Caçadores do amanhã
1 Prólogo
Notas iniciais
A escuridão daquela noite abafada ocultava dois corpos que corriam nas ruas abandonadas, entretanto raros postes de luz acesos permitiam identificar superficialmente essas duas personagens: um homem que perseguia uma moça.
A jovem mal conseguia ouvir os próprios pensamentos devido ao som das batidas de seu coração e de sua respiração pesada, já o homem não aparentava cansaço, pelo contrário, parecia se divertir com a perseguição. A garota tropeçava de vez em quando nos paralelepípedos da rua e virava a cabeça constantemente verificando se tinha despistado o perseguidor, mas não gritou por socorro nenhuma vez, talvez porque o ar faltava-lhe nos pulmões ou simplesmente sabia que era inútil chamar ajuda.
Vez ou outra o homem soltava uma gargalhada baixa mostrando divertimento com a caça.
Não demorou muito para a garota tomar a infeliz decisão de virar em uma esquina desconhecida e topar com um beco sem saída. Bateu as mãos no muro desejando que tivesse força para derrubá-lo — inútil. Encostou as costas nos tijolos e escorregou até se sentar no chão. Seus pés doíam e as panturrilhas pareciam queimar com a corrida, mas não tinha tempo para pensar nisso, precisava fugir a todo custo. Tarde demais — ao levantar a cabeça avistou o homem de pé na sua frente à alguns metros de distância.
Ele era alto, vestia-se todo de preto e o penteado levemente bagunçado dava um ar juvenil; de fato, aparentava ser jovem e ainda por cima era bonito. Não demonstrou sinais de cansaço, mas caminhava lentamente em direção à moça. Esta, por sua vez, piscava forte como se tentasse acordar daquele pesadelo. Conforme ele se aproximava, ela se espremia mais contra a parede, como se pudesse se afastar mais dele e sua respiração se tornava alta e cada vez mais ofegante.
— Finalmente — sussurrou o homem — vou ser sincero, essa corridinha foi divertida — fez uma pausa para se aproximar da garota agachando na frente dela — mas me deixou faminto!
Ao ouvir essas palavras, a garota estremeceu, mas permaneceu parada. O homem voltou a cabeça para o pescoço da moça e exibiu as presas num sorriso macabro. Com esse movimento, os olhos dele se distanciaram dos dela para se concentrar em imaginar o delicioso sangue correndo por suas veias, a distração durou apenas alguns segundos, porém foi suficiente para que ela normalizasse a respiração com um suspiro e, num movimento rápido, tirasse uma seringa escondida em sua bota e enfiasse na nuca do rapaz.
— Sangue de homem morto, vadia! — a garota disse injetando o líquido vermelho no homem.
Ele se contorceu no chão soltando alguns gemidos de angústia.
— Caçadora?! — gritou entre os gemidos
— Boa noite, Edward Cullen — disse a garota e subitamente decapitou-o em um único movimento usando um facão que tinha escondido previamente atrás de uma lixeira ali perto.
Logo, uma caminhonete velha estacionou perto da moça e do corpo morto do vampiro. De dentro dela saiu um homem mais velho, que tinha uma barba por fazer grisalha e usava roupas simples e rasgadas em alguns lugares, consequência do uso excessivo.
— Nunca pensei que viveria o suficiente para ouvir você fazer uma referência à Crepúsculo — disse o velho em tom de deboche — O que vai ser depois? Vampire Diaries? — completou com uma risada.
— Cale a boca, Doug — a menina respondeu com um sorriso — E me ajude a limpar logo essa bagunça! — disse referindo-se ao corpo decepado.
— Uuuh mandona! — disse já pegando o corpo morto pra jogar na caçamba do automóvel — Depois que terminarmos aqui, iremos naquele bar que vimos quando entramos na cidade. Vamos comemorar! — disse mudando de assunto.
— Comemorar o que? — perguntou a jovem, pegando a cabeça ensanguentada do chão.
— Seu aniversário oras! — disse o velho como se fosse óbvio — Não é todo dia que Melanie Winchester faz 18 anos.
Melanie não respondeu, apenas entrou no automóvel com um sorriso de canto.
Notas finais
Talvez eu poste o primeiro capítulo até amanhã...
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