Celestes, da queda á ascensão.

4 Capitulo 4: brilho divino.


O impacto e forte e treme o lugar, mas a única coisa que quebra e o martelo, olhando o monstro Miguel começa a levitar e o olhando de cima para baixo, abrindo suas asas e o jogando para longe com o movimento delas. — Pode ficar tranquilo Lúcifer, eu irei assumir daqui. — Miguel com um semblante sério iria terminar o serviço que eles começaram.

Os celestes agora estavam mais calmos, parece que um peso enorme saiu dos seus ombros, a pessoa que podia fazer algo estava ali entre eles. Caminhando em direção aos celestes caídos Miguel os cura levemente, o suficiente para se juntarem a Lúcifer. — Vocês estão bem? — Miguel pergunta preocupado. — Estamos, mas cometemos o erro de deixá-lo se adaptar a nós. — diz Uriel que visivelmente estava frustrada pelo erro que cometeram. — Não tem problema, eu vou cuidar disso, erros acontecem e nós aprendemos com eles. — Miguel não parecia irritado ou preocupado pelo seu inimigo estar tão forte. — Como você conseguiu lidar com tudo isso sozinho Miguel? — azazel parecia surpreso com os feitos dele já que uma grande parte daquele lugar já pertencia a Deus. — Não foi fácil, mas eu tinha uma missão e sempre que pensava estar sozinho, lembrava que tinha meu pai e que ele me encarregou dessa missão, então eu levantava e tinha fé nele, minha força sempre veio dele, se você acreditar ele te ajudará, agora se me dão licença eu vou terminar essa batalha, vocês estão nos seus limites e creio eu que essa batalha durou muito mais tempo que pensamos. não muito longe caindo do céu o leviatã vem para mais uma luta. — Vamos ver o que você aprendeu com meus irmãos. — Miguel então se prepara para o ataque do seu inimigo que vinha correndo.

A batalha começa e o encontro das espadas saindo faíscas era visível, Miguel se surpreende com a velocidade do monstro e com a intensidade dele, ele não tinha medo de atacar e levar golpes, os danos que ele levava com os cortes da espada do Miguel não parecia fazer efeito. — Iremos lhe ajudar irmão. — disse Lúcifer, surpreso pelo fato daquele monstro não morrer tão facilmente para o primogênito.

Miguel então num ataque usa o ombro e com a palma da mão joga o leviatã longe o suficiente para poder conversar com seus irmãos e dar novas ordens. — Não precisa Lúcifer, ele não vai conseguir me vencer, fiquem com os seres das trevas, depois que acabar aqui eu ajudarei vocês e os levarei para casa. — Miguel estava confiante e não queria expor seus irmãos contra um inimigo mortal como aquele. Então se separando do grupo o celeste parte para enfrentar seu inimigo que estava desnorteado com o ataque que sofreu a instantes atras. Miguel então voando o pega pelo pescoço o levando para o alto e para longe depois jogando ele com força, sem que pudesse pensar o leviatã via do alto e indo em sua direção um celeste com asas reluzentes, Miguel então cai com os dois pés no peito do monstro que parecia não entender a diferença gritante das suas forças, virando fumaça ele tenta atacar as costas do celeste que usando sua nova habilidade desaparece e o ataca forte com um golpe na coluna o fazendo grunir.

O leviatã então ele tenta mais uma vez o atacar por trás. — Esse seu ataque nunca irá funcionar comigo, eu consigo ver você se materializando antes mesmo de você pensar nisso. — Miguel aparece atrás dele e o leviatã com um olhar surpreso começa a perder a sua compostura, diferente dos que morreram no passado e dos dois que ali estavam e morreram esse leviatã parece ter adquirido consciência o suficiente para temer a morte que parecia iminente. Desferindo socos e chutes no monstro Miguel o joga para longe e em um passo o celeste alcança o leviatã que estava sendo jogado e o pega pela cabeça o jogando para cima com força, se teleportando para o alto ele o chuta com força o suficiente para o partir em dois, se afastando do celestial o monstro em forma de fumaça volta para se juntar.

Uziel vendo a diferença que eles têm para Miguel se empolga com a chance de vitória eminente e puxando um grito de guerra corre em direção a horda de seres das trevas que já não eram tão numerosas assim, voltando para a luta do celeste o monstro que já entrava em desespero por não conseguir acertar seu oponente e não o acompanhar quando o atacava começa a receber mais golpes, em poucos segundos milhares de golpes entravam na sua defesa e o monstro recebia todos eles com a força aumentando a cada golpe, a vitória ali era certa já. Acertando sua perna o monstro cai de joelhos, Miguel levantando as mãos juntas dá um golpe na cabeça do monstro, que cai e fica no chão. — porque faz isso? — o leviatã pergunta.

Miguel dá um passo para trás. — Vocês falam? — surpreso com isso o celeste abaixa sua espada. — Sim, falamos, estávamos aqui primeiro, fazendo nossas coisas e você começou a caçar e matar os que vivem aqui. vivemos felizes aqui. — Miguel se abaixa perto do leviatã e ao se aproximar pergunta. — Como pode dizer que viviam feliz aqui se vocês matam os mais fracos, fazem barbaridades, abusam uns dos outros, vocês antes eram o topo da hierarquia, tratavam os seres das trevas e outros monstros como bem entendiam, vocês eram a raça mais forte e escravizaram as mais fracas. Levantando Miguel olhando para sua esquerda e observa seus irmãos, lutando por algo que acreditam ser o certo, mais a direita deles o celeste vê seu criador, o arquiteto criando algo em sua mesa, olhando de volta para o monstro diz. — Observei vocês, por anos de longe vi as crueldades que fazem, se tivessem uma maneira de vivermos em paz eu teria optado por ela há milhões de anos, mas vocês são seres que vivem para causar o mal e se divertem com isso.

O leviatã vendo uma brecha ali cria uma espada que bate certeiro no peito do celeste. Uziel, Uriel, Lúcifer Gabriel e Rafael ficam chocados com o ocorrido, o metal sendo rasgado foi alto o suficiente para saberem o que aconteceu sem precisar olhar para o celeste. O monstro sorri que mesmo em enorme diferença física e técnica conseguiu vencer o mais forte. — Sabe, eu estava tentando mudar meu pensamento do passado, mas você provou meu ponto de vista, teve uma oportunidade de me matar e fez isso. Com um olhar de desaprovação Miguel segura a espada que estava no meio do seu peito e o tira a jogando fora, a reação de todos incluindo o monstro era de surpresa, um ataque fatal não o matou?

Vendo que aquele ataque covarde não iria funcionar o leviatã se afasta e cria um martelo e partindo para o ataque, Miguel então coloca sua espada na cintura em modo de combate se prepara para o ataque inimigo. com os punhos fechados um perto do rosto e o outro mais para frente, perna esquerda levemente flexionada e a outra mais atras Miguel estava esperando o golpe do inimigo para poder acabar com aquela luta.

O leviatã vindo a toda velocidade deu o golpe, mas Miguel desviando deixa o martelo bater no chão, antes que ele pudesse se mexer Miguel desfere uma sessão de golpes que foram mais rápidos que um piscar de olhos, mas que para seu inimigo foram horas, a diferença de força, velocidade e inteligência entre eles não era de se espantar, Miguel estava sozinho por anos, o breve treinamento que eles ganharam não era uma fração do que o celeste sabia.

Algumas décadas se passam e Miguel estava cansado de enfrentar eles e vendo que aquela batalha durava tanto tempo e seus irmãos feridos e exaustos perguntou a Rafael. — Você pode curar seus irmãos ou chegou ao seu limite? — Sim, tenho ainda mais um pouco de cura restando, e tudo que eu posso fazer, já estou no meu limite também. — Bom, isso e bom, vou mostrar terminar com essa batalha rápido. — Então Miguel enrijece o corpo, começa a aumentar a aura que possuía, o chão começa a tremer, os seres da escuridão começam a recuar, o brilho se intensifica, seu corpo todo começa a reluzir um brilho dourado ofuscante. — Eu cansei de perder meu tempo com vocês.

Miguel bate as asas para o alto, em uma velocidade incrível Miguel era uma grande luz no meio daquela escuridão toda. Deus que estava criando um jardim olha para o lado na direção da luz que estava forte o suficiente para iluminar até onde o criador estava. Então Miguel fala em alto e bom som para que todos os seres das trevas que estavam ali escutarem — quem aqui é maior que Deus? indaga. — Uriel, Gabriel, Uziel estavam desmaiados, Lúcifer e Rafael estavam vendo aquela cena toda. — Então um grande brilho surge, uma trombeta toca e todos os seres das trevas são varridos do campo de batalha pela onda de energia que os obliteravam, nada além da luz divina estava de pé, com os inimigos aniquilados Miguel desce para ver seus irmãos. — Miguel porque você perguntou para eles se alguém era maior que Deus? — aquilo era uma resposta para eles, para que saibam sobre nós, sobre nosso pai e que nada e maior que ele, aquilo era um aviso Lúcifer para eles ou qualquer outra coisa que tente ameaçar nosso mundo.