Cavaleiros do Zodíaco - História Perdida

40 Capítulo 35 - Um mundo de escuridão!


Os espectros Fiodor de Mandrágora, Flégias de Lycaon e Edward de Silfo saltou contra o grupo que estava costa-a-costa, apenas para serem atingidos em cheio pelos dragões de Klimber que estavam rodeados de cristais congelados vindo de Diana, deixando-os em esquifes de gelo. Com isso, o rosário portado por Arthur teve as contas preenchidas, selando os 108 espectros:

— Está completo! Renda-se, pandora! Seus espectros não estão mais aqui! — Teengarden berrou para Pandora, que não acreditava na derrota do exército de Hades. Ela colidiu o tridente com o chão, gerando uma gigantesca corrente elétrica.

— Quanta ousadia! Não deixarei que toquem no meu senhor Hades! — Enquanto a eletricidade corría, Arthur deslanchou em grande velocidade e surgiu atrás da moça, colocando a espada em seu pescoço, obrigando a dama escura a cessar seu golpe.

— Sua punição será a morte! — Arthur desferiu um poderoso corte em diagonal no corpo de Pandora, que teve sua proteção destrúida e caiu no chão, gerando uma poça de sangue. Os outros três estavam pasmos com a frieza de Arthur.

— Por que fez isso?! — Diana indagou, entrando na frente de Klimber.

— Apenas cumpri minha missão. Vamos, temos de ajudar o Pégaso. — Arthur deu as costas com frieza, limpando o sangue de sua mão. Diana e Klimber seguiram relutantes, embora Teengarden tenha entendido a atitude do companheiro.

As vestes de Asu se desfizeram, revelando sua sobrepeliz feminina, a armadura de Hades. Quando Vrion teve visão de sua vestimenta, era como se visse o sofrimento do inferno e a morte de perto. A garota gerou uma espada em sua mão direita, apontando-a para o Pégaso:

— Vrion ... Já que não quer governar a terra em plena escuridão a meu lado, não vejo o motivo de deixá-lo vivo! Adeus, meu amigo! — A garota deixou uma lágrima de sangue escorrer, e um cosmo negro cobriu toda Giudecca. Um feixe luminoso roxo gigantesca avançou contra Vrion.

— Asu ... Ainda não desistirei! Meteoro de Pégaso! — Vrion aplicou uma série de socos em grande velocidade para combater o feixe, mas foi facilmente ferido no torso, tendo a parte desta armadura destroçada.

Vrion se reergueu estando muito ferido. Ele avançou até Asu, dispersando um poderoso soco que formou um cometa, visando a espada de sua amiga. A receptácula defendeu o golpe facilmente com sua espada e com uso de uma velocidade divina se formou na frente do Pégaso, apontando a lâmina para seu pescoço:

— Vrion ... Quem fez esta escolha foi você! — Asu ainda chorava lágrimas de sangue e desceu a espada em diagonal contra o Pégaso, preparando um golpe certeiro.

Atena posicionou seu báculo dourado na frente da espada, salvando a vida de Vrion. A deusa tomou a frente da batalha, travando forças com Asu. A deusa olhou gentilmente para Vrion que estava de joelhos e ferido:

— Vrion ... Para lutar a meu lado como um verdadeiro cavaleiro de Pégaso, deve queimar seu cosmo ao máximo! Em menos de um minuto a possessão estará completa, e possivelmente não poderemos salvar sua amiga! Vá rápido! — Athena voltou ao embate, defendendo-se com seu escudo.

— Apreciem a doce morte! — Com um simples brandir da espada, Asu convocou uma legião de mortos vindos diretos do Tártaro para lutar por sí, partindo todos em direção a Vrion.

O pégaso continuava sem saber o que fazer, preso em sua própria mente. Teengarden, Arthur chegaram junto de Klimber e Diana, todos ficando ao redor de Vrion para defendê-lo do ataque:

— Pégaso! Se quer mesmo salvar sua amiga, deverá despertar a armadura divina! — Arthur berrou, prontificando sua Excalibur.

— Vrion! Lembro do momento em que lhe dei a Armadura de Pégaso, faça o que for necessário! Vamos dar nossa vida para defendê-lo! — Teengarden concentrou cosmo em suas mãos, atacando os esqueletos com raios luminosos.

— Moleque ... e amigo! Não deixe que o sacríficio de todos os dourados sejam em vão! Lembre-se de Sigma, Sellos, Heitor, Cancri, Carlos e todos os outros que lutaram com suas vidas nesta guerra santa! — Klimber exclamou, esperando que sua voz chegasse até Vrion.

— Estamos com você, Vrion! — Diana deixou sua personalidade fria de lado, atacando os espectros com seu Pó de Diamante.

Curiosamente, as vozes chegaram na mente de Vrion, que ainda estava em um profundo transe. Ele teve visão de seus momentos da infância com Asu e o treino com Diana e Klimber, longos companheiros de batalha. Seu corpo parecia flutuar nas lembranças:

— Pessoal ... — Vrion deixou algumas lágrimas escorrerem, e continuou se lembrando do sacríficio dos cavaleiros dourados que deram sua vida pela batalha.

A representação de Sigma apareceu ao lado de seu discípulo, passando a mão em sua cabeça e bagunçando seu cabelo. Vrion neste momento entendeu o necessário para despertar sua armadura divina: Sentir o universo dentro de sí:

— É isso! Eu entendi, muito obrigado a todos! — O pégaso transbordou o máximo de seu cosmo, gerando uma explosão no local. Ele emergiu trajando uma armadura em detalhes pratas e dourados, tendo uma aparência divina. As asas também eram vistosas.

— Ele conseguiu! — O quarteto falou ao mesmo tempo, se concentrando em lutar contra os esqueletos.

— Vamos abrir caminho! Não deixaremos que alcancem o Pégaso! — Arthur atacou os esqueletos, junto de Klimber e Teengarden. Eles lutavam bravamente para ajudar Vrion.

— Muito obrigado! Sem vocês, eu não chegaria a lugar algum! Me espere, Asu! — Vrion tomou a frente de Athena, pairando com suas asas. Ele dispersou diversos meteoros na direção de Asu.

— Asu? Não existe mais Asu! Eu tomei este corpo por completo! — Com a possessão completa, Hades defendeu-se com suas espadas, mas acabou sendo acertado e sofrendo um minúsculo ferimento.

— Maldito pégaso ... O assassino de deuses! Venha, meu inimigo mitológico! — Hades avançou na direção de Vrion e Athena, que fizeram o mesmo e geraram um impacto gigantesco.

A deusa dispersou rajadas de cosmo douradas de seu báculo, que colidiram com a energia negra de Hades. Vrion saltou logo em seguida utilizando seu Cometa de Pégaso, que foi burlado pela espada do Imperador do Submundo. Um feixe roxo foi dispersado na direção de Vrion.

— Agora! Pégaso! — Atena defendeu colocando seu escudo na frente, e Vrion alçou vôo com suas asas, acertando um soco certeiro no rosto de Hades, despertando a fúria do deus.

— Quanta ousadia! Seja engolido pelas trevas, PÉGASO! — Ao ser acertado, Hades convocou uma quantidade imensa de trevas que destruiram toda Giudecca e cobriram o local, assustando os presentes.

Atena utilizou de seu escudo, mas mesmo assim foi obrigada a se recuar. As trevas englobaram o corpo e a armadura divina de Vrion, gerando um turbilhão de escuridão e almas corrompidas.