Notas iniciais
Conheceremos o mandante por trás de tudo

O caminho que leva aos aposentos continuava como sempre esteve: dois guardas com lanças se portavam diante do portão para impedir qualquer visita indesejada. Grandes cortinas de seda branca cobriam as grandes janelas altas do corredor, diminuindo a luz de fora apenas o suficiente para não ferir os olhos. Um grande tapete carmesim se estende pelo corredor e continuava seguindo por baixo do grande portão, aposento adentro enquanto vasos com rosas perfumavam todo o trajeto.

Um grupo de seis pessoas aproximava-se apressadamente, pareciam ter enfrentado algum combate acirrado, pois apresentavam hematomas e sangramentos; poderiam ter derrotado a guarda externa sem dispararem o alarme? Impossível.

Os guardas ficaram chocados com o estado dos recém chegados, mas se estavam com medo não demonstraram e ambos fizeram o que foram treinados a fazer com qualquer visitante, hostil ou não, levantando e cruzando as lanças.

O da direita exclama:

–Alto lá! Se apresentem ou sofram as conseqüências!

Os seis pararam ao aviso do guarda, se dividiram em dois grupos de três, era uma variação da formação em linha usada por romanos em combates em lugares fechados, onde se abrem um corredor onde um lanceiro investe com tudo sendo flanqueado pelos outros. Caso usaram essa formação nos corredores, teriam sido bem sucedidos.

Mas os invasores se limitaram a somente abrir passagem para o possível lanceiro, que ao invés de correr como em um ataque, caminhou tranquilamente e parou diante dos guardas. Sua presença fez os guardas descruzarem as lanças que abriram passagem para todos, e seguiram ao interior do grande salão, salpicando o tapete de lama.

O salão apesar da iluminação natural era escuro, que compensavam com archotes posicionados de maneira a otimizar a iluminação, enquanto o vento constante tornava o interior muito aconchegante.

Uma grande cadeira era vista no fim do tapete que subia alguns degraus, onde estava sentado um homem com vestes papais brancas, adornado com um grande colar confeccionado com toda sorte de pedras preciosas segurados por um cordão de ouro puro.

O rosto estava coberto por um capacete ornamental de ouro com um rubi vermelho na testa, com abas que seguiam até o pescoço, e um pássaro de ouro no topo.

Todos os primeiros seis formaram um semicírculo muito próximos a porta, enquanto o sétimo se aproximou e ajoelhou-se diante do primeiro degrau com o rosto abaixado e esperou.

– E então, como foram? – pergunta o homem no trono.

– Bem sucedido – responde o ajoelhado.

–Ótimo, não esperava menos de você. Mas vejo que seu coração quer dizer alguma coisa, você parece inquieto.

Um silêncio toma conta do lugar, mas o visitante sabe que não pode esconder o que sente do outro.

– Senhor, não entendo o porquê de termos feito assim, eu sei que tudo foi em prol da Justiça, e isso é incontestável, mas quanto aos métodos- inclinou a cabeça indicando os companheiros — não me parecem ...

–... Justos? – completa aquele sentado.

Mais uma vez um silêncio.

– Me diga como você definiria a Justiça? –pergunta o ancião.

“Equilíbrio, justiça é o equilíbrio das coisas, como num julgamento onde a posição social não importe, ou defendendo a paz para que nenhuma ameaça perturbe esse equilíbrio e...” , ele se interrompeu.

–... e ... – estimulou o outro.

“... e mandar tantos invadir uma mansão atrás de uma garota, e depois mandar este mini-exército capturar um único homem, sendo que apenas eu seria mais que suficiente, seria mais justo uma luta de um contra um como aprendemos no treinamento”, termina o desabafo.

O velho meditava a resposta e por fim falou.

– Eu entendo o que quer dizer, mas veja, Justiça seria uma firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido, então veja que somos instrumentos de justiça. Se deixássemo-los livres, o equilíbrio que você jura defender estaria ameaçado, você sabe o que acontece quando nós falhamos certo? Por isso não podemos medir esforços para alcançar nossos objetivos em nome da justiça. Como guardiões da Justiça, ou melhor, como guardiões da deusa, não podemos falhar. Observe, seus companheiros se arriscaram para cumprir a missão e todos dariam suas vidas para defender os mesmos ideais que você. Graças a eles não houve um desnecessário derramamento de sangue os culpados foram capturados e não eliminados, e graças a você seus companheiros estão todos vivos apesar da dura batalha.

O cavaleiro levanta a cabeça, para olhar para o homem que acalmou seu espírito com a verdade, estava satisfeito com a resposta.

– Obrigado Grande Mestre! Peço permissão para me retirar. — diz o cavaleiro, recebendo um aceno com a mão indicando que tinha a solicitação concedida.

–Lembres-se que esta missão é de cunho ultra-secreto. — diz o Mestre.

Todos se levantam e se dirigem a saída, as portas se abrem e o mensageiro pessoal do Grande Mestre entra e se dirige diretamente ao homem no trono. Parecia tão exasperado que não cumpriu com as formalidades e subiu as escadas as pressas e cochichou algo no ouvido do sábio. O velho acena como se entendesse tudo e serra os punhos dando uma batida leve no braço da cadeira. Levanta-se do trono e diz em bom tom:

–Cavaleiros a justiça está ameaçada, temos invasores no perímetro!

Notas finais
no próximo capitulo veremos como Seiya e os demais cavaleiros planejam resgatar a Saori. deixem seus comentários que é pra dar aquela foça pro autor sim ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.