Ceia de natal
1 Capítulo 1 - Oneshot.
Notas iniciais
Se não for, eu posso fazer outra coisa no futuro, sei que ficou curtinha mas eu fiz com carinho :a
Boa leiturinha ♥~
Era noite de natal, e os estudantes do terceiro ano da academia de Konoha se reuniriam na casa de Sakura para celebrar. Ela desejava uma noite perfeita, e havia trabalhado duro para isso.
— Você não está pensando em ficar o tempo todo na frente da porta, não é?
— Ino... – Sakura suspirou, afastando-se da porta e sentando-se no sofá. – É claro que não.
— Fica tranquila, o Sasuke vai vir. – Provocou, acomodando-se ao lado da amiga enquanto a encarava com uma expressão maliciosa. – E nem adianta negar, todo mundo sabe que você é caidinha por ele desde o primeiro ano.
Antes que Sakura pudesse retrucá-la, o som da campainha chamou-lhe a atenção, fazendo-a levantar-se em um salto, o que retirou algumas risadas de Ino. Ao abrir a porta, deparou-se com todos os seus colegas em grupo, como se tivessem combinado de surgir ao mesmo tempo apenas para atormentá-la. Não era segredo o fato de querer aproximar-se de Sasuke e ter a oportunidade de conversar à sós, mesmo que apenas por alguns segundos, no momento de sua recepção. Quando decidiu passar por ela após um rápido cumprimento, fora como um balde de água fria.
— Feliz natal, Sakura! – Naruto aproximou-se com uma atitude serelepe, abraçando-a com carinho. Hinata e Lee vieram logo atrás, empurrando-o para o lado.
A mesa estava posta com uma variedade infinita de comidas, decorada com uma toalha dourada e guardanapos artesanais, além dos pratos de cores natalinas. Sakura havia colocado todo o esforço do mundo naquele preparo, visando passar uma noite inesquecível. Alguns dos convidados se ofereceram para auxiliá-la, e outros trouxeram alimentos e bebidas, porém ela não se importava em fazer tudo sozinha, desde que seu esforço compensasse.
— Ei, para de ficar viajando aí. Vamos comer. – Ino a retirou de seu transe, apoiando as mãos em seus ombros para levá-la até a mesa. – Pessoal, pessoal! – Ela clamou, enquanto batia levemente um garfo em uma taça de vinho, para chamar a atenção de todos. – Vamos fazer um brinde!
— Um brinde? Que saco, vamos só comer mesmo. – Shikamaru resmungou, passando uma das mãos nos cabelos.
— Cala a boca, Shikamaru. – Ela retrucou, arrancando um suspiro cansado do amigo. – É o nosso último ano na academia, e vai lá saber quando poderemos nos reunir assim novamente. Vamos brindar sim, pega a sua taça aí!
À contragosto, todos pegaram suas taças e prosseguiram com as formalidades de Ino, que demoraram um bom tempo para acabar. Desde agradecimentos até antigas histórias e brincadeiras, os convidados ouviram atentamente até o fim, que chegou apenas quando Sakura decidiu fazê-la sentar à força, percebendo a expressão entediada de todos.
Naruto, em especial, estava faminto. Rapidamente devorou mais de 4 tigelas de arroz, enquanto Sasuke apenas o observava e sorria de canto com aquela cena que, para ele, era cômica. Não demorou muito para que alguns se levantassem, levando apenas os copos cheios de saquê enquanto caminhavam pela casa, formando grupos de conversa por todo o local.
— Esses imbecis... – Tenten bufou. – É provavelmente a nossa última reunião e eles não conseguem sentar a bunda na cadeira.
— Não tem jeito, o pessoal é assim. – Hinata retrucou, tentando apaziguar a situação.
— Termina logo de comer, Naruto, só falta você. – Ino levantou-se, já com as bochechas ruborescidas devido à bebida. – Eu quero jogar alguma coisa.
— Vocês podem ir na frente. – Respondeu, enquanto devorava um pedaço de carne de porco.
— Droga nenhuma, você vem junto. – Prosseguiu irritada, retirando o prato das mãos de Naruto e arrastando-o pela orelha até a sala. Sasuke, Hinata, Sakura e Tenten observaram aquela cena enquanto seguravam o riso, acompanhando-os durante o trajeto.
Naruto esfregou a orelha para que a ardência passasse mais rápido, soltando um suspiro irritado, e obedientemente sentando-se no tapete, para não despertar novamente a ira de Ino, que caminhava pela casa arrastando as pessoas para reuni-las em um mesmo local.
Satisfeita, pegou alguns papéis cortados e sentou-se ao lado de Sakura, cutucando-a com seu cotovelo enquanto arqueava as sobrancelhas e olhava para Sasuke. Seu intuito era fazê-los se beijarem na noite de natal, em um jogo.
— As regras são simples. Cada papel tem um número, e em apenas um dos papéis tem a letra “M”. Quem pegar esse papel é o mestre, e pode dar ordens para os outros. Fácil, não é?
— Fácil? Explica isso direito, Ino. – Kiba reclamou.
— É mais fácil com um exemplo. – Sakura sussurrou.
— Vou dar um exemplo então. – A loira acomodou-se. – Vamos supor que eu tenha o papel do mestre, eu posso dar ordens aos outros jogadores, como pedir que o número 12 e o 15 se beijem, ou que o número 5 retire as roupas, entre outras coisas.
— Retirar as roupas? – Tenten indagou incrédula, colocando as mãos em frente aos seios para cobri-los.
— Detalhes, detalhes... – Ino ignorou sua colocação, jogando os papéis em um copo e colocando-o no centro da roda para que todos pudessem pegá-los. – Quem é o mestre?
— Acho que sou eu. – Shikamaru murmurou, levantando a mão. – Então... Eu quero que o número 2 dê três pulinhos.
— Não! Muito sem graça, escolhe outra coisa!
— Eu sou o mestre, não sou? – Retrucou, sorrindo de modo provocativo. Ino foi obrigada a aceitar sua decisão, e portanto, Hinata deu três pulinhos, aliviada por não precisar fazer algo constrangedor.
Todos voltaram os papéis para o copo, retirando-os novamente assim que misturados. Dessa vez, Ino era a mestre, e havia observado o papel de Sakura e Sasuke enquanto retirava o seu, portanto já sabia o que deveria fazer.
— Eu ordeno o número 6 e o número 10 a ficarem 15 minutos sozinhos no quarto! – Exclamou, dando uma leve piscadela para Sakura.
—Sou o 10. – Sasuke levantou a mão, aumentando as esperanças de Ino.
— Sakura, você é o número 6, não é? Levanta. – Murmurou.
— Eu sou o 9, Ino... – Retrucou desapontada.
— Quem é o número 6, então?
— Sou eu. – Naruto levantou-se, um pouco sem graça enquanto afagava os cabelos.
Kiba e Shikamaru não conseguiram evitar a risada com a expressão confusa e desapontada de Ino. Estava certa de que ajudaria sua amiga a passar um tempo à sós com Sasuke, porém as coisas não funcionaram como gostaria. Os garotos dirigiram-se até o quarto como requisitado, trancando-o para esperar o tempo passar.
— Pelo visto somos obrigados a passar quinze minutos aqui. A Ino é meio estranha, não é? – Naruto deitou-se na cama, fechando os olhos em uma tentativa de descansar durante aquele tempo.
— Quinze? Vamos ter fazer rápido, então.
— Como assim? – O loiro indagou, surpreendendo-se ao abrir os olhos e deparar-se com o rosto de Sasuke tão próximo ao seu. O suficiente para conseguir sentir sua respiração.
— Isso. – Retrucou, selando os lábios nos de Naruto, que tentou afastar-se, porém falhou miseravelmente assim que Sasuke prendeu seus pulsos com as mãos.
Aquele beijo molhado e intenso o excitava, mesmo que não quisesse admiti-lo. Não estava em posição de contestá-lo, porém não o faria mesmo se pudesse. A primeira tentativa de fuga fora apenas uma formalidade devido à sua surpresa, porém à medida que seus corpos roçavam um no outro, o desejo lhe consumia por dentro, esquentando todas as partes de seu corpo.
Naruto clamava pelo nome de Sasuke entre beijos, enquanto tentava arrancar sua camisa, um pouco desajeitado e arrancando sorrisos provocativos de Sasuke, que pretendia fazê-lo enlouquecer e implorar por seu toque, como sempre fazia.
Estavam juntos há algum tempo, mesmo que em segredo. O orgulho de ambos não permitiria um relacionamento em que todos se intrometeriam, e como seria a última reunião de turma de suas vidas, Sasuke estava disposto a correr algum risco. Após inúmeros encontros entre seus punhos durante o ensino médio, em algum momento aquele tipo de contato já não era mais suficiente. Eles não se lembravam de como haviam começado com aquela relação, porém não tinham intenção alguma de terminá-la.
Sasuke mordiscou a orelha de Naruto, provocando-o enquanto distribuía beijos pelo seu corpo. Arrancou com vontade aquelas roupas que estavam em seu caminho, deixando-o completamente desnudo. A visão era agradável, com aqueles músculos simétricos que tanto lhe encantavam e o semblante envergonhado de Naruto em uma posição completamente submissa. Tudo aquilo o excitava, ainda mais do que gostaria. Suavemente, passou a língua pela extensão de sua intimidade, arrancando-lhe um gemido baixo.
— Eles vão descobrir se você continuar assim. – Naruto reclamou.
— Então faça silêncio. – Murmurou, colocando um travesseiro nas mãos de Naruto para que pudesse mordê-lo e abafar o som.
Incomodado com a falta de tempo, Sasuke intensificou os movimentos que fazia com a língua, enquanto colocava o pênis de Naruto em sua boca. Vez ou outra voltava para beijá-lo e fazê-lo sentir o próprio gosto, deixando-o com vontade de mais. Ele queria muito mais, desejando a todo o momento que Sasuke estivesse dentro de si.
Ambos estavam ofegantes, e entre gemidos e provocações, Sasuke molhou dois dedos de saliva para violá-lo. Enfiou-os com cautela enquanto prosseguia com os movimentos de língua em sua intimidade. Seus corpos suados tornavam tudo mais intenso, à medida que atiçavam os desejos um do outro. O moreno encarregou-se de chupá-lo com vontade até o final, permitindo-lhe gozar em sua boca, já dominado pela luxúria. Virou-o com os cotovelos e joelhos apoiados na cama, prestes a penetrá-lo, quando fora interrompido pelo som da voz de Sakura e algumas batidas na porta.
— Já se passaram quinze minutos, tá tudo bem aí? Vocês não estão se matando como sempre não, né? – Ino gritava, enquanto buscava abrir a porta girando a maçaneta desesperadamente.
Sasuke suspirou irritado e deu um último beijo em Naruto, sussurrando “terminamos isso mais tarde” antes de afastar-se para arrumar sua camisa amarrotada. Naruto levantou-se rapidamente e vestiu sua calça e camisa, permitindo que Sasuke a abotoasse. Assim que destrancaram a porta, todos adentraram o local às pressas, preocupados com qualquer possível conflito que pudesse ter acontecido.
— É sério que vocês ficaram um dia sem cair na porrada? Isso é quase um milagre. – Tenten os encarou de cima a baixo, buscando por roupas rasgadas ou sangue, embora não tivesse encontrado pista alguma.
Saíram do quarto sem mais cerimônia, trocando apenas um olhar cúmplice antes de se separarem e voltarem para a sala. Sasuke já havia comido o suficiente no jantar, porém ainda estava faminto, ainda que não fosse por comida. Aquele era o primeiro natal que passariam juntos, e não arrependiam-se por um segundo sequer.
Notas finais
faltou lemon? Talvez, mas fazer o que se só deram 15 minutos pra eles qqqq
Obrigada por ler ♥ beijinhos beijinhoss~
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