Caçar. Passado. Presente. Futuro.
9 Sonhos: Respostas, enigmas... Ou os dois!
Notas iniciais
PARTE II
"O passado sempre destruindo o presente".
Meu sonho começou assim. Eu andava pelas ruas frias de Lawrence e simplesmente não entendia como eu sabia onde estava, por conta da escuridão a minha volta. Eu corria sempre que podia fugindo de algo desconhecido. Meu celular tocava, mas eu não iria atender, por que raios eu não atendia? Estava frio. Mais frio do que o tempo de Lawrence. Os saltos de minhas botas tilintavam no piso frio e escorregadio das calçadas. Estava escuro. Apenas uma lâmpada de um poste estava aceso na rua inteira, cheguei perto e a luz iluminou o lado esquerdo do meu rosto.Um homem apareceu á minha frente me fazendo parar completamente.
– O tempo está passando Emily – ele disse olhando para o relógio. Mas não era bem o que ele queria dizer – finalmente você irá descobrir o que lhe aguarda. Não há como fugir do destino, e o seu já foi traçado há muito tempo – mesmo no escuro podia saber que ele sorria — nos encontraremos de novo e então você será uma das minhas criações mais poderosas!
O meu coração estava acelerado e minha respiração descompassada.
Era ele.
O homem de olhos amarelos.
...
Por autora:
O suor escorria pela testa de Katherine enquanto ela pagava os quarenta e cinco minutos em cima da esteira. Havia apenas se passado uma hora desde a briga com sua irmã mais nova. Ela não gostava de brigar com a Emily, mas às vezes, a baixinha passava dos limites. E era isso que fazia, descontava em exercícios físicos pesados, para ver se o cansaço superava a raiva. Mas uma vez seu telefone tocara e não queria atender até que viu o nome “Ems” piscar na tela do mesmo. Então atendeu:
–Hey –falou a morena em um tom triste.
–Volta pra cá – suplicou a mais nova.
–O que aconteceu, Ems? – a preocupação em sua voz era inevitável.
–Eu sonhei com ele novamente.
–Merda! Estou indo – desligou o telefone assim como fez com a esteira.
Não! Não! Não! Isso não pode estar acontecendo, não agora, não quando tudo parecia estar bem. Eu não podia deixar isso acontecer com ela. Tinha que proteger a única família que me restara. O homem de olhos amarelos não irá matar mais ninguém que amo.
...
Emily folheava as folhas de jornal como quase sempre estava fazendo. Procurando um caso para tentar esquecer os próprios problemas. A porta foi aberta e uma Katherine ofegante entrou fazendo o maior barulho.
– Estava se pegando com quem dessa vez? – Emily perguntou por trás do computador e das pilhas de papéis em cima de sua mesa.
– Com a esteira – Katherine se permitiu rir, sendo acompanhada da irmã.
– Agora – Katy assumiu um tom de voz sério – o mesmo sonho de sempre?
– O mesmo sonho desde que eu tinha... Desde todos os dias – o cansaço estava estampado na cara da mais nova.
– Porque a senhorita está trabalhando há essa hora?
– Porque a senhorita estava na academia há essa hora? – um sorriso brincalhão inundou o rosto de Ems.
– Você não respondeu a minha pergunta!
– Não vai adiantar ficarmos paradas enquanto pessoas morrem. Vamos esquecer o passado e nos concentramos no presente – Emily se voltou para o notebook novamente.
– Olha quem fala – a voz de Katy era recheada de sarcasmo – a garota que não quer esquecer o passado e ficar presa a uma experiência ruim.
– Eu só não quero que aconteça de novo. Eu não sou idiota – Emily já se levantava para ficar de frente com a mais velha.
Essa batalha acontecia muitas vezes na vida das irmãs.
O passado sempre destruindo o presente.
– Ems, não é porque isso aconteceu que é obrigado a acontecer todas as vezes que você pensar em se envolver com alguém... – a mais nova já balançava a cabeça freneticamente – Ems, escute, ninguém falou em casar, em namorar, eu nunca disse isso – a mais velha passava as mãos pelos cabelos escuros – eu só acho que com o nosso trabalho, com a nossa vida, você deveria ao menos se dar o crédito de ficar com alguém. Apenas ficar. Por uma noite.
– Isso não faz muito o meu estilo – Emily colocou as mãos na cabeça, cansada – eu não sou do tipo, pegadora, como você – a mais velha riu.
– Eu não sou pegadora coisa nenhuma senhorita – Katherine brigou em tom divertido – mas, se temos esse trabalho presente em nossas vidas, por que não aproveitá-lo até a última gota? Já que não paramos em lugar nenhum, porque não ficar com garotos e nunca mais vê-los por aí? Isso é demais. Não é ser uma vadia, que pega trezentos em uma noite. É apenas ser, uma garota aproveitando a vida, quando não está matando monstros por aí – um sorriso brincalhão apareceu em seus lábios rosados – e provavelmente, nunca mais veremos os Winchester.
– É – disse Emily sorrindo, divertida – talvez.
– Você disse talvez, por que vai tentar seguir o meu conselho, ou talvez nunca mais os veremos em nossas vidas? – Katherine colocou a língua entre os lábios.
– Os dois – ela sorriu – eu acho.
...
Sam fechou os olhos rapidamente. Apertou-os. Uma imagem veio a sua cabeça. Era Emily. E mais. Ela estava queimando. O fogo era alto e poderoso. Ela estava envolta completamente pelas chamas. Katherine berrava o seu nome. Lágrimas desciam por seu rosto. Então eu voltei à realidade.
– Emily! – gritou o mais novo.
– Você pega a Katherine e sonha com a Emily?! – zoou Dean enquanto Sam atirava uma almofada no loiro.
– Não foi um sonho. Foi uma visão.
O rosto de Dean empalideceu. Eles dois sabiam, que quando o Sam tinha visões com alguém, esse alguém nunca acabava bem.
– E o que acontecia? – perguntou Dean receoso pela resposta.
– Ela estava queimando.
...
– Ok, mana já pode soltar – risadas foram ouvidas da mais nova.
–Você não tem jeito mesmo – Katherine já ia em direção à cozinha para preparar o jantar, como fazia sempre. Já que na opinião da mais velha, Emily era um desastre na cozinha – vou fazer sanduiche, ok?
– Urgh, Katy, sabe que eu não aguento esse seu hábito alimentício.
– Quem fala alimentício hoje em dia? – perguntou Katy virada de costas para Emily e de frente para a pia da pequena cozinha.
– Emily Brooke, conhece? – perguntou sarcasticamente – acho que temos um caso – a sobrancelha da mais nova já estava arqueada. De novo.
– Acusações?
Ela se dirigiu à escrivaninha e folheou todos os papeis esbranquiçados novamente e se pronunciou:
– Alunos estão sendo mortos – ela apertou os lábios em uma linha fina.
–Por que você sempre envolve mortes? Acho que se eu morrer primeiro que você e virar uma fantasma assassina, pode ficar tranquila, eu mesma dou a arma pra você me matar – Katherine disse fritando algum tipo de queijo na frigideira cinza.
–Cala boca e escuta – Emily irritou-se.
– Ok mamãe – Katherine levantou os braços em tom de “tudo bem, eu me entrego”.
–Não me chame de mamãe – falou olhando pra Katherine – em Phoenix, Arizona, um garoto chamado Hamilton Bennet morreu na sexta-feira retrasada de infecção urinária quando ainda estava na escola. Não se sabe explicar como a infecção o matou antes que fosse descoberta. O médico do Sr. Bennet foi entrevistado para uma declaração sobre a doença — Emily finalizou a leitura na folha de jornal.
–Tipo assim, do nada? — falou Katherine pensativa – talvez ele apenas tivesse infecção não descoberta.
– Também achava isso até hoje – Emily a olhou séria.
–O que teve hoje?
–Você sabe como eu sou com intuições, elas nunca falham. Então assim que acordei, resolvi pesquisar mais sobre como anda o local e adivinha?
–Outras pessoas morreram misteriosamente além dele? – Katherine já colocava dois pratos com sanduiches recém-feitos no balcão que dividia a cozinha da sala de estar.
–Para de ler meus pensamentos – Emily disse fazendo uma bolinha de papel e jogando-a em seguida bem no meio do rosto da Katy – acho que fizeram alguma coisa com nós duas na maternidade.
–Não sou eu que sonho com o demônio dos olhos amarelos – Katherine disse mostrando a língua.
– Quantos anos você tem? – perguntou Emily – cinco?
– Com certeza, mais do que você, baixinha – Katherine sentou-se no sofá, virada para Emily, enquanto comia seu sanduiche.
–Parou? – Emily tinha uma expressão de irritação – continuando – ela voltou a ler o que agora estava na tela de seu computador – o professor Abraham Nicols morreu na sexta-feira passada ás quatro e quarenta e sete, de câncer cerebral, enquanto caminhava no parque de sua cidade.
– Espera, na mesma sexta?
– Não, uma semana depois, exatamente uma semana depois, e mais, quase em horários idênticos. Sempre às quatro e quarenta. Aí varia entre quarenta e seis, quarenta e sete... Isso te diz alguma coisa? – Emily estava com uma sobrancelha arqueada. Como sempre fazia quando estava pensativa, concentrada, preocupada, triste, irritada, desafiante e enfim... Sempre.
– Estranho. E muito louco. E isso me diz que já deveríamos estar no carro, você dirigindo, eu dormindo e enfim a caminho de Phoenix.
– Você só pensa em dormir? – Emily rolou os olhos.
– Cara, magoou. Você é minha irmã e não sabe que eu fui feita de sono? Não fale mais comigo.
– Haha, deixa de gracinha e vamos logo – a mais nova reclamou.
–Vou tomar um banho – Katherine levantou do sofá – e vê se come. Não quero você mais mal-humorada do que neste momento. Se é que é possível.
– Só não demora – Emily pegou o sanduíche no balcão e começou a comer – e eu não sou tão mal-humorada assim.
– Não sou você pra demorar um milênio na droga do banheiro – disse Katherine.
– Cala boca e anda logo – Emily apontou com a mão para o banheiro.
– Ok mamãe – novamente Katy irritou a mais nova e se dirigiu ao banheiro.
– Eu já mandei você parar de me chamar de mamãe.
– Ok m... – antes que Katherine pudesse terminar a mais nova jogou uma almofada bem no rosto dela.
– Eu não sou um gol pra você estar jogando objetos no meu rosto de um em um minuto – reclamou a mais velha e se trancou no banheiro.
– E eu muito menos uma senhora pra estar sendo chamada de mamãe. Que eu saiba a única senhora aqui é você – Emily gritou para ser ouvida.
– Haha, engraçadinha – Katy gritou de volta.
...
Por Dean Winchester:
– Nós temos que achar as meninas – falei preocupado, sempre que Sam tinha alguma visão, alguém morria.
– É, temos que achar as meninas e rápido! – Sam arregalou os olhos e pegou as chaves do Impala, jogando-as para mim.
–E como vamos fazer isso? – perguntei – elas podem estar em qualquer lugar. Como vamos achá-las?
– Vou rastrear a Emily – disse Sam pegando o seu computador e começando a digitar rápido demais – ou a Katherine.
– Ok, ótimo – disse e comecei a andar de um lado para o outro, pegando todos os nossos pertences.
– Tá, mas, isso não vai ser fácil – falou, pensativo e em seguida, olhando para mim.
– E quem disse que seria? – falei arrumando todas as coisas, sabendo que a próxima coisa a fazer seria pegar á estrada.
Por Sam Winchester:
– Isso! – falei, assustando Dean, que pulou do sofá, porque estava dormindo de tanto esperar eu encontrar aquelas duas.
– E então? Onde elas estão? – perguntou ele, sobressaltado.
– Na estrada, numa via estadual dupla do Arizona, em sentido a Phoenix – disse – e provavelmente estão em algum caso por lá.
– Ok, vou procurar sobre os últimos acontecimentos de Phoenix, para sabermos com o quê elas estão lidando, e logo mais, nós também.
– Ok, faça isso. Vou ligar para o Bob – disse pegando o telefone.
– O quê? Pra quê, cara? – ele perguntou confuso.
– Porquê? Não as conhece? E se elas jogaram o telefone em um córrego em quanto estavam em Phoenix, e já saíram da cidade? Não vamos fazer viagem perdida. Talvez o Bob saiba de algo – falei e disquei o número tão conhecido. Três chamadas depois, Bob atendeu.
– Hey Sammy? – disse ele.
– Hey, cara – falei respondendo – como estão às coisas?
– Ótimas, e você e o Dean? – ele perguntou.
– Bem... Bob, você conhece Emily e Katherine Brooke?
Uma pausa e um suspiro de Bob foram ouvidos por mim.
– Sim, cara. Caçadoras. Experientes. E muito, muito boas no que fazem. Por que a pergunta?
– Bom, conhecemos as garotas em um caso passado. E agora, tive uma visão com a Emily.
– Oh, nossa. Quer saber onde elas estão, não é?
– Se for possível... Queremos sim – falei, com suplica.
– Phoenix, Arizona. Cuidando de um caso. Mas não me disseram do que se tratava.
– Tudo bem Bob – eu disse – muito obrigado.
– Nada Sam, cuidem-se. Qualquer coisa me liguem – me despedi e desliguei, virando-me para Dean.
– E então, elas estão mesmo indo pra Phoenix? –perguntou Dean.
–Estão sim. Vamos embora. Mas, e você, achou alguma coisa “estranha” em Phoenix?
–Achei. Um adolescente morreu na sexta feira retrasada as quatro e quarenta e seis da tarde de infecção urinaria. Uma semana depois, também numa sexta-feira, morreu um professor, as quatro e quarenta e sete, de câncer cerebral. As duas mortes aconteceram numa sexta-feira. Entre quatro e quarenta e seis até quarenta e sete da tarde. Todos vítimas de uma doença não identificada até a hora da morte.
Por Emily Brooke:
–Não aguento mais – disse Katherine afundando no banco do carro.
–Você ta reclamando de quê? Eu que passei altas horas dirigindo enquanto você dormia – reclamei, brava.
–Você não me deixa dirigir! – ela reclamou também e revirou os olhos.
–Pra bater com o carro? Nem em sonhos.
–Estou entediada, quero fazer alguma coisa.
–Que tal pesquisar alguma coisa mais sobre o caso? – sugeri sem tirar os olhos da estrada vazia por conta da hora. O céu estava escuro, guardando nuvens negras em seu interior.
–Ok – ela suspirou alto e assim que pegou o laptop no banco de trás do carro, o mesmo parou.
– Que droga aconteceu? Por que paramos? – Katherine perguntou frustrada.
Analisei o carro por um momento, em busca do problema. Então bufei e gritei irada.
– A gasolina acabou. Merda! – disse brava até demais — não acredito nisso.
– Onde vamos arrumar gasolina a essa hora da noite? – Katherine estava inquieta.
– Talvez você possa dormir e ver se sonha com um tanque de gasolina e ele aparece num passe de mágica.
–Quer dizer que a culpa agora é minha? – ela esbravejou pra mim.
–Se você dormisse menos e prestasse mais atenção, o tanque estaria cheio.
–Isso é problema seu. Não sou eu que dirijo. E o Chevelle é seu – ela jogou tudo a limpo.
–Cala boca e me ajuda – reclamei e desci do carro.
–Você quer que eu faça o quê? Saia por aí gritando gasolina, gasolina até ela me responder e vir andando até aqui? Ela não tem pernas, muito menos, asas.
–Não sei como você consegue ser sarcástica numa hora dessas — estava escuro. A estrada estava vazia e fria. Estava esquisito. Muito esquisito e sombrio. Estávamos logo em uma curva, o que era perigoso, pois se algum carro tivesse passando por ali, não nos veria e talvez não pudesse parar a tempo.
Nós duas estávamos fora e depois desse pensamento, mandei Katherine entrar no carro e eu fiz o mesmo. A mesma estirou a mão para debaixo da poltrona do carro e destravou a arma que nós escondíamos lá por precaução. Comecei a pensar em como poderíamos sair dali quando ouvimos um carro se aproximando. Merda! Vi dois faróis altos surgindo na imensidão escura pelo retrovisor, vindo na mesma faixa que nós e então o carro se aproximou mais ainda, ainda em uma aceleração grande. O motorista deu uma freada brusca, mas foi tarde demais. A dianteira do carro bateu na traseira do Chevelle. Não foi uma batida forte, mas deixaria estragos estéticos no meu precioso. MERDA! QUEM TÁ QUERENDO MORRER HOJE? IREI PARA A CADEIA DESSE JEITO.
Katherine, pensei mentalmente, me segura...
Desci do carro irada, com uma arma na cintura, onde sempre a deixava e como eu não consegui enxergar quem estava dirigindo ou como era o carro por conta dos faróis super altos, saquei a arma no mesmo instante em que um homem saiu do carro.
– MAS QUE MERDA É ESSA! – esbravejou um homem irritado, essa voz... Me é familiar...
– MAS QUE MERDA DIGO EU! COMO VOCÊ... – eu gritei e então Katherine segurou o meu braço. O homem pareceu pensar um pouco. Sua voz me era familiar, e eu acho que ele também reconheceu a minha voz, mas, quem era ele?
– VOCÊ NÃO SABE FREAR NÃO? – eu gritei brava.
–Calma linda – disse o homem.
–Não me chame assim – eu disse e cheguei mais perto, assim como Katherine.
– Calma Emily! Calma – suplicou Katherine.
Um segundo homem saiu do carro e fechou a porta fortemente entrando no nosso campo de visão. Se aproximou o bastante para que o farol não o ofuscasse.
Era... O Sam?!
– Katherine? Emily? – perguntou Sam sorrindo surpreso.
– Sam?! – falamos eu e a Katy juntas.
– Peraí... Meninas? – disse e então Dean entrou no meu campo de visão, que até agora eu via apenas como um corpo musculoso.
– Não, não, está vendo mais de dois pintos nesse lugar? – perguntou Katy sarcástica e com um sorriso brincalhão no rosto.
– Enfim, garotas, precisamos falar com vocês... – disse Sam antes do Dean o interromper.
– Peraí Sam, está vendo esse estrago? – disse Dean, a dianteira do Impala estava amassada – eu não acredito que...
– Está reclamando do quê? – eu disse – olha o que você fez com o meu Chevelle...
– O que eu fiz? – ele disse se aproximando já vermelho – você que parou na droga de uma curva! – ele começou a mexer os braços e mãos para dar ênfase a sua fala.
– Ah então a culpa é minha? – eu disse irritada – você que é um péssimo motorista e não consegue frear a droga do carro. E para sua informação, a gasolina acabou, o que esperava? Que ela adivinhasse a hora certa de acabar, por exemplo em uma DROGA DE LUGAR COM ACOSTAMENTO?
– Eu sou um ótimo motorista! – ele defendeu-se — você é que é irresponsável e esquece de botar a gasolina...
Antes de percebemos, já estávamos brigando. De novo.
– Vocês podem... – Sam ia mandar nós nos calarmos quando uma voz o completou.
– Calar a boca? – disse uma voz masculina, mas pacífica.
– Quem você pensa que é para me mandar calar a boca? – eu disse irritada.
Eu e Katy nos viramos e vimos um homem, parado, com uma expressão confusa e pensativa no rosto.
Os meninos estavam tão confusos quanto nós e então Sam suspirou e sorriu.
– Emily, Katherine esse aqui é o Castiel — falou Sam nos apresentando — ele é um anjo.
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