Caçadores do amanhã

15 Visitando Missouri


Notas iniciais
Quem está estranhando a postagem muito rápida aqui? huahuahuah Pois é, eu tinha deixado a postagem programada de um capítulo não revisado da última vez, eu li ele ontem e, bem... TAH MUITO RUIM. Nunca mais posto nada sem revisar antes, prometo ><. Além de horrorosamente chato, o último capítulo foi bem pequenino comparado com o normal, então acabei decidindo postar este outro pequenino aqui mais cedo pra tentar me redimir ;) Já sabem que devem ler as notas finais, certo?? Boaa leiturinha

— MAS EU PRECISO SABEEER! — Mel esperneava enquanto Thomas tentava segurá-la.

— Criança, se controle — Missouri disse — e pare de me xingar.

— Não me ouviria te xingar se parasse de ler os meus pensamentos! — ela tentou se defender em vão — E por que você não pode me contar o que aconteceu com Sam e Dean depois de Supernatural parar de ser lançado?

Thomas revirou os olhos 'Ah, agora ela quer saber o que aconteceu com o pai' pensou.

— Não é como se eu pudesse tirar fatos do nada — ela explicou — Além disso, não cabe a mim contar essa história.

— Mas você sabe de algo — Tom deduziu — Por favor, nos conte.

— Você é um garoto sensitivo, Thomas. Não é a toa que tem os sonhos com o seu pai.

— É por isso que ele tem sonhos mais claros do que os meus? — Melanie perguntou.

— Não, Melanie, querida, você não consegue se comunicar com Dean porque tem a mesma sensibilidade de uma pedra — Mel se ofendeu, mas não discutiu, e Tom segurou o riso.

— Espera, os pesadelos são uma forma de comunicação? — ele indagou.

— Sim, uma ligação direta entre você e Sam. Entretanto, sempre participa apenas como um observador, estou certa? — Tom concordou — Isso significa que você não tem força suficiente para interagir nessa ligação, e é por isso que eu te chamei aqui. Eu posso lhe ajudar a estabelecer uma espécie de "linha fixa", com o feitiço certo você poderá tentar falar com Sam.

Os olhos de ambos Winchester se arregalaram. Falar com Sam? Se isso desse certo, suas dúvidas poderiam se esclarecidas! Prontamente, os dois concordaram em tentar o tal feitiço.

Missouri sorriu com a animação dos dois e chamou Sari entregando-lhe uma lista de coisas que precisaria para o feitiço.

— Thomas, querido, você poderia ajudar Sari? Eu preciso falar com Melanie à sós — Tom assentiu.

— Se comporte — ele disse à prima e ela respondeu mostrando a língua de um jeito infantil. Ele riu e saiu junto a Sari.

— Do que você quer falar? — Mel perguntou intrigada à Missouri que agora estava sentada ao seu lado.

— De você, Melanie.

— ...Como assim? — ela franziu o cenho. Missouri segurou a mão da jovem e fechou os olhos.

— Eu posso ver as suas lembranças, querida. Senti uma aura estranha ao seu redor, mas não imaginei que tinha passado por tanta coisa. Essa depressão e desejo de morrer me deixaram preocupada e aposto que Thomas também está.

— Eu não sou nenhuma suicida! — Missouri lhe encarou — ... Não mais — ela corrigiu — E eu não sou depressiva e só que... A morte de Doug mexeu comigo. Eu fiquei sozinha... mais sozinha do que o normal e isso acabou afetando o meu comportamento, eu confesso.

— Isso é normal, depressão pós-luto...

— Mas eu estou melhor! — Mel a interrompeu — Estou tentando... pelo Tommy. Não posso simplesmente morrer e deixar meu priminho desse jeito né — sorriu triste — Não antes de consertar o que eu fiz.

— E o que você fez de errado pra querer concertar?

— Fui eu quem o ensinou a caçar, manejar armas, falsificar documentos, correr atrás de monstros... Mostrei o lado obscuro dessa família problemática e ele acabou entrando pro "negócio da família".

— E encontrar Sam e Dean, vai resolver as coisas?

— Eu não sei, mas é o maior problema que vejo na minha frente. Talvez, quando encontrarmos Sam, Tommy deixe de lado essa ideia de ser caçador.

— Você acha que ele vai parar de caçar fácil assim?

— Honestamente? Não, mas tenho que tentar — passou a mão pelos cabelos nervosa com aquela confissão — É a única coisa que posso fazer — engoliu seco — Você pôde ver o meu passado, pode ver o futuro também? Vamos conseguir encontrar Sam?

— Eu não sou clarividente, Melanie — Missouri acariciou a mão da jovem — Mas eu tenho fé.

— Eu não acredito nessa coisa de Deus — ela encolheu os ombros — E mesmo se ele existir, com certeza não liga pra mim.

— Fé não é só religião. Fé significa esperança — Missouri disse olhando-a nos olhos — E eu não acho que Thomas precise tanto assim da sua proteção.

— É, está mais para o contrário — ela sorriu — Ele faz com que eu me sinta bem.

— Eu posso ver isso — a mais velha voltou à sua poltrona vendo que Tom e Sari já estavam voltando.

Melanie passou as mãos no rosto e respirou fundo para fingir que não tinha acontecido nada de mais na conversa com a vidente.

— Espera, você usou algum feitiço comigo pra eu te contar toda essa confissão melodramática? — ela perguntou desconfiada de que havia falado mais do que queria.

Missouri não respondeu, apenas sorriu.

—--x---x---

Sari ajudou Missouri a juntar os ingredientes em dois potes, um para Tom e outro para Mel. Eles acenderam velas e incenso espalhando-os pela sala.

— Espera, eu também tenho um pote? — Mel indagou — Não tinha dito que eu tenho a sensibilidade de uma pedra?

— É um feitiço bem forte, Melanie. Com ele, até uma pedra se tornaria capaz de se comunicar — Missouri respondeu e ela soltou um leve riso.

— Por favor, não me diga que teremos que beber isso — disse Tom olhando o pote cheio de um líquido suspeito.

— Não, tudo o que vocês vão fazer é olhar diretamente para a poção e pensar no nome do respectivo pai — a vidente explicou — Quando a imagem se formar, poderão falar com eles.

Os dois balançaram a cabeça em positivo, prontos para dar início ao feitiço, e Missouri começou a recitar o encantamento.

Um vento frio soprou fazendo com que a o fogo das velas vibrasse. Aos poucos, o conteúdo escuro dentro dos potes começou a mudar de cor, tornando-se transparente como água e depois formando uma imagem distorcida parecida com um reflexo, apesar de não refletir nada daquele local.

— Pai?! — Thomas chamou conseguindo identificar a figura de Sam idêntico ao seu sonho.

— Quem está aí? — Sam gritou de volta ao ouvir a voz.

No mesmo momento, a imagem ficou nítida na poção de Mel. Ela viu um homem acorrentado, assim como Sam e ferido também. Não sabia dizer se aquele era seu pai, pois era a primeira vez que o via e isso deu-lhe um nó na garganta inesperado.

— Dean? — disse com dificuldade e viu ele levantar os olhos procurando a origem da voz.

— O que? Quem está falando?

— Melanie... Mas isso não importa, estou aqui pra te ajudar! — Mel conseguiu voltar a falar normalmente — Onde você está?

— Preso — ele bufou irritado — Se ao menos eu soubesse onde ou como vim parar aqui — puxou as correntes numa falha tentativa de se soltar — Droga, eu tinha um encontro! Layla não vai me perdoar dessa vez...

Melanie travou ao ouvir o nome da falecida mãe. Enquanto isso, Thomas tentava se comunicar com dificuldade.

— Pai, sou eu! Thomas!

— Rowena, isso é algum tipo de pegadinha? — ele gritou furioso.

— Rowena? Não, sou eu, seu filho!

— Rowena, acho muito difícil meu filho de dois anos ter essa voz — ele debochou.

— Para de me chamar de Rowena! — Tom disse nervoso — Espera, dois anos?

— Precisa de ajuda para contar? Sim, dois anos, não importa o quanto você me bata na cabeça, eu não iria esquecer a idade do meu menino.

— O qu...?!

Subitamente as imagens de Sam e Dean desapareceram. Uma luz surgiu de dentro dos potes forçando Mel e Tom a cobrirem os olhos. Uma estranha e forte ventania surgiu na sala apagando as velas e, antes que tentassem entender o que estava acontecendo, os recipientes que estavam em cima da mesa literalmente explodiram partindo-se em vários pedacinhos e derramando o líquido escuro.

Cacos de cerâmica dos potes se espalharam para todos os lado e a poção escorria pela mesa pingando no chão. A ventania cessou aos poucos, mas já haviam vários objetos da sala derrubados por ele. Tudo aconteceu muito rápido.

— Missouri, o que foi isso?! — Melanie perguntou olhando o estado em que a sala ficou.

— Eu não sei. Acho que meu feitiço foi barrado — falou indignada — O que teria força pra fazer isso?

— Temos que tentar novamente! — Thomas exclamou com ainda mais perguntas sem resposta.

— Não consigo... — Missouri respondeu decepcionada — Desculpa.

Tom socou a mesa com ódio e Mel se jogou no sofá tentando normalizar a respiração agitada.

(...)

Tom e Mel ajudaram Missouri e Sari a limpar a bagunça que ficou a sala. Cada um realizava uma tarefa quieto com seus próprios pensamentos sobre o que acabara de acontecer.

Assim que terminaram a limpeza, os primos anunciaram que estavam de saída. Dava para sentir a decepção em suas auras e não era necessário se vidente para tal. Missouri se desculpou mais uma vez e os Winchester agradeceram a tentativa. Por pouco não obtiveram sucesso no feitiço... Se ao menos tivessem tido mais tempo antes de tudo ir aos ares...

Sari acompanhou os jovens até a porta deixando Missouri sozinha na sala. Ainda podia sentir o cheiro do incenso e a poção derramada deixou uma mancha escura no assoalho. A vidente se perguntou o que poderia ter feito tudo aquilo e não encontrou resposta.

— Não é à toa que me pediu para que falasse com esses dois. Eles estão mexendo com algo muito mais poderoso do que parece — disse sozinha — Certamente precisam de proteção, entendeu? — disse olhando para o nada acima de sua cabeça — Você não é muito de falar não é? — continuou olhando para cima, mas o silêncio permaneceu — Melanie, apesar de um tanto cabeça-dura, e Thomas possuem habilidades, já que conseguiram estabelecer uma comunicação com os pais. Não entendo como ainda não te perceberam.

Uma leve brisa se formou, mas logo desapareceu.

—--x---x---

O colchão era tão duro quanto o chão de pedra. As longas correntes amarradas aos seus membros atrapalhavam, sem falar na dor que sentia nos pulsos e tornozelos. Era impossível dormir ali.

Dean sentou-se no chão e escorou na parede pensando no estranho ocorrido de mais cedo. Encostou a cabeça na parede e fechou os olhos.

Pensou em Layla e sentiu saudades. Sentia falta de muitas coisas.. do irmão, de Cas, de Baby, de torta...

Sua sessão de meditação foi interrompida com o barulho da porta abrindo. A ruiva entrou com um balde de tinta e, com um pincel, começou a desenhar símbolos na parede ignorando a presença de Dean ali.

— O que um prisioneiro precisa fazer por um pedaço de torta e um pouco de sossego? — Dean suspirou sem resposta — Rowena, o que você está fazendo?

— Redecorando, querido — falou irônica deixando claro que não ia contar o real motivo.

— Uma garota falou comigo hoje — mudou de assunto.

— E você conseguiu o número dela?

— O nome dela era Melanie — Rowena mordeu o beiço ao ouvir o nome, o que não passou despercebido por Dean — Quem é ela?

— Não importa — ela voltou ao desenho finalizando-o — Você nunca mais vai falar com ela — disse admirando o símbolo na parede.

Dean se levantou e a encarou sério.

— Quem é ela? — repetiu e Rowena encarou os olhos verdes intensos.

— Mmm... Ok, eu posso te contar — ela resolveu — Mas só porque você é o meu novo Winchester menos odiável e porque ouvir isso vai doer lá no fundo do seu coraçãozinho.

— Desembucha logo — reclamou.

— Sua cria — disse simplesmente e Dean riu.

— Você estaria insinuando que aquela menina seria minha filha? — riu mais uma vez — Se é pra mentir na minha cara, que fosse ao menos algo crível!

— Por que eu mentiria? — questionou e Dean não soube responder.

Rowena sorriu com o silêncio e saiu trancando a porta de ferro. Dean estalou a língua intrigado. Não sabia por que a bruxa mentiria, mas aquilo não poderia ser verdade... né?

Notas finais
Então galera, me digam oq acharam, se falta alguma coisa, se tá uma bosta e tals... Críticas sempre serão bem aceitas ;) Acho que o próximo capítulo pode demorar pra vir... só estou avisando, porque o tempo tá curto e o meu cérebro tá em estado de decomposição ultimamente, aí tudo oq eu escrevo fica um cocozinhu. Prefiro demorar um pouco mais e trazer algo de qualidade para os meus poucos e amados leitores :D Acho que isso é tudo, pessoal! bjus :*