Cenas Que Todas Yaoístas Queria Ver...(2014)
2 Não é Yaoi - Idéia de sayurinakata
Notas iniciais
Hoje era o dia da aula maçante de violino. Ciel fazia o possível para acertar alguma nota naquele instrumento enquanto Sebastian tinha o rosto de desaprovação toda hora.
– Você é péssimo, bocchan!
Não enche– pensou Ciel já começando a ficar profundamente irritado- Estou tentando. Eu não consigo.
O mordomo respirou com ar de frustrado. — Vamos mais uma vez.
– De novo? Estou começado a ficar com fome e não suporto essa aula...
Sebastian lançou um olhar demoníaco que fazia qualquer um congelar a espinha – De novo. — Disse o mordomo com tom de ameaça– Por favor, bocchan! – Terminou a frase com um belo sorriso gentil no rosto e um tom de suplica.
Ciel resmungou baixinho algum palavrão, colocou o violino no ombro esquerdo, posicionou a vara e concentrou-se na partitura diante dos olhos.
– No três. — Avisou Sebastian- Um..Dois...Três
Mal ouviu a palavra três Ciel caiu de quatro no seu luxuoso chão largando o instrumento de lado, não fazia diferença nenhuma em respirar porque não conseguia pegar o ar, ou seja, tava morrendo asfixiado.
–Bocchan?- Perguntou Sebastian preocupado.
Ciel abriu os olhos mais do que pode e levou a sua mão ate o pescoço, parecia que alguém o tava sufocando. Não adiantava respirar mais depressa ou abrir o máximo a boca, não conseguia o oxigênio.
– Sebasti-an- Ciel falou falhado, ainda ajoelhado do chão podia ver o fio de baba saindo na boca e sujando o tapete de saliva. O caso era bem grave.
– Bocchan, calma... — Sebastian o pegou pela a cintura puxando para ficar em pé. Ciel relutou um pouco a idéia de se levantar porque parecia que tinha uma faca em seus pulmões e achou que seria pior sair naquela posição.
– Precisa ser mais forte... — Ignorando o pedido do seu Lord e colocando em pé. Colocou o rapaz pequeno na sua frente e ergueu o seu queixo para o ver melhor o rosto dele. Os olhos estavam vermelhos lacrimejando e uma incrível quantidade de saliva produzida saindo da sua boca. E difícil manter a elegância quando estar morrendo.
– Venha. — pediu Sebastian com muita paciência e um tom misterioso na sua voz.
Ciel tentando respirar agarrou as vestes do seu mordomo ainda continuou com o rosto erguido.
– Chame o meu nome- disse mantendo mesmo tom de voz calmo e delicadamente puxando o fio do tapa-olho do menor desfazendo o laço que tinha.Sebastian ergueu mais o queixo do menor em um gesto de muita elegância.
– Se... — Inutilmente respirando e saindo mais baba em sua boca sujando a luva do seu mordomo.
– Sebas...tian- Tentou mais uma vez só que com mais dificuldade.
–Continue. — Sebastian deu um leve sorriso enigmático e o olhava com imenso prazer sádico vendo o seu jovem mestre quase morrendo, deslizou a mão em seu pequeno corpo arrancou com facilidade a sua blusa deixando todo a parte do abdômen exposto.
Ciel ficou surpreso com aquele gesto do seu servo, mas como não conseguia dizer nada e estava com a respiração muito acelerada não pode falar nada apenas fechou os seus olhos e começou sentir a mão fria alisando em seu peito.
Sebastian por um tempo ficou apreciando a pele macia e branca do seu mestre, passeando a sua mão pela barriga e na região superior do seu pescoço, Ciel se sentia muito estranho, mas o auge mesmo foi quando sebastian posou a sua mão entre o seu peito e o seu polegar ficou estimulando o seu pequeno mamilo em movimentos circulares Ciel mesmo naquela situação sentiu um resquício de prazer que nunca tinha experimentado antes.
–É asma- disse sebastian- Estar com algo inflamando e o seu pulmão não pega o ar suficiente. Irei ter que pressionar o seu diafragma e fazer uma respiração boca-boca
– Ham?..- emitiu o som com dificuldade
– Sim! Praticamente um beijo- Disse bem serio
Ciel abriu um pouco dos olhos queria racionar, mas nem respirar conseguia direito ainda sentia aquela estranha sensação de prazer, Sebby não havia parado de mexer o seu dedo. Assim que o Ciel fez sim com a cabeça, sebastian envolveu o seu braço em sua cintura do pequeno rapaz limpou o excesso de baba e o inclinou a ponto para dar o beijo
O mordomo pressionou suavemente os lábios aos do cabelo azulado, expelindo o ar como uma bombinha antialérgica. Quem vinha de longe pensava outra coisa.
Um homem alto que estava beijando o seu amante: uma criança que já conhecia os prazeres do mundo adulto. Futuramente isso seria associado a pedofilia mas naquela época era tão normal que os nobres fazia festas carregados de lindo meninos virgens para o bel prazer.
Mas esse não era o caso. Não para a cabeça do Ciel.
Sebastian se afastou, Ciel jogou a cabeça para trás tentando respirar normalmente tinha melhorado uns quarenta por cento.
–Irei ter que fazer novamente, Bocchan, só que mais forte- Disse o demônio ainda segurando a cintura do menor e a outra mão no peito pressionando na altura dos pulmões.
Dessa vez foi Ciel que tomou a atitude, avançou na boca do sebatian e oabraçou fortemente como fosse uma donzela beijando o seu príncipe encantado. O demônio pressionou mais a cintura do menor e prolongou mais o beijo máximo possível.
Já Ciel estava aos poucos se recuperando ainda tinha um pouco de falta de ar, a boa e estranha sensação do tato em sua boca, sua língua às vezes tocava ao do seu mordomo, o seu frágil corpo se pressionado ao outro mais forte... Será que isso as mulheres sentem quando estão namorando? Pensou.
O rapaz pequeno largou o seu servo para respirar melhor.
– Estar se sentindo melhor?
– Sim. Isso foi realmente foi necessário?- abrindo os braços para mostra-lhe a camisa toda rasgada.
– Nós temos um trato. E eu preciso de você vivo. — Disse o demônio com mesmo tom servil de sempre.
Ciel jogou-se na sua poltrona apoiando a sua cabeça para trás se recuperando aos poucos.
– Bocchan!
Ciel levantou uma sobrancelha. O que foi?
– Acho melhor eu trocar você de roupa senão vai pegar um resfriado. — Sebastian aproximou-se dele fazendo a menção de colocar no colo.
– Eu mesmo vou andando ate o meu quarto. — Saiu da poltrona e foi em direção a porta
– Você sabe aonde é o seu quarto?
Ciel estava prestes a sair naquele lugar, segurando a maçaneta parou no mesmo instante que ouviu a pergunta. Depois xingou bem baixinho.
– Você não pode andar por ai depois de quase ter morrido de asfixia. — O mordomo o colocou no seu colo como fosse uma princesa e foi direção ao quarto
– Sebastian! Sebastian! Me solte!- Ciel gritava nos corredores o socando o mais forte possível.
– Eu não iria comer?- Perguntou Ciel vestido e todo coberto em sua cama.
– Vou trazer o seu almoço hoje aqui. — Arrumou mais os lençóis da cama- Você precisa descançar- Depois fechou a cortina para a luz do sol não atrapalhasse o seu mestre. Quando o mordomo fez menção de sair do quarto o pequeno rapaz o chamou.
– Sebastian.
– Sim?
– É... O que sente quando faz sexo?
Ciel não sentiu constrangido de ter feito essa pergunta era mais questão de curiosidade mesmo.
Sebastian sem hesitar o respondeu- É algo que vai se intensificando ate chegar a um prazer maior.- Ficou bem serio depois nisso.
– Ham... – Disse Ciel com a cabeça baixa
– É muito abrangente esse assunto bocchan, acho melhor descansar teve um dia cheio hoje. — Posicionou a cabeça do menor no travesseiro- Daqui pouco trago o almoço.
– Sebastian... – Chamou mais uma vez quero sentir esse prazer. Pensou. Ele sentia que tinha algo inacabado e queria descobrir o que era depois do suposto “beijo” que tinha dado. Podia ser o mais maduro que seja, mas não sabia muito nesse assunto. Só que seria a sua obrigação depois de casado e o básico. – Nada. — Completou a frase com tom de frustração e um pouco de orgulho.
O demônio deu um sorriso de satisfação e o deixou sozinho.
Fale com o autor