Capitulo 19 – Um coração realmente frio

A guerra santa entre Atena e Poseidon havia entrado em sua terceira fase e agora eram os cavaleiros que atacavam a acrópole de Poseidon tentando impedir que os cristais do oceano chegassem ao reino do marinho. Porem as batalhas seguem intensas. Zeon de leão havia encontrado o comandante marina Nestor de leão marinho. Apesar de possuir um poder superior, Zeon teve trabalho por causa da agua sagrada usada por Nestor que o tornava mais poderoso. Ainda assim no final Zeon venceu a luta. Em outro combate Heitor de escorpião enfrentou outro comandante chamado Reno de ouriço do mar. As agulhas escarlates de Heitor se mostraram poderosas o bastante para dominar Reno que como ultimo recurso também usa a agua sagrada, mas com o poder de Antares a luta é vencida por Heitor. Por fim o confronto mais terrível foi Albaron de peixes contra o general Ulisses de cavalo marinho. Com seu golpe ventos de furacão Ulisses consegue deixar Albaron ferido e no chão.

— Acabou, você lutou bem cavaleiro de ouro, mas não pode mais fazer nada! – afirma Ulisses enquanto caminha em direção a Albaron que começava a se levantar.

— Você não me venceu ainda. Campo das rosas diabólicas!!! – imediatamente varias flores vermelhas começam a surgir na frente de Albaron. Quando Ulisses olha a seus pés eles já estão tomados por rosas vermelhas. – Elas são venenosas. – avisa Albaron com um pouco de dificuldades.

— Então ainda tinha essa carta na manga! – observa Ulisses que rapidamente recua.

— É inútil fugir, posso estender meu campo, você vai morrer envenenado. – alerta Albaron.

— Seria interessante descobrir se é mesmo verdade. Mas não tenho tempo, tenho que levar o cristal do oceano e começar a nova era desse mundo. Adeus cavaleiro de peixes! – se despende Ulisses indo embora logo depois levando o cristal para o fundo do oceano.

— Não pode ser, eu permite que ele fosse. Eu falhei quando tinha um cristal bem na minha frente. – lamenta Albaron enfraquecido pelos ferimentos. Mas a guerra seguia acontecendo e algum local da acrópole um cavaleiro de bronze corria também tentando fazer seu melhor.

— Eu sou o cavaleiro de bussola, mesmo sendo bronze vou provar meu valor! – afirma o jovem enquanto corria, mas então ele se depara com um marina.

— Hora vejam um cavaleiro de Atena. – fala o marina que trajava uma escama azul e verde.

— Marina! Eu acabarei com você! – grita o cavaleiro de bussola indo contra ele.

— Morra de uma vez! Trovão de Caríbdis!!! – o marina dispara uma rajada concentrada de eletricidade de suas mãos golpeando e matando rapidamente o cavaleiro. Não muito longe dali quem vinha se aproximando eram o grande mestre Ohko de libra e Atena.

— Até aqui tivemos sorte Atena, evitamos todos os inimigos. – afirma Ohko.

— Sim, se continuar assim poderemos chegar a o reino marinho. Eu preciso encontrar Poseidon e tentar convence-lo a parar. – afirma Atena.

— Eu duvido que ele concorde, mas estarei a acompanhando Atena. – responde Ohko, quando uma voz interrompe a conversa deles.

— Não posso acreditar, que sorte a minha! Um cavaleiro de ouro e a própria Atena. – fala o mesmo marina que havia acabado de matar o cavaleiro de bronze. Enquanto isso em outro ponto da acrópole, Hercules corria também tentando encontrar algum dos cristais. Porem ele acaba se deparando com outra coisa.

— Não pode ser, esse é Magus! – ele olha o corpo do cavaleiro de ouro caído sem vida. Ele se aproxima do cavaleiro de aries se ajoelhando de seu lado. – Magus, como isso é possível, você deveria lutar até o fim da guerra. – lamenta Hercules quando Petrus de touro também chega a o local.

— Então eu estava mesmo certo, Magus está morto. – lamenta Petrus. Logo depois Akuma de câncer também chega.

— Eu senti o cosmo dele sumir. – explica Akuma. Depois de alguns instantes ao lado do corpo de Magus os 3 finalmente se preparam para partir.

— Vamos continuar por Magus também! – afirma Petrus.

— Sim e vamos vencer! – responde Hercules.

— Nos separamos aqui então, boa sorte a os dois. – afirma Akuma e os três então partem logo depois se despedindo de Magus. De volta a Ohko e Atena, eles estavam parados e um marina os bloqueava.

— Quem é você marina? – pergunta Ohko.

— Sou Tales de Caríbdis, um comandante marina! – se apresenta ele trajando uma escama de cor azul e verde.

— Eu sou o cavaleiro Ohko de libra! Muito bem vamos logo resolver isso. – declara Ohko. – Atena por favor se proteja e deixa essa luta comigo. – pede Ohko enquanto toma posição de batalha.

— Não deixarei ninguém sair daqui, eu matarei Atena e serei uma lenda! – afirma Tales estendendo suas mãos. – Trovão de Caríbdis!!! – ele dispara uma rajada elétrica concentrada a partir de suas mãos.

— Não seja idiota, você não fará nada! – responde Ohko contendo o golpe com suas mãos.

— Impossível, eu matei vários inimigos com esse golpe! – alega Tales ficando surpreso.

— Pois eu não achei nada de mais! Agora sinta o meu golpe! Cólera do dragão!!! – Ohko dispara seu ataque com seu punho direito que toma a forma de um dragão e atinge o comandante Caríbdis o jogando ao chão. – Acabou, Atena acho que podemos ir. – afirma Ohko, porem Tales discordava.

— Espere, cavaleiro de libra! Eu ainda não fui vencido. – Tales se levanta mesmo um pouco ferido.

— Entendo, parece que eu o subestimei. – reconhece Ohko se voltando para o comandante Caríbdis. Esse por sua vez é envolvido por sua cosmo energia.

— Dessa vez sentirá todo meu poder! Tempestade mortal!!! – todo o corpo de Tales é envolvido por eletricidade. Ele então parte contra Ohko que evita o seu ataque, mas quando o cavaleiro de libra o acerta com um chute recebe um forte choque elétrico sendo empurrado para trás.

— Mas o que foi isso? – Ohko fica surpreso.

— Esse e o poder da minha técnica, agora meu corpo virou uma arma! – declara Tales sorrindo e atacando novamente Ohko, que evita o primeiro soco mas logo atingido por outro.

— Entendo, seu poder de ataque também aumentou. – confirma Ohko dando um leve sorriso enquanto seu cosmo emana. Ele então parte para cima do comandante marina e os dois começam a trocar golpes até que Ohko recua um pouco.

— Não posso acreditar, ele está recebendo meus socos com eletricidade e quando me acerta também é atingido com choques e mesmo assim e como se não fosse nada! – Tales fica surpreso com o cavaleiro de libra.

— É uma pena, queria ter mais tempo para essa luta e me divertir, eu não lutava assim há muito tempo. Mas tenho uma missão a cumprir! – afirma Ohko adotando uma postura de ataque diferente enquanto seu cosmo ainda brilha forte.

— Bobagem, você está acabado, eu vou terminar com isso agora! – grita Tales avançando contra o cavaleiro de libra.

— Adeus comandante de Caríbdis! Grande furacão do tigre!!! – Ohko concentra todo seu poder no braço direito e ao desferir um golpe para frente um furacão se forma em torno desse braço sendo lançado contra Tales que é engolido pelo furacão e atingido pela sua força varias vezes. Pedaços da escama de Caríbdis são arrancados pela força do ataque e logo depois Tales cai muito ferido.

— Não...pode ser.....que poder. – são as ultimas palavras de Tales antes de morrer. Ohko então vai até aonde Atena o esperava se ajoelhando perante ela.

— Me perdoe Atena, me deixei levar pela vontade lutar, eu peço perdão pela demora.

— Esqueça isso agora Ohko, pois precisamos seguir em frente logo. – responde Atena e os dois então partem. Não muito longe dali Deimos corria também buscando pelos cristais, porem ele logo se depara com um cavaleiro.

— Você é o cavaleiro de prata de cruzeiro do sul não é mesmo? – pergunta Deimos olhando para ele.

— Sim senhor, eu me perdi dos outros, há algum tempo não vejo inimigos. – responde o cavaleiro de cruzeiro do sul.

— Entendo, mas de todo jeito nunca baixe sua guarda os inimigos estão por toda parte. – responde Deimos dando alguns passos para frente e verificando se avista alguém. O cavaleiro de cruzeiro do sul que estava atrás então se aproxima dele. Em uma fração de segundos ele ataca, mas o cavaleiro de aquário se move mais rápido segurando a mão dele á congelando e o faz recuar.

— Como você sabia? – pergunta cruzeiro do sul.

— Não foi difícil perceber sua sede de sangue. – responde Deimos. O cavaleiro de cruzeiro do sul então começa a mudar virando o general marina Páris de lymnades. – Então é você, eu deveria imaginar. – declara Deimos.

— Você é mais hábil que a maioria dos cavaleiros que encontrei. Mas darei um jeito de te matar mesmo assim! – afirma lymnades sorrindo enquanto seu cosmo começa a brilhar e Deimos o observa. – Tome isso, cauda da salamandra!!! – Páris usa seu cosmo para criar uma espécie de chicote de eletricidade que ele lança contra Deimos o prendendo. Em seguida o cavaleiro de aquário sofre um grande choque elétrico.

— Nada mal, mas não é o bastante! – afirma Deimos que elevando seu cosmo energia conseguindo se libertar do chicote. – Agora é minha vez! – declara Deimos cruzando seus braços e criando um poderoso cosmo congelante a sua frente. – Turbilhão de cristais de gelo!!! – ele dispara o golpe que logo se transforma em um grande turbilhão golpeando lymnades e o ferindo com cortes e ferimentos congelados. O general então se levanta, apesar do ataque ele resistiu bem.

— Maldito seja cavaleiro de Atena. Me mostre logo qual e a sua fraqueza, vamos! – nesse momento Páris invade a mente de Deimos em busca de seu ponto fraco.

— E inútil, se quer me atacar com alguém que seja querido a mim não vai funcionar. Eu abandonei tudo isso quando me tornei cavaleiro. Durante 1 ano sobrevivi sozinho na Antártida como treinamento dado pelo meu mestre. E lá duas lições foram aprendidas por mim, sobreviver ao mais terrível frio em um lugar isolado e coberto de gelo e depender apenas de mim mesmo. – explica Deimos.

— Não pode ser, eu não consigo encontrar nada em sua mente, esse homem pode mesmo ter abandonado tudo, pode ter tornado o coração frio a esse ponto? – questiona Páris impressionado.

— Esse e o segredo do ar frio mais gelado, um coração igualmente gelado! – responde Deimos erguendo sua mão direita e criando uma esfera de ar gélido nela. – Vou te mostrar agora! Pó de diamante!!! – ele vira sua mão e esfera explode disparando seu ar gelado contra lymnades que desaparece antes de ser atingido. – Invisibilidade? Droga, ele evitou meu golpe? – o cavaleiro de aquário o perde de vista. Alguns metros longe dali Páris ressurge.

— Esse cavaleiro era perigoso, nunca pensei que alguém não teria emoções dessa forma. – Páris ainda está surpreso quando alguns marinas chegam.

— General lymnades, trouxemos o cristal senhor. – um dos marinas o entrega a ele.

— Muito bem fizeram um bom trabalho, vou voltar ao reino do mar, avisem os generais que ainda estão aqui! – ordena Páris partindo logo depois. Já Deimos decide seguir em frente.

— Aquele maldito do lymnades realmente fugiu. Não me resta opção, tenho que continuar em frente. – afirma Deimos partindo então. Um pouco mais atrás quem vinha era o cavaleiro de capricórnio.

— Há pouco senti o cosmo de Deimos e um pouco antes o de Ohko. Parece que muitas batalhas estão acontecendo por toda a acrópole. Mas não posso perder tempo, tenho que continuar e chegar logo a o palácio de Poseidon, lá com certeza encontrarei algum general. – conclui Arthur.

— Se é um general que você quer não precisa ir tão longe, tem um bem aqui! Sou Levi o general de scylla. – ele se apresenta saltando de uma construção na frente de Arthur.

— Hum então você é um dos 7 generais de Poseidon. Parece que não vou precisar procurar afinal, assim é melhor! Vou mostrar o poder da excalibur! – declara Arthur já erguendo sua mão direita.

— E eu mostrarei o terrível poder das bestas de scylla, se prepare! – responde Levi sorrindo. Uma nova batalha entre um cavaleiro de ouro e um general marina vai começar, quem se sairá melhor dessa vez?

Continua.......

Arco acrópole de Poseidon