Caçadora de Asas

24 Esqueça o passado


Notas iniciais
Oie, amo minhas férias são 2 meses para poder escrever. Mais um capítulo...

Acordei no outro dia con John batendo em minha porta pedindo para que eu acordasse. Já eram 15 horas, eu havia dormido por volta de 2 horas quando já tinha cansado de chorar e de tentar me fazer parar de chorar, deitei e deixei tudo de lado.

– Mei, vou para a casa da mamãe, quer vir junto? — perguntou John ainda na porta esperando algum sinal meu.

– Vou sim, só espere um pouco — me arrumei e o chamei, que ainda estava na porta esperando — vamos, já estou pronta.

Meus pensamentos estavam vazios, desde a noite que se passou, eu não podia sentir remorso, não naquele momento. Continuei seguindo John até o carro e fui para a casa da minha mãe/tia, que continuei a chamar de mãe, ela que cuidou de mim não a outra.

– Bom tarde Mei e John, como estão? — falou com um enorme sorriso, era minha mãe Helena — Por que está tão abatida?

– Bom dia mãe! — respondeu John entrando e eu atrás.

– Bom dia mãe — respondi forçando um sorriso para não preocupá-la — estou bem, só distraída. Cadê o papai e Leandro?

– Leandro no vídeo game, como sempre e Guilherme está com Dan o ensinando a usar suas asas — respondeu mamãe contente.

– Posso ir vê-los? — perguntei com um sorriso nascendo em meu rosto, sempre gostei de pensar como descobri quem eu era, sempre feliz — Se não for atrapalhar claro.

– Sobe lá, estão no seu antigo quarto, pensei que você não se importaria de dar ele para o Dan.

– Nem um pouco — respondi subindo as escadas correndo, como quando era menor — Pai — bati na porta e a abri — posso participar deste momento?

Ele se levandou com Dan já em pé me olhando e ambos vieram me abraçar. Fiquei observando os dois se entendendo, Dan olhando para as asas e as mechendo, ele sorria contente quando conseguia dobrá-las em sincronia e abri-las novamente. E assim se seguiu por um bom tempo, eu encostada na porta olhando para os dois, papai fazendo gestos que me lembrava bem, ele fazia o que podia para interpretar as asas que não tinha para me mostrar como fazer.

– Mei — falou ele, me levando de volta para o momento — você poderia mostrar para ele como que se faz, meu amigo ainda tem aquele barracão, acho que assim ele entenderá melhor.

Eu afirmei com a cabeça e me direcionei de Dan, tão pequeno, loiro com asas totalmente negras, mas para ele isso não será sinal de um futuro sombrio, eu não deixaria que isso acontecesse. Peguei o pequeno no colo e despedi de Leandro que estava no quarto e de John com Helena na cozinha.

– Pode deixar que explico o que descobrimos sobre o guia para mamãe. — falou John enquanto eu saia, revelando o motivo da visita — Bom passeio!

Chegando no barracão retirei meu casaco, ficando somente com uma regata e retirei meu protetor, fazendo com que minhas asas crescessem e tomando forma. Dan não estava com seu protetor, apenas com uma jaqueta, suas asas ainda eram pequenas e sendo uma criança podia ficar com elas a mostra se passando por fantasia.

– Nossa! — exclamou Guilherme chegando para trás olhando as minhas asas — Então suas asas estão deste tamanho?!?! Mas elas não eram mais escuras?

Eu olhei para elas, estavam maiores e mais claras desdo dia em que Ana veio a minha casa que eu não as mostrava, estava um pouco ocupada tentando matar alguém.

– Uma longa história, mas não tinha percebido isso — falei me acostumando com a ideia de voar novamente — vamos falar disso outra hora. Dan venha cá eu vou te mostrar uma coisa.

O pequeno me olhava e olhava minhas asas com admiração e me abraçou novamente.

– Mama — ele exclamou me segurando.

– Primeira vez que ele fala, qualquer coisa que perguntávamos ele só acenava com a cabeça ou sorria, sem palavras — observou meu pai sorrindo, mas logo sua expressão sumiu quando viu algumas lágrimas em meu rosto.

– Dan — disse abaixando e limpando as lágrimas — eu não sou sua mãe, mas pode me chamar de Mei, ok?

Ele afirmou e se soltou um pouco triste, eu talvez o lembrasse de sua mãe, mas não podia ocupar este lugar, não depois de ter abandonado a família dele naquele beco.

– Vou te ensinar a voar que tal? — perguntei o alegrando novamente — Eu te seguro e você me observa como é voar está bem?

O peguei no colo, segurando suas costas e comecei a mecher minhas asas, havia muito tempo que não fazia isso, mas é inesquecível a maravilhosa sensação de fazê-la. Consegui me estabilizar rápido, voando naquele pequeno barracão.

– Boa Mei — meu pai gritou no chão — eu te ensinei direitinho.

Naquele lugar que eu havia aprendido a voar, mas apena com Guilherme me dizendo o que fazer e ainda escondido por que Helena não gostava da ideia de me ver caida no chão depois de tentar e não conseguir voar. Contudo Dan era mais novo que eu na época, então voar é algo natural a ele ou talvez por ser meio akuma tudo se torna mais fácil.

– Vamos para casa? — perguntou me olhando, eu estava segurando o pequeno no colo e pondo seu bracelete — Está tarde e logo faremos um jantar, por que não chama seu namorado, o Marco?

Eu havia deixado o celular em casa, não havia falado com Marco desdo dia anterior, minha cabeça estava novamente a pensar em tudo, voltando a realidade. Pedi o celular do meu pai emprestado e liguei para Marco expliquei que estava na casa dos meus pais e o convidei, mas ele disse que amanhã conversávamos ou mais tarde e assim fiz.

No final do dia despedi de todos e deixei uma pena em casa, nesta tinha todas as tonalidades de minha asa, negra em cima e vinho em baixo. Pedi para que guardassem como sempre fizeram quando pequena, em um pote com um líquido diferente dentro do armário. Chegando em casa e vi Marco na porta dentro de seu carro.

– Aconteceu alguma coisa? — perguntou ele quando entrei no carro para cumprimentar.

– Não, nada — apesar da palavas eu não me sentia assim, estava arrasada.

Marco simplesmente me abraçou, foi a gota para que eu começasse a chorar. Não consegui me conter, o passado me assombrava e eu me tornava um menina indefesa que só podia chora, novamente.

– Quer desabafar? — perguntou suave e eu neguei sem palavras — Não me importo, então, quando quiser estarei aqui. Mas deixe as lágrimas virem, assim elas levam seu problemas juntos. Eu estarei aqui para não deixá-los voltar — chorei mais nesta parte, ele não podia me proteger, e eu não podia parar de chorar.

Notas finais
T.T Chorar adianta alguma coisa? Funciona? Fechando mais um capítulo com lágrimas, mas o próximo não cai mais tá. Beijos Mei