Caçadores do amanhã

12 Terapia familiar


Notas iniciais
Olaá, cambada! Estou de volta, como o prometido ;D Mereço comentários??

A escola estava repleta de carros de polícia e ambulâncias, algumas crianças curiosas espiavam pelas janelas do colégio o que estava acontecendo e os professores inutilmente tentavam acalmá-las. Garth e Bess tentaram ir diretamente à Daisy, mas tiveram que esperar, pois um policial estava fazendo algumas perguntas à ela.

Melanie e Thomas se distanciaram do casal e abordaram um outro policial para tentar entender o que tinha acontecido.

— Agente especial Allen e agente especial Smoak — Thomas os apresentou mostrando os distintivos falsos — Estávamos só de passagem quando vimos as sirenes, o que aconteceu aqui?

O policial respirou fundo e os deixou passar pelas fitas amarelas que cercavam a cena do crime pedindo para que o seguisse.

— John Harper, 7 anos — disse o policial ao chegarem perto do corpo esfacelado — Parece que foi atacado por um animal selvagem, mas eu nunca vi um ataque tão brutal nessa região.

Ambos Winchester demoraram um pouco para digerir a imagem. A cena era terrível, mal conseguiam identificar o que era o que naquele banho de sangue. O garoto, ou o que sobrou dele, tinha o peito aberto deixando as costelas aparentes, além das marcas de garras no rosto, pernas e braços.

— Sabem dizer quando aconteceu? — perguntou Mel

— É preciso fazer uma autópsia, mas creio que não faz mais de duas horas. Uma garotinha o encontrou, pobre criança... Ainda não temos suspeitos.

— Suspeitos? Não disse que foi um ataque de animal? — perguntou Tom

— É o que parece, mas, apesar de eu não ser nenhum especialista, é visível que alguns órgãos peculiares estão faltando, o coração por exemplo. É claro que não podemos tirar conclusões precipitadas antes de avaliarem o corpo — explicou.

— Se descobrirem mais alguma coisa, poderia ligar? — Mel entregou um cartão com o número do celular e o policial aceitou balançando a cabeça — Obrigada.

Os dois se distanciaram do oficial e foram ao encontro de Garth, que tentava inutilmente acalmar a esposa. Alguns homens vieram trazer Daisy que, ao avistar o grupo, correu em direção à eles. Entretanto, passou direto pelo casal e jogou os braços na cintura de Melanie escondendo as lágrimas em sua blusa. Mel ficou surpresa com aquilo e, meio sem jeito, afagou a cabeça da menina tentando acalmá-la.

De volta à casa, Daisy ainda não havia falado nenhuma palavra nem fazia menção de fazê-lo, apenas fungava o choro soltando soluços de vez em quando.

— Do que você está falando, Tommy? É claro que não foi ela! — disse Mel sussurrando do outro lado da sala para que os outros, principalmente Daisy, não os ouvisse.

— Não podemos ao menos considerar a possibilidade?

— Daisy não é lobisomem, Garth confirmou isso.

— Ah, então agora você confia nele? — estranhou — Melanie, um menino de 7 anos está morto. Temos que fazer alguma coisa.

— Eu nunca disse que não vamos fazer. Mas Daisy não é a culpada.

— Ok, coração faltando, claramente foi um lobisomem e Daisy, que por acaso é metade lobisomem, estava lá. Ela é a primeira suspeita.

— Tommy, é só uma garotinha. Eu passei um tempão com ela comendo salgadinho de queijo ontem à noite e não espirrei uma única vez. Ela é humana.

— Espera, você tinha dito que só encontrou dois pacotes de salgadinho ontem.

— Tá tá, julgue o meu furto de salgadinhos mais tarde! Ela é inocente — Thomas ainda a olhava duvidoso da afirmação — Tudo bem, você quer provas?

Melanie andou com passos firmes pela sala, parou na frente de Daisy e sacou uma arma, o que tirou várias exclamações assustadas de quem estava vendo a cena.

— Calma, galera — disse com pouco caso e tirou uma bala da arma — Daisy, você pode segurar isto pra mim?

A garotinha estendeu a mão receosa e aceitou o objeto de prata.

— Viu? Humana — Mel concluiu ao ver que o objeto não queimou sua pele.

— Okay, mas se não foi ela, quem?

— Você não estava errado quando disse que foi obra de um lobisomem e sabemos que tem vários na região.

— Vocês estão insinuando que alguém da nossa família fez isso?! — questionou Bess, que a esse ponto precisava se segurar na poltrona para não desmaiar.

— Odeio ter que dizer isso, querida, mas eles podem estar certos — pronunciou Garth — Já vimos isso acontecer antes.

— Então, bandeira verde para investigarmos os membros da família?

— Claro, não podemos permitir que uma tragédia dessas volte a acontecer...

— Ok, Garth, mas acho melhor você ficar fora dessa caçada — disse Mel — É da sua família que estamos falando e como ex-caçador você sabe mais do que ninguém o que teremos que fazer se encontrarmos o culpado... Deixe o trabalho com nós dois.

Garth respirou fundo e engoliu seco, mas balançou a cabeça concordando com Melanie.

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[Thomas' POV]

Eu e Melanie passamos o resto da manhã tentando encontrar pistas do caso, ou seja, foram horas bem pouco produtivas já que não encontramos NADA. Não haviam câmeras de segurança que pudessem pegar a imagem do assassino, os professores pareciam não saber nada e conversamos com os parentes de Garth, mas aparentemente todos estavam nas redondezas da casa na hora da morte. Certamente todos eram suspeitos, mas não tínhamos provas contra nenhum deles. Além disso, Daisy ainda não tinha contado sua versão da história, não é pra menos, aquela cena do menino morto deixou até a mim transtornado, nem imagino que tipo de trauma pode deixar em uma criança. Pior, se antes ela falava pouco, agora tinha se calado até mesmo para Bess.

Como se não bastasse isso, outra coisa que não me deixava em paz era Melanie. Ela andava muito estranha ultimamente, sem falar nas discussões frequentes que temos, até parecemos um casal de velhos que esqueceram de se divorciar! Tenho a impressão de que não se trata apenas dos nossos pontos de vista distintos sobre tudo o que envolve Sam e Dean...

Faz pouco tempo que conheci Mel, mas me sinto tão próxima à ela, como se a conhecesse a vida toda e, ao mesmo tempo, ela se faz tão reclusa e... distante. Isso faz algum sentido? Acho que estou ficando louco, ou é só a falta de sono mesmo...

Talvez isso tudo seja coisa da minha cabeça, afinal passei um bom tempo sem lembrar como é ter uma família, por mais pequena que fosse. Garth deve ter bastante experiência em lidar com familiares, talvez eu devesse conversar com ele sobre isso...

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[Melanie's POV]

Depois de algumas horas frustrantes de investigação que não levou a lugar nenhum, Tommy e eu almoçamos num restaurante de cidade para evitar outra "feliz refeição em família de lobisomens". Ele ficou quieto a maior parte do tempo, o que, por um lado, foi bom porque evitamos possíveis brigas estúpidas, mas por outro foi estranho porque ele ficava fazendo aquela cara esquisita como se estivesse discutindo consigo mesmo internamente. Preferi ficar quieta e rir mentalmente daquele pateta que era o meu primo.

É tão bizarro o jeito com que ele me faz odiá-lo e, no minuto seguinte, está me fazendo rir sem nem tentar.

Voltamos para a casa de Garth e eu subi pra ir ao banheiro (quando a natureza chama, você obedece). Quando desci encontrei Tommy e Garth na sala me esperando e eu realmente me senti como se estivesse pra ser castigada pelos meus pais com direito a sermão e tudo.

— Eu estou encrencada ou algo do tipo? — brinquei, mas recebi uma resposta mais séria do que o esperado.

— Melanie, sente-se e vamos conversar — disse Garth sorridente — Como foi o seu dia?

— ...Bem, eu acho... E o seu?

— Bom. Fantástico! Obrigado por perguntar — respondeu animado enquanto Tommy ainda me encarava sério.

— Ok, vocês estão começando a me assustar. O que está acontecendo?

— Nada. É só que vocês dois estão fazendo tanto pela minha família então nada mais justo do que eu ajudar a sua.

— Ajudar? Como assim?

— Mel, nós precisamos conversar — Tommy se pronunciou pela primeira vez.

— Sim, sim, é por meio do diálogo que conseguimos manter a harmonia em uma relação familiar — Garth reforçou.

— Conversar? É nessa hora que você vai me contar que está grávido ou algo do tipo? — ele não riu.

— Eu estou falando sério, Mel.

— Ok, sr Rabugento, só não vejo a necessidade de uma terapia de casal — ele estava começando a levar isso longe demais.

— Terapia familiar — Garth me corrigiu.

— Bom, aparentemente nós precisamos, já que não estamos conseguindo nem conversar direito.

— Você está falando da discussão da noite passada — concluí e ele balançou a cabeça — Bom, eu não quero falar sobre isso.

— Fala sério, Mel, não podemos evitar isso pra sempre.

— Eu posso tentar!

— Pelo jeito, a coisa é mais séria do que eu pensei — Garth falou consigo mesmo — Acho que isso é um trabalho para o Sr. Fizzles!

Ao dizer isso, ele tirou de vai-saber-donde um boneco de meia perturbador com olhos de botão. Olhei para Tommy e ele estava com a mesma expressão que eu ao ver o boneco.

— WTF, Garth?

Quem é Garth?!— jesuis, o bicho falou — Eu sou Sr. Fizzles!— Garth manipulava a meia fazendo uma voz esganiçada — Fala pro menino o que está passando pela sua cabeça, garota.

— É, Mel, fala comigo — sério que ele está concordando com a meia?

— A gente já falou sobre isso, você quer salvar Sam e Dean, e eu quero que os demônios saiam do nosso rabo. Simples assim.

— Se é tão simples por que parece que você está escondendo algo de mim?

Uuuuh segredos? Sr. Fizzles adora segredos!— essa meia está começando a me assustar.

— Eu não tenho que te contar tudo.

— Nós somos uma família que caça. É claro que você tem que me contar as coisas!

— Olha quem fala! Então por que você não me conta o motivo pelo qual você não dorme a noite? — ele me olhou sério — Acha que eu não notei que você levanta cedo pra correr e dirige a noite toda porque não consegue dormir? Me fala, o que te mantêm acordado? — desafiei.

Uuuuh mais segredos!— esse boneco tá qui pra ajudar ou por mais lenha na fogueira?

— Não é sobre mim que estamos falando — Thomas tentou desconversar.

— Até onde eu sei "somos uma família que caça, você tem que me contar as coisas" — repeti suas palavras.

Se você quer que ela fale com você, tem que estar disposto a falar com ela— retiro o que disse, estou começando a gostar dessa meia.

— Eu falo se você me contar quando começou essa sua tendência suicida — oi? — Na luta com Jack, em Jericho, você estava prestes a desistir; e em Lost Creek, quando você se separou do grupo e quase foi morta pelo dragão. E não venha me dizer que correr perigo faz parte do trabalho de caçar, porque eu sei tem algo a mais nisso! Ou "acha que eu não percebi"?

— Eu não tenho tendências suicidas! — praticamente gritei recebendo olhares sérios de Thomas, de Garth e da meia, principalmente da meia— Quer saber, cansei dessa bobagem de "diálogo em família" — me levantei determinada a sair daquela sala.

Você não pode simplesmente jogar os seus problemas pela janela!

— Ah é? Observe — arranquei aquela peça de roupa com olhos da mão de Garth e atirei pela janela com toda a minha força.

Aproveitei da breve confusão e saí da casa. Só ouvi Garth gritando algo como "Nãaao, Sr. Fizzles!".

—--x---x---

[Narrador's POV]

O terreno além da casa de Garth era extenso e Mel resolveu seguir para um lado que nunca tinha ido na esperança de não ser encontrada tão cedo. Foi parar nos fundos de um celeiro, onde encontrou Daisy sozinha encostada em um canto.

A garotinha observou a mais velha se aproximar bufando e batendo os pés. Não estava com vontade de falar, mas tinha gostado de conversar com Melanie na noite passada e abriu um espaço para ela se sentar ao seu lado.

— Tudo bem? — Mel perguntou puxando conversa numa tentativa de esquecer a terapia familiar que acabou trazendo mais problemas que soluções.

Daisy hesitou antes de responder — Não - 'pelo menos ela é honesta' Mel pensou — E você?

— ... Não.

Ficaram um tempo em silêncio antes de Daisy retomar a conversa.

— Por que?

— Já falei que o meu primo é um idiota? — ela balançou a cabeça — Pois é, ele é um idiota — a garotinha riu.

— O que ele fez?

— Ah, ele fica... perguntando coisas — tentou explicar balançando os braços — Coisas das quais eu não quero falar.

— Talvez ele só esteja preocupado — disse baixinho — É o que as famílias fazem... se preocupam.

Melanie soltou um suspiro pensativa.

— E a sua família? Você sabe que eles também estão preocupados com você, né?

— Não quero falar com eles, Garth vai me chamar de margarida e trazer o Sr. Fizzles — disse fazendo uma careta.

— Não conte com isso — Daisy fez uma cara de interrogação — Eu joguei o Sr. Fizzles pela janela.

— Sério? — um sorriso apareceu em seu rostinho — Ainda bem, aquela meia me dava arrepios.

— Nem me fale! — riu — Mesmo assim, Garth está fazendo seu melhor. Você deveria dar uma chance à ele — apesar do desastre de minutos atrás e do fato de não confiar plenamente nele, Mel não odiava Garth e lembrou da expressão tristonha que aparecia em seu rosto toda vez que era, de certa forma, rejeitado por Daisy.

— Ele não é o meu pai — ela falou com a cabeça baixa, mas com a voz firme — Meu pai morreu, não vai voltar.

— Acredite, eu sei como se sente... Eu também passei pelo mesmo que você — resolveu confessar lembrando que Daisy também havia passado pela horrível experiência ter o pai assassinado.

— Mas o seu pai está vivo. Você e o seu primo estão procurando por ele, não é?

— Ah, sim, quer dizer, acho que sim. Estamos procurando Dean, ele é o meu pai biológico, mas não era dele que eu estava falando. Eu tive um pai de criação, Doug. É claro que ele não era perfeito, ficava reclamando o tempo todo do aquecimento global e daqueles programas de tv sobre reformas de casas, coisa de velho sabe? E ele era péssimo cozinheiro, além de ter 33 dores diferentes na coluna e culpava cada uma das vértebras — sorriu com a lembrança — Mas, apesar de tudo, ele foi... foi muito bom comigo. Garth pode ser o mesmo com você, se você deixar — Daisy ficou quieta encarando as pontas dos pés e pensando nas palavras de Mel.

— Esse Doug, você sente falta dele? — essa pergunta fez um nó na garganta de Mel.

— Muita.

A conversa foi interrompida quando o celular de Melanie tocou e ela o atendeu. Trocou algumas palavras com a pessoa do outro lado da linha e desligou.

— Ei, Daisy, eu sei que é difícil pra você, mas poderia me contar o que exatamente aconteceu hoje de manhã? — Mel perguntou assim que encerrou a ligação.

— Não tem muito o que contar... — ela se encolheu — Não conhecia Jonh muito bem, mas hoje ele não tinha voltado do intervalo, achamos que ele tinha perdido o sinal ou algo assim. Então o professor me pediu pra ir procurar ele... e eu o achei.

— Obrigada por falar comigo, pode ajudar em alguma coisa. Um policial que conheci acabou de ligar e parece que ele achou algo que pode ter relação com o caso — Explicou — Eu preciso ir.

— Não vai chamar o seu primo?

— Não deve ser grande coisa, eu me viro sozinha — deu de ombros — Você vai ficar aqui?

— Daqui a pouco vai começar a missa de Garth. Acho que eu vou assistir — disse e Mel sorriu se despedindo.

(...)

Melanie combinou de se encontrar com o policial em uma estrada não muito longe dali. Pôde ir à pé até lá e encontrou-o junto de um parceiro e uns restos de animais.

— O que aconteceu aqui, oficial? — perguntou com uma careta ao ver as carcaças de duas aves no chão.

— Você me diz. Parece que o bicho que atacou o menino hoje de manhã ainda tem fome e, além de carne humana, gosta de galinha — o policial respondeu.

— Corações?

— Sumiram também. Devorados, provavelmente.

Melanie chegou mais perto do monte de penas ensanguentadas e sentiu o nariz coçar. Com certeza um lobisomem passou por ali e ainda deveria estar perto da casa de Garth. Mas por que atacar galinhas depois de se saciar com uma criança? Não fazia sentido.

— Boa tarde, senhores! — um homem sorridente apareceu de bicicleta — Oh, meu Deus, o que aconteceu aqui?

— Um... lobo, talvez — Mel mentiu.

— Eu conheço você, não? — ele indagou se referindo à jovem — Ah, sim! Aquela agente que me fez algumas perguntas essa manhã.

— Desculpe-me, eu fiz várias perguntas para várias pessoas essa manhã — disse Mel sem se lembrar do homem.

— Eu sou professor na escola em que... o acidente ocorreu.

— Ah, sim, sr... Radcliffe — lembrou o peculiar nome do professor e apertaram as mãos.

Ao se aproximarem, Melanie sentiu o nariz pinicando e não pôde evitar o espirro. Lembrou-se que estava sem tomar o antialérgico há algum tempo.

— Sr. Radcliffe, se não me engano, você é professor daquela menina, Daisy, não é?

— Sim, pobre criança, deve estar transtornada depois de encontrar o corpo. John era meu aluno também, devo admitir que não era dos melhores, mas não merecia um destino como aquele — balançou a cabeça.

— Com certeza, não merecia — Melanie o olhava desconfiada enquanto fungava.

— Bom, eu preciso ir. Tenham um bom dia — o homem se despediu e saiu pedalando.

Quando ele já estava distante, Mel voltou a conversar com os policiais.

— O que vocês sabem sobre esse tal de Radcliffe?

— Não muito, ele novo por aqui.

As peças começaram a se encaixar. Se seus sentidos estivessem certos, aquele homem era um lobisomem e ainda por cima culpado.

Sim, tudo fazia sentido! Ele certamente sabia que a família de Garth era formada por lobisomens, assim poderia se alimentar à vontade e a culpa facilmente cairia sobre eles. Esse homem queria culpar Daisy, por isso escolheu um aluno da mesma sala como vítima. Foi tudo planejado!

Melanie soltou outro espirro e observou o homem sumindo no horizonte. Não podia acusá-lo ou, melhor, caçá-lo em plena luz do dia e com dois policiais de testemunha. Serrou os punhos com raiva e fungou o nariz sentindo a palma da mão coçar onde o sr. Radcliffe havia tocado.

— Você deveria dar um jeito nesse seu resfriado, moça — disse um dos policiais.

— Não se preocupe. Eu vou acabar com ele.

Notas finais
Allen = Barry amorzinho Allen Smoak = Felicity amorzinho Smoak Sim, eu shippo