Caçadores do amanhã

4 Primeiro dia de escola


Notas iniciais
Saudações aos meus poucos leitores!! Peço mil desculpas pela demora e pelo capítulo chatinho, mas prometo que vou recompensá-los em breve ;) Boa leitura

Jericho, Califórnia

31 de Janeiro, 7:25 AM

Melanie acordou com a luz do sol que entrava pela janela e xingou mentalmente quem deixou as cortinas abertas (ou seja, ela mesma). Resmungou com a dificuldade em abrir os olhos devido à claridade. "Merda!" gritou ao conferir o relógio, 7:25. As aulas iriam começar às 7:30!

Levantou da cama num salto e quase escorregou em uma embalagem de bala de banana jogada no chão. Se arrumou correndo (vale lembrar que, para Mel, "se arrumar correndo" significa mastigar um pouco de pasta de dentes e calçar os velhos tênis surrados) e, meio atrapalhada, pegou a mochila na qual guardava suas poucas roupas e despejou o conteúdo em cima da cama.

Começou a colocar rapidamente alguns objetos dentro da mochila: arma, munição de sal, faca de prata, água benta e uma caneta roubada do motel (para fazer anotações na aula, obviamente!). Além disso, carregava no bolso um pequeno frasco com líquido inflamável e isqueiro, caso precisasse cremar algum corpo. Resumidamente, só levava o necessário para enfrentar o primeiro dia de aula.

Jogou a mochila na caminhonete e dirigiu até a escola. Ao chegar lá, correu até a sala da diretora encontrando a sra. Rosen com aquela cara que diretoras ranzinzas normalmente fazem, com um olhar de reprovação pelo atraso da jovem. A mulher não disse nada, apenas entregou um papel para Mel que indicava as salas e as aulas que teria naquele dia.

Correu pelos corredores vazios e abriu a porta da sala fazendo um barulho mais alto do que gostaria. Todos a olharam com estranheza. O professor foi compreensivo e apenas indicou onde ela deveria se sentar. Mel ficou um pouco envergonhada com tantos olhos a seguindo, ainda mais porque estava com as mesmas roupas amassadas com que dormira e os cabelos bagunçados.

As duas primeiras aulas seguiram tranquilas (ela cochilou na maior parte do tempo) e o sinal do intervalo tocou, assim como o estômago vazio de Mel. Teria 30 minutos de descanso, o que calculou como sendo mais do que o suficiente para buscar informação sobre os desaparecidos do caso e ainda fazer uma boquinha.

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Andover High School

9:30 AM

[Thomas' POV]

Aproveitei o horário do intervalo dos alunos para buscar algo para comer na máquina de lanches do refeitório. Quando voltei para quadra, pude notar que havia alguém escondido atrás da arquibancada e me aproximei um pouco para ver quem estava lá. Descobri que não era uma e, sim, duas pessoas: Mel e um cara se beijando. Aquele não era o primeiro dia dela? Poxa, ela é rápida! Saí de fininho para que não me notassem e fui para minha sala.

Mais tarde, as aulas já haviam sido retomadas, mas eu precisei ir até a sala da diretora entregar a ela uma papelada. Odiava ter que fazer aquilo, pois correria altamente o risco de ser assediado pela baranga. Pensava nisso enquanto andava pelo corredor e avistei Mel de mãos dadas com outro rapaz matando aula. Eles entraram silenciosos na salinha do faxineiro. Poxa, ela já estava com outro? Caraca, ela é rápida x2! Dei de ombros e segui meu caminho.

Na aula que se seguiu, pedi para que os alunos formassem times que revezariam na quadra num jogo de vôlei. Mel estava nessa aula (meu Deus, parece que essa menina me persegue!) e não pude deixar de notar ela conversando bem próxima — ênfase no BEM PRÓXIMA— a um terceiro rapaz. Sem comentários.

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[Melanie's POV]

Recolher informações naquele colégio era F Á C I L! Muito mais fácil do que seria se eu estivesse disfarçada de agente do FBI. Só precisava de um pouco de provocação e os meninos já saiam contando tudo o que sabiam!

Olhei o papel que a diretora baranga me entregou hoje de manhã e vi que teria mais duas aulas de biologia antes da saída. Resolvi que usaria esse tempo para rever o caso. Pedi uma folha de papel para a menina do meu lado e comecei a fazer anotações com a única caneta que possuía.

"Desaparecimentos da Estrada Breckenridge:

• Grant Ward: líder do time de futebol, sonho de toda garota, notas podres, maior galinha do colégio, odiado por muitos cornos, corações partidos por onde quer que passava. Voltava tarde de um treino quando desapareceu.

• Eobard Thawne: menino tímido, notas razoáveis, tinha alguns amigos de infância no colégio e uma namorada. Voltava de uma festa quando desapareceu."

Eles não tinham absolutamente nada de semelhante, a não ser o sexo e o colégio.

Suspirei derrotada. Além de tudo, não conseguia me concentrar, pois a lembrança dos sonhos que venho tendo não saiam da minha cabeça. Eles haviam se tornado mais frequentes e mais claros também, muitas vezes eu conseguia discernir algumas palavras, normalmente eram "irmão", "família" e "condenado".

Outra coisa que ainda me incomodava era aquela notícia no jornal sobre o Winchester salvador de cãezinhos. Obviamente, a busca que fiz na lista de alunos do colégio não deu em nada. O jornal dizia "jovem Winchester", então não poderia ser Dean, pois, pelo que Doug me contou, meu pai biológico teria hoje quase 60 anos! Seria um irmão ou talvez primo meu... se me lembro bem, Dean tinha um irmão... Sam eu acho... Não queria dar tanta importância a isso, deve ser apenas uma coincidência, afinal qual seria a probabilidade de eu encontrar um parente desconhecido em uma cidade na qual cheguei ao acaso?

Bufei me sentindo pesada com tantos pensamentos latejando no meu cérebro. Deitei a cabeça na carteira e comecei a rabiscar na mesa. O professor estava falando algo sobre leptóteno ou zigóteno (seja lá o que isso for) e sua voz era uma perfeita canção de ninar.

Não sei quanto tempo se passou desde que peguei no sono, deve ter sido bastante, pois quando acordei as aulas já haviam terminado e restavam poucas pessoas na sala. Me espreguicei notando que havia escrito "Winchester" na mesa enquanto dormia. Ignorei, joguei a mochila nas costas e me retirei da sala.

Andei na direção contrária a da maioria dos alunos, pois tinha estacionado a caminhonete nos fundos do colégio. Não havia ninguém lá, a não ser um cara alto e meio gordo que tinha vários piercings no rosto; ele estava segurando pela gola da camisa um pequeno magrelo de óculos. Evidenciei aquela clássica cena de bullying dos filmes adolescentes.

— Ei! — gritei para chamar a atenção — Por que você não mexe com alguém do seu tamanho?

Ele praticamente jogou o menino no chão e este saiu correndo. O valentão virou-se para mim olhando-me de cima.

— Tipo quem?! — falou perto de mim e deu pra sentir o hálito podre dele.

— Tipo eu! — falei e pisei em seu pé com toda a força que tinha. Ele se encurvou com a dor do ataque surpresa — Olha só, agora a gente tem quase a mesma altura!

Ele ficou enfurecido e tentou desferir um soco em mim, mas eu desviei rapidamente me agachando e ainda aproveitei o movimento para dar-lhe uma rasteira. Ele caiu e eu esperei que levantasse prestando atenção para não ser pega desprevenida pelo grandalhão. Já de pé, ele tentou dar outro soco (acho que é o único golpe que conhece) defendi com o antebraço e enfiei meu punho no meio de seu rosto.

Acho que peguei pesado, porque ele caiu no chão gritando de dor com as duas mãos cobrindo a face. Não deu tempo de fazer algo, pois senti uma mão me puxando pelo pulso e saímos correndo. Logo percebi que era Tom me levando apressadamente à sua sala.

— Ei, a gente não deveria ajudar o garoto? — achei estranho um professor deixar um aluno daquele jeito.

— Ele vai ficar bem, além disso, ele mereceu — acho que ele notou a minha cara de interrogação e começou a explicar — Sabe o magricela? Ele saiu correndo pra chamar a diretora, ela vai tomar providências com relação ao nariz do grandão, mas ela também iria te dar uma bela de uma suspensão. Te salvei por enquanto.

— Livrei a barra do desgraçado e ele ainda ia me entregar para as autoridades! — disse indignada — Valeu — agradeci.

— Não foi nada. Venha, deixe-me ver esse braço — disse tirando um kit de primeiros-socorros da gaveta.

— Não está tão mal assim — falei esticando o braço.

Tom apenas passou uma pomada na vermelhidão que se formou ali (provavelmente ficaria roxo futuramente) e depois me assustou quando foi passar no meu rosto. Já tinha esquecido da marca que estava na minha bochecha.

— Conseguiu esse aqui lutando com algum valentão também? — perguntou com o dedo no hematoma da minha cara.

— ...Digamos que sim — respondi lembrando da luta com o demônio.

Quando ele terminou, eu agradeci e me levantei deixando um papel amassado cair do meu bolso sem querer. Tom se agachou para pegá-lo, eu lembrei do que se tratava e entrei num breve desespero.

— "Desaparecimentos da Estrada Breckenridge" — leu em voz alta — O que é isso?

— Isso? São só algumas anotações que eu fiz, porque... — meu cérebro trabalhava a mil para bolar uma mentira — ... porque eu escrevo um... um blog! Isso! Eu escrevo um blog sobre... sobre coisas sobrenaturais! — nossa, que mentira mais cabeluda.

— Ah — respondeu simplesmente me devolvendo o papel — ... legal.

Não sei dizer se esse "legal" foi de "legal", "legal!" ou só "legal". Nem eu estou me entendendo mais. Fiz questão de sair bem rapidinho sem levantar muitas suspeitas. Espero que ele tenha engolido a desculpa do blog...

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5:15 PM

Voltei para o motel e fiquei horas analisando o caso. Colei várias notícias, fotos e anotações na parede tentando descobrir o que poderia ser aquilo. De acordo com as pesquisas, o histórico da Estrada Breckenridge era muito peculiar, pois desaparecimentos ocorriam nessa estrada frequentemente desde muito tempo atrás, mas pararam subitamente em 2005. Por que voltariam agora?

Além disso, um dos meus garotos-informações me contou sobre a história de maldição sobre o colégio, algo sobre ele ter sido construído num antigo cemitério, clássica historinha inventada por alunos. Facilmente excluí a possibilidade de uma maldição, pois estava claro que se tratava de um espírito vingativo que ficava na estrada. Passei o detector EMF lá antes de voltar para o motel e o resultado foi positivo. Entretanto, ainda não entendia o porquê de esse fantasma ter escolhido apenas os dois jovens, que eram tão diferentes um do outro!

Precisava de mais informações sobre esses dois desaparecidos, talvez eles tivessem algo em comum que passasse despercebido até mesmo pelos amigos, um segredo talvez. Olhei o meu celular conferindo a data, era uma sexta-feira (breve observação: que tipo de colégio começa o ano letivo numa quinta-feira?!) e os funcionários do colégio provavelmente sairiam o mais cedo possível para começar logo o fim de semana, portanto daqui à umas duas horas o local estaria vazio e eu poderia dar uma xereteada nos armários de Grant e Eobard (eu tinha o número dos armários na ficha que roubei da diretoria!). Era perfeito!

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Andover High School

7:20 PM

Destranquei as portas dos fundos usando uma técnica que aprendi com Doug. Os corredores estavam vazios e as luzes apagadas, como o esperado. Eu estava usando uma lanterna para iluminar os armários procurando um número específico, quando ouvi um barulho e apaguei a lanterna rapidamente. Andei devagar, o som havia vindo da quadra, me aproximei cautelosamente e, de repente, um vulto apareceu na minha frente. Soquei-o o mais forte que consegui e ele caiu no chão feito um saco de batatas. Acendi a lanterna para ver quem era e me deparei com Tom desmaiado.

— Merda, Tommy! — praguejei.

Se fosse qualquer outra pessoa, deixaria-o ali desmaiado para acordar sem saber o que aconteceu, mas não podia fazer isso com Tom, não depois dele ter sido tão legal comigo!

Andei por um tempo de um lado pro outro sem saber se deveria deixá-lo ali ou não. Resolvi que não e o carreguei com certa dificuldade até a salinha do faxineiro.

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[Narrador POV]

Thomas começou a abrir os olhos devagar sentindo uma ardência na maçã do rosto. Quando abriu totalmente os olhos, viu primeiro Mel e depois começou a olhar em volta tentando entender o que estava acontecendo. Estava na salinha do faxineiro sentado em uma carteira quebrada.

— Mel? ... Mas o quê?! — se assustou ao notar que estava amarrado à cadeira.

— Tom, eu preciso que se acalme — disse Mel pensando em como iria se explicar.

— Merda, Mel! O que está acontecendo? — disse tentando se soltar.

— Ei ei! Calma ai, tigrão, desse jeito você vai se machucar — falou enquanto cortava as cordas com uma faca.

Assim que Tom se livrou das amarras, Mel jogou a faca no chão e levantou os braços deixando claro que não tinha a mínima intenção de machucá-lo. Thomas estava um pouco ofegante e encarava Mel esperando por uma explicação.

— ... É... complicado... — Melanie passava as mãos nos cabelos tentando encontrar as palavras certas. Tom pôs a mão na bochecha fazendo uma cara de dor — Você me assustou e eu te soquei — tentou explicar rapidamente.

— E você sai batendo em tudo o que te assusta? — perguntou irônico e meio irritado com a situação.

— ... Basicamente — concluiu — O que você está fazendo aqui à essa hora, afinal?

— Acho que não sou eu que devo explicações aqui — suspirou — Eu vim buscar uma coisa na minha sala, inclusive, era pra você!

— Para mim? — perguntou confusa.

Tom tirou do bolso de sua jaqueta um caderno de capa de couro e estendeu na direção da garota.

— Era do meu pai, acho que ele tinha um certo interesse por coisas sobrenaturais como você. Pensei que seria legal se você desse uma olhada, mas tudo o que eu ganhei com essa boa ação foi esse olho roxo — bufou ainda meio irritado.

Melanie abriu o caderno e passou os dedos pelas iniciais H.W. na contracapa. Folheou vendo os desenhos macabros, as anotações e os recortes de jornal com atenção.

— Fala sério! — disse pausadamente.

— Bem legal né! Você até pode usar uma dessas histórias no seu blog.

— É muito mais do que isso — falava sem tirar os olhos do caderno — Olha só, bala de prata no coração para lobisomens, sangue de homem morto para vampiros e exorcismo para demônios! — disse animada — Isso aqui é de verdade! Um verdadeiro diário de caçador! E se isso pertencia ao seu pai, isso significa que...

Mel parou de falar subitamente ao pregar os olhos na última folha do caderno. "DEAN 35-111" leu. Respirou fundo tentando se controlar, levantou a cabeça para Tom e o encarou.

— Qual é o seu nome?

— Como assim, Mel?

— Só responda a pergunta — ela começou a elevar a voz.

— Thomas Winchester...

— Você é o salvador de cães do jornal! Espera, o nome do seu pai, qual é o nome do seu pai?

— ... Samuel, por que?

— Sammy, Sam Winchester — repetiu — Ele tinha um irmão, certo?

— Acho que sim, mas eu nunca o conheci pessoalmente. O nome dele era...

— Dean! — Mel o completou com um enorme sorriso no rosto.

— ...ok agora sim você está começando a me assustar de verdade. Melody, como você sabe disso?

— Eu sei disso porque o meu nome não é Melody! Meu nome é Melanie Winchester, sou filha de Dean Winchester, irmão de Sam! O que significa que nós somos... primos!

— O que? Pera, vai com calma, por que você mentiu sobre o seu nome?

— Porque eu estou num caso! Porque eu sou caçadora, assim como os nossos pais!

— Caçadora?

— Isso isso! Aqui — disse mostrando o caderno e gesticulando excessivamente — Tudo isso é real! E eu caço todos eles! Agora eu estou caçando um espírito vingativo preso à Estrada Breckenridge e...

Mel parou quando percebeu a expressão que Tom tinha em seu rosto e o enorme sorriso da jovem se desfez.

—... E você não acredita.

— Não é isso. Quer dizer, sim, não... Não, eu não acredito — suspirou — Olha, Mel, não me leve a mal, é só que isso tudo é...

Melanie não esperou ele terminar e saiu da sala andando rápido sem olhar para trás. Tom passou as mãos no rosto e soltou um longo suspiro. Não tinha a intenção de magoá-la, mas aquilo era muita loucura de uma vez só! Ok, TALVEZ ela fosse sua prima, mas como levá-la a sério quando falava de toda aquela baboseira de caçadora e fantasmas?! Tom se retirou da sala tentando esquecer aquilo e desejando ter ficado em casa em vez de ir buscar aquele caderno idiota.

Quando estava saindo do colégio ficou surpreso ao encontrar Mel escorada em sua caminhonete esperando por ele.

— Está tarde, eu te dou uma carona — disse e entrou no veículo antes de ouvir uma resposta.

Tom hesitou um pouco, achava que ela estava brava com ele.

— Antes que eu mude de ideia! — falou colocando a cabeça pra fora do carro.

Ele ficou um pouco relutante, mas acabou aceitando e entrando na caminhonete. Não queria ficar de mal com a menina, pois sentia que tinha feito uma amizade que não queria perder, além disso, Mel causava sensações estranhas nele, como se precisasse protegê-la. Não era nada como um interesse amoroso, muito diferente disso, por algum motivo ele a via como a irmãzinha que nunca teve. Talvez fossem realmente primos.

— Antes, eu preciso fazer uma pergunta estranha — Mel disse enquanto virava a chave — Você já foi infiel?

— ... Não. Por que?

— Porque nós vamos pegar a Estrada Breckenridge e você pode não acreditar em fantasmas, mas eu acredito.

Notas finais
Obs1: alguém notou que o nome da nossa diretora baranga é Rosen em homenagem à nossa querida Becky Rosen? Nãoo?? Tudo bem, eu também não notaria xD Obs2: queria pedir desculpas novamente pela demora... Eu estive de mudança na mesma semana do meu aniversário (pois é gente, eu já tenho idade pra ir pra cadeia :D) e foi tudo uma bagunça só! Obs3: Comentáriosss???