Cegueira Sensitiva
1 O narrador é o Destino
Notas iniciais
♡ Olá, olá Leitores queridos!
Devo avisar que este é um capítulo muito diferente do que estou habituada a escrever, mas gostei da ideia e decidi aplicá-la. Surgiu naturalmente por acaso enquanto estava a escrever o capítulo. Esta era até para ser uma Oneshot mas decidi publicar este capítulo pequeno que serve de prólogo, é uma outra perspectiva da história. E vai ser fundamental para o próximo capítulo que vai ser maior obviamente. Deverá ter por volta das mil ou duas mil palavras. Depende de quando estiver a escrever. No máximo umas três mil.
♡ Como já disse a ideia era ser uma oneshot mas mudei um pouco a história por causa de um detalhe que amei e que será muito diferente do que já escrevi até agora. Terá certos momentos de humor inclusive mas não o suficiente para ser uma fanfic cómica. Esta é uma parte importante da história, e era para fazer tudo seguido mas acho que isso retirava uma certa beleza do texto sinceramente. Por isso a fanfic foi dividida em dois capítulos. O próximo será o último.
♡ Eu terei três dias de férias e embora tenha muita coisa para estudar nesses dias não quero deixar de finalizar esta história. Contem que nos primeiros dias de Março apareça actualização.
♡ É isto: boas leituras!
Todos os dias Orihime Inoue observava coisas diferentes por causa das cores, porque em cada instante as cores transformavam-se. Era como se vivesse sob o efeito de uma anestesia multicolor. Eram tantas cores, tantas graduações de um único tom, num pequenino mundo. Como apelidar cada uma delas? Como não se entusiasmar de curiosidade pela possibilidade de, eventualmente, mais novas cores adentrarem-se pelos seus olhos?! Com certeza, a visão e o paladar eram os sentidos preferidos da jovem ruiva. Era através deles que conhecia o mundo à sua volta, que estabelecia relações entre as emoções humanas com aspectos quotidianos. Essa associação era o que tornava a vida bela e interessante, afinal. Eram, sobretudo, estes dois sentidos que a faziam sentir-se viva.
Porém, ela estava completamente errada. Viver não era ver ou apreciar o sabor. Era sentir… sentir de alguma forma ilimitada que transcendesse o corpo. Amor, é assim que lhe chamam. A verdadeira forma de ser verdadeiramente feliz neste pequeno mundinho. Um sentimento que rompe todas as barreiras dos sentidos.
Uma jovem sonhadora com preceitos incorrectos da realidade era o alvo perfeito para as peripécias de um destino manhoso. E ele decidiu interferir de uma forma peculiar…
Orihime só conhecia a sua realidade. Estava presa nas deliciosas fantasias, numa vida genuinamente alegre e doce. Como uma criança que não conhecia o mal do mundo… O destino deu-lhe exactamente o seu oposto.
O seu nome era Ulquiorra Shiffer.
Este não era um homem comum. Não era alegre e vivia na mais profunda escuridão desde que nascera. Era fruto de um infortúnio da natureza: cegueira. Escalas de cores eram-lhe inexistentes. Para ele era como se não existissem. Afinal, mesmo que existissem que relevância teriam para o seu mundo incolor? Nem a sua imaginação era capaz de alcançar tal sonho. Sim, apesar de cego ele ambicionava enxergar… Ver o que descreviam com tamanha maravilha. Saber como era o seu rosto para além de apalpá-lo cegamente. Mas isso é impossível. E essa conformação transformou o jovem num homem quase mudo (por opção), totalmente isolado daquele mundinho pequeno que Inoue apreciava. E extremamente indiferente a tudo o que não conseguisse enxergar. A sua cegueira já não era só dos olhos mas também do coração! Era uma cegueira sensitiva! Não enxergava porque não podia, não sentia porque não queria!
O destino fez com que estes dois estilos de vidas divergentes colidissem entre si. O que poderia resultar deste impacto entre personalidades? Não sabemos, mas o destino previ. Por isso os uniu, divertindo-se com a sua história. O destino é imprevisível e caprichoso, porém, um excelente professor.
Alguns começariam esta história com um “era uma vez”. Mas não aqui, não com Orihime e Ulquiorra. Porquê, perguntam vocês. Ora, é bem simples: este é um casal incomum. Não encontramos nada semelhante como eles em contos de fadas. Mais do que um romance esta é a história de duas personagens que superaram os seus preconceitos encontrando o amor. Está longe de ser uma história fantasiosa, de os personagens serem perfeitos ou idealistas. Na verdade, cada um deles tenta forçar a sua visão do mundinho pequenino que conheciam na pessoa amada sem compreenderem as circunstâncias e as perspectivas que os separavam.
Isso não é errado?, voltam-me a questionar. Obviamente, caros leitores!
Por isso isto não é uma fantasia. É uma história real… e as realidades tem defeitos… Afinal, nós vivemos no mesmo mundinho pequeno destes personagens.
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