Cavaleiros do Zodíaco - História Perdida
30 Capítulo 27 - O Último dragão!
Sigma estava ferido da luta que estava tendo com Radamanthys, mas se virou para Minos com um olhar determinado no rosto:
— Você ... Minos de Griffon! Sofrerá o peso da justiça! — Sigma foi caminhando até o juíz, que quebrou sua perna com um simples mover do dedo indicador.
— Radamanthys não conseguiu acabar com você, mas eu irei! Asas Infernais! — Minos colidiu fortemente suas asas, liberando um poderoso vento que foi na direção de Sigma.
O libriano cortou o próprio nervo e conseguiu a movimentação de um dos braços, colocando seu escudo na frente. Todo ataque foi contido e Griffon ficou surpreso com a ação, quebrando o outro braço de Sigma.
— E então vai desistir?! — Minos continuava se debulhando em um riso sádico, quando ambos sentiram um cosmo gigantesco no lugar.
Radamanthys estava com um cosmo ainda maior que o anterior, fruto de toda sua raiva. O juíz dispersou uma poderosa onda de impacto na direção de Minos:
— Radamanthys! Somos juízes, temos a mesma força! Não seja tolo a este ponto de pensar que pode me deter! ASAS INFERNAIS! — Minos brandou as asas de sua armadura e um vento gigantesco foi contra o ataque de Radamanthys.
Wyvern teve êxito em seu ataque de pura raiva, que sobrepujou a ventania e arrebatou Minos para o ar, destruindo sua sapuris no processo. O marionetista tombou de joelhos logo em seguida, liberando Sigma de seus fios:
— Maldito seja, Radamanthys! Ousa enfrentar teu próprio companheiro?! — Griffon ficou espantado com a crueldade de Wyvern, que perfurou o peito do espectro em seguida.
— Você atrapalhou meu confronto, isso é imperdoável! — O perverso mediador da violência arremessou o corpo sem vida de Minos para longe, caminhando até Sigma concentrando cosmo roxo no processo.
— Wyvern ... Sua força pode ter aumentado, mas minha coragem e vontade para lutar não ficam atrás! — Sigma se livrou do torso da armadura, revelando a tatuagem de cão toda preenchida. Com um energético movimento do punho ele rasgou o ar e enviou milhares de dragões com toda potência que podia no momento até Radamanthys.
— DESTRUIÇÃO MÁXIMA! — Diversos filetes de energia combateram o Dragão, tendo em mente que as técnicas estavam igualadas antes. O golpe de um Wyvern extremamente irritado passou sobre os dragões de Rozan, acertando Sigma em cheio e causando danos gravíssimos em seu corpo.
— Sigma de Libra ... Eu matei milhares de pessoas! Me banhei em seu torpe sangue repugnante! Com seu amigo Sellos não foi diferente, adorei o escutar gritando de dor! — Wyvern agarrou o Libriano pelo pescoço, suspendendo-o no ar.
— É uma pena que eu não o tenha matado! Aiacos fez o serviço, mas teria sido muito mais prazeroso me deliciar com sua tétrica expressão, morrendo sem ajudar Athena! — Sigma permanecia com os cabelos castanhos cobrindo o rosto quase sem vida, até que um cosmo verde afastou Radamanthys, que se viu ameaçado por um dragão gigantesco.
— Radamanthys de Wyvern ... Quem é você para de falar de morte?! Você não tem o menor apreço pela vida e comete as piores barbaridades, isso não é justiça! Receba seu devido castigo com o julgamento da balança! JUÍZO FINAL!
Wyvern se viu em uma gigantesca balança dourada, a de Libra. As doze armas da armadura se formaram acima da caveira que observa o juíz, impossibilitado de fazer movimentos corporais.
— Por todas as pessoas que matou, por Sellos e pela justiça! Eu o julgo CULPADO! — Sigma berrou com a força que lhe restava, despencando as doze armaduras de Libra contra a sapuris de Radamanthys, pulverizando-a no processo.
O homem vil caiu no chão, arrebentado. Sigma desabou logo em seguida, caindo de frente para Wyvern. Nesse instante, uma fúria incontrolável tomou Radamanthys ainda mais, desesperado para não perder:
— Você me paga! EU IREI MATÁ-LO AGORA! — Radamanthys sem sua armadura conjurou uma larga esfera de energia roxa em sua mão, apontando-a para Sigma.
— Ainda vivo? Não tenho escolha! Deverei abdicar de minha vida em prol da justiça e Athena! — Sigma abraçou a cintura de Radamanthys pelas costas, ascendendo aos céus com ele enquanto um dragão os recobria. Em pouco tempo, a prisão em que se encontravam foi destrúida e todos no inferno viram a besta nos céus.
— Vrion! Proteja Athena e seus cavaleiros por mim! — O corpo de Sigma se tornou pó junto de Radamanthys, enquanto Vrion sentiu o cosmo de seu mestre desaparecer. O pégaso permaneceu firme e deixou escorrer uma lágrima de seu olho, não demonstrando fraqueza perante a situação de forma bem madura.
Voltando para o confronto entre Carlos, agora congelado em um esquife e Aurora que estava sob efeitos das agulhas. Um calor intenso corroeu o esquife e Carlos se soltou com danos por todo corpo, olhando para sua amiga:
— Aurora! Lute contra seja o que for que está lhe controlando! — Carlos fez um apelo, deixando de lado seu temperamento sádico. Aurora se ergueu logo em seguida, queimando seu cosmo frio e com os olhos vermelhos.
— Shido de Virgem me contou ... esse é o diabólico golpe Satã Imperial! Algo tão vil apenas pode ser quebrado quando a pessoa vê alguém morto em sua frente ... — Carlos murmurou para sí mesmo, quando foi surpreendido por uma rajada de gelo vinda de Aurora. O escorpião saltou em diagonal e escapou por pouco, mudando a expressão de sua face.
— Aurora! Mesmo que eu tenha de morrer, você voltará a sí e lutará por Athena! — Carlos afiou a unha vermelha de seu dedo indicador, queimando seu cosmo e seu corpo com um denso calor. O escorpiano avançou na direção da amazona de aquário, que vinha carregando uma esfera de gelo em sua palma direita.
No tempo da colisão, Carlos recobrou uma velha lembrança de seus tempos em um simples vilarejo na Europa, os dias mais felizes de sua infância ...
— Venha, Carlos! — Uma jovem Aurora de apenas 7 puxou Carlos pelo braço, levando ele para um lago. A garota escalou uma árvore rapidamente com um sorriso gentil no rosto.
— Aurora, está tarde! Vamos brincar amanhã! — Carlos um pouco mais velho, com nove anos resmungou. A garota com cabelos azuis derrubou diversas maçãs em sua cabeça, irritando-o ainda mais.
— Você fica tão fofo quando está bravo, Carlos! — Aurora saltou de galho em galho enquanto era perseguida por um garoto com vermelhidão no rosto, envergonhado.
Os dois percorreram todo pequeno bosque na brincadeira, chegando no momento em que eles pararam. A dupla de crianças se viu sentados lado a lado, olhando para o pôr do sol:
— Aurora ... seu ar frio acalma minha febre! Sou muito grato de ser seu amigo! — Carlos sorriu para a garota, que fez o mesmo.
Com o fim do crepúsculo, os dois ficaram assustados ao ver fogo em sua vila natal, por meio de uma labareda gigantesca. Carlos agarrou a menina pelos braços e os dois foram correndo verificar o incêndio:
— Não pode ser! Mamãe, Papai! — Quando chegaram na entrada, Aurora foi correndo até a sua casa, mas o fogo entrou em seu caminho. Um pedaço de madeira desabou sobre a garota, mas Carlos a empurrou para fora da trajetória da queda.
No centro de tudo, um homem com chapéu negro se debulha em risos sádicos e assustadores, rodopiando a cartola em seu dedo indicador. A última coisa que Carlos se lembra foi de ver Aurora chorando por ele enquanto o homem de chapéu se aproximava:
— Mesmo com isso, eu ainda lembro do que passamos, Aurora! ANTARES! — Carlos avançou com seu ataque até Aurora, gerando uma explosão no embate. Quando a fumaça abaixou, o corpo do Escorpião estava morto no chão, completamente destrúido.
Os olhos de Aurora voltaram a seu tom branco com a neve, deixando o vermelho mortal de lado. A amazona foi correndo até o corpo de seu amigo de infância, apoiando-o no colo enquanto chorava em constraste com sua personalidade fria e calma:
— Carlos! Volte! Vamos lutar juntos por Athena! — Aurora chamava, mas Carlos mal respondia. Quando as lágrimas geladas da garota caíram na armadura de Carlos, algo estranho aconteceu.
O escorpiano abriu lentamente os olhos como se tivesse voltado da morte pelo apelo de sua garota, apenas por pouco tempo. Ele passou sua mão direita pela pele de Aurora, abrindo um sorriso no rosto:
— Finalmente ... um pouco de calor no seu corpo ... Mesmo com toda essa força que eu tinha, não pude dizer que lhe amava! Viva por mim, Aurora, minha doce amiga! — Carlos fechou os olhos em seguida, extinguindo sua última centelha de vida com um abraço em Aurora.
A amazona abraçou fortemente o corpo morto também, mergulhando em lágrimas. Aurora se ergueu e deixou o corpo de seu amigo lá, enxugando seu pranto com a capa.
— Carlos ... Prometo que irei proteger Athena! — A garota correu para a próxima prisão deixando o corpo de seu amigo lá, com um aperto em seu coração.
Na última prisão, o Grande Mestre acompanhado de Athena junto dos bronze que restaram se depararam com um lugar repleto de relógios dos mais variados tipos:
— Pessoal! Eu cheguei! — Vrion saltou pela porta, surprendendo seus amigos e Athena. Diana e Klimber cumprimentaram o companheiro de longa data, felizes por sua volta.
Athena deu um sorriso e virou-se para a saída da prisão, caminhando até ela. Misteriosamente, a deusa via todo tempo parado no lugar, assim como Vrion que estava ao lado dela:
— O que pode ter acontecido, senhorita Athena? — O pégaso exclamou, concentrando seu cosmo.
— Eu temo que quem causou isso, seja aquele homem ... — Athena tomou rota de seu olhar para um homem com cartola e uma armadura completamente negra, cujo ria perversamente perante os dois.
— Bravo bravo, mocinha astuta! Eu, o grande Kairos entrei na rodinha sua com Hades! Hahahahahha. É legal brincar com vocês! — O diabo expressou um olhar amedrontador no rosto.
— Eu, sou o deus primordial Kairos! Irei matá-la com um único golpe e então mudar o rumo da guerra! — O deus arremessou uma longa esfera de energia negra na direção de Athena, arrebatando Vrion que tentou entrar na frente para longe.
Uma distorção ocorreu naquela dimensão temporal, e um selo com as grafias de Athena parou a esfera que Kairos arremessou. O Grande Mestre reapareceu no lugar com seus cabelos esvoaçando pelo poder empregado.
— Kairos ... Finalmente nos reencontramos!
— Huhuhuhuhuhum, então você é o cavaleiro daquele dia ... Se tornou Grande Mestre? — Kairos recuou, colocando sua cartola na cabeça.
— Eu não sou mais tão jovem, tenho o necessário para cuidar de você! Athena e Pégaso, prossigam! — Diversos selos ficaram ao redor da deusa e de Vrion, enviando-os para fora da dimensão e consequentemente pro lado de fora da prisão.
— Seu velho maldito! — Kairos estalou os dedos, voltando a dimensão para o tempo normal e liberando uma cosmo energia divina, o suficiente para recuar o Grande Mestre e enviar Klimber para fora da prisão, junto de Vrion e Athena.
Kairos revelou sua robe divina, ostentando um tom preto com relógios como adorno. Ele foi caminhando na direção do Grande Mestre e Diana, quando se viu surpreendido por mais uma pessoa que havia chegado:
— Ora ... então você é a garota daquela época também?! — Kairos voltou os olhares para Aurora, que ficou ao lado do Grande Mestre e Diana.
— Kairos ... Estou aqui por meu amigo e por Athena! Nós três iremos parar você aqui! — O trio assumiu postura de combate, gerando grande frio no processo.
— É o que veremos!
Diversos relógios surgiram no lugar, enquanto Kairos preparava seu poderoso golpe!
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