A lapide estava a sua frente.
Ele não podia acreditar que era realmente verdade.
Era tudo culpa dele.
Seus joelhos fraquejaram. Ele gostaria de ter tido a chance de recuperar sua memória antes que ela se fosse. Queria ter recuperado sua memória completamente. Queria ter tido a chance de conversar de verdade com Reyna.

Ele não podia aguentar mais, simplesmente desabou sobre o tumulo da antiga pretora do Acampamento Júpiter e melhor amiga. Talvez mais que uma simples melhor amiga.

De repente ele pode sentir toda a raiva e frustração que ela sentira das últimas vezes que se encontraram. Eles poderiam ter sido mais que melhores amigos. Bem mais.

A batalha contra Gaia estava para estourar. Em frente as portas da morte estavam ela e Jason. Eles sabiam que precisavam fecha-las, mas precisavam fecha-las pelo lado de dentro também.

– O que faremos?

– Jason, eu...

– Não. Reyna, não. Você não pode — disse, lendo os pensamentos da pretora.

– Jason, você sabe que posso. É o que tenho que fazer. Porque acha que estou aqui? Eu fui um peão. Qual outro sentido de estar aqui se não sou um dos sete?

– Não pode ser. Não tem que ser assim. — ele segura ela pelos pulsos e a encara. Eles nunca estiveram tão perto, desde que ele desaparecera.

– Você nem ao menos se lembra de todos os nossos momentos. Você tem Piper. Ela te ama... Você ama a ela mais do que a qualquer outra.

– E se não ama-la mais do que a amo? Reyna, assim que lembrei de você eu comecei a duvidar se Piper era realmente a garota que amava. É claro, eu gosto dela. Mas, e se eu gostar mais de você, Reyna?

Ela abaixou a cabeça e fitou os pés. Jason soltou os pulsos da filha de Bellona. Suavemente ele segurou o rosto de Reyna com as mãos e ergueu-o encarando aqueles tristes olhos castanhos. Ele observou o rosto dela com mais detalhes e parou ao fitar os lábios da garota.

– Eu deveria ter beijado você.

Um estrondo foi ouvido. O barulho vinha das Portas da Morte. Estava na hora. Piper, Leo, Hazel, Frank, Annabeth e Percy apareceram correndo.

Reyna se livrou das mãos de Jason, espada em punho. Ela se aproximava cada vez mais das Portas.

Ao ver que Jason tentava se aproximar, Reyna fez sinal para que os outros o segurassem.

Ele desesperadamente tentava se libertar. Quando Reyna parou às Portas da Morte e sussurrou só para Jason, com lágrimas nos olhos:

– Você deveria ter me beijado.

Então, finalmente, fechou as Portas.

Aquela fora a única vez que ele vira a pretora chorar. As palavras dela ainda ecoavam em sua cabeça.

O corpo de Reyna, não estava realmente ali. Mas aquilo era o mais próximo que ele ficaria da garota que ele amou, mas que foi cego o suficiente para perceber... a tempo...

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