Cavaleiros do Zodíaco - A Saga do Sol (INTERATIVA)
20 A morte dos soldados fiéis – A perseverança de Touro.
~Paraíso Real – Dimensão Paralela
A Lava que se concentrava ao redor de Kuayame se desfez em fumaça e uma grande rajada de cosmo foi em direção de Prúdenie, fazendo com que ela voasse uma grande altura e caísse no chão com brutalidade. “Guerreira, quanta tolice sua levantar o punho contra mim. Poderia ter saído viva.” — Ainda não estou morta — gritou Prúdenie. Kurayame sorriu pretensiosamente enquanto a Soldado de Apolo se levantava, quando ela pôs-se em posição de combate, o Rubi cintilante em seu peito tilintou enquanto fazia rachaduras e caiu, estourando em vários pedaços no chão.
Prúdenie estava chocada, aquele homem não tinha um fio sequer de cabelo fora do lugar e ela tivera toda a sua proteção destruída. “Voltou atrás? Quem é o próximo?” a garota, furiosa ergueu os dois braços em direção aos céus concentrando todo o seu cosmo, embora soubesse que o calor exigido para essa técnica iria incinerar seu corpo, já que ela agora estava desprotegida. — Temporal do Inferno — Uma esfera de magma começou a se formar sobre suas mãos, crescendo mais e mais infinitamente, — não há como você sobreviver a isso, este é o cosmo puro de Apolo, morra Virgem! — ela arremessou a esfera em direção a Kurayame, todos os átomos de seu corpo estavam em ebulição.
Kurayame encarou a bola de lava fervente e sentiu o forte cosmo nela, fixou o olhar nela. — Rikudō Rinne. — Kurayame entoou com sua voz. O cosmo acumulado pela privação sensorial de Kurayame explodiu a bola em milhares de gotas de lava, que choveram sobre ele mas foram anuladas pelo Kahn. Para a percepção dos sentidos de Prúdenie, ela não estava mais no palácio real. Estava agora sobre a palma da mão de Buda.
— Você me fez recorrer a liberar meu cosmo acumulado. E agora vai senti-lo. Seu destino é a morte. — a voz de Kurayame ressonava — Esse é o Círculo das Seis Existências.
“Você tem seis opções a escolher para sua morte.
O mundo infernal. Os que vêm para cá são aqueles que fizeram atos terríveis. Esse lugar possui "oceanos de fogo, poços de sangue, montanhas de agulhas", aqueles aqui presentes sofrem dores indescritíveis. É um mundo de "medos após medos intermináveis";
O mundo dos espíritos famintos. Todos os corpos ficam esqueléticos, somente as barrigas crescem e eles vomitam sem parar. Todos os que são enviados para cá acabam por recorrer ao canibalismo;
O Mundo das Bestas. Todos são transformados em bestas. Aqui vale a lei do mais forte e é preciso matar os predadores para sobreviver;
O Asura, o mundo da luta. Há sangue e morte o tempo todo e as batalhas ocorrem dia após dia sem trégua;
O Mundo dos Humanos. Felicidade, ódio e tristeza se misturam com grande instabilidade. Não há bem ou mal; a tortura é totalmente psicológica
E há mais uma opção: o Paraíso. É possível ser feliz aqui quando se está em plenitude, mas um único pensamento pode jogá-lo em todos os outros mundos: no mundo dos espíritos famintos, no mundo das bestas ou no inferno, com sua alma totalmente despedaçada.
Escolha”.
— O Paraíso é claro, Apolo prometeu-me a felicidade eterna se eu lutasse ao seu lado — Prúdenie tremia.
— Tola. — Kurayame despejou a alma da soldado no Paraíso, ao chegar lá durou poucos segundos, o ódio e a frustação consumiram sua mente, e sua alma foi totalmente despedaçada irremediavelmente e espalhada pelos cinco infernos.
— Quem é o próximo? — Kurayame falou para os perplexos soldados restantes ao verem o corpo de Prúdenie morto no chão, com os ferimentos causados por seu próprio golpe, e sua alma completamente destruída.
~Buraco Negro – Paraíso Real
Pov. Ziarenie
– Iremos acabar com você agora mesmo, não precisamos ao menos pensar para fazer algo tão fácil. – um homem que ainda não havia se manifestado deu um passo a frente, Ziarenie o soldado da irradiação do calor, levou dois dedos ao céu – Irradiação Quântica! – o ambiente começou a ficar caloroso, as plantas de imediato secaram, as nuvens não estavam mais presentes. – Eu vou derreter este lugar!
“Tsc, tsc... você acabou de matar as flores do meu jardim, Atena gosta muito de flores... Vá para o terceiro calabouço e sofra com seu maior temor!” – um buraco surgiu no chão abaixo de Ziarenie que caiu dentro do vácuo.
Uma sensação de afogamento surgiu no peito do guerreiro solar, todo seu corpo começou a contorcer-se e rodopiar. Tudo estava escuro e terrivelmente frio. Em segundos que pareceram durar horas, finalmente sentiu seus pés tocarem o chão.
“Onde eu estou?! Mestre, companheiros, onde vocês estão?” – sua cabeça doía, seu corpo estava dormente e gelado, tentou elevar seu cosmo para aquecer-se, mas não conseguiu. – Socorro!! Socorro! – sua voz não saia de sua boca.
– Ziarenie, estou decepcionado com você. – o poderoso cosmo de Apolo, junto com sua luz, surgiu no vácuo, iluminando-o. – Como pode decepcionar o seu Senhor, eu protejo-o com todo meu poder e na primeira batalha se vê derrotado por um cavaleiro de Atena?! Não posso suportar isso.
– Eu não me importo com o que você acha! – a voz do soldado saiu porem contra sua vontade, não era ele pronunciando aquilo. Sua voz estava sendo controlada. – Irei mata-lo Apolo! – seu punho se levantou contra o deus, seu corpo também estava sendo controlado. – “Não Senhor, eu não quero enfrenta-lo, me perdoe.”.
– Como ousa enfrentar-me Soldado! Irei tirar sua imortalidade! – o indicador do deus apontou para o peito de Ziarenie e o cristal vermelho desgrudou de seu peito fazendo-o cair sobre os joelhos.
– Atena irá vencer essa guerra! “Não, eu não quero dizer isso, o meu Senhor Apolo que irá vencer!”.
– Já chega! – Com a mão aberta na direção de seu subordinado, o deus do sol lançou seu golpe supremo – Toque Divino Solar! – em um instante, Apolo estava colado no soldado, com a cabeça do mesmo na mão direita, o corpo do rapaz entrou em estado de epilepsia, um brilho surgiu na ponta de cada um de seus pés e foi consumindo seu corpo até não existir mais nada sob o toque do deus.
E o vácuo se contorceu em luz. A função da Terceira Prisão do Paraiso Real estava completa. Ziarenie havia morrido da forma que mais temia, pelas mãos de seu Senhor.
~Casa de Touro – Santuário de Atena
Os olhos lilases de Clovek estavam fixos nos castanhos de Anthony. A mente do taurino vagueava pelo infinito, não entendia o que estava acontecendo, estava calmo, seu coração desacelerado e corpo relaxado.
– Isso mesmo cavaleiro, se entregue para a morte! – um sorriso sádico surgiu nos lábios do soldado – Marionete humana!
Vários fios roxos fluorescentes saíram da cabeça de Clovek e se conectaram a de Anthony, os fios de cosmo brilhavam e se movimentavam enlouquecidamente.
– A... the... na... – o nome da deusa saiu cortado e difícil da voz do cavaleiro, seus olhos começaram a ficar brancos, estava perdendo os sentidos e a consciência. Seu corpo foi arremessado em uma parede que se rachou com o impacto e uma nuvem de poeira surgiu. Mesmo com uma enorme distância os conectores ainda estavam ligados aos dois.
– Assim como o sol influencia diretamente na vida dos humanos, eu sou o soldado que assim faz também! Controlo sua vontade, seus sentimentos, sua força e tudo que pode ser controlado por seu cérebro. – os lábios brancos do homem se torceram em um sorriso sinistro – eu serei o governante deste planeta em nome do senh...
Uma rocha enorme colidiu com o soldado. Seu corpo não se moveu nem mesmo um centímetro com o impacto da rocha que se despedaçou. Seu rosto se tornou duro e severo.
– Tsc tsc, você não aprendeu que quando um soldado fala o outro abaixa a orelha? – ao terminar de falar, seus olhos brilham, e ergue uma das mãos, o corpo do taurino se eleva no ar, e sua mão direita começa a puxar a própria orelha, arrancando-a, muito sangue saiu pelo ferimento.
– Isa.. ac.. – a garganta do taurino estava se fechando, seus pulmões clamavam por ar, uma dor excruciante vinda do buraco em seu lado direito. – Eu.. pro... me... ti...
O cosmo dourado de Anthony se elevou e o fio que o conectava com o soldado se rompeu. Seu corpo se movimentou acima da velocidade da luz, fazendo com que sua armadura brilhasse intensamente.
Clovek deixou escorrer de sua mão esquerda um fluido roxo cintilante, que logo se transformara num chicote. Em várias tentativas tentou agarrar o cavaleiro mais rápido do santuário, porem todas em vão.
– Não morrerei aqui, eu verei meu irmão novamente, EU FIZ UMA PROMESSA! – e seu cosmo aumentou e explodiu.
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