CdZ x DbZ : Universos em colisão
1 PRÓLOGO
Notas iniciais
O Santuário de Atena, na Grécia, é a moradia da Deusa grega homônima. Naquela noite, o céu estava estrelado, os soldados montavam guarda na entrada dos doze templos que precedem o Templo de Atena, conhecido como as 12 casas do Zodíaco. Cada uma das casas era guardada por um Cavaleiro de Ouro que representam os signos de Áries à Peixes. Estes cavaleiros são os mais poderosos defensores de Atena e do planeta Terra.
Dois destes cavaleiros de ouro, Aquário e Capricórnio, voltavam de uma missão na Europa, haviam aparecido forças malignas do deus Poseidon, causando enchentes misteriosas, devastando vidas de pessoas, animais e plantas. A exceção de Atena, os outros deuses Olimpianos desejam erradicar os seres humanos da superfície da Terra por os acharem indignos e violentos para com o planeta.
Degel, o Cavaleiro de Ouro de Aquário daquela época, sempre estava lendo um livro, e, somado aos óculos, passava uma aparência de intelectual. Como um professor universitário com anos de magistério.
El Cid, o Cavaleiro de Ouro de Capricórnio também de 200 anos atrás, possuía um olhar duro, como um militar com patente alta perante seus subordinados. Não deixava se abalar pelo balançar do transporte que os levava de volta ao Santuário de sua deusa.
Ambos os Dourados não são conhecidos por falarem muito, mas El Cid estava incomodado com algo: as estrelas estavam diferentes, distorcendo sua luz como se algum tipo de força dimensional fosse a causa. Ele conhecia distorções dimensionais graças ao convívio com outros cavaleiros, o de Gêmeos possui técnicas que podem distorcer dimensões.
Estava prestes a dizer alguma coisa, mas calou-se subitamente. Não precisou compartilhar sua suspeita com Degel de que havia algo errado. Foi possível ver e o sentir o impacto da explosão de onde estavam.
-Por Atena, o que foi isso?! – perguntou o condutor da carruagem para ninguém específico, enquanto tentava acalmar os cavalos.
Degel mantendo uma calma fria como o gelo, desceu as pressas da carruagem, tendo o cuidado de deixar o livro no assento, e olhou da onde veio a explosão, um vilarejo próximo, andando de carruagem não demoraria mais que 10 minutos para chegar lá. Porém como é uma emergência, correndo seria muito mais veloz, já que os Cavaleiros de Atena podem se mover mais rápido que qualquer veiculo que o homem um dia construirá.
El Cid desceu em seguida, com seus olhos afiados como uma lâmina, sequer piscava diante do brilho das chamas, que mesmo a distancia, eram muito nítidas naquela noite.
Sem olhar para o condutor, ou esperar alguma pergunta, El Cid diz com uma voz neutra, mas firme:
- Vá até o vilarejo e ajude quem precisar.
- Sim, mestre. Irei assim que os cavalos se acalmarem — mas ao se virar para ver, os Cavaleiros já tinham partido, deixando uma pegada com gelo e outra com cortes onde tomaram impulso para correrem a toda velocidade…
— Majin Boo me obedeça! Não ordenei que destruísse este local ainda! — gritou o ser baixo, de pele verde, com um capacete que cobre somente o topo da cabeça , com um M escrito — Sou o grande mago Bibidi e exijo que me obedeça, sou seu criador!
A criatura chamada Majin Boo também não parecia ser deste mundo, era um ser gordo, vestia luvas e botas amarelas, uma calça branca ao estilo persa, onde na fivela do cinto havia o mesmo M estilizado do capacete de Bibidi, uma capa lilás, e sua pele era cor-de-rosa. Para um ser que destruiu um vilarejo sem pensar duas vezes, ele possuía um rosto infantil, como se sorrisse sempre.
— Mas isso é divertido! – responde o demônio com uma voz de criança.
Porém, Bibidi não prestou muita atenção na resposta. Estava meditando sobre onde poderiam estar naquele momento, pois, há alguns instantes, estavam travando uma batalha mortal com os Senhores Kaio, os protetores da justiça dos mundos. E analisando as constelações no céu noturno, estavam a bilhões de anos-luz de distancia do local da batalha, ou quem sabe mais longe ainda: não havia sequer vestígio do Ki daqueles seres ilimitadamente poderosos.
— Pare idiota, não estamos mais no Planeta dos Supremos Senhores Kaio e… — Bibidi se abaixa a tempo, evitando perder a cabeça para uma rajada de energia desferida por Boo, que simplesmente parecia se divertir com seus poderes — Maldito, quer voltar para sua prisão novamente?! – E pela primeira vez Majin Boo pareceu notar a presença do mago negro, ficando parado no ar com uma expressão surpresa e temerosa no rosto redondo e bochechudo.
-Assim é bem melhor – disse com um sorriso malicioso no rosto semi-humano – agora vejamos como viemos parar aqui…
E viu.
Assim como qualquer pessoa nas proximidades poderia ver aquilo.
Olhando para cima via-se um fenômeno indescritível: era um buraco negro, que parecia uma janela mostrando imagens de outro lugar, outro planeta. A própria realidade parecia destorcida na borda do buraco, que parecia não possuir gravidade, logo não sugava nada, era pura e simplesmente uma passagem em que se poderia atravessar sem problemas, caso alguém o alcançasse.
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Em instantes após a saída, os cavaleiros chegam ao vilarejo em chamas. Destruição e desespero por toda parte: casas reduzidas a escombros, moradores presos nas próprias moradias ou tentando salvar outras vitimas desta catástrofe. Qualquer pessoa sem treinamento ficaria sem saber o que fazer em uma situação tão caótica. Para os guerreiros é rotina.
— Eu me encarrego de apagar as chamas, ajude os moradores. – disse Degel sem demonstrar sentimentos. Sem hesitar, El Cid salta para o caos.
Em meio aos gritos de socorro, Capricórnio não vê outra solução a não ser invocar os poderes de sua constelação protetora. Põe-se em posição ereta, eleva o braço direito de maneira a alinhar com o corpo, a mão elevada com os dedos totalmente esticados e juntos, polegar unido. As vitimas da tragédia mal notaram o que aquele estranho fazia parado naquela posição. Com os olhos mais afiados que antes, El Cid olha em tudo a volta de si, mexendo somente a cabeça, notando cada detalhe das vigas caindo, das pessoas ainda presas nelas, a fumaça, as chamas consumindo a madeira das casas simples. Ele inspira lentamente. Já sabe o que deve ser feito.
E ao expirar desce o braço tão rápido que parecia um borrão:
-Excalibur! – exclama El Cid ao usar sua técnica especial. A rajada abriu uma fenda uniforme e contínua no chão em direção a casa imediatamente à frente, como uma espada faria em manteiga. Os habitantes que tentavam desesperadamente tirar uma vítima de baixo de uma pesada viga, não reagiram a tempo de desviar do poderoso corte que seguia a seu encontro. Na verdade não precisaram. Como se tivesse vida própria, o golpe transformou a viga em farelo de madeira, deixando a mulher que estava presa nela intacta, e seguiu fazendo uma curva à direita seguindo para a próxima moradia, cortando e dilacerando o que era necessário: paredes vinham abaixo para abrir passagem de fuga; outras vigas e entulhos que bloqueavam ou dificultavam a retirada de fugitivos; foi abrindo uma espiral sem tocar em ninguém, abrindo trincheiras para isolar as áreas em chamas das casas ainda não atingidas.
-Obrigado senhor! — gritavam as pessoas visivelmente admiradas com o milagre que presenciaram agora — como podemos agradecer??! — El Cid não se importou com os agradecimentos, já partiu para mais adentro do vilarejo. Havia muito a ser feito ainda.
Degel virou-se para o lado oposto assim que instruiu seu companheiro, e se preparou. Afastou um pouco as pernas, e esticou o braço direito para frente e abriu a mão...
Uma criança, um menino, corria a esmo por entre as construções que queimavam, estava perdido mesmo conhecendo o lugar desde que nascera o medo não o deixava raciocinar direito. Dobrou uma esquina e desviou de um entulho que caia em chamas. Sabia que sua mãe deveria estar preocupada com ele, por isso se apressou tanto em voltar, até se livrou das compras que carregava para ir mais rápido.
Foi quando viu aquele homem parado no meio do caos, onde todos gritavam e corriam, e este parecia não ser afetado pelo calor ou pelo medo. Por um momento esqueceu o que fazia quando percebeu algo aparentemente impossivel: sentiu um vento gelado naquele inferno. Já tinha escutando dos anciãos da vila que o calor pode criar alucinações (ou seria miragem? ele não lembrava bem), seria este o caso? Estaria sendo atacado por uma alucinação? O que viu a seguir o fez questionar ainda mais a própria sanidade mental: o tal estranho de óculos e cabelos azul-esverdeados, que possuia um rosto bonito e fino, que terminava num queixo pontudo, abriu um pouco as pernas, levantou o braço para frente e com a mão aberta, viu que um pó branco estava se formando a centimetros da mão do sujeito, criando uma bola de... Neve? Gelo? – Impossivel! Estava no meio do verão! – e quando formou algo substancial o bastante, o homem o segurou com o punho fechado, criando uma espécie de luva de cristal, ele retrai o braço para trás — iria dar um soco? Mas em quem?- mas ao invés do esperado soco para frente, ele soca para cima:
-Pó de Diamante! – grita Degel enquanto o ar frio produzido por ele se espalhava por toda a extinção dos campos, lojas e casas em chamas, extinguindo estas instantaneamente. A precisão de sua técnica foi tanta, que até o interior das casas foram salvas do fogo. Quem estava desesperado pelo medo não precisou, mas se preocupar com isso, o resgate de pessoas presas seria muito mais calmo e coordenado sem o calor...
O Menino ficou imaginando da onde um homem daquele poderia ter saído, apesar da dificuldade de enxergar de longe, graças à miopia. E percebeu que o homem veio em sua direção, calmo demais para quem acabou de fazer um milagre, e mesmo com a visão borrada ainda percebia cristais de gelo e neve rodeando o sujeito.
- Você também não enxerga muito bem certo? – pergunta Degel ao garoto.
-Si... Sim senhor! – responde o jovem ao ter a cabeça tocada pelo outro, e percebeu que apesar de tudo, seu toque não era frio, tinha um calor humano. Com um movimento de mão, Degel produz um objeto de gelo com alças nas laterais e pede com calma:
-Agora feche os olhos — o menino obedeceu sem medo algum.
-Já pode abrir, agora verá bem melhor- e quando abriu os olhos enxergava com uma nitidez absurda, nunca tinha visto o mundo com tanta beleza, mesmo a situação atual não sendo a melhor no seu lar.
-Estes óculos são de um gelo inquebrável e nunca derreterão, e não se preocupe não causarão qualquer dano ao seu rosto, só sentirá um frio agradável no rosto.
Maravilhado, o jovem rapaz não sabe o que dizer ao salvador de sua vila e de sua visão, e simplesmente disse:
-Obrigado senhor!- agradeceu com lágrimas nos olhos...
Um fio de um sorriso terno se forma na boca de Degel, que parte em seguida para o centro da vila. Ainda havia muito a ser feito.
Bibidi, flutuando a um metro do chão, meditava sobre este novo mundo que, sem os seus inimigos, seria muito mais fácil dominar junto com este universo. O grito de desespero o animava, era regozijante saber que era superior a estes vermes bípedes.
Majin Boo parecia não se importar mais com a brincadeira de destruir as coisas, caminhava tranquilamente. O fogo causado por sua culpa acabou misteriosamente depois que um vento gelado veio de algum lugar. Majin Boo estava se virando para perguntar de seu mestre o que fariam, quando sentiu uma pontada na grande barriga, e viu algo pontudo transpassar seu tronco e sair pelas costas, deixando um buraco com o diâmetro exato da lança de pescar usado na região.
-Seu monstro, eu vi quando você nos atacou do céu sem motivo! – exclamou um homem barbudo, que geralmente é conhecido por ajudar a todos – você acabou com muitas vidas, agora morra!
Para a surpresa dele, o demônio não pareceu se importar com o furo no estômago. Simplesmente puxou a lança, e logo o buraco se fechou como se a pele fosse feita de algo borrachudo.
Bibidi, percebendo o ocorrido, sorri maliciosamente, o espanto do morador de ter sua vingança frustrada assim aumentava o desejo de subjugar este mundo. Não havia alguém para impedi-lo de dominar tudo.
-Majin Boo, mate este ser insignificante.
-Sim, mas estou com fome... – reclama a criatura, que em seguida prepara a lança que outrora fora cravada em si, para devolvê-la da mesma maneira ao seu dono.
O pescador observa impotente quando a coisa rosa levanta a lança que ele mesmo arremessou antes. A lança que usava para trazer o sustento da família, que alimentava pessoas, que salvou a sua vida quando um urso selvagem o atacou querendo seus peixes. Era humilhante ser morto por sua ferramenta tão querida. Lágrimas se formam nos olhos dele, mas lágrimas de raiva, por não ter podido sequer vingar a morte da família, sua casa foi uma das primeiras a ser atingida pelos ataques dos estranhos seres, e estava tão feliz, a pesca tinha sido produtiva naquele dia, porém a raiva e desespero o tomaram subitamente quando a rajada atingiu seu lar, sua mulher e filho estavam em casa, e não restava mais nada. O fogo consumiu tudo.
-Depois disso eu quero comer, estou com muita fome – disse Boo antes de arremessar, de forma certeira, a lança no coração da vítima.
O percurso da lança foi retilíneo, não havia como desviar, na verdade o homem não queria, a morte seria um alívio. Ele iria se encontrar com sua recém-falecida família. E a lança chegou ao destino...
... Mas o alvo já não estava mais lá, a lança atinge o chão, se afundando até a metade, o pobre pescador se pergunta como havia sido deslocado a alguns metros da trajetória, estava tão entorpecido de raiva que não percebeu quando foi empurrado por... Um estranho de cabelos curtos, negros e espetados, sobrancelhas grossas, mas harmônicas com a expressão séria como a de um militar, seu olhar era afiado como de um gato, e levantando o braço direito a altura do peito, com a mão esticada até os dedos, como se fosse uma lâmina. E sem se importar coma aparência do demônio rosa, o seu salvador diz:
-Eu, El Cid de Capricórnio, serei seu adversário, não me importa de que inferno de Hades você veio, cairá perante a minha espada da justiça!
-Huhuhuhu, outro verme que fala demais –ria de desprezo o mago- Majin Boo ensine a ele uma lição, sim?
Assim o monstro toma impulso e pula com um soco armado e mortal, qualquer pessoa atingida por aquele potente golpe, morreria com muita dor depois de ter seus ossos quebrados de uma só vez. E El Cid rola pra frente desviando facilmente do golpe.
Majin Boo termina dando pulinhos em um pé só se recuperando do próprio impulso.
-Vejo que nem todos aqui são tão inferiores assim – Bibidi comenta — Majin Boo pare de enrolar e acabe logo com este sujeito.
Boo se vira de maneira despreocupada, e começa a acumular uma esfera de energia na ponta do dedo da mão direita, que estava apontada para o Cavaleiro de Ouro, que não fazia menção de desviar ou se preparar para receber o golpe, sequer virou-se para encarar o seu adversário, só o observava com o canto do olho. Majin Boo já estava prestes a lançar a energia, quando algo em sua barriga desta vez o incomodou, um brilho dourado brotou de um corte limpo, que foi crescendo e cobrindo toda a circunferência do abdômen, dividindo-o em duas partes.
Majin Boo foi criado para ser uma arma definitiva. Ele seria imortal e indestrutível, em sua batalha recente contra os Senhores Kaio, não possuia a forma atual, era originalmente mais baixo e desprovido de qualquer tipo de sentimento ou compreensão, um rosto mais bestial. Durante muito tempo Bibidi e Majin Boo viajaram de mundo em mundo, destruindo tudo pela frente, por puro Passa-Tempo, até que enfrentaram os Senhores Kaio, seres que possuíam muito poder e eram bondosos. Estes eram os guardiões das quatro galáxias em que se divide o universo: Norte, Sul, Leste e Oeste, e viviam pacificamente em seu planeta até a chegada de Majin Boo, que foi vencendo um a um os guardiões.
Em uma destas batalhas, um dos Caios, o do Norte, possuia uma espada feita do metal mais resistente do universo, e a usou num golpe preciso no demônio partindo-o ao meio. Ao contrário do que pareceu, o monstro rosa não pareceu afetado por aquilo, e usou a metade das pernas, transformando-a em uma massa rosa que se espalhou até encobrir seu adversário completamente formando um casulo nada uniforme. Esta técnica, chamada de Absorver, faz com que Majin Boo engula seu adversário, e assimile todas as técnicas de luta, conhecimento, seu poder de luta, ou seja: o KI, tornando-o ainda mais poderoso.
O caso era tão grave, que o próprio Sagrado Kaio, o líder e mais poderoso dentre todos os Kaios, entrou na batalha. Ele era um homem gorducho, com orelhas pontudas, brincos com uma pequena bola no fim das correntinhas e roupas típicas dos habitantes do planeta: Botas ate o joelho, com calças que lembram os viajantes das savanas, camisas que cobriam todo o braço ate parte das mãos, como alguns vestidos de noiva da Terra, onde terminavam presos em um dos dedos, ou anelar ou o médio, e uma faixa que envolvia a cintura.
Durante seu combate, ele destruiu o corpo de Boo inúmeras vezes e arrancava seus membros, usou seu poder mental para reduzir seu corpo a simples cubículos, mas não era o suficiente, o monstro tinha um poder de regeneração inacreditável, mesmo em pedaços poderia juntar estas partes novamente. Além do Sagrado Kaio, o jovem Kaio do leste também estava presente, mas logo foi nocauteado por Majin Boo, restando somente o seu líder na batalha.
O demônio, aproveitando do cansaço do adversário, usou uma parte de seu corpo para absorvê-lo, e então uma metamorfose drástica aconteceu: seu corpo pequeno começou a crescer, ficar redondo, sua expressão facial passou de uma fera para um rosto infantil, com um sorriso presente sempre, uma capa azul amarrado no pescoço da mesma forma que uma criança faria. A maldade emanada por ele antes foi quase totalmente extinto. Converteu-se na forma atual. Bibidi, depois do choque, percebeu que Majin Boo ficou menos rebelde, e mais obediente, sentiu o ki de seres poderosos se aproximando, os Kaios possuíam discípulos, e vinham em auxilio do Sagrado Kaio. Bibidi ordenou que Majin Boo eliminasse estes incômodos. A princípio Boo somente o olhou e disse que estava com fome, no que Bibidi prometeu a melhor comida do universo se fosse obedecido, que atendeu prontamente e partiu pra cima dos novos adversários. Foi então que repentinamente aconteceu de uma porta dimensional abrir bem na frente e eles a cruzaram, saindo num vilarejo que surgiu do nada, e Majin Boo apenas se divertia executando a ordem de eliminar vidas.
Porém, o corte que acabou de receber deste terráqueo era diferente de todos os que receberam antes, as duas metades ainda estavam vivas, mas sentia um desconforto muito grande, algo que só sentia quando era castigado por seu criador por desobediência na sua antiga forma. Estava sentindo dor.
-AAAHHHHHHHH!- Gritou Majin Boo, com uma voz de criança que chora, estava com dor, mas ainda assim conseguiu disparar a energia em seu adversário, que não se mexeu, o ataque passou longe do alvo.
— O que houve Majin Boo?! – Bibidi estava mesmo preocupado, nunca seu escravo havia gritado assim sem ser quando ele mesmo o castigava — este maldito conseguiu machucá-lo?
Sem dar tempo de reação ao adversário, El Cid desfere vários outros cortes com movimentos rápidos com as mãos, que atingem a parte superior do monstro separando cabeça e braços do tronco, que permanecem inertes.
O mago teletransportou-se para perto do corpo de Boo que está demorando em se regenerar, e antes de serem atingidos por mais uma sequência de cortes, Bibidi teleporta a si e as partes de Majin Boo para o mais longe possível do guerreiro misterioso.
-Veja o que aquele maldito fez, mas eu tenho a solução, farei uma magia de regeneração – e levantou os braços para frente e gritou: “Pâ-pâ-râ-pâ!”, e as partes separadas se juntaram imediatamente, deixando Majin Boo novo em folha. – Pronto Majin Boo, com isso você se regenerará normalmente dos golpes cortantes dele, mesmo que isso o desgaste no processo de regeneração.
Degel sentiu a energia de seu parceiro, chamada pelos Cavaleiros de “Cosmo”, se elevar abruptamente, o que caracterizava que uma batalha estava sendo travada, e percebeu mais dois cosmos diferentes, não pareciam humanos, porém um deles era assustadoramente poderoso, tanto quanto um cavaleiro de ouro iniciante. Seguiu em direção à batalha, correndo pelos becos e passagens da vila destruída, até que para não perder mais tempo, saltou para o telhado das casas e seguiu pulando de telhado em telhado, quando notou que a distorção dimensional que percebeu antes na carruagem: vinha da abertura no céu, e mostrava um lugar bonito, porém um pouco destruído, como se tivesse ocorrido uma guerra lá, e seres estranhos com orelhas pontudas olhavam para seu lado da distorção com uma expressão confusa e curiosa. Se não conhecesse bem os soldados do imperador do submundo Hades, o deus dos mortos, Degel arriscaria dizer que contemplava os Campos Elísios, o paraíso para onde vão as almas dos puros de coração depois da morte.
O cavaleiro percebeu que os cosmos estranhos se deslocaram centenas de metros em um instante. Parecia teletransporte, uma técnica também usada por alguns cavaleiros. E desviou sua trajetória para o encontro com os inimigos.
Logo ambos os Dourados estavam emparelhados, se dirigindo ao local onde seus inimigos estavam, enquanto trocam informações sobre a luta a pouco ocorrida.
Majin Boo se levantou sem se importar muito, a magia de regeneração realmente o deixou totalmente recuperado, sua experiência em batalhas o deixou alerta, no próximo encontro, estaria muito mais preparado para a técnica cortante. Antes de reclamar que estava com fome novamente, viu que seu adversário chegou acompanhado de um companheiro, e este emanava um vento gelado, a temperatura parecia cair mais e mais, e Bibidi com o rosto transbordando de ódio ordena:
-Majin Boo, mate-os imediatamente, não quero erro desta vez!
- Você manda outros lutarem suas batalhas, é tão covarde assim? – Degel provoca com um ar superior.
- Como ousa insultar o Grande Bibidi?! Eu mesmo o ensinarei como posso ser o mais mortal dos seres do universo!- exclama o mago que estava arroxeado mesmo possuindo naturalmente uma pele verde.
Assim Bibidi e Majin Boo começam a emanar um tipo diferente de Cosmo, uma luz os envolve, o poder dos dois eleva-se drasticamente. O demônio rosa parece que será um combatente digno de um cavaleiro de ouro, continua aumentando o próprio Ki como se não tivesse limites, muda sua feição infantil para uma mais ameaçadora, estava pronto para o combate. O mago não possuia tanto poder de luta, mas era tão terrível em termos de magias ofensivas e formas de torturar e, somado aos séculos de vida, seria mesmo tão mortal quanto afirmou antes.
Os Cavaleiros de Atena, também se preparavam para o combate e evocaram as Armaduras de Ouro que representavam suas constelações protetoras:
-Armadura de Aquário... – evoca Degel.
-Armadura de Capricórnio... – evoca El Cid.
-Venham!
Seguindo o mais depressa que sua carruagem permitia, o condutor se perguntava que tipo de evento acontecia naquela vila. À medida que se aproximavam, os gritos pareciam mais alto, e de repente um brilho retilíneo surgiu do meio da cidade, que fez movimentos circulares. Em seguida, um vento gelado apagou as chamas. Só poderia ser obra dos seus passageiros. De repente, a carruagem começou a tremer, outro terremoto causado por explosão? Não! – o tremor vinha da bagagem. Um brilho azul emanou e duas caixas com desenhos góticos que saíram e voaram cercado do brilho azulado, deixando um rastro como um cometa, delineando uma Via-Láctea onde cruzavam o céu noturno e estrelado.
As urnas chegaram rápido como um piscar de olhos, e pararam acima dos respectivos donos: A urna que continha a Armadura de Aquário era toda de ouro, como o grau da armadura que guardava. Possui um formato cúbico, tem detalhes em alto relevo de um jarro com duas abas na parte frontal, complementado por uma borda, e nos cantos do quadrado possuia adornos florais formados por traços góticos e circulares. A urna de Capricórnio é igualmente dourada e cúbica, porém o detalhe da frente é representado por uma cabeça de cabra em alto relevo e, com os mesmos detalhes da sua irmã. As outras faces das urnas são iguais em todos os sentidos: o topo e a parte de baixo são totalmente lisas; as laterais possuem um hexágono cada, em alto relevo, e no centro destes, há uma rosa-dos-ventos de quatro pontas. E na parte de trás, há alças onde a urna pode ser carregada como uma mochila. Estas características iguais são compartilhadas por todas as urnas das 12 Armaduras de Ouro.
Bibidi não esperou o que poderia acontecer, utilizou um feitiço poderoso que reduziria a pó qualquer ser humano. Apontou os indicadores na direção dos inimigos, o feitiço precisa das posições certas dos dedos: indicadores retos e os polegares perpendiculares, formando um L em cada mão, algo parecido com uma pistola de dedo, porém deitado.
Majin Boo usou a deixa para atacar também. Criou uma esfera lilás de energia, mais concentrada do que já produziu antes, e ele percebeu que era brilhante como uma jujuba, então batizou a técnica como Jujudama.
-Raio da Morte! – gritou o mago.
-Jujudama! – gritou o demônio.
Estavam certos de sua vitória instantânea, afinal muitos outros mundos, incluindo alguns dos Senhores Kaio, foram vencidos com estas técnicas. Os ataques demoraram menos de um segundo para cruzar as poucas dezenas de metros que separavam os dois times. Porém para um Cavaleiro de Ouro, um segundo é tempo mais que suficiente para reagir. As urnas brilharam e abriram revelando seu conteúdo: a armadura de Aquário tinha o formato de uma pessoa segurando um jarro; já Capricórnio tinha um formato de uma cabra de ouro. Ambas se desmontaram das armações e vestiram seus donos.
Mais rápido que os olhos humanos podem acompanhar, os Dourados se defendem com um contra ataque.
- Geleiras Polares! – Degel bate com o pé direito no chão, formando um gigantesco floco de neve no solo, que começou a projetar estalagmites sobrepondo-se umas sobre as outras, formando uma barreira alta e sólida como o gelo dos polos, deixando seu convocador seguro no centro da geleira. Porém o choque com o Raio Mortal de Bibidi transformou a barreira gélida em partículas de gelo, deixando o cavaleiro totalmente exposto...
A Jujudama pulsava mostrando o poder de destruição terrível que possui, seria capaz de devastar campos inteiros com tamanho poder, ou até mais. Entretanto, El Cid apruma sua postura, cruza os braços no peito, formando um X perfeito e alinhado com os ombros:
— Excalibur, Corte Cruzado! – exclama enquanto flexiona para frente seguindo o movimento do impulso dos braços. O corte sai voando como uma cruz giratória, indo encontrar sua rival lilás.
Em um choque frontal dos ataques, provavelmente destruiria todo o vilarejo e os habitantes que lá viviam. Porém o choque não foi frontal. A cruz giratória atingiu a parte inferior da Jujudama, fazendo a trajetória mudar pra cima e atravessando a distorção dimensional e destruindo uma montanha gigantesca presente do lado de lá do portal.
O golpe cortante ricocheteou e seguiu exatamente para onde o demônio rosa se encontrava que, distraído, ainda estava vendo a destruição que causou, e atingiu-o em cheio, separando os braços e pernas mais uma vez do corpo, que caiu; para logo após começar a se emendar e voltar a forma anterior como se nada tivesse acontecido. Ou quase nada...
...Bibidi aproveitou a brecha e lançou outro Raio Mortal em Degel, que ergueu rapidamente outra vez as Geleiras Polares que o protegeram do ataque espalhando mais flocos de gelo pelo ar.
-Está vendo verme, você só consegue se defender dos poderosos ataques do Grande Bibidi- zomba o mago que flutuava sempre a alguns metros do chão – vou acabar com isso agora! – e muda as posições da mão, desfazendo o L e espalmando completamente os dedos. Em seguida começa emanar calor até formar manchas solares envolvendo ambas as mãos, e espalma para frente em direção ao usuário de gelo:
- Tiro de fogo! Derreterei este gelo junto com você!
E desta vez Degel se mexeu, esticou o braço produzindo floco de neve como fez outrora e, quando serrou a mão cristalizando-a, apontou para a rajada quente que se aproximava cada vez mais:
-Pó de Diamante! – a colisão de gelo e fogo produziu uma névoa branca que se espalhou para todas as direções. Bibidi não percebeu quando seu inimigo se deslocou tão veloz para traz de si, que teria sido atingido por outro Pó de Diamante se não se deslocasse com seu teletransporte.
-Maldito, nem percebi seu movimento! – e conjura outro ataque de fogo...
O braço quebrado não diminuiu o ritmo de combate de El Cid. Após a criatura se regenerar do desmembramento, ela inesperadamente partiu para o combate corpo a corpo com o inimigo, socos e chutes foram trocados, enquanto se deslocavam e inevitavelmente destruíam algumas moradias, felizmente vazias. Majin Boo se deslocava muito rápido para alguém gordo, seus golpes mostravam que sabia lutar muito bem, que acumulava experiência de combate. Um chute bem aplicado empurrou o dourado para longe, e aproveitou para preparar uma Jujudama com a mão direita. Após rebolar no ar por alguns metros, El Cid usou a ponta dos dedos e com uma cambalhota recuperou a postura esperando um possível ataque frontal, mas só notou o monstro preparando o mesmo ataque de antes, que como ele conseguiu facilmente evita-lo antes, duvidou da capacidade de luta dele por repetir isso. E isso custou caro a ele mesmo, pois ergueu o braço para outro contra golpe, e fez exatamente o que Majin Boo queria: do chão exatamente embaixo de El Cid, brotou um braço rosa, uma mão esquerda grande o segurou e o empurrou de encontro à esfera recém-produzida. Foi tudo tão rápido, que a única opção foi usar o braço esquerdo para amortecer o impacto da esfera, que desviou de um acerto mortal no corpo, porém o fraturou como um palito.
- Agora vou te comer! — disse despreocupadamente Majin Boo – vou te transformar em chocolate! — e lançou um raio brilhante da antena em sua cabeça, El Cid só teve tempo de desviar se jogando pra direita, evitando sobrecarregar o braço machucado. O raio atingiu um bloco de pedra onde a pouco estivera, que transformou o entulho em algo marrom, brilhante e com cheiro doce.
E Bibidi estava cumprindo a palavra de quanto podia ser terrível se quisesse, cada um de seus ataques de fogo reduzia a estilhaços as defesas gélidas do adversário, que só podia se deslocar e se defender e erguer outras paredes de gelo para, em seguida, serem destruídas e, caso o dourado tentasse se aproximar de novo com sua super velocidade, era só teleportar-se e continuar sempre no ataque.
Olhou de relance para o outro combate e viu que Majin Boo também estava em total ofensiva, percebeu algo no braço esquerdo do outro dourado e notou – um braço quebrado talvez, pois este estava junto ao peito como se estivesse sendo protegido – e por isso ele se aproximava do companheiro do gelo enquanto desviava, por um triz, dos ataques do demônio rosa. Era claramente um reagrupamento, Bibidi viu aquilo várias vezes em sua batalha contra os Kaios, institivamente quando começavam a perceber a diferença de forças entre eles e os monstros, tentavam se unir para juntar forças, o que na verdade fazia era facilitar o trabalho de mata-los, já que ficavam encurralados.
- Jujudama! – e mais uma esfera roxa foi disparada, Capricórnio em resposta da uma cambalhota para trás, e caindo com o pé direito com uma pisada forte, fazendo um cubo de terra se erguer diante de si, para depois com um chute giratório pelas costas, lançar de encontro ao projétil de energia. Como esperado a Jujudama explodiu aquele bloco de terra que, caso não estivesse revestida com o Cosmo de El Cid, sequer teria anulado o ataque.
Partículas de poeira e lama envolveram Majin Boo, que nada podia ver até que saísse daquele turbilhão, ou quase nada. Só percebeu o brilho dourado a um metro de si:
— Excalibur, Lança de Camelot!
Com o braço direito esticado para frente, joelho esquerdo flexionado, perna direita esticada e alinhada com o corpo, o Cavaleiro saltava como os gladiadores quando lutavam com lanças, porém, ao invés de portar estas, usava o próprio braço como arma. A aura do Cosmo que o revestia, afunilava à medida que se aproximava dos dedos, e era giratória como uma broca.
Ao tocar em sua grande barriga, Majin Boo já sabia o estrago que aquele golpe iria infringi-lo, mesmo sendo praticamente imortal e podendo se regenerar, os golpes cortantes deste homem eram diferentes de todos os outros que já recebera, pois além de gastar muito Ki para se regenerar, sentia uma dor excruciante. E após alguns instantes, sua metade de cima dilacerada pelo golpe estava nova em folha, apesar do desgaste físico necessário para tal e sentindo um pequeno desconforto, voltando a golpear seu adversário que só podia recuar em direção do campo de neve logo atrás, após mais um golpe mal sucedido.
Flocos de gelo voavam por toda a parte, estava fazendo frio mesmo com os seus golpes de fogo constantes:
- Tiro de Fogo! – disparou Bibidi
-Pó de Diamante! – respondia sua presa. Mas já estava se cansando daquilo, seu escravo se encarregou de trazer o outro verme para o abate. Preparou o ataque final — Tiro de Fogo – propositalmente mirou no lado esquerdo do dourado de gelo que, como esperado, desviou para o lado oposto e não percebeu que o mago teleportou-se para lá e, a queima-roupa, mudou os dedos para o formato de L usado antes e disparou – Raio Mortal! — Aquário recebeu em cheio o ataque, voou os pedaços dele para todas as direções. Bibidi reparou um fragmento de perna antes de regozijasse da vitória:
- HAHAHAHAHHA! Entendeu seu verme é isso o que acontece com quem ousa aborrecer o futuro soberano do Universo, o Grande Bibidi!
O corpo elástico de Majin Boo foi fundamental no chute esticado que fez Capricórnio voar e cair de costas naquela mini tempestade de neve, mesmo com sua aparente inocência, percebeu o olhar orgulhoso que não abandonou o guerreiro caído naquela situação.
-Muito bem Majin Boo, acabe logo com isso!
El Cid percebendo o ataque inevitável levanta-se e espera. Seu orgulho de Cavaleiro de Ouro não o deixaria descansar em paz caso fosse abatido deitado como um guerreiro inferior. Viu calmamente o monstro reunir energia roxa e disparar, levanta o braço bom para frente com a mão espalmada, num gesto de defesa puramente instintiva, num ultimo gesto aparente de luta.
E apenas era aparência.
A Jujudama foi segurada como uma bola inofensiva de plástico, e espremida quando a palma do dourado se fechou em torno dela.
- Mas como?! Não pode ser! Eu mesmo irei... – e Bibidi cai no chão como pedra, para maior espanto ainda, como uma pedra de gelo da cintura pra baixo, anulando sua magia de Levitação — Majin Boo me ajude! – pede com terror nos olhos o ex-futuro regente do Universo.
Seu servo dá o primeiro passo para socorrer seu mestre, e cai em cima de um joelho, claramente exausto. Tenta se levantar e ao ficar de pé, uma crosta de gelo se forma do pé até a cabeça do ser rosa que vira um enfeite estranho dentro de um ataúde de gelo.
- O que é isso?! O que está acontecendo?! Como Majin Boo acabou preso nesta pedra de gelo?! — pergunta o Mago.
- Se chama Esquife de Gelo, e não se preocupe ele jamais sairá de lá sem ajuda, e se depender da própria força, estará selado para sempre — responde Degel, para espanto de Bibidi, que caminhava calmamente em direção do companheiro Dourado e com um toque no braço deste, faz um imobilizador de gelo para a fratura.
- Impossível eu mesmo destruí você com minhas próprias mãos! – exclama o mago – seu maldito você estava onde eu queria e mal conseguia se mover dos meus ataques.
- Na verdade – replica Capricórnio – VOCÊS estavam onde queríamos o tempo todo.
- Como assim, expliquem-se seus vermes, eu exijo uma explicação!
- Pois bem, como é seu fim vou lhe dizer para que sua alma descanse em paz:
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...Logo ambos os Dourados estavam emparelhados, se dirigindo ao local onde seus inimigos estavam, enquanto trocam informações sobre a luta a pouco ocorrida.
-Temos que os vencer sem causar muitos danos, pois há civis inocentes na vila – comenta El Cid enquanto saltava pelos telhados, após reencontrar o companheiro seguindo em direção aos inimigos – Notei que o monstro rosa parece imortal, ainda sinto sua presença mesmo depois de ter separado seus membros, além de que ele usa muita de sua energia para se regenerar. Eu poderia facilmente corta-lo até que não restasse mais nada, mas temo pelo que ele poderia fazer se ficasse fora de controle, ele parece ser totalmente obediente ao outro de pele verde, mas sem ele... E ainda existe o problema do portal, se deixarmos aberto sabe-se lá o que mais pode atravessa-lo, e eu iria precisar de um tempo para reunir energia para destruir ambos o portal e o monstro.
-Não, deixe o portal e o outro comigo – se manifesta Degel- pelo que percebi este não é muito forte, e tenho como preparar meu zero absoluto e segurar o combate com ele. Concentre-se em manter o monstro ocupado para não causar mais danos devastadores. Quando eu estiver com tudo pronto eu mando um aviso.
E assim foi feito.
El Cid segurou o combate sem forçar o adversário a utilizar mais força, até que por próprio descuido, acabou com o braço fraturado. Foi quando o sinal chegou. Um floco de neve minúsculo pousou em sua mão direita, e então recuou na direção de seu conjurador.
Degel não se impressionou em como seu plano estava dando certo: seu inimigo verde ajudava muito destruindo seus icebergs e espalhando mais gelo aumentando seu campo de combate, e assim fez até se sentir satisfeito. Notou que seu parceiro já havia recebido o seu sinal e se aproximava para a emboscada final.
El Cid fez sua parte em demonstrar desvantagem enquanto drenava aos poucos a energia de Majin Boo: Quando desferiu a Lança de Camelot, injetou lâminas microscópicas na abertura, assim o monstro ficaria em constante estado de cura, gastando mais e mais energia sem saber até que caísse totalmente esgotado.
Quando viu que o ataque de fogo não foi certeiro, Degel já esperava um ataque traiçoeiro do Mago, e conjurou uma copia de gelo de si mesmo para que fosse sacrificada em seu lugar e, de quebra, permanecer oculto. Quando ouviu o deboche do seu algoz, preparou o Esquife de Gelo e esperou para a próxima fase do plano.
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— Então vocês me enganaram somente para proteger estes seres insignificantes?! – Bibidi falava, soltando vapor característico de lugares extremamente gelados – eu vou me vingar de todos vocês, escravizarei sua raça imunda! Não melhor ainda, vou destruir este planeta com… — sua palestra de como seria sua revanche foi interrompida quando sua prisão de gelo subiu até cobrir sua boca, encerrando qualquer diálogo.
Aquário queima seu cosmo ao máximo, a temperatura cai mais e mais.
— Agora El Cid!- E seguindo a deixa, Capricórnio pula e pisa no chão com força, fazendo outro pedaço do chão levantar, desta vez com os inimigos congelados em cima, e usa um chute duplo para impulsiona-los para cima em direção o portal dimensional.
— Pedras Saltitantes! – branda El Cid após a técnica.
— É isso o que acontece com quem tenta causar mal a Terra e enfrenta os Cavaleiros de Atena! – grita Degel antes de aplicar seu golpe mais poderoso e definitivo para selar o portal – O zero absoluto parará qualquer movimento de matéria, e com esta distorção não será diferente! – então abre as pernas um pouco mais que a distância dos ombros, entrelaça os dedos das mãos com os braços esticados acima da cabeça, simulando o Jarro de sua constelação protetora.
Esperou a rocha que transportava os seres alienígenas atravessar e apontou os braços na mesma direção e exclamou:
-Execução Aurora!
Uma massa fria saiu de Degel e retilineamente seguiu e encobriu todo o portal, mas não o atravessou, apenas ficou do lado de cá, e aos poucos ele foi fechando, a energia necessária para manter o portal ativo parecia estar parando graças ao Zero Absoluto e o tamanho do buraco regressou até ser fechada por completo.
Enquanto subia quase que totalmente congelado, Bibidi ouviu as ultimas palavras do homem que o aprisionou e, se entendeu bem, aquele planeta se chamava “Terra", iria guardar esta informação para quando se soltasse afinal aquele verme gelado não congelou totalmente os seus braços, logo poderia com alguns feitiços e esforço, sair dali e procurar pela Terra depois de descansar.
Mas isso nunca iria acontecer.
Ao atravessar o portal de volta a sua antiga batalha não terminada no planeta dos Senhores Kaios, foi recebido pelos discípulos dos derrotados e em seu atual estado petrificado e sua principal arma fora de combate, só teve tempo de sentir uma frustração de nunca concluir sua vingança com as próprias mãos... Mãos estas que estavam livres para um último gesto! Após alguns movimentos com as mãos, impediu que Majin Boo fosse destruído, o selou numa espécie de ovo, onde seria necessária a energia de muitos seres poderosos para liberta-lo novamente, selou junto um pouco de sua consciência para outro mago, seu filho Babidi, saber como remover o selo e destruir um planeta chamado Terra. O ovo voou rápido como a luz para o infinito universo em segurança e nem pode ver como seu criador foi atravessado por lanças, flechas, rajadas de energia, até não sobrar nada.
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Quando os cavalos foram amarrados em uma árvore não destruída pelo fogo, o condutor fez o que lhe foi ordenado e, na medida do possível, ajudou nos primeiros socorros das vítimas como pode. A primeira pessoa que ajudou não carecia de muitos cuidados, tinha alguns arranhões em um arroxeado no joelho esquerdo e na batata da perna direita, que a impediam de levantar devida a dor, mas não havia quebrado nada, consequência da força da explosão que atingiu sua casa e a fez voar para longe, uma das primeiras a ser atingidas. Trajava um vestido de lã simples e bonito, que fez com sua máquina de costura, agora em ruinas junto com o resto de seus pertences. Ela disse que só não se juntou aos escombros porque saiu para pegar água e no retorno foi empurrada pelo impulso antes de ver sua casa em chamas.
Mas estava preocupada com o filho e o marido que não haviam retornado ainda. Tentou se levantar, mas o sobrepeso a fez cair de novo fazendo machucar um pouco as nádegas no solo duro. Sobrepeso este que estava muito sorridente e a fez se sentir viva novamente:
— Mãe, eu estava com medo da senhora...
- Pietro – responde a mulher – eu estou bem meu filho; tranquilizava a mãe sendo forte, apesar de estar tão assustada quanto o menino — O que é isso em seu rosto? É gelado...
- Mãe, foi um homem, ele fez isso pra mim depois de ter apagado o fogo em todo lugar de uma vez só! A senhora tinha que ter visto ele produziu gelo no meio do verão! Disse que isso se chama ‘’ósculo’’. Posso enxergar muito bem agora.
- Filho para com estas histórias fantasiosas, já não tem mais idade para estas coisas! – repreende a mãe, mas lembra-se de ter sentido um vento frio que apagou o incêndio da sua residência.
- Senhora desculpe me intrometer, mas não pude deixar de ouvir. Seu filho disse nada mais que a verdade – intervém o condutor e agora enfermeiro das vítimas – Isso foi obra de um dos meus passageiros, mestre Degel, um dos Cavaleiros de Atena; são capazes de milagres além da imaginação. E meu jovem, o nome é “óculos” – disse para receber um sorriso de confirmação do garoto.
Em seguida se aproxima um homem forte, portava um balde com peixes, cujo foi largado para abraçar a mulher e o menino, e com olhos marejados diz:
- Joana, Pietro! Eu... Eu pensei que tinha perdido vocês neste inferno, fiquei tão desesperado que fui me vingar e quase fui morto atravessado por minha própria lança, mas um milagre aconteceu e fui salvo por um homem que lutando com as mãos nuas, cortou o demônio que causou tudo isso!
- Ah Lucio, o importante é que estamos todos salvos; e Joana sela a confirmação de suas palavras beijando seu marido.
Partindo para ajudar outros, Hitalus sabia que seu outro passageiro, El Cid, foi o herói deste pai.
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