Cavaleiros do Zodíaco - História Perdida
7 Capítulo 7 - Presas do escorpião
Todos os dourados estavam deixando o salão do Grande Mestre após a reunião. Carlos de Escorpião foi o último a sair pouco depois de ser interrompido pelo papa:
— Carlos, você fica. Eu tenho uma missão para você.
— E qual seria, velhote? — Carlos indagou, brincando com sua agulha rubra no dedo indicador.
— Recebemos relatos da ação de espectros de Hades na Itália. Vá e acabe com eles de uma vez.
— Huh, uma missão dessa magnitude? Não podia ter escolhido cavaleiro melhor! — O escorpião deu as costas e arrumou sua capa, deixando o salão do grande mestre.
O relógio marcava uma hora da tarde, e o dourado se dirigiu até a saída do santuário, ostentando sua armadura de ouro e um olhar sádico no rosto. Durante a partida, ele foi abordado por Vrion de Pégaso:
— Hey, espere! Eu vou com você! — O bronze chegou correndo e apressado, puxando a capa de Carlos.
— E quem é você? — Perguntou o escorpião, virando-se com um olhar de desprezo.
— Eu sou Vrion de Pégaso! E vou com você porque minha amiga pode estar lá!
— Que patético. Está mesmo disposto a ir? — Carlos olhou para suas unhas e depois direcionou o olhar para Pégaso.
— Estou sim! Não posso deixar ela com Had-
Sem terminar sua frase, Vrion foi interrompido por uma saraivada de agulhas escarlates que acertaram pontos-chaves de seu corpo, fazendo o jovem cavaleiro cair agoniando no chão e sofrendo uma dor sem igual por ter seu sistema nervoso central queimado.
— Se você quer mesmo ir, deve suportar toda essa dor, Haha. Se é que vai aguentar, claro. — O escorpião riu sádicamente e colocou sua mão na testa, pisando nas costas do Pégaso que ainda agonizava de dor no chão.
— E-eu devo ir, prometi para ela! — Vrion tentou se erguer, mas tombou logo em seguida. O cavaleiro de Escorpião preparou sua agulha final, Antares.
— Que motivação fútil, não vejo por que poupar sua vida! — Quando o cavaleiro se preparou para disparar o golpe final, um cosmo gigantesco saiu do corpo deitado de Vrion.
Carlos viu o corpo do Pégaso caído se erguer liberando uma poderosa energia, que fez o Escorpião recuar por um momento. Em seguida, Vrion tombou caindo aos pés do dourado.
— De fato ... parece ter motivação! Você pode ser uma experiência muito divertida, PÉGASO! Irei poupá-lo. — Carlos pressionou os pontos corretos da constelação de Pégaso em Vrion, parando sua hemorragia.
— V-você me paga, maldito! — Vrion exclamou, se apoiando em Carlos para não cair.
— Estarei esperando, fracote.
E após toda situação, a dupla marchou até a Itália: No caminho, passaram por florestas exuberantes e praias maravilhosas, também percorreram áreas desoladas pelos espectros, uma bestialidade. Após três dias de viagem, Carlos e Vrion entraram no barco para levá-los até Milão:
— Finalmente chegamos, eu já estava cansado. — O escorpião se acomodou em um banco do navio, com Pégaso sentando logo ao lado:
— É uma chatice viajar com você ...
— Disse algo, garoto? — Carlos encarou Vrion com um olhar psicótico no rosto, voltando ao normal em seguida.
— N-não!
A dupla sentiu um cosmo diferente, e resolveram entrar na cabine apenas para terem uma supresa: O navio estava vazio e sem um piloto, apenas eles estavam lá.
— Droga, é uma armadilha! — Carlos berrou e empurrou Pégaso para a esquerda, salvando-o de um machado gigantesco que partiu o chão.
— Quem é você, revele-se! — Vrion berrou, e nesse momento um homem de dois metros saiu das sombras, ostentando uma surplice toda preta e com chifres longos.
— Eu sou Gordon de Minotauro, a Estrela Celeste do Cárcere! — Ao proclamar seu nome, o homem desceu um machado gigantesco sobre Vrion, afundando-o no chão e criando uma fumaça gigantesca no local.
Para o espanto do espectro, o Pégaso segurou o machado com os dois braços e o arremessou longe, desarmando o vilão:
— Meteoro de Pégaso! — Vrion esbanjou grande cosmo nas mãos e dispersou diversos meteoros em uma grande velocidade na direção de Gordon, enviando-o longe. Quando a fumaça se dissipou, o espectro estava caído no chão.
— Viu, Carlos? Ele é muito fraco! — Quando o Pégaso proclamou as palavras, o gigante surgiu atrás dele. Desta vez, Minotauro concentrou um cosmo gigantesco em seu braço até simular um machado, acertando em cheio o Pégaso pelas costas, com mais força o suficiente para destruir sua armadura.
Nesse instante, o espectro apenas viu uma agulha rubra que parou seu machado: Carlos de Escorpião conseguiu parar o espectro apenas com a unha de seu dedo indicador. Em seguida, ele dispersou diversas agulhas incandecentes que transpassaram o corpo do Minotauro, fazendo-o cair de joelhos no chão.
— Agora, como posso te torturar, espectro? Talvez eu acabe com seu sistema nervoso lentamente? — Carlos pisou no peitoral da sapuris de Gordon, que agonizava no chão. Com um sorriso perverso no rosto ele passou a agulha vermelha na pele do espectro, fazendo um talho em seu rosto.
— Que isso sirva de lição, Pégaso. Nunca subestime sua presa! Até mesmo o mais incômodo dos ratos pode surpreender um escorpião. — Carlos saiu de cima do espectro, ajudando Vrion a se recompor.
— Agora desapareça, espectro! ANTARES! — O escorpião dispersou de seu dedo indicador uma agulha vermelha que transpassou o coração do espectro, matando-o na hora. A agulha provocou um calor tão forte que fez o corpo do vilão entrar em combustão e criar uma explosão gigantesca.
— Esse cara é assustador! — Vrion pensou consigo mesmo, andando atrás de Carlos que deu as costas para a explosão, ostentando um sorriso psicótico no rosto.
Após todo ocorrido, o navio finalmente ancorou em Milão ...
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