Caça às Bruxas
9 Ice queen
Notas iniciais
A febre de Abby já estava cedendo finalmente. Gibbs queria ir a sede ver o interrogatório de Anderson então designou Tony para cuidar de Abby.
— Para febre. Para dor. – Disse Gibbs a Tony mostrando os remédios que ele deveria dar para Abby. – Se ela acordar e sentir fome tem sanduiches na geladeira. Se ela quiser beber água tem copos no armário.
— Sei como cuidar de alguém, Chefe. – Disse Tony levando um tapa de Gibbs.
— Não é Alguém. É a Abby. – Disse Gibbs. – E não chegue perto dela demais ou eu te demito.
— Sem problema chefe. – Gritou Tony enquanto Gibbs fechava a porta.
Tony subiu as escadas e encontrou Abby dormindo na cama do quarto de Gibbs. Ela estava sem a blusa. Ela tinha que receber ar para poder melhorar. Tony ergueu a coberta e viu o sutiã de renda preta de Abby. Ele era transparente e dava para ver os biquinhos dos seios.
— Santo Deus. – Pensou Tony. – Eu vou para o inferno. – E colocou acoberta de volta.
Tony se deitou ao lado de Abby e quando viu já havia colocado sua mão nos cabelos de Abby que continuou dormindo. Ele se aproximou mais e deu um beijo nos lábios de Abby.
— Tem gosto de morango. – Disse Tony baixinho. E tirou seus lábios dos de Abby.
Tony estava apaixonado por Abby. Ele colocou sua mão na barriga de Abby que virou para o outro lado.
— Gibbs vai tirar meu couro. – Pensou Tony. Ele deitou de lado com Abby e deixou-se levar pelo momento.
Tony começou a beijar Abby que retribuiu o beijo. Ela parecia sonhar e os dois rolaram pela cama. Quando Abby abriu os olhos ela se entregou por completo para Tony e os dois estavam nus em segundos.
— Esperei tanto por isso Abby. – Disse Tony baixinho no ouvido de Abby.
Ela não falou nada. Deixou tudo subentendido no olhar que ela mandava para ele.
Eles fizeram amor com muito amor. Ambos estavam felizes por terem finalmente se encontrado. Quando acabou Tony apenas rolou para o outro lado e tratou se vestir. Abby havia caído no sono do jeito que estava. Sem roupas. Tony hesitou em toca-la, mas precisava vesti-la antes que Gibbs voltasse. Por mais que tenha sido consensual ele tinha medo do que Gibbs faria se visse Abby sem roupas e com Tony ao seu lado. Ele a vestiu mesmo com ela não querendo.
— É para o seu próprio bem Abby. E para o meu também. – Disse Tony colocando a blusa de Abby. – Não me arrependo de nada disso. – Tony deu mais um beijo em Abby e foi para a cozinha. A febre já havia cedido.
Sede do NCIS
Gibbs chegou a sede logo. Anderson estava completamente diferente. Era tratado como Nikolai desde o momento em que foi preso. Hotchner estava se preparando para interroga-lo. Um moderno equipamento de gravação foi trazido. Era obrigatório gravar aquilo.
— Muito bem. – Disse Hotchner. – Hora do show.
Hotchner entrou na sala e encarou Nikolai de frente.
— Eu levantaria para lhe receber agente, mas estou completamente impedido. – Nikolai se referia as algemas nas pernas.
— Eu não pediria isso. – Disse Hotchner irônico. – Sequestro, Assassinato, organização terrorista. – Disse mostrando fotos. – Que carreira brilhante.
— Quer que eu revele meu plano? – Perguntou Nikolai.
— Quero sim. – Disse Hotchner.
— Quero um acordo. – Disse Nikolai. – Transferência para a Rússia. Se vou morrer que seja lá pelo menos.
— O mínimo que consigo são uma coberta quente e uma tv preto e branco. – Disse Hotchner.
— Consegue ou o que quer me dar? – Perguntou Nikolai.
— Qual a diferença? – Perguntou Hotchner.
— Em um eu posso ter a certeza que você o cumprirá e no outro que está prometendo. – Disse Nikolai.
— Consigo te dar essas coisas e mais algo menos imunidade. – Disse Hotchner.
Gibbs observava com McGee na sala de observação.
— Ele está jogando com o agente. – Disse McGee.
— Passou anos num escritório rodeado pelos melhores agentes. Ele oi treinado para isso na NRC. – Disse Gibbs.
Hotchner queria uma confissão e o plano deles.
— Eu sei que minhas chances de sair vivo dos Estados Unidos são mínimas. O NRC tem uma política de negar coisas sobre seus agentes e estou aqui sozinho. Consegue me dar um fim digno agente? – Perguntou Nikolai.
— Qual fim? – Respondeu Hotchner com outra pergunta.
— Injeção ou fuzilamento. – Disse Nikolai. – Mortes rápidas.
Hotchner sabia que não conseguiria ver uma resposta de seu chefe pelo vidro da sala de interrogatório. Ele supôs que a resposta era positiva.
— Feito. Qual era o plano e o alvo? – Perguntou Hotchner.
— Capitólio. 17H45Min..... Uma bomba de C4 iria explodir no dia 4 de julho. Não havíamos montado ela ainda, mas uma carga de C4 está chegando. – Disse Nikolai entregando todo o plano.
— Muito bem. Será por injeção daqui a cinco dias. – Disse Hotchner.
— Cinco dias? – Nikolai estava nervoso. – Tão pouco tempo assim?
— Infelizmente. Você é um terrorista. Não tem privilégios. –Disse Hotchner. – E quanto ao soldado Harold? Por que o matou?
— Porque ele descobriu o plano. Tivemos que matar ele. – Respondeu Nikolai.
— E porque armar para uma agente da NCIS? – Perguntou Hotchner.
— Conveniência. – Respondeu Nikolai.
Hotchner se levantou e Gibbs saiu da sala de observação e entrou na de interrogatório.
— Eu só tenho uma pergunta. – Começou Gibbs. – Porque a Abby?
— Abby era a única que não é agente de campo além de Ducky e Palmer. E ela convenientemente estava de folga naquele dia. – Nikolai contou tudo.
Gibbs tirou a arma e apontou para a cabeça dele.
— Eu mesmo vou estourar seus miolos se a Abby tiver algum problema de saúde depois de tudo isso. – Disse Gibbs.
— Me mate se tem coragem. – Disse Nikolai posicionando a arma na própria cabeça. – Me mate.
— Gibbs. Se acalme por favor. – Disse Hotchner abaixando a arma de Gibbs com a mão. – Você não precisa se encrencar por causa dele.
Gibbs travou a arma e tirou o dedo do gatilho. Ele a guardou e saiu da sala.
— Eu podia tê-lo deixado te matar. – Disse Hotchner. – Só não deixei porque ele é um bom agente e não merece se incomodar por sua causa.
Nikolai foi levado de volta a cadeia e colocado no corredor da morte.
Gibbs voltou para casa para cuidar de Abby. Abriu a porta e encontrou Tony dormindo no sofá. Ele nem desconfiou do que havia rolado.
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