Cem Anos Depois

1 I - A Queda de um Rei


Notas iniciais
Que se abram as cortinas que o primeiro ato irá começar o/ • Abre cortina •

Eram tempos obscuros no reino de Stevan. Sua filha Aurora ainda bebê fora amaldiçoada a cair em um sono profundo que duraria cem anos caso seu verdadeiro amor não a despertasse com um beijo.

Malditas sejam Malévola e as Três Boas Fadas. A primeira por rogar aquela praga na sua primogênita apenas por não ser convidada para o batizado da mesma, e as outras por não terem arranjado uma solução mais fácil para a quebra do feitiço.

Já se passaram cinquenta anos desde que Aurora picara o dedo no fuso da Roca Maldita; e Stevan, com seus noventa e quatro anos, vira seu reino e tudo ao seu redor envelhecer enquanto a garota permanecia com aparência de dezesseis deitada naquele esquife de ouro e prata. Era incrível como a praga de Malévola afetara até mesmo as rosas nas mãos de Aurora, que mesmo após tantos anos permaneciam vermelhas e vivazes.

Era o seu fim, ele sabia. Sua esposa se fora a dez anos, vítima de um ataque que sofreram dos reinos vizinhos. Flora, Fauna e Primavera também tiveram seu destino fadado a morte quando gastaram toda sua energia e poder para preservar a torre que servia de sepultura a princesa.

Poucos restaram após a guerra entre reinos, e ainda assim deixaram suas moradas para trás em busca de lugares calmos e pacíficos.

O Rei Stevan estava consciente que quando sua filha acordasse e o visse ali, morto — provavelmente apenas um esqueleto em vestes reais — ela iria desesperar-se e não teria força para seguir em frente; então, para que o futuro de sua filha não fosse o mesmo que o seu, ele não morreria naquele lugar.

Já havia muito que pensara em possibilidades para uma morte rápida e indolor — isso se ela existisse — e chegara a conclusão de que a única janela da torre seria a melhor saída — melhor do que fincar uma espada em si. A quase dez anos um rio nascera atravessando o castelo, e mesmo após pouco tempo ele já tinha quase dez metros de profundidade. Seria ali a sua sepultura.

Levantou da cadeira ao lado do esquife de sua filha e despediu-se dela com um beijo na testa dirigindo-se em seguida a janela da torre. Olhou uma última vez para traz; É agora ou nunca pensou; atirou-se da janela.

Toda a sua vida passara diante de seus olhos. A primeira vez em que vira sua esposa; a primeira vez dos dois; o dia em que vira sua filha nascer, tudo. Inclusive, uma questão passou em sua mente enquanto despencava dos 10 metros de altura que tinha a torre: Será que Malévola estaria viva?

Não teve tempo para obter a sua resposta, pois logo seu corpo submergia sem vida no rio.

Notas finais
POSTEI FINALMENTE! Após tanto tempo (tipo, umas doze horas) o prólogo da história foi postado para a alegria de todos o/ Desculpem pelo tamanho, mas eu fiquei tão ansioso para postar que não tive ideia de como fazer um prólogo maior, mas prometo que os próximos capítulos serão maiores x3 Comentem e façam um autor feliz :3 • Fecha cortina •