Celestes, da queda á ascensão.

2 Capitulo 2: Uma legião de inimigos.


Depois do primeiro celeste ter repassado para seus irmãos coisas simples que Deus lhe ensinou antes, os celestes tinham em suas mãos as armas e os conhecimentos para sua missão.

Miguel e os outros anjos arqueiam as asas e começam a voar, a velocidade que atingem chega ser mais rápida que a velocidade da luz. — Miguel meu irmão, me tire uma dúvida, você nos ensinou muito de combate enquanto fazíamos nossas armas, quem ensinou para você já que és o primogênito? — Lúcifer estava intrigado para saber qual era a resposta. — Eu aprendi tudo sozinho enquanto lutava contra os seres da escuridão. — Deve ter sido difícil para você Miguel. — Uriel fala com um tom meio triste. — Deve mesmo, tá aqui nessa escuridão toda sozinho deve ser agoniante. — Gabriel complementa. — Eu até que gosto desse lugar, tudo tão calmo e vazio. — Todos olham para o Azrael como se ele tivesse feito uma piada. — Como você pode gostar de algo assim? Não me diga que você será o estranho do grupo Az. — Os celestiais riem enquanto Azrael olha para eles não entendo o porquê de estarem rindo. Por uns segundos o clima leve que o Azrael criou por ser deslocado deu lugar a um clima sério quando ouviram grunhidos e gritos de outros monstros, eles estavam prestes a enfrentarem uma legião incontável de seres das trevas.

Chegando no local vamos fazer tudo que treinamos, não errem e voltaremos para nosso pai, baixas não serão aceitáveis. — O tom de fala do Miguel ficou mais grave, a voz ficou mais grossa e seu semblante se enrijeceu, aquilo era sério. — Os anjos pousaram e logo foram cercados, Lúcifer olhando para seus irmãos notava que estavam determinados, mas ele conseguia ver uma leve ponta de dúvida se sairiam dali vivos, eram bilhões de hordas, a morte era quase certa, menos pra um. — Miguel você não tem medo? — Lúcifer pergunta para Miguel incrédulo de que era o único que permanecia com a mesma confiança e postura de antes. — Não tenho nada a temer, Deus está conosco e isso é o suficiente, lutem exatamente como eu os treinei e isso aqui não será um desafio para vocês. — falou como um verdadeiro líder Miguel. — Gabriel esboça um sorriso.

Uma verdadeira guerra se iniciaria naquele momento, os celestiais versus os seres das trevas, seres que só conheciam a maldade e morte, e que para eles não existia diálogos. — Ataquem, vamos erradicar as trevas que vivem nesse universo e trazer a paz. — Os sete anjos partem em direções opostas e começam a cortar seus inimigos, o treinamento do Miguel surtiu efeito, a velocidade que ele colocou no treinamento era 5 vezes mais rápida que qualquer criatura ali, com o tempo eles viram que os seres das trevas não eram páreo contra eles.

Uriel com toda sua inteligência conseguia se desviar e memorizar um padrão de ataque deles, Azrael passava entre eles com sua arma enrolada no pescoço deles, com um toque vários eram decapitados, Lúcifer com toda técnica e classe cortava eles sem que sentissem ou que espirrasse sangue na sua armadura, seus movimentos eram precisos, graciosos e não desperdiçava energia enfeitando os ataques, diferente do Gabriel que preferiu usar as mãos por não querer usar a espada. — Eu achei que eles seriam mais durões Miguel. — Miguel estava calado, ele percebeu que tem algo errado ali, ele já lutou séculos e milênios contra eles, mas algo estava diferente. — Eles estão tentando nos cansar, evitem a qualquer custo isso. — Não tem problema Miguel, eu posso curar vocês caso aconteça algo. — Rafael se mostrava confiante.

Uriel e Uziel flanqueiem pela esquerda e tentem abrir espaço, Gabriel e Rafael a direita, Lúcifer eu vou seguir adiante e você — eu entendi Miguel, vamos acabar com qualquer plano deles. — E assim os celestiais partem para vencer os seres das trevas.

Uziel você vai para a esquerda e eu pego a direita ok. — O que você mandar Uriel. Voando não muito longe dali Rafael e Gabriel conversam sobre Miguel. — Rafael você acha que tem algo estranho acontecendo ou e alarde do Miguel? — não sei para falar a verdade, ele lutou nessa guerra por séculos, se ele acha que tem algo errado deve ter então, só tenho medo de descobrir em primeira mão o que é. — Rafael estava apreensivo...

Lucifer onde está o Azrael? — ele está a mil metros, mas sabe se virar Miguel, o mais importante e saber o plano deles. — Lucifer enquanto falava com seu irmão dava golpes limpos e evitava ser tocado pelos corpos mortos que deixava no chão. — Eu acho que sei, e ele não é nada bom para nós. — Com um corte e a força do impacto da espada de Miguel, milhares de seres das trevas caiam mortos. — Como assim Miguel. — Vire 90 graus, consegue ver aqueles seres grandes lá? — sim, o que são? — aquilo Lúcifer são os Leviatã enfrentei um deles e são agressivos, se adaptam ao oponente e tem uma força descomunal e infelizmente pelo que contei são uns três, Miguel sabia que aquilo era problema para eles. — Eles são tão fortes assim? -Lúcifer perguntou com desdém enquanto segurava mais forte o cabo da espada mudando para uma posição de batalha. — Demais, teremos problemas se esses forem do tipo sencientes. — Como assim Miguel? — se eles forem do tipo que pensam podem copiar o que virem, teremos que focar neles, os menores lidamos com eles depois. — Mas somos dois contra milhares deles e ainda tem os leviatãs. — Não tem problema, você e eu seremos suficientes para isso, confie em mim irmão. — Miguel estava mais calmo por saber o plano do adversário. — Lúcifer irei tentar matar um ou dois dos leviatãs, mas se você ver uma oportunidade aproveite, as hordas vão ficar perdidas caso vejam seus líderes caírem.

Então Miguel se arma para dar um soco e com a pressão do golpe abrindo um enorme caminho, voa em direção aos leviatãs, Lucífer luta contra alguns dos seres das trevas no chão, enquanto ele os enfrenta o celeste observa seu irmão e espera uma oportunidade. Os três leviatãs eram diferentes um dos outros, um tinha um rosto com tentáculos e o seu corpo tinha ombros largos e braços grossos, mas o torço e pernas eram menores, sendo desproporcional comparado aos braços.

O que estava no meio tinha dez metros de altura, parecia do tipo que não pensava e que estava seguindo o da sua direita. Por fim o ultimo era uma versão igual os celestes, meio humanizada e com as proporções bem alinhadas se comparar com os outros que estavam ao seu lado.

Uriel e Uziel sobrevoam uma horda e com um ataque eles abrem espaço para poderem ficar no meio, Uziel então abre as asas, se inclina e com um rasante suas asas cortam vários ao meio, vendo que isso foi fácil ele começa a fazer voltas como um círculo e se expandindo para acertar cada vez mais os inimigos, não demorou muito para limpar o lugar, ele estava coberto de um sangue negro e viscoso, suas asas não pareciam ter sofrido algum dano, — você foi muito inteligente Uziel, viu que suas asas poderiam cortá-los e não perdeu a oportunidade. — Uriel voa em direção ao seu irmão. — Mas a que preço, olha a nojeira que estou. — Uziel ri enquanto se limpa e tira o sangue da sua face. — é, ter sangue e pedaços deles no corpo não deve ser legal né. — Ela ri enquanto ajuda a tirar as sujeiras no ombro direito dele. — da próxima vez será você okay, vamos ver como irá ficar esse cabelo prateado seu. — Vamos procurar os outros, eles devem precisar de ajuda.

Azrael não muito longe dali se via cercado, ele era minoria, mas ao redor você poderia ver os corpos dos inimigos abatidos, não era uma cena bonita de se ver, cabeças e pernas decepadas, peitos abertos ou partidos ao meio, os seres das trevas não tinham medo e continuavam a avançar, um por um ia caindo, mas o número estava a favor deles. — Olhe ali Gabriel, Azrael está bem ali lutando sozinho. — Rafael aponta o lugar onde seu irmão estava.

Descendo no meio da luta Gabriel e Rafael se juntam ao Azrael como suporte. — Como você está? — Rafael preocupado pregunta se ele estava ferido. — Estou bem obrigado, pequenos arranhões e uns cortes superficiais, nada que me atrapalhe, o que me irrita e estar matando vários, mas eles não recuam, eles realmente não pensam ou não temem a morte? — acredito que seja os dois, eles parecem pensar o suficiente para se aglomerarem, mas não o suficiente para um ataque coordenado e com táticas especiais. — Gabriel não acreditava que eles eram fortes, mas seus números lhes davam a vantagem.

-Olha o lado bom, pelo menos somos três agora, isso deve dar o que, uns dez mil pra cada? — quinhentos. — respondeu Azrael. — Quinhentos o que? — Quinhentos mil pra cada. — respondeu Azrael para Gabriel. — Eu estou achando que foi uma péssima ideia descer aqui pra te ajudar sabia.

Então os três celestes se preparam para lutar, as hordas estavam voltando para os atacar.

Gabriel começa a cortar vários, sua espada de fogo cortava e cauterizava automaticamente os inimigos, Rafael com cortes limpos e simples também não ficava para trás, Azrael joga sua arma agora em formato de chicote com pequenas pontas afiadas entre os seres das trevas e girando ele retalha inúmeros inimigos, cortando pescoços e membros vários iam caindo como antes, aos poucos os números foram caindo, a vitória ali era questão de tempo.

Lúcifer e Miguel estavam na maior concentração dos inimigos e entre eles tinham três inimigos que poderiam rivalizar com os dois se a luta durasse muito tempo. — Lúcifer eu quero que você cuide dos seres das trevas, foque em matar eles e quando acabar lidaremos com aqueles ali. — Lúcifer vendo seu irmão Miguel partindo já com algo na cabeça focou na ordem que lhe foi dada, Miguel tinha um plano.

Miguel voa em direção de um dos leviatãs, o gigante levou um golpe o partindo o no meio, seu ataque foi tão veloz que nem sujou a lâmina, o corte foi tão rápido que o monstro ainda o tentou dar um golpe, mas quando armou a mão o corpo começou a se dividir caindo um pedaço para cada lado. Lucífer vendo que foi muito fácil derrotar aquele leviatã ele sabia que a vitória era deles, o primogênito de Deus era um guerreiro incrível, beirando a perfeição e seus golpes eram o ápice de um guerreiro, O leviatã com tentáculos deu um passo para trás com medo do celeste reluzente a sua frente, sua feição e seu poder o amedrontaram, enquanto isso o outro estava parado imóvel lá no fundo.

Sobrevoando uma área Uziel e Uriel veem os três celestes Gabriel Rafael e Azrael sentados sobre uma pilha de seres das trevas, a batalha ali foi árdua, mas eles venceram, um mar de corpos podia ser visto, os três sozinhos acabaram com ¼ dos inimigos. — Vocês sobreviveram. — Uriel desce do céu ficando em frente aos seus irmãos. — Como você tá tão limpa? — indaga Gabriel. — Simples, eu tenho a máquina de musculo moedor de coisas bem ali. — Enquanto falava ela apontava com o polegar para trás dela mostrando que falava do Uziel. — Como vocês estão irmãos? — Uziel caminha em direção a eles procurando um lugar ao lado deles para se estabelecer. — Não foi fácil, demos tudo de nós aqui, estamos bem cansados e não vimos mais o Miguel e Lucífer, eles estão ainda lutando? — pergunta Gabriel.