Cemitério de Almas

1 Cemitério de Almas


O mundo é um negro cemitério de almas

Onde jazem, sem sonhos, corpos andantes

Desesperados gritos abafados por vozes calmas

Corações arrasados por angústias gritantes

Bocas que falam daquilo que são incapazes de sentir

Trazendo no sumo vermelho, amargo sabor

Gritando ao nada que devem louvor

Sentindo a falta de um sincero sorrir

O suor já derramado tem um gosto azedo

Escorrendo sobre os corpos dos que souberam amar

Neste mundo injusto de podridão e medo

E estagnada e só, no centro do Caos estou

Lamentando os poemas que não pude escrever

E chorando a esperança que o vento levou

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