Caçador de Corações
2 Capítulo 02: Realeza
Notas iniciais
Caçador de corações
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Capitulo 02: Realeza
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Sentiu a respiração pesar ao matar o último deles. 0s caçadores cada vez mais vinham em busca de alguém da Realeza, como eram chamados os sangues-puros. Sentiu uma mão em seu ombro e já sabia de quem era pela suavidade aplicada, se esquivou rapidamente daquele toque fitando de frente a garota.
-Você foi rápido, Kohaku.
Ele estreitou os orbes desejando inutilmente poder matá-la, para ele era estranho pensar que tinha a eternidade pela frente. Nessa brecha de sua defesa a garota o toma num abraço.
-Me solte Rin.
Ele mandou, autoritário. Sabia que aquela garota era uma Deles, porém não conseguia agüentá-la, mesmo sabendo que tinha sido ela que havia transformado-o naquela coisa que era hoje.
Vampiros da Realeza tinham dons e privilégios especiais, eles não eram vulneráveis à Luz, e podiam gerar descendentes, melhor dizendo, o primeiro humano que eles mordessem teria o privilégio de ser invulnerável a luz solar, como eles o eram. Esses vampiros eram dados como os herdeiros de Judas, sendo a segunda grande força vampírica. Porém, eles eram caçados, veemente, pelos caçadores, pois ao serem mortos seus corações se transformavam em peças de ouro, que encaixadas umas nas outras formavam a figura do primeiro vampiro, e se fosse completa, Deus perdoaria aqueles seres, os libertando da eternidade e lhes atribuindo a morte. Nada melhor do que isso.
Soltou o ar pesadamente, apontando seu ar cansado. Rin se calou e num último impulso, desapareceu dali. Ele deixou-se cair no chão desejando que nunca tivesse vindo a conhecer esse mundo. Apertou os punhos com força desnecessária, fazendo com que suas unhas cortassem a pele de sua palma. A fragrância entorpecente de sangue preencheu o local. Ele desejou ser morto naquele instante, porém temia o destino que lhe seria dado, o inferno.
Pela primeira vez em tempos deixou-se ver o nascer do sol. A bela coloração alaranjada misturada com um quê de vermelho lhe lembravam uma pessoa, a pessoa mais importante para ele, mas que foi-lhe tirada, arrancada de seus braços. Ele se lembrou de sua irmã.
Pensou inutilmente se ela estaria viva, e onde estaria. Desejava do fundo de seu inerte coração que ela não tivesse sido morta, ou pior ainda, que ela não tivesse virado um deles. Sentiu o sangue lhe subir, e socou o chão com raiva, se não fosse pela fraqueza dele, ela ainda estaria ao seu lado, sorrindo docemente para ele como sempre fazia. Deixou uma solitária lágrima rolar por seu pálido rosto e tornou a se levantar. Para ele a noite nunca acabava.
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Abriu os olhos. Não conseguira dormir mais uma noite. Não sabia o porquê, mas ouviu uma triste voz chamando-a. Fitou o teto que imitava o céu estrelado e desejou dormir e nunca mais acordar. Não agüentava mais o tormento de viver sem ele...ela não tinha mais o porquê de sorrir, ou até o porquê de acordar mais um dia. Amaldiçoou a si mesma por ser fraca, talvez se tivesse sido mais forte antes pudesse tê-lo resgatado, e agora estariam juntos. Fechou os olhos escondendo a mágoa que a corroia, era um fardo grande demais para ela carregar.
Suspirou ao ouvir o despertador apitando e o jogou na parede, fazendo-o quebrar em inúmeros pedaços e estes caírem no grande cesto de lixo que se mantinha em pé. Praguejou qualquer coisa de má fé e tornou a se virar na cama, neste dia não iria para a aula.
Toc Toc Toc
-Sango...?
Perguntou Kagome na porta, ouvira o barulho e acordara assustada, tinha sonhado com ele...voltou a bater e mais uma vez chamou pela amiga que apenas murmurou um “Não enche”, sorriu divertida, Sango era sempre assim de manhã. Tornou a voltar para seu quarto e se jogou na cama sem nenhuma vontade de ir para a faculdade. Abraçou o travesseiro e novamente aqueles pensamentos voltaram a lhe fluir pela cabeça.
Para Kagome sua vida nunca foi um mar de rosas. Perdeu o pai aos 3 anos, e a mãe aos 7. O irmão mais velho, Souta, deixou-a quando esta tinha 12, ela vivia da mesada que seu irmão enviava-lhe todo mês. Pensou no quão solitário eram as noites, aos medos que tivera que enfrentar sozinha, e mais, pensou em como Sango caiu em sua vida, e em como se assemelhavam...sim, Sango também era órfã, pelo que esta havia contado à Kagome.
Ao pensar nele, Kagome acaba caindo no sono, sonhando em ser vampira e poder viver a eternidade ao lado daquele que tanto ama. Sim, desde a adolescência este é seu maior sonho...
Desaparecer na escuridão da noite.
Sango se remexeu mais uma vez, parecia até carma pois quando ela podia dormir mais, não conseguia. Suspirou derrotada. Bem que sabia que suas noites nunca mais seriam as mesmas...depois...daquela noite.
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Corria apressada, seu irmão chegaria para no próximo vôo e ainda não tinha chegado ao portão de desembarque. Suspirou desgostosa, era incrível como tinha um certo dom em se atrasar.
Ao chegar no portão, procurou com os olhos por seu irmão, procurou pelas cabeleiras negras...nem sequer um sinal, procurou por sua presença, também não havia conseguido senti-la, se perguntou se ele realmente havia vindo, nesse momento alguém lhe abraça pela cintura.
-Pensou que eu não viria, não é mesmo?
Ouviu aquela voz conhecida sussurrando em seu ouvido, sorriu de imediato, virou-se de frente para o irmão e abraçou-o com todo o carinho e amor que se acumula com uma separação.
-Senti saudades Sango.
Disse ele retribuindo o terno abraço que ela lhe dava. Ela sorriu mais ainda, talvez toda a solidão que passava valesse a pena se ela tivesse pelo menos um dia como esse com seu irmãozinho querido. Beijou a face dele com carinho.
-Eu senti muitasssssssss saudades Ko-chan.
Ela diz fazendo aquela voz manhosa que sabe que ele não resiste, sorri ao vê-lo dar um rápido selinho em seu bico.
-Não importa quantos anos passem, você continua a mesma Chocolate.
Ela sorriu como há tempos não fazia, sorriu um sorriso puro, como sua alma. Abraçou-o mais forte pelo pescoço e ele foi a encaminhando para a saída, pendurada ali mesmo.
Foram para o apartamento que seu irmão havia comprado para ela. A noite veio, ambos assistiam a um filme qualquer, ela estava deitada em cima do peito dele que estava deitado na cama. Sango sorria graciosamente, tê-lo ao seu lado Um barulho foi ouvido, Sango apenas ignorou-o, mais um estampido, este mais próximo da porta. O coração de Sango parecia que iria sair-lhe pela garganta, ela saltou rapidamente da cama e se agachou pegando uma espada que escondia em um compartimento secreto embaixo de sua cama. Suas mãos tremiam por causa do medo de perdê-lo, ele estava ao seu lado, com uma cara séria, trazia a espada de cabo azul nas mãos e algumas coisas na cintura que Sango não pode identificar.
A porta foi aberta com uma explosão, Sango tossia, porém nunca abaixava a guarda, nem a arma. Se desencontrou de seu irmão e tinha medo de feri-lo sem querer, estava com muita fumaça, o que prejudicava a visibilidade. Em um segundo sentiu algo atingi-la e caiu desacordada no chão.
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Abriu os olhos receosa, seus pulsos doíam, olhou ao redor tentando inutilmente reconhecer algo. Ela estava em outro lugar. Tentou mexer as mãos, mas a única coisa que aconteceu foi a dor se proliferar mais, gemeu e voltou seu olhar para os pulsos. Eles estavam presos. Pensou um instante, e impulsivamente começou a gritar.
-KOHAKUU, KOHAKU ONDE VOCÊ TÁ?!
Como era o esperado, nada nem ninguém respondeu-a. Soltou um muxoxo de irritação, uma das coisas que odiava além de pornografia era ser ignorada. Ouviu a porta sendo aberta e rapidamente olhou para onde o barulho vinha com os olhos arregalados. Um homem parou em sua frente e ela nada mais viu.
Tornou a recobrar a consciência, sua cabeça doía e sentia frio, abriu os olhos vagarosamente e se viu em um lugar diferente, a construção era de pedra e no centro havia uma grande mesa. Olhou intrigada para aquilo, quando seus orbes pousaram na figura ao seu lado, se apavorou.
Lágrimas inundavam seus olhos, porém nenhuma caía, queria gritar, mas era impossível. Fez a única coisa que pode, chamou carinhosamente seu irmão.
-Kohaku...Kohaku...
Nenhuma resposta. Ele estava amarrado pelas mãos com a cabeça caía como se estivesse morto. Ela tremeu diante a contemplação silenciosa daquela imagem. Ouviu passos se aproximando, vários passos, tornou a virar a cabeça em direção ao qual uma porta fora aberta, o que viu a apavorou ainda mais.
Era uma multidão...eles vinham sedentos, seguindo o provável líder que vinha mais à frente. Este tinha cabelos pretos longos e olhos também pretos, os caninos podiam ser notados. Ela gelou...o que eles poderiam querer com eles? Tentou novamente se soltar, mais uma tentativa inútil, começou a se desesperar, precisava ser forte por ela e pelo irmão, ouviu o arrastar de cadeiras e novamente silêncio. Ao sentir uma mão lhe acariciar a face, estremeceu.
-Fique longe de mim.
Disse séria, embora pudesse ser notado o medo na entonação que ela deu. O homem à sua frente riu, uma risada horrorosa, uma risada sádica, senão doentia.
-Menina, você não acha que fizemos tudo isso para deixá-los intactos, não é mesmo?
Ela tornou a gelar, como poderia proteger ao irmão se nem ao menos podia proteger à si mesma? Amaldiçoou o dia em que seus pais tiveram que morrer deixando-os sós no mundo. Ouviu os passos do homem se distanciando um pouco, suspirou aliviada, foi quando lembrou que o mesmo lado que o homem caminhou era o lado em que seu irmão estava. O medo e o pavor cresciam em seu coração, embora sua fisionomia ainda quisesse negá-los, cedo ou tarde ela cederia.
-Deixe-o em paz!
Gritou com uma coragem que não sabia ter. Ouviu os murmúrios pela sala e se aquietou, a única coisa que precisava fazer era proteger seu irmão. Em um segundo ela suspirava, em outro se encontrava nos braços daquele homem asqueroso.
-Você é a presa aqui garota...acho melhor eu fazê-la entender.
Dizendo isso ele cravou seus caninos no pescoço dela. Ela arregalou os olhos ao sentir aquela dor, e quando um filete vermelho escorria por sua pele branca se desesperou, ela tinha que fugir. Começou a se sacudir, era inútil, ela sabia, mas era a única coisa que poderia fazer. Sentiu o resto de suas forças ser tomada e despencou, não indo em contato ao chão devido as cordas que prendiam seus pulsos.
-Seu sangue é delicioso.
O homem disse, ela sentiu uma vontade crescente de matá-lo, mas se conteve. Se quisesse soltar ao irmão, precisava manter a calma. Abriu os olhos e se levantou, encarou desafiante o vampiro à sua frente, ela não temia mais por si mesma, a preocupação dela era com outra pessoa...a pessoa ao seu lado.
-Vampiro, tenho uma proposta.
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Yuuki Kuran Cross
Notas finais
é toh meio apurada com tanta fic rsrs
Mais
eu gostaria de desejar AO PAULO UM FELIZ NIVER, NIVER DELE É HOJE
UHUUUUUUUUUUUUU OMEDETOU PAULO /o/
Bem,
respondo as reviews no próximo capítulo
Obrigada por tudo!
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