Celestial

4 A Fênix Prismática


Notas iniciais
Yoo minaa! Como estão? Postei dois capítulos porque eu atualizei o spirit e nao atualizei aqui!!! me perdoem Neste capítulo vocês conhecerão um pouco sobre o mundo celestial. Espero que gostem *-*

Celestia irradiava luz àquela manhã. Era um dia muito feliz para os povos alados. O príncipe dos anjos completava seu vigésimo ano de vida e seria apresentado aos deuses como futuro sucessor do trono de Celestia. Era uma comemoração a muito esperada pelo povo.

Em meio a exuberante natureza e as casas de arquitetura simples, a alegria dos moradores era contagiante.

As asas abertas da estátua de 10 metros de altura, esculpida em forma de anjo, era um dos mais belos monumentos da cidade. Localizava de frente ao palácio de arquitetura angelical, no centro do reino, e parecia convidar os habitantes para a cerimônia que aconteceria ali.

Tudo irradiava alegria e todos preparavam as oferendas aos deuses para agradecer.

Anjos e fadas plainavam entre as nuvens, contrastando com o brilho azulado do céu. As fadas irradiavam brilho de suas asas e com magia, espalhavam girassóis amarelos por toda a cidade, enquanto as asas majestosas dos anjos podiam ser contempladas a quem olhasse para o alto.

Celestia era um local pacífico, banhado pela luz do sol. Jamais conhecera o brilho da lua. O sol reinava majestoso, dando vida à natureza diversificada e exuberante que era cuidada pelas mãos habilidosas das fadas.

Os elfos eram encarregadas por guardar a cidade. Exímios guerreiros, embora a muito não presenciavam uma guerra, mantinham sempre muito bem preparados, caso algum dia, ela pudesse surgir. Os anjos também desempenhavam o papel de proteção. Guardavam a cidade pelos céus.

Celestia nada mais era que uma grande ilha. Hectares de florestas exuberantes e únicas. Espécimes exóticas de plantas e animais habitavam o lugar. Contornando a floresta o oceano de águas cristalinas e límpidas até doía os olhos de quem olhasse, tamanha era a beleza.

Em meio a toda aquela felicidade estava Sakura Haruno, uma das fadas mais habilidosas de sua geração. Ela voava despreocupada em direção à um lugar tão conhecido por ela.

Diminuiu a velocidade do voo quando avistou a esplendorosa cachoeira e pousou sob uma pedra. Respirou fundo erguendo a cabeça para o céu, permitindo que os raios solares tocassem seu rosto bonito.

Colocou os pés na água e sorriu ao sentir o elemento que ela tanto tinha maestria em domar. Era apaixonada pela água e a respeitava muito.

Com as mãos habilidosas, usou sua magia para formar uma bolha gigante com uma porção do líquido e ergue-la ao céu. Alguns peixinhos ficaram enclausurados no círculo d’água e ela observou, divertida, o pequeno aquário particular que ela criara.

Como a natureza era bela.

Considerava ser uma garota de sorte por ter recebido o dom de controlar a água, o elemento que mais gostava.

Sentiu uma presença se aproximar e sorriu por saber de quem se tratava. Ele adorava observa-la. Sabia que Sakura todos os dias ia até aquele mesmo local, fugir um pouco de suas obrigações. Não que ela não gostasse do que fazia, mas se sentia tão livre próxima as águas e àquele santuário criado por sua falecida mãe a tanto tempo, que aquele era seu lugar favorito em todo reino. Sempre que podia aparecia por ali.

— Incrível, Sakura-chan!

Não deixou de sorrir sincera ao ouvir a voz daquele que tanto amava. Naruto era seu companheiro de todas as horas, seu melhor amigo. Cresceram juntos e sempre estavam ao lado um do outro.

— A natureza é maravilhosa Naruto – os olhos dela brilhavam e Naruto se satisfazia apenas por poder presenciar o brilho naqueles olhos verdes que ele tanto amava. Sempre a amou em segredo. Investia em Sakura as vezes, mas ela acreditava ser por pura diversão. O loiro sempre fora brincalhão então não levava o que ele falava a sério.

— Veja este peixinho – Sakura arredou para o lado, dando lugar para que Naruto pousasse ao seu lado na pedra, e assentasse, enquanto ela aproximava a bolha d’agua – O azul turquesa – indicou quando ele tomou seu lugar ao lado dela – Tem a cor dos seus olhos.

Naruto olhou brevemente para o peixinho e depois para a amiga e sorriu sincero. No fundo, uma pontada no peito o atingiu. Como ele gostaria que aquela garota fosse sua. Ele não tinha muitas esperanças, Sakura o enxergava como um irmão, um grande amigo, jamais olhara para ele com outros olhos e ele não queria estragar a amizade dos dois. O peito doía, mas não se perdoaria se não pudesse mais olhar para o sorriso dela.

Quando pequena, a irmã de sua mãe Kushina faleceu após dar à luz à Sakura. Sua mãe compadecida da situação criou a fada como se fosse sua menininha. Kushina era a líder das fadas, agraciada pela natureza com o dom dos quatro elementos e a única fada, em vida, no reino a possuir tal poder. Atrás dela Sakura a acompanhava na hierarquia, capaz de dominar dois elementos: água e terra e um dia, tornaria a rainha das fadas.

Kushina, além de rainha das fadas era rainha dos anjos por ter casado com Minato. Ambos governavam Celestia juntos.

Naruto sempre soube que a Haruno não era sua irmã. Um cruzamento entre fada e anjo só poderia resultar no nascimento de um anjo, devido à forte genética.

Embora criados no mesmo castelo, Sakura sempre fazia questão de visitar a casinha deixada para ela que um dia fora de sua mãe e quando Kushina lhe permitiu ela foi morar sozinha no local.

O amor de Naruto pela menina foi desenvolvendo ao longo dos anos e o que antes poderia ser considerado um sentimento ingênuo e infantil, tornou-se algo puramente findado. Ele admirava tudo que ela fazia e principalmente a bondade que a fada carregava em seu coração. Observava com admiração o brilho sempre presente nos grandes olhos verdes que levavam seu coração bater mais forte.

O aroma natural de Sakura era uma mistura de morango e flores que o deixavam louco, mas ele tinha que se conter. Kushina havia percebido o amor do filho por Sakura, mas jamais meteu nos sentimentos dele.

No fundo ela gostaria que Sakura olhasse para seu menininho com olhos de mulher, mas ela conhecia o coração da garota e sempre soube que o coração de Sakura não pertenceria a Naruto do jeito que ele gostaria, por isso nunca se opôs quando a garota decidiu morar sozinha na casa de sua falecida irmã: Mebuki. No fim das contas ela apenas queria que o seu menino fosse feliz, assim como a sobrinha que tomou como filha desde quando a pegou no colo pela primeira vez.

— Você não deveria estar na cerimônia, Naruto? – Sakura direcionou os olhos brilhantes na direção do anjo, a preocupação escondida no brilho do olhar que tanto desconsertava o garoto. Naruto suspirou e virou o rosto na tentativa de esconder o rubor que tomara conta da face bronzeada.

— Eu não poderia fazer isso sem você, eu vim te buscar.

— Jamais te deixaria sozinho. – Ainda com os olhos na direção dele ela buscou sua mão direita e a segurou com carinho. Os olhos se encontraram e Naruto se sentiu triste, gostaria que aqueles sentimentos incorrespondidos, um dia, deixassem seu coração. Ele tinha medo de não poder mais segurar e se declarar a mulher que tanto roubava suas horas de sono e perder o amor e carinho que ela tinha para com ele.

Percebendo que a deixara sem resposta ele novamente desviou o olhar e percebeu que ela lentamente abaixava a bolha criada, apenas com a força do pensamento, e a depositava novamente no curso normal do rio. Por uma fração pequena de segundos ele esboçou um sorriso triste. Fechou os olhos e respirou fundo para em seguida conseguir dar a ela seu maior sorriso, enfeitando o rosto com os dentes brancos.

O anjo, se pos de pé e esticou o braço esquerdo na direção de Sakura. Ela sorriu gentilmente e pegou sua mão aceitando a ajuda para se levantar. Naruto abriu suas asas brancas e a pegou no colo.

— Naruto! O que pensa que está fazendo?

— Descanse suas asinhas, querida fada, pois agora você voará nos braços de um anjo. – Ele sorriu confiante e a puxou antes que ela protestasse. Ergueu o corpo pequeno a ajeitando nos braços e levantou voo. Sakura resmungou algumas coisas, mas ele não prestou atenção. Estava concentrado em escutar as batidas aceleradas do próprio coração enquanto aspirava o aroma adocicado da mulher que tanto amava.

Pela felicidade dela, ele abdicaria de seus sentimentos, contentaria em receber apenas amizade daquela que ele devotava todo o seu amor, somente por poder toca-la e ouvi-la sorrir da maneira mais linda que ela só fazia quando estava com ele.

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Hinata observava o transcorrer da cerimônia ao lado de uma árvore bonita de tronco grosso. O jardim do palácio dos anjos era a parte mais bonita da cidade e ela gostava muito de estar ali.

A nascente do Rio das Aves ficava ali, no centro da cidade, e contornava a esplendorosa estátua de anjo, tão apreciada por todos. O curso d’água seguia calmo e se perdia floresta adentro. Ao redor da estátua, arbustos de flores coloridas traziam vida a estátua branca, deixando o local mais iluminado.

O contraste dos campos de flores bem cuidados, com o palácio branco enchiam os olhos de Hinata e ela poderia passar horas do seu dia admirando o local se a deixassem.

Quando Naruto chegou e começou seu discurso sentiu o ritmo do coração mudar. O rosto mudava de coloração apenas por olhá-lo e ela se sentia ridícula por isso.

Hinata era uma elfa muito bonita. Os cabelos escuros, que atingiam a cintura e os olhos claríssimos, característica marcante de seu clã, compunham a aparência exuberante da menina. Exímia arqueira, fruto do treinamento incessante pelo pai rigoroso, desde muito nova, Hinata apenas desejava, um dia, poder voar. Sempre observou Naruto, o anjo brincalhão, pairando pelos céus com tanta maestria e seus olhos se enchiam com a visão.

Quando pequena, desobedeceu ao pai e saiu para brincar floresta adentro, deslumbrada por conhecer mais da floresta majestosa que cercava a região de sua casa. Ela não contava que uma vala estaria escondida em meio as folhas secas e caiu, ficando desacordada por um tempo. Sozinha, ela gritou desesperada para que alguém a ouvisse, mas por ter seguido um bando de cavalos alados, ela estava pouco longe de casa e temeu que ficaria ali para sempre.

Chorando e pedindo aos deuses por ajuda em orações silenciosas, ela olhou para os céus e o viu. O garotinho parecia ter a sua idade. Os cabelos dourados a fascinaram. Ela pediu por ajuda e ele prontamente foi ao seu socorro, demonstrando estar extremamente preocupado com ela. Foi aí que ela voou pela primeira vez. Ficou deslumbrada e sonhou em poder fazer isso mais vezes. Descobriu que o anjo se chamava Naruto e ele fora muito gentil com ela como jamais alguém tinha sido um dia. Ele prometeu que a buscaria para que eles brincassem e por várias vezes pôde desfrutar de sua adorada companhia. Naruto exalava brilho e felicidade e isso a encantava.

Desde aquela época jamais parou de observá-lo e mantinha extrema devoção por ele. E com o tempo a devoção virou amor. Ela sabia que o coração dele pertencia a outra, estava estampado no rosto dele a maneira que ele olhava para a fada, mas no fundo nutria esperanças que ele a pudesse notar. Admirou o discurso do príncipe a seu povo e sorriu de maneira doce a cada palavra que passava por seus ouvidos.

Como gostaria de tocá-lo.

Levou um susto grande quando Neji, seu primo, aproximou chamando por seu nome rompendo todos os pensamentos dela.

— Neji nii-san, você me assustou! – o coração bateu apressado e ela deu graças aos céus por Neji não saber ler pensamentos.

— De novo sonhando com Naruto? – a coloração no rosto dela ficou tão vermelha que Neji se arrependeu de ter falado algo que deixara a prima tão desconfortável. Sabia da paixão que Hinata nutria pelo príncipe e gostaria de ajudá-la de alguma forma. Hinata era uma boa garota e a tinha como uma irmã muito querida.

A menina parecia estar à beira de um ataque de nervos e ele se desculpou mudando de assunto e concentrando nos motivos de ele estar diante a prima.

— Seu pai está a sua procura.

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Ino esperava por Sakura em frente a biblioteca. As duas eram curiosas ao extremo e sempre entravam escondidas para poder descobrir mais do que estava escrito nos livros proibidos. Quando Ino não a acompanhava, Sakura e Naruto driblavam os elfos guardiões e se deleitavam na leitura e conhecimento das outras raças existentes no mundo, tão desconhecidos por eles.

Havia uma proibição em toda Celestia, e esta, era jamais falar sobre o Submundo. Todos compreendiam o que era, mas a comunicação sobre o assunto era proibida e ninguém sabia muito sobre o lugar. Tudo o que se escutava era que o Submundo, ou Terras Escuras como também era conhecido, era um mundo isolado, com ausência de luz solar, onde imperava a maldade.

Sakura e Naruto não acreditavam que poderia existir um mundo com criaturas tão cruéis como fora dito a eles quando pequenos. Eles acreditavam que existia bondade onde quer que fosse e não entendiam a superproteção do rei para com tal assunto. Eles desafiavam a ordem de seu soberano e pai sempre que podiam e invadiam a biblioteca em busca de informações para compartilharem entre si.

Ino Yamanaka, melhor amiga de Sakura, era uma elfa do Leste. Diferente dos elfos do Oeste, exímios guerreiros, os elfos do Leste são seres, que assim como as fadas, tem grande devoção à natureza. São raros e com habilidades para cura, de extrema importância para o reino.

A garota compartilhava dos mesmos pensamentos de Sakura e Naruto e sempre que podia os ajudava na busca de informações.

A cerimônia seguia tranquila e Sakura, lançando uma piscadela para Naruto, retirou-se do local sabendo que a biblioteca teria fácil acesso em meio a grande comemoração. Ino já estava a postos no lugar combinado do palácio e Sakura passou pelos poucos guardas do castelo com facilidade, por ser considerada filha dos soberanos do reino.

— Como pode, Sakura! – Ino exclamou perturbada com a informação que lia – Não existe sol lá, eles têm uma coisa chamada lua, que brilha, mas não clareia, só há escuridão naquelas terras.

— Isso não pode ser verdade Ino! – pegando o livro das mãos da amiga ela buscou com o olhar a informação — Como poderia isso ser verdade? Se não há sol, não existe vida. Nada cresce, nada prospera, como pode existir natureza?

— Pois eu acho que não existe natureza no Submundo... – incrédula Ino pegou o livro de volta em busca de mais informações. Sakura levantou e vasculhou a prateleira por mais algum livro. – Sakura, você faz ideia do que seria um lugar sem flores? Um lugar sem a exuberância das florestas ou o canto dos pássaros? Eu fico arrepiada só de imaginar, este povo deve sofrer muito.

— Eu não consigo imaginar o sofrimento desse povo Ino... Será que eles são tão malvados quanto os livros dizem? Eu não consigo acreditar nisso – Sakura folheava um livro recém puxado da prateleira empoeirada e assentava no chão novamente ao lado da amiga.

— Eu acho que sim. Imagine você em um lugar sem sol e natureza... eu acho que eu me tornaria um monstro!

— Mas e essa tal lua? Ela não traz vida? Tem algo nos livros?

— Olha – A elfa aproximou da fada e mostrou uma página recém descoberta – Aqui diz que a lua é um satélite natural e que, diferente do sol, ela não faz crescer vida, mas que tem beleza exuberante. A lenda diz que a lua é um constante aviso da beleza da vida que eles foram privados por terem os corações impuros e semear maldade. Uma beleza inalcançável.

Sakura pegou novamente o livro das mãos da Yamanaka, incrédula com as informações que sorvia. Leu novamente para ter a certeza e se sentiu mal por aquele povo, queria poder fazer algo para ajuda-los. Quando Sakura virou a página pôde contemplar uma imagem belíssima. As duas folhas estavam ilustradas como o que era a lua. Seus olhos brilharam de imediato ao se deparar com tamanha beleza. Pessoalmente deveria ser ainda mais bela. Desejou um dia poder contempla-la de perto.

— Meu Deus, Sakura! Eu acho que não devemos ficar julgando assim a vontade dos deuses... podemos ser castigadas. – Ino fechou um livro que acabara de pegar da pequena pilha no chão e olhou assustada em direção à Sakura que parecia viajar – Sakura, está me ouvindo?

— O que?

— Não devíamos ficar sentindo pena desse povo, os deuses podem nos castigar – Ino suspirou ao ver que a atenção da amiga estava longe de si e aproximou a cabeça da fada para ver o que ela tanto olhava admirada – Ual! O que é isso?

— A lua – Sakura fez uma pausa não retirando os olhos da pintura – Ino, é magnifica!

— Talvez eles não sejam tão azarados assim... De qualquer maneira não quero questionar os deuses Sakura... ainda mais no dia em que seus olhos devem estar voltados para Celestia devido a cerimônia.

— Eu não acho que os deuses pensam assim Ino... São seres de coração bondoso, onde estaria a misericórdia se estivessem felizes em deixar seu povo sofrer?

— Pois eu não diria isso se você lesse este parágrafo aqui que fala de seres intitulados como vampiros.

— Vampiros? Nunca lemos sobre eles anteriormente.

— Dizem ser os seres mais cruéis de seu mundo.

— Piores que os seres que se intitulam como bruxos?

— Muito piores. São seres sugadores de sangue Sakura! Fico arrepiada só de imaginar. Eu acho que estamos abusando de nossa própria sorte ao ler sobre essas coisas Sakura... A algum tempo tenho pensado em parar. Você e Naruto me arrastaram para essa insanidade, mas esquecem que, diferente de vocês, não sou filha do rei.

— Ino, pare com isso! Nada aconteceria com você.

— Sabe que exílio é algo que acontece com traidores do reino, não sabe? Eu não gostaria de experimentar estar longe de minha família sem jamais poder voltar.

— Pois se Minato fizesse isso, eu iria com você. Você sabe que eu e Naruto jamais deixaríamos que isso acontecesse, não sabe?

— Sakura... eu sempre fui curiosa, sempre me deixei levar pelas suas maluquices, mas acho que depois de ler este livro aqui eu vou me aposentar destas sandices que cometemos. Eu realmente estou assustada.

— Ino, os deuses não vão te castigar. Não está fazendo nada de errado.

— E passar por cima da ordem suprema do anjo superior não é burlar regras? Estamos desafiando seu pai, isto é um absurdo Sakura! Eu sinto muito, mas não posso continuar com isso. – Ino jogou o livro que lia anteriormente para bem longe e pôs-se de pé. Estava decidia a cruzar a saída da biblioteca e queria arrastar Sakura junto. Realmente ficou assustada ao ler sobre os tais vampiros e seus feitos.

— Me desculpe Ino, mas eu ficarei aqui. Naruto disse que me encontraria depois e eu quero saber mais.

— Pois saiba que eu não concordo com isso! – a elfa limpou as mãos, agora suadas e frias, no vestido que usava. Estava apreensiva demais e queria sair dali o mais rápido, não estava com um bom pressentimento e ela tinha ciência que elfos do Leste eram muito sensitivos, pois era uma. – Sakura, por favor... venha comigo eu imploro!

— Já tomei minha decisão.

— Droga! Você sabe ser insuportável quando quer. – Contrariada, Ino estava pronta para assentar novamente, mas Sakura a impediu.

— Peço que vá, não quero que faça nada contra sua vontade. Vá e mande um pássaro se alguém estiver aproximando – Sakura apontou para a pequena e única janela da biblioteca. – Sei me virar e com seu auxílio sairei segura daqui. Agora suma! – a rosada disse esboçando seu melhor sorriso enquanto Ino revirava os olhos, ainda apreensiva por deixar a melhor amiga para trás. Respirou fundo antes de cruzar a porta com cuidado. Zelaria por ela do lado de fora.

Sakura estava a horas sorvendo o máximo de informações possíveis sobre as Terras Escuras. A cada dia que passava ela descobria algo novo. Ficou assustada ao saber sobre a raça de vampiros e tudo que o livro contava sobre eles. Definitivamente eles pareciam seres assustadores...

Só ficara assustada assim, quando leu sobre os tais metamorfos. Seres que podem mutar e transformar os próprios corpos em um animal específico. Isso era loucura! Mais loucura ainda as maldades que eles praticavam, que estavam escritas nos livros.

Respirou fundo e fechou o livro empoeirado. Estava a horas na biblioteca e Naruto não dera as caras. Guardou os livros nos respectivos lugares. Bateu as mãos contra o vestido cor de rosa para afastar o pó que havia grudado em suas mãos e seguiu em direção a porta. Quando ia abrir se assustou com as vozes próximas e se escondeu da maneira que pode.

Lá fora os guardas pareciam correr por todos os lados e os burburinhos só aumentavam. Alguma coisa estava acontecendo. Ouviu alguém abrir a porta e prendeu a respiração.

— Pegue e venha logo! – Sakura, atrás da porta, conseguiu ver o cabelo escuro, característico dos elfos do Oeste adentrar a biblioteca. O guarda sabia exatamente onde procurar. Pegou um livro e saiu apressado do cômodo. Sakura soltou a respiração e se aliviou por não ter sido flagrada. Quando conseguiu deixar a biblioteca, a passos lentos, e cruzar o corredor, se assustou por não ver guarda algum ali.

— O que está acontecendo...?

— Ao sair do castelo notou que vários elfos estavam dispostos na entrada do local. Passou por eles sem dificuldade e percebeu que o caos estava instalado. Fadas e anjos voavam por todos os lugares, guardas reais — anjos e elfos do Oeste — espalhados pela cidade. Céus, o que estava acontecendo?

Imediatamente se preocupou com seus familiares. Avistou Neji e libertando suas asas, voou até ele.

— Neji! O que está acontecendo aqui?

— Princesa Sakura – fez reverencia – o reino foi surrupiado.

— Sem essas formalidades Neji! Não sou princesa nenhuma. O que você quer dizer?

— O reino foi invadido. Estamos tentando identificar o que aconteceu, mas sumiram alguns artefatos reais.

— Artefatos...? – Sakura se viu confusa. Porque alguém invadiria o reino em busca de objetos da realeza?

— Não vejo sentido nisso Neji...

— Seres de outros mundos, prin... Sakura! Eu preciso ir – Sakura bufou sem entender quando Neji a deixou e levantou voo novamente. Voou sem rumo por algum tempo na tentativa de encontrar sua família. Pousou próxima a entrada Sul da floresta e ouviu uma voz bastante conhecida.

— Sakura-chan! Porque está aqui fora? Porque não ficou na biblioteca?

— Naruto que história é essa! E porque não foi me encontrar, o que está acontecendo aqui!?

— Vem – Puxando a mão da fada, Naruto saiu correndo e entrou na floresta recostando a fada em uma árvore – Você vai ficar no palácio até que tudo esteja resolvido.

— Naruto! Eu não vou a lugar algum até que me explique o que está acontecendo aqui! – ele suspirou, sabia que ela era teimosa e então resolveu resumir a situação.

— Sakura, me escute bem, e depois que eu falar você vai aguardar no castelo, entendeu? – ela engoliu em seco, jamais viu Naruto assim. Ele estava sério, tão diferente do seu jeito brincalhão costumeiro. Ela assentiu com a cabeça e só assim ele se sentiu confiante para continuar – Sakura, fomos invadidos. Uma áurea negra pairou sobre o reino e a cerimônia foi interrompida. Ainda não sabemos o que era, mas todos os guardas estão à procura dos invasores.

— Dos?

— Me deixa terminar! Algumas coisas foram roubadas de Celestia, alguns artefatos místicos das fadas e elfos do Leste e principalmente dos anjos. Não é de meu conhecimento ainda, pois nosso pai não informou ao certo, mas foi algo grande! E eu tenho certa ideia do que seja – suspirou preocupado antes de continuar – Me escute – ergueu as mãos e pousou sobre os ombros de Sakura que parecia alheia a tudo que acontecia. Estava assustada, jamais algo assim acontecera, Celestia era tão segura... A boca estava aberta e os olhos distantes quando Naruto a tocou trazendo de volta a realidade a encarando com os olhos azuis – Os anjos estão tentando sentir a presença maligna e encontra-la, mas parece que tudo foi muito bem arquitetado pois eles foram diretos no que vieram buscar, então você precisa me ouvir, entrar no castelo e ficar lá, até que resolvamos tudo. Celestia ainda pode estar sobre ameaça e eu quero você segura.

— Naruto, eu...- o anjo a interrompeu com o olhar duro.

— Sabia que iria protestar. Espero que me perdoe pelo que farei agora.

— O que quer diz... – Não pôde terminar a frase, pois Naruto tocou em sua testa e ela apagou. Um dos poderes dos anjos era este: Se eles concentrassem a quantidade certa de energia na ponta do indicador e tocassem o centro da testa de alguém, poderiam imobiliza-los. Quem quer que recebesse o toque adormecia em sono profundo.

Naruto sabia que iria ouvir xingamentos excessivos quando ela acordasse, mas nada importava quando se tratava da segurança dela. Sakura era uma fada habilidosa, conhecedora de magia, mas não podia deixar de querer protege-la, ela podia ser muito ingênua quando queria e ele não estava disposto a correr risco algum.

Carregou a fada no colo e levantou voo. Guiou-a para o castelo e a deixou com sua mãe, que também jazia adormecida em seu quart,o vigiada pelos guardas reais. Kushina também havia sido imobilizada por Minato e por ser extremamente poderoso, ela só poderia acordar recebendo novamente o toque do rei.

Ele e o pai sabiam das habilidades das mulheres. Kushina era a rainha das fadas, mulher poderosíssima, poderia derrubar um planeta com a força dos quatro elementos, mas Minato não sabia que tipo de ameaçava rondava seu mundo e não pretendia correr qualquer risco.

Naruto pôde respirar aliviado ao ver as duas mulheres mais importantes de sua vida seguras no palácio. Os anjos guardiões da porta eram os mais habilidosos de Celestia e estavam ali a pedido de seu pai, sabia que poderia ir de encontro ao perigo tranquilo, pois eles as protegeriam.

»»»»»«««««

Sakura acordou assustada. Olhou para todos os lados e reconheceu estar nos aposentos de Kushina. Sentiu um incomodo na cabeça e virou para o lado, a Rainha estava adormecida ao seu lado e ela entendeu o que estava acontecendo. Xingou Naruto o quanto pode e tentou sair do quarto, mas foi impedida pelos guardas. Voltou para a cama e tentou pensar em como poderia fugir sem ser colocada para dormir novamente.

Pensou em criar uma prisão nos pés dos guardas com o segundo elemento que dominava: a terra. Usaria magia e com raízes prendê-los-ia para que pudesse fugir, mas logo pensou em Kushina adormecida ali.

Aqueles eram os melhores guardas do palácio e se ela fizesse qualquer coisa Kushina ficaria desprotegida naquele quarto pois eles a caçariam até coloca-la novamente ali. Conhecendo Minato e Naruto as ordens seriam para que as duas não deixassem o palácio sem ordem do rei.

Bufou irritada e começou a se preocupar. Pensou sobre o que Naruto mencionou em relação a invasão. Olhou pela janela do quarto e viu alguns anjos protegendo aquela saída. A janela do quarto dos pais dava visão ao centro da cidade. As coisas pareciam mais calmas e o reino não estava sendo atacado. Soltou a respiração que não percebeu que prendia ao constatar isto.

Não tardou para que Minato aparecesse no quarto com o semblante sério. Ele passou por ela e tocou a testa de Kushina, deixando um beijo ali. Seguiu em direção à Sakura e sorriu para ela beijando o topo de sua cabeça.

— Como se sente, filha?

— Pai, o que está acontecendo?

—Minato! – Minato respirou fundo e olhou para Kushina que estava envolta por uma chama de fogo – É bom você explicar porque me apagou ou eu queimo este lugar! – Kushina era uma mulher incrível e generosa, mas seu pavio era curtíssimo. Minato sabia o que iria ter que enfrentar quando a colocou para dormir, mas não poderia arriscar a segurança de sua família.

Minato passou as mãos nos cabelos e assentou na cama.

— Kushina, Sakura, fiquem tranquilas, eu e Naruto fizemos o que fizemos para protege-las.

— Minato eu não irei repetir! — Kushina ainda envolta por fogo aproximou do marido irritadíssima.

— Meu amor, fomos atacados, como você viu. Eu senti a aura maligna e temi por você e Sakura, quis protege-las até que eu tivesse tudo sobre controle.

— E quem te deu o direito! Antes de rainha dos anjos eu sou rainha das fadas! Tenho a obrigação de proteger o meu povo! – Kushina cessou o fogo que a envolvia e começou a andar pelo quarto nervosa.

— Eu sei querida – Minato levantou e fez menção de aproximar dela – mas não há o que se preocupar, não duvido das suas habilidades e sei que é a mulher mais forte deste reino, mas eu me senti mais seguro assim. Nunca em toda a história de Celestia algo deste calibre aconteceu. Eram seres do Submundo que nos invadiram, mas ninguém foi ferido e as auras já desapareceram. Nos manteremos em alerta a partir de agora.

— O que? – Kushina soltou um grito e Sakura paralisou ao ouvir a frase. Arregalou os olhos e sentiu seu corpo gelar. Seres do Submundo em Celestia? Talvez Ino não estivesse tão errada em dizer que os deuses as castigariam.

Sentiu o estomago revirar e teve que assentar para conter a tontura. Minato notando o estado da filha se aproximou dela e abaixou para olha-la nos olhos. Ergueu o queixo da fada com carinho para olha-la.

— Se acalme, pequena, nós cuidamos de tudo.

— Pai... talvez eu tenha algo a ver com isso – amedrontada, resolveu não esconder de seu pai o que vinha fazendo, mas omitiria que Ino e Naruto a acompanhavam.

— O que quer dizer com isso Sakura? – Minato arqueou a sobrancelha e Kushina aproximou curiosa e receosa. Sakura sentiu as mãos tremerem e suspirou quando Kushina sentou ao seu lado e pegou suas mãos acarinhando o local.

— O que quer dizer, filha?

— Eu... Eu tenho invadido a biblioteca proibida e lido sobre o submundo... — Naruto estava escorado na porta de braços cruzados, quase engasgou quando a ouviu. Sakura contou o segredo deles aos pais além disso, colocara a culpa somente nela? — Acho que os deuses estão me castigando. Por favor, me perdoem, eu não... eu não queria! – As lágrimas começaram a sair e Minato soltou uma risada enquanto Kushina a abraçou.

— Querida, acha que eu e seu pai não sabemos que você, Naruto e Ino andam invadindo a biblioteca? Este ataque não tem nada a ver com você, não pense nisso. – Ela riu – os deuses não os castigariam por isso.

— Sabem? – ela levou o olhar para ambos e cessou as lágrimas, incerta do que estava acontecendo – vocês não vão nos castigar? — Minato suspirou.

— De início eu não entendi porque tanta curiosidade em saber sobre um mundo perdido e dominado pela maldade, mas um dia ouvi você e Naruto aos sussurros, comentando que deveria haver bondade neste mundo e eu me surpreendi. Meus ancestrais proibiram de passar as informações das terras escuras adiante, mas eu nunca vi sentido nisso tudo. Eu acho que deveríamos estar mais preparados para situações como esta de hoje, portanto eu não impedirei, que as pessoas certas, tenham mais conhecimento acerca do assunto. Afinal, desconfio de traição...

— Traição? – Kushina se assustou com a firmação do marido.

— Naruto, entre e feche a porta. – O loiro passou e assentou na cama ao lado de Kushina, atento a tudo que o pai falaria. Minato levantou e assentou na cadeira da penteadeira de Kushina, virado para sua família. Massageou a testa e pensou em como resumir a situação. – Algum ser, habituado com magia, permitiu o ataque. Ao que parece foram bruxos que invadiram Celestia e levaram algumas coisas e objetos importantes. – O silêncio no quarto só era quebrado pela voz de Minato, que explicava pausadamente toda a informação que colhera – Tudo aconteceu muito rápido e numa data importante para nós, onde todos estaríamos ocupados com a cerimônia. Os objetos estavam escondidos em locais estratégicos, não existia a possibilidade de alguém de fora saber onde estariam. Não sabemos ao certo tudo que foi levado... Sakura– Minato respirou fundo, pois sabia que o que falaria a seguir abalaria muito a sua filha –Sua fênix foi levada.

— O quê!? — Os olhos marejaram novamente. Sentiu uma fisgada no peito e ela pareceu intensificar a medida que a informação era processada.

A fênix Prismática era um animal único. Não existia outro conhecido e elas surgiam quando queriam. A coloração era diferente da fênix normal com cores de fogo. A pelagem dela era composta por um azul intenso e tons de roxo e lilás, o ser mais exuberante já avistado no reino.

Quando Sakura nasceu o pássaro azulado apareceu em sua casa e pousou sobre os pés da recém-nascida, que descansava. O filhotinho se aninhou ao seu lado e permaneceu, se aconchegando. Sua mãe estava muito doente e quando a fênix surgiu ela descansou em paz.

A fênix tornou o guardião de Sakura e a rosada era apaixonada pelo animal, assim como ele por ela. Eles cresceram juntos e o filhote fofo que apareceu em sua casa a 20 anos atrás, hoje, era um pássaro enorme e exuberante. Todos paravam para observa-lo quando ele resolvia voar pelo reino acompanhado de Sakura.

O apego dela pelo pássaro era tão grande que Minato temeu quando soube que o levaram. Sakura estava sem chão, desolada. A única certeza que ela tinha em mente neste momento era que ela iria resgatar seu precioso companheiro, independente de qualquer obstáculo que ela tivesse que enfrentar, ela o traria de volta.

Notas finais
Ual, hoje o capítulo ficou grande! Descobrimos o que Sakura foi buscar no submundo ne? Eu apenas introduzi a fênix, no próximo explicarei mais sobre ela e sua importância para a fada. Também nao teve muita ação porque são partes introdutórias, mas jaja tudo muda. Nao teve Sasuke hoje, mas introduzi um pouco de Naruto, Hinata e Ino. Agora vocês já sabem o que eles são O que vocês acharaaam? Ficarei feliz com a opinião de vocês beijos e até a próximaa
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.