Notas iniciais
Minha primeira história. Ela não é movida a Comentários, mas desmotiva muito não receber nenhum elogio ou crítica pela sua obra.

Boa Leitura.

Arya corria pelo piso de paralelepípedos. Arfando e suando, a jovem Elfine fugia de uma enorme máquina a vapor conhecida como Mecha. Ela se atreveu a olhar para trás e viu que o Mecha vinha cada vez mais rápido em sua direção.

Entrando em uma ponte que cruzava o canal principal, ela usou das suas últimas forças para se tornar invisível, uma característica Elfine, e se esconder perto das vigas que sustentava a ponte. O Mecha reduziu a velocidade e procurou pela garota com cuidado, enquanto Arya só pensava no pior. Se a pobre garota Elfine fosse capturada, ela seria mandada para ser uma das Amas do príncipe e provavelmente sofreria terríveis abusos.

A máquina parou bruscamente, retirando Arya de seus pensamentos. A franja castanha estava grudada a pele caramelo e os olhos azuis fitavam apreensivos o Mecha. A escotilha se abriu e um homem com cerca de trinta anos saiu de lá. Ele trajava as vestimentas de guarda do reino. Uma farda branca com detalhes azuis e um broche dourado em formato de dragão. Em seu cinto jazia uma arma de fogo rústica e uma espada.

Ele então olhou na direção de Arya, como se pudesse vê-la e o coração dela começou a bater em um frenesi rápido e frenético.

― Te achei. – Ele sorriu de forma maldosa e apontou a pistola na direção de Arya.

A Elfine prendeu a respiração, como se fosse seus últimos momentos de vida, até que viu uma fuga perfeita. A queda até a água era alta, mas com certeza não iria matá-la como um tiro entre os olhos. Respirou fundo e saltou, ouvindo o barulho e sentido o ar quente da bala rapar-lhe a nuca.

Logo ela chegou à água e ela mergulhou aliviada, ainda submergida, com medo do guarda ainda estar esperando por ela, do alto da ponte, com a arma apontada para ela.

Arya, agora mascarada pela magia conhecida como Charme, servia bebidas para os rudes e perversos clientes da Taverna. Apesar de ser uma garota, ela sabia como se defender e sempre que algum engraçadinho tentava lhe passar a mão, ela quebrava um ou dois dedos.

Nos primeiros anos da Caçada, seu pai a protegeu e a lhe ensinou a lutar, mas sempre disse a ela que sempre que pudesse, era melhor fugir. Seu pai acabou sendo caçado e morto publicamente, decapitado na frente dos cidadãos. Arya então aprendeu a se virar sozinha desde então. De dia ela trabalha na Taverna e a noite faz pequenos furtos.

Então ela se lembrou do roubo de ontem, onde quase foi morta. Seu pai provavelmente a reprovaria por tentar roubar o Palácio da Capital.

Um tilintar de um sino e todos os olhos da Taverna, inclusive o de Arya, se voltaram para a porta de entrada, onde estava a figura de um homem peculiar.

Notas finais
O que acharam? Expressem as suas opiniões antes que o Google domine o mundo.