Caçadores Scofield
2 Legado da família - parte 2
Notas iniciais
Bom espero que gostem >.
(Ronnie)
Logo entrei no carro, com os babacas do meu irmão e meu primo que já me esperavam. — E aí, o que encontrou Ronnie? — perguntou Petter. — Este é o problema! — parei por um instante à fitar suas faces confusas. — Não sei se tem algo à encontrar. Quer dizer, olhei os jornais, fiz algumas pesquisas com pessoas pela cidade, e não há alguma ligação entre as vítimas... à não ser a forma como morreram, lógico. — concluí frustrada. — Como assim? Nada? Você não esqueceu nenhum detalhe mesmo? — insistiu Petter. — Claro que eu tenho certeza! — soltei minhas palavras com convicção. — Então quer dizer que o demônio está escolhendo vítimas aleatórias, certo? — continuou Petter perguntando retóricamente em meio aos seus pensamentos. — Ao que parece até agora... — concluiu Joe. — Demônio? — perguntei assustada. — E o que isso tudo, quer dizer realmente? — perguntei tentando organizar todas as informações em minha cabeça. — Quer dizer, que não sabemos qual pode ser a próxima vítima do maldito! E muito menos o motivo disso tudo! — continuou Joe exaltado. — E se... — hesitou Petter em continuar. — "E se" o que? — perguntei. — E se, for o mesmo demônio que matou meus pais? Quer dizer, lembra dos sinais? — perguntou ele meio que retóricamente. E eu apenas assenti. — Mortes sem sentido, que só serviram pra chamar a atenção de nosso avô... e então mataram a família toda, só restando a gente — disse Joe, lembrando de tudo. — Pode ser... — concordei. — Só pode ser uma armadilha — concluiu Petter. — E como vamos identificar essas coisas? — perguntou Joe. — A gente pode tacar água benta na cara de cada cidadão — sorri em pensar como seria essa minha idéia idiota caso fosse colocada em prática. — Ah, claro! Como não pensei nisso antes?! — concordou ironicamente Petter. — Sabe como é né, sempre tenho as melhores idéias — sorri irônica. -Que tal vocês pararem um pouco com essas irônias, e pensarem em algo pra valer? — interrompeu-nos Joe sério. -Bom, se é uma armadilha. Deixaremos que pensem que caímos direitinho nela. — sugeri, triunfante por ter tido realmente uma idéia boa. — Isso! — concordou Petter rapidamente. — Vamos logo cuidar disso — disse Joe convicto. [...] — Pelo que disseram, aqui é o lugar mais "pecador" da cidade, ou seja, um ótimo lugar para demônio. — comentou Petter enquanto olhava o bar no qual Joe havia acabado de estacionar em frente. — Eles têm que estar aí... — disse, mais como num pedido. — Bom, certamente eles devem estar em todo lugar, então é melhor estarmos bem previnidos — alertou-nos Petter. — Pode deixar — assenti pegando mais uma arma e colocando do outro lado de minha cintura. — Petter, faz o que combinamos... eu e a Ronn, vamos dar um jeito nesses demônios — disse Joe já saindo do carro. — Ei Ronn — disse Petter segurando meu braço, enquanto eu já seguia Joe. — Oi? — perguntei, o fitando. — Toma muito cuidado viu — e me soltou. — Pode deixar — sorri fracamente pra ele, e logo acompanhei Joe. O bar estava enfestado principalmente de homens bêbados, caindo sobre prostitutas quase nuas. O cheiro horrível de tabaco em excesso já havia empreguinado em minhas narinas. A multidão se esfregando não facilitava nem um pouco o acesso ao balcão, mas continuei seguindo Joe, e logo havíamos conseguido chegar no mesmo. — Não deveria ter deixado você entrar aqui — disse Joe baixo em meu ouvido como o irmão "super-protetor". — Se toca Joe, e foca no trabalho — falei, dando de ombros e dando uma olhada em volta do local. Senti meu celular vibrar, olhei o sms, e era Petter confirmando que já estava feito sua parte. — Ei Joe... Joe? — procurei-o, mas não o encontrei. — Ei, viu onde foi parar o rapaz que estava do meu lado? Agorinha? — perguntei à uma garçonete que limpava a bancada. — Ah claro, aquele gostoso de olhos verdes? — perguntou a garçonete oferecida, certamente achando que ele fosse algo, se não meu irmão. — É, esse mesmo? — concordei com a mesma, tentando ignorar o que ela estava fazendo. — Pra onde ele foi? — perguntei novamente, focando na pergunta. — Parece que ele saiu com uma sonsa — despejou ela suas palavras. — Sonsa? — perguntei, meio que retóricamente, tentando ajeitar as idéias em minha mente. — Bom, poderia me dizer o nome dela, ou, pra onde eles podem ter ido? — perguntei. — Ah, Ashley Trunked. No mínimo deve ter o levado para casa de seus pais — informou-me a garçonete com mal-gosto expressado em sua cara. — Poderia me passar o endereço? — perguntei novamente a garçonete com cara de vadia. — Olha aqui garota, eu não trabalho de informante sacou? — disse a garçonete ignorante, que já se virava para ir atender algum cliente. — Oi, poderia nos ajudar? — perguntou Petter chegando de repente, por de trás de mim. Certamente deveria ter estranhado nossa demora, e veio ver o que ocorrera. — Claro senhor, está com ela? — perguntou a vadia que praticamente comia Petter com os olhos.
— Ah, ela? É apenas minha irmã sabe, e a gente tava procurando nosso irmão que não ´muito bom da cabeça... Será que você poderia nos passar o endereço? — perguntou ele, que parecia seduzir e tal garçonete. — Ah entendo. Claro graçinha [...] — passou o endereço da tal Trunked. Saímos dali, e fomos direto para o carro atrás de Joe. Afinal, ele não retornava nenhuma de nossa ligações, o que significa que com certeza, algo deu muito errado.
Notas finais
Reviews? :(
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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