele também fez um brinde.
–Pela ordem genealógica, eu deveria ter feito o brinde primeiro, mas ter certos tipos de animais na família é assim mesmo. – todos nós rimos com a piada do meu pai até mesmo Jake – Mas também estou aqui para brindar a saúde e vida de Isabela Marie Swan Cullen. Minha esposa, minha amiga e companheira. A nossa historia é linda. E fiquem calmos que não irei contá-la hoje. E acreditem alguns de vocês não acreditariam nela. Nossa historia é tão linda e tão especial, que se fosse escrita daria um livro maravilhoso e eu o intitularia de Century Loved. Pois foram cem anos de alegria, lutas, adversidades, mas acima de tudo foram cem anos de amor. Você me deu o impossível – nesse momento, ele olhou pra mim – E um dos meus maiores tesouros, que infelizmente tive que compartilhar – todos caíram na gargalhada novamente – Mas que me ensinou a não ter falsas crenças e a acreditar firmemente, que há alguém que governa o universo e que olha por nós. Meu amor, eu te amo. Obrigado por me amar, obrigado por me permitir te amar. Obrigado por existir. Um brinde as mulheres da minha vida Bella e Nessie.
–Um brinde!
Jantamos e aos poucos os convidados foram se dissipando, a festa estava linda, Alice era eximia em prepará-las. Nunca faltava nada.
–Está faltando alguma coisa, não acha?
–Amor, agora você lê meus pensamentos?
–Por quê? Você também percebeu que está faltando algo?
–Não. Muito pelo contrário, eu estou achando tudo perfeito, não está faltando nada.
–Mas é o seu aniversário. E em aniversários tem presente. Eu ainda não entreguei o seu.
–Ah, é verdade. Eu não ganhei nenhum beijinho seu hoje.
–Beijos eu tenho vários, mas não são somente eles que tenho guardado aqui pra você.
–Hum... Estou começando a gostar. – Enfiei a mão no bolso da sua calça discretamente a fim de conferir o meu “presente” e me deparei com uma caixinha dentro do bolso dele.
–O que é isso? – perguntei sem graça, quando percebi que ele realmente tinha um presente e eu havia acabado com a surpresa. Caixinha? Caixinha era joiaaaaa! Eu não era fútil afoita por joias, mas joias, rosas e bombons eram sempre excelentes presentes. Meus olhos brilharam. Ele sorriu pra mim.
–Vamos Maria apressada, pode pegar.
–Amor, eu juro que não tive a intenção.
–Eu sei taradinha, da próxima vez vou guardar no blazer, ai não corro o risco de ver você estragar a surpresa.
Assim que retirei a caixinha do seu bolso, ele a tomou das minhas mãos e a abriu pra mim, eu esperava qualquer coisa menos ver algo tão lindo e tão magnifico na minha frente. Era um lindo anel* de diamantes. Jake nunca havia me dado nada parecido.
– Jake é lindo.
–Sim... Lindo e raro, como você, como o nosso amor. Por isso o comprei. Sei que nosso amor não é baseado em dinheiro, bens materiais ou presentes, mas quando o vi, lembrei-me de você, tão perfeita, única, cara especial. Renesmee Black eu te amo mais do que tudo, mais do que a minha própria vida.
Lágrimas transbordavam do meu rosto, não pelo presente, mas pelo poder de suas palavras.
–Acho que vou ter que achar um diamante pra você também, então – disse sorrindo – Pois você também significa tudo isso pra mim.
–Eu não preciso, já tenho você. E outra, hoje não é o meu aniversario. É o seu.
Ele colocou o anel em meu dedo anelar junto da minha aliança. Logo após dar uma conferida em minha mão, procurei seus lábios a fim de agradecer pelo carinho e presente tão especial. Sentir seus lábios nos meus era algo mágico, o gosto da sua boca não era algo com a qual eu havia me acostumado. Era sempre surpreendente. Apesar de já conhecer seu cheiro e seu sabor, prová-lo era uma necessidade, uma droga na qual eu era viciada. Eu sempre o desejava e já havia parado de cogitar a hipótese, desse sentimento e dessa vontade morrer, pois ele sempre se renovava, melhorava e se mantinha.
–Acho que já podemos sair a francesa, o que você acha? Já cumprimentei todos os convidados, o jantar já foi servido... As meninas e Charlie vão ficar com Rose e Emmett. E tem quase doze horas que eu estou longe de você e morrendo de saudades.
–Eu acho uma excelente ideia. Esse seu vestido está me torturando a noite toda. Acredito que senão sairmos logo daqui, não irei resistir por muito tempo.
Somente com aquelas palavras meu sexo fisgou. Ele tinha um poder enorme sobre mim. Causava um efeito devastador no meu sistema nervoso.
–Então vamos logo que eu estou louca para desembalar o meu presente de aniversário.
Ele deu um rosnado e eu tremi, a noite prometia, não apenas por ser meu aniversário, mas porque todas as noites com ele eram e sempre seriam assim. Nós nos amaríamos loucamente pelo resto de nossas vidas...
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Notas finais
Bom eu entendo que não tenha reviews se vc chegou ate aqui lendo um capitulo atras do outro, apesar que eu adoraria responder um review seu. Mas fica aqui o meu pedido. Valeu a pena ler Century Loved? A história te cativou? Então recomende ela para que outras pessoas também tenham o mesmo prazer que você teve ao apreciar essa história.
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Bom... Vamos aos agradecimentos:
Em primeiro lugar quero agradecer (para não haver preferidos e nem esquecidos) a todos que muito carinhosamente deixaram um review durante a postagem de Century. Fica aqui o meu muito obrigada, foram eles que me deram forças para continuar escrevendo essa história.
Quero agradecer também as 15 lindas recomendações que recebi até o fechamento dessa fic. Foram lindas demonstrações de carinho e reconhecimento meu muito obrigada a vocês:
Raskia, Binhablack, vava, Vivi Costa, Vivi Costa, Nani_meyer, alinica, Katherine Black, Dayalukiná, Giovanna Lis Black, Evinha, SenhoraBlack, Dri Nyah, CathyGomez e CrisBlack.
Quero agradecer as minhas PARCEIRAS DE CENTURY LOVED:
Sandry Costa Minha querida que me ajudou a dar o pontapé inicial em Century. Sem a sua ajuda essa história não teria nascido. Vlw mesmo!
Arícia Aguiar Você se tornou minha amigona. Na parte mais crítica da historia ela se dispôs a me ajudar e a betar Century. Muito obrigada por seu tempo e por me ajudar tanto assim. Até mesmo quando você não estava muito bem pra fazer isso. Vlw muito! Obrigada também pelas observações nesse episódio. Achei que não daria tempo!
A Daiane, ou melhor, Dayalukiná como vocês conhecem... Que inclusive me ajudou a betar esse último episodio, uma vez que a Arícia continua dodói (força amiga!). Daya tu é D+! Amo as suas loucuras... hauhauhuah. Obrigada pela betagem de alguns episódios. Você sempre está à disposição para ajudar. Valeu mesmo.
Agradecimento aos boys que acompanham Century e consequentemente se tornaram amigos meus. Meu querido Angus Marcos e FranCk. Obrigada pelo carinho meninos! Vocês são D+!
Bom para finalizar eu não poderia ser injusta com algumas pessoas que merecem meu carinho super especial que são: vava, alinica, Katherine Black, Vivi Costa, que comentaram praticamente em todas as postagens e me acompanham desde o início. Obrigada também a Dri nyah, majo1, leonna, SenhoraBlack, Paty Black, andfatima, amando, Dayalukiná, CathyGomez, TayCristie, Evinha, nitinha, Steph_Hoe, Dayane_Nayore que depois que começaram a acompanhar Century nunca deixaram de fazer um review. Valeu mesmo.
Obrigada a todos pelo carinho, a apreciação, a paciência. Vocês são D+!
Bom... Ainda quero sabe o que acharam do desfecho da história, então ponham os dedinhos para trabalharem. Ainda mereço recomendações? Estarei esperando ansiosamente!
Bjoks e até uma próxima vez.
Com carinho,
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