Caçadores do amanhã

10 Apenas uma love story pt2


Notas iniciais
Escrevi ouvindo say something...

[Thomas' POV]

Era por volta das três da manhã, portanto resolvi voltar para o motel. Deixei um bilhete e um simples café da manhã preparado para quando Karen acordasse e saí. Não queria ter que sair assim, mas seria mancada da minha parte deixar Mel cuidando do caso sozinha.

Entrei no quarto encontrando as luzes acesas e Melanie com a cara colada no computador.

— Eu disse que não precisava esperar acordada.

— Quem disse que eu estava esperando? Estava pesquisando e monitorando o hospital caso a coisa volte a atacar.

— Você tomou tudo isso?! — tinha uns vinte copos descartáveis de café vazios jogados em cima da mesa e pelo chão!

— Sim — respondeu simplesmente — O pior é que não achei nada que possa parar esse tal de Lethe — disse se espreguiçando — Como foi a noite? Pelo jeito bem mais divertida que a minha — disse com um olhar malicioso.

— Foi boa — tentei parecer sério, mas um sorriso de canto me escapou.

— E você deixou ela no meio da noite assim?

— Deixei um bilhete, ela vai entender.

— Por favor, me diga que não fez o café da manhã — fiz uma cara de interrogação — Você fez, não foi? O que eu te disse sobre o "modo caçador"? Ah, não tenho energias nem para discutir isso — disse se jogando na cama — Sua vez de monitorar os vídeos de segurança.

Melanie se virou nas cobertas e caiu no sono abraçada com o travesseiro. Mal tive tempo de trocar de roupa e uma movimentação estranha chamou-me a atenção na imagem das câmeras de vigilância.

— Mel! Melanie! — chamei sem resultados — MELANIE! — ela levantou assustada com um sapato que joguei em sua direção.

— VOCÊ TÁ QUERENDO MORRER, MOLEQUE?! — disse jogando o sapato de volta.

— Olha isso! — falei e ela se aproximou ainda meio ranzinza para olhar a tela do computador.

Em uma sala vazia, de tempos em tempos, um estranho flash de luz brilhava.

— Ok, isso é estranho... Acha que pode ser o nosso monstro?

— E teria outra explicação? Merda!

— O que foi?

— Esse cara — apontei para uma outra parte do hospital mostrada na tela — Dr.... Oswald eu acho, ele está indo direto pra sala da luz! E ele se encaixa no padrão!

— Que padrão?

— O padrão das vítimas: sofrimento. Todas as vítimas estavam passado por algum tipo de perda ou dor. Esse cara teve uma briga séria com a filha recentemente, acredito que ele possa ser o próximo!

— E o que estamos esperando?! — falou colocando a arma na parte de trás das calças da moletom que usava e pegou as chaves do Impala.

Saímos ignorando todos os sinais vermelhos na esperança de conseguir chegar a tempo no hospital.

—--x---x---

[Narrador POV]

Duas sequências de passos correram rápido pelo corredor e abriu-se uma porta num estrondo. Entretanto, era tarde demais. Encontraram o homem desacordado no chão e uma segunda figura de pé em frente a sua vítima.

Instintivamente Tom e Mel, ainda ofegantes, apontaram suas armas para a figura desconhecida. Para a surpresa deles, não era um monstro de garras e dentes afiados ou pútrido, como estavam acostumados a lidar. Tratava-se de uma mulher muito bonita de pele clara, tinha cabelos cacheados castanhos adornados por uma coroa de flores, usava um vestido feito de um pano claro e simples que arrastava no chão e carregava em suas mãos um jarro de barro coberto por desenhos e palavras em outra língua que não puderam entender.

— O que você fez com ele? — perguntou Mel segurando firmemente a arma na direção da mulher enquanto Tom checava o doutor caído no chão.

— Ele está vivo — informou Thomas e voltou a apontar sua arma.

— Então é assim que os humanos retribuem a boa ação dos deuses hoje em dia? Com esses brinquedinhos de pólvora? Devo dizer que a raça de vocês já foi mais cordial alguns séculos atrás — a mulher falou pela primeira vez.

— Quem é você, ou melhor, o que é você? ... Lethe? — arriscou Mel e a mulher bufou antes de responder.

— Vocês deveriam saber que o meu nome é Mnemosine.

— Primeiro de tudo, Minemonemo what? Segundo, que boa ação? Até onde eu sei boas ações são BOAS — a mulher pareceu ficar ofendida com o comentário.

— Mais respeito, garota, eu sou a deusa grega que conquistou novos poderes em pleno século de esquecimento das antigas mitologias, não sou pouca coisa! E tudo o que eu fiz nos últimos dias foi conceder generosamente o desejo de alguma almas tristonhas.

— Poderes? Desejos?

— Todos têm algo do qual querem esquecer. Uma dor profunda, perdas, arrependimentos... Tudo o que eu fiz foi ajudá-las a apagar algumas memórias.

— Apagar alguma memórias? Essas pessoas morreram!

— Efeitos colaterais — respondeu com pouco caso — Não é fácil medir lembranças, eventualmente mais algumas coisas acabam sendo apagadas. Algumas pessoas se esquecem de como respirar, fazer com que o coração bata ou simplesmente perdem a noção da própria mortalidade... Não é algo previsível.

— Apenas algumas consequências — Mel disse irônica.

— Podem dizer o que quiserem, não podem me impedir — disse exibindo um sorriso e simplesmente desapareceu.

—--x---x---

Foi uma manhã conturbada no hospital, funcionários e repórteres por toda a parte e andando de um lado ao outro tentando fazer seus respectivos trabalhos. Um homem em uma cadeira de rodas guiado por uma enfermeira atravessou o corredor de uma sala a outra e foi seguido por flashes e gritaria. Uma voz no meio de muitas outras perguntou algo sobre sua filha, o homem não respondeu a nenhuma das questões e continuou sendo empurrado até desaparecer atrás da porta, mas uma expressão confusa tomou a sua face quando ouviu aquela palavra... "Filha".

— No fim, o coitado conseguiu o que queria — disse Thomas sentando-se ao lado de Mel em um banco no fim do corredor de onde assistiam a movimentação — Apagou a memória da própria filha.

— Também se esqueceu de como andar — respondeu Mel soltando um bocejo — Acho que mereceu. Quem faz uma coisa dessas com a própria filha?

— A garota fugiu de casa faz alguns dias, estão tentando entrar em contato com ela e avisar-lhe sobre o pai.

— O que vamos fazer? — perguntou com as pálpebras pesadas.

— De volta à lição de casa, provavelmente. Descobrir como parar aquela tal de Minemoseiláoquê e... — ia falar mais alguma coisa, mas viu que Melanie caíra no sono sentada ali mesmo.

Tom soltou um sorriso de canto e a cobriu com o casaco que usava. Fazia tempo que ela não dormia devidamente e merecia um descanso.

Ficou mais algum tempo ali observando o vai e vem das pessoas no hospital até que uma voz chamou o seu nome. Ele se levantou encontrando os olhos azuis que tanto gostava. Tentou começar uma frase, mas foi interrompido quando ela o agarrou pela mão e o levou para dentro de uma sala mais à frente. Ela fechou a porta, puxou-o pela camisa e colou sua boca na dele. Ao se separarem, Thomas encontrou os olhos da mulher marejados.

— O que foi? — perguntou meio preocupado.

— Precisamos conversar — respondeu Karen se afastando dele.

— É sobre eu ter indo embora ontem à noite? Porque eu deixei um bilhete e...

— E café da manhã — ela completou com um sorriso — Foi a coisa mais fofa que alguém já fez pra mim — ela abaixou o rosto nervosa com o que iria dizer.

— Então o que há de errado? — perguntou com um sorriso tentando acalmá-la.

— Eu só tive coragem de chamar você pra sair porque as minhas amigas me convenceram a te ligar, isso não deveria ter ido tão longe... Não podemos ficar juntos — mordeu o beiço ao soltar aquelas palavras e engoliu seco antes de continuar — Thomas, você é o homem mais incrível que eu já conheci e merece alguém muito, muito melhor do que eu.

— Eu não entendo...

— Olhe a sua volta. Sabe onde estamos?

Thomas não entendeu o motivo da pergunta, mas olhou ao seu redor. Haviam algumas cadeiras reclináveis e aparelhos médicos dos quais guardava más lembranças.

— Aqui é onde os pacientes fazem quimioterapia. É onde você trabalha, certo?

— Não é só onde eu trabalho, é onde eu recebo tratamento — ela passou as mãos na cabeça retirando as madeixas falsas e não conseguiu evitar que uma lágrima rolasse pelo seu rosto — Eu estou morrendo. Irônico né? Uma médica de câncer sofrer dessa mesma doença — soltou um sorriso triste.

Thomas recuou alguns passos como se tivesse sido atingido fisicamente pela notícia. Não conseguiu dizer nada e Karen não pode tentar adivinhar o que passava por sua mente, pois ele abaixou a cabeça e ficou naquele estado de choque por um tempo.

— Diga alguma coisa — ela soltou uma súplica com a voz estremecida.

Ele não respondeu. Virou os calcanhares e saiu depressa da sala. As pernas de Karen fraquejaram e foram ao chão enquanto assistia-o ir embora sem poder fazer nada além de derramar lágrimas.

—--x---x--

Melanie entrou no quarto de hotel abrindo a porta vagarosamente encontrando Thomas sentado no pé da cama com o notebook no colo. Tirou o casaco emprestado que ia até seus joelhos e sentou-se ao lado dele.

— Oi — ele disse sem tirar os olhos do computador — Eu pesquisei um pouco sobre a tal Mnemosine e ela é realmente uma deusa grega, a personificação da própria memória e filha da primeira geração de divindades da Grécia. O que me levou a questionar o porquê dela estar tirando a memória das pessoas.

— Tommy... — chamou Mel, mas foi ignorada.

— Então eu me deparei com isso: "Ironicamente a deusa Mnemosine foi praticamente esquecida, perdida nas brumas do tempo". Visto o jeito que ela falava da sua posição de deusa e de seus poderes, acho que o que ela quer é simplesmente ser lembrada e adorada pela raça humana, mesmo que para isso siga o caminho contrário a sua própria natureza. Aquele jarro que ela carregava, tenho quase certeza que é um objeto enfeitiçado para guardar águas do rio Lethe e por isso aquele nome que encontrei no teto, então o jeito de pará-la seria tirar o jarro dela. Acha que pode funcionar?

— Tommy, você está bem?

Tom olhou-a nos olhos vendo a preocupação refletida neles e instintivamente desviou o olhar.

— Por que a pergunta? — tentou desconversar.

— Talvez porque você me deixou dormindo sentada numa porcaria de banco por umas cinco horas sentidas no meu traseiro e, como se não bastasse, veio embora com o carro me obrigando a andar até aqui — Tom fez uma cara de "foi mal, esqueci completamente da sua existência" e Mel respirou fundo para controlar os nervos — Além disso, vi Karen e ela não parecia muito bem. O que aconteceu entre vocês?

Thomas percebeu que não ia conseguir se livrar da pergunta e respirou fundo antes de falar.

— Ela está... doente. Câncer — disse a palavra como se doesse ao sair de sua boca.

— Espera, ela não era médica de câncer?

— É, mas isso não a faz imune a doença.

— ... E o que você disse à ela?

— Nada. Não consegui — ele passou as mãos nos cabelos nervoso ao lembrar.

— Nada? Deu as costas em silêncio? Não parece algo que você faria — ela estranhou.

— Eu sei, foi ridículo. Mas não consegui fazer mais nada além de fugir — confessou humilhado — Eu sou tão idiota. Ela é quem está sofrendo, como eu pude fazer uma coisa dessas? Abandoná-la?

— Então, por que fez isso?

— Eu não sabia o que fazer. A intenção nunca foi ficar por muito tempo na cidade, mas como simplesmente deixá-la desse jeito depois de receber essa notícia? Por outro lado, nós temos coisas maiores para resolver, encontrar Garth, encontrar nossos pais! Além disso eu não sei se seria capaz de ficar, passar por tudo o que eu passei com a minha mãe de novo... De todos os monstros que eu já vi e li sobre, câncer ainda é o mais horrível de todos — Mel o olhava com o cenho franzido sem saber ao certo o que dizer — Mas é tão egoísta! Eu gosto dela e deveria ficar ao seu lado, é a coisa certa, né?

— Eu acho que você deveria ir.

— É claro que você acha. Também vai me dizer "eu te avisei" sobre a Karen?

— Ei, se existe uma opção errada, com certeza é abandoná-la. Eu nunca disse que achava certo partir, só estou dizendo que tudo bem proteger a si mesmo as vezes — passou a mão no rosto dele secando uma única lágrima que lhe escapou sem que percebesse — É claro que a minha opinião não é a que importa. A escolha é sua e... eu não acredito que vou dizer isso, mas qualquer que seja ela, ficar ou ir, eu vou estar ao seu lado.

— Mesmo se eu ficar? E se nunca descobrirmos o que aconteceu com os nossos pais? E se os demônios voltarem atrás de nós?

— ... Eu não sei — disse encolhendo os ombros — Damos um jeito, juntos. Eu finalmente encontrei uma família, não pense que irei desistir de você tão fácil assim — repetiu a frase que ouviu fazendo uma careta que conseguiu arrancar-lhe um modesto riso.

Por mais incrível que pareça, Melanie tinha conseguido tirar um pouco do peso das costas de Thomas. Fazia tempo que não se sentia daquele jeito, acolhido. Notou o quanto sentia falta de ter uma família, uma dor que Mel extinguiu rapidamente. Ter o apoio dela significava tudo e um pouco mais, tinha sorte de tê-la consigo.

— Aaah, chega de momento melodrama — disse ela se espreguiçando — Acho que vou tomar um banho. Você dormiu? Deveria descansar um pouco.

— Não, eu estou bem. Vou ficar mais um tempo e pesqui...

Não conseguiu terminar a frase. Viu na tela uma cena que o fez estremecer.

Num reflexo, ele jogou o notebook em cima da cama e correu saindo do quarto e batendo a porta com força. Ouviu Melanie chamando seu nome confusa com o que estava acontecendo, mas seu grito ficou distante. Seu corpo não respondia, agia pelo instinto. Era como se sua mente tivesse ficado entorpecida pelo medo e os músculos movidos pelo desespero. Correu e foi diferente de todas as manhãs, pela primeira vez não sentia como se estivesse fugindo de algo. Pela primeira vez, corria por algo, ou melhor, por alguém.

Sentiu as pernas arderem e o pulmão falhar, mas continuou até que chegasse ao seu limite. Entrou no hospital ignorando as pessoas que o observavam e buscou a sala que procurava já com a visão turva. Abriu uma porta forçando-a com o ombro encontrando a cena que mais temia: Karen estava desacordada no chão e Mnemosine se encontrava em frente a ela.

Ele caiu de joelhos e pegou-a em seus braços enquanto mil coisas passavam por sua cabeça. Era tarde demais, mas o que ela havia pedido? Esquecer-se do câncer? E se acabasse esquecendo de outras coisas como as outras vítimas? Mnemosine estava logo ali, o que fazer? Não sabia ainda como acabar com a raça da desgraçada.

Eram tantas coisas, tantas perguntas, que ficou paralisado com olhar preso a mulher em seus braços.

— Eu quase tenho pena de você — a deusa começou a falar — Agora você vai saber como eu me sinto... Mas eu posso te ajudar. Essa dor que você está sentindo, eu posso acabar com ela. Basta pedir e eu lhe darei uma bebida muito melhor que álcool, seus problemas sumirão de sua mente, literalmente.

A mulher de voz sedutora deu um passo a frente e estendeu o jarro de barro que carregava em suas mãos.

— Basta pedir — repetiu.

— NÃO! — o grito foi acompanhado pelo som de um tiro.

O jarro se partiu em vários pedaços derrubando todo o conteúdo em Mnemosine. A mulher gritou em desespero e se desfez, como se derretesse em ácido. Uma grande poça transparente d'água se formou e desapareceu como mágica por entre as frestas do piso, como se voltasse aos submundo de onde veio.

— "A personificação da própria memória", apagada pelas águas do rio Lethe... — analisou Mel parada na porta ainda com a arma em mãos — Adeus, Bruxa má do Oeste.

Thomas sentiu seus braços mexerem e Mel saiu para buscar ajuda. Karen acordou às tosses e abriu os olhos vagarosamente sentindo uma forte dor de cabeça.

— Ei, você está bem? Como está se sentindo?

— O que aconteceu? — ela perguntou se esforçando para manter-se consciente — Quem é você?

A pergunta deu-lhe um nó na garganta. Era isso que ela tinha pedido à deusa. Ele mordeu o lábio inferior que tremeu ao ver nos olhos azuis confusos.

— Você vai ficar bem. Vai ficar tudo bem — foi só o que conseguiu dizer e a apertou em seus braços.

—--x---x---

Já estava escuro e a lua brilhava no céu estrelado. Thomas entrou vagarosamente na sala sem quebrar o silêncio que se instaurava no ambiente. Karen estava sobre uma cadeira reclinada com a cabeça tombada para o lado, num sono profundo.

— Oi — ele disse meio acanhado sem acordá-la — O médico disse que você está bem, tirando o... você sabe. Ele também me contou que você faz a quimioterapia à noite, quando o hospital esvazia — ele suspirou nervoso — Eu sei que você não está ouvindo isso e pode ser que você nem saiba quem eu sou, mas eu sinto que lhe devo uma resposta séria... Eu vim aqui dizer que estou indo embora e não é porque você não se lembra de mim, eu fiz essa escolha. Me desculpa — ele olhou o rosto serene adormecido e sorriu lembrando dos poucos momentos felizes juntos — O que nós tivemos eu vou guardar na minha memória para sempre, o seu jeito brincalhão, a sua risada gostosa de ouvir e esse olhar que eu amo tanto. E não tem nada a ver com a cor azul, eu me apaixonei pelo jeito deles me olharem. Esse olhar forte e determinado... O mesmo olhar que a minha mãe tinha e o mesmo que Melanie tem.

Ele sentou na beira da cama e segurou a pequena mão entrelaçando seus dedos nos dela.

— Eu sempre odiei essa parte dos hospitais, porque era onde eu via a minha mãe se esvaindo pelo câncer. A quimioterapia era a pior parte, me pergunto como você consegue dormir tão tranquila assim... Mas mesmo odiando tanto isso tudo, eu sempre acompanhei a minha mãe nas sessões, porque ela não merecia enfrentar isso sozinha, ninguém merece. Muito menos você.

Ele aproximou a mão dela de si e depositou um singelo beijo ali. Passou boa parte da noite daquele jeito, ao lado dela antes de partir ao amanhecer.

Notas finais
Podem falar que ficou um melodrama podre, eu deixo. Não fiz revisão, qualquer erro me avisem ;D Próximo capítulo voltaremos com a história e teremos a ilustríssima participação de Garth o/ Posso demorar, mas eu volto, prometo, sério, n vou abandonar essa fic até terminar, é questão de honra ú.ú PS.: Câncer é uma merda...