Cavaleiros do Zodíaco - História Perdida
15 Capítulo 15 - Desejos vampirescos!
Um homem de cabelos negros apareceu atrás do cavaleiro de Virgem, com uma sapuris completamente negra e um grande capacete, deixando apenas seu olho direito a mostra:
— Eu sou Leybold de Upyr, a Estrela Terrestre da Causa.
— Não quero saber quem você é, espectro profano. — O cavaleiro de Virgem ainda estava com os olhos fechados e na posição de lótus, mas de frente para Upyr.
— Você é fraco, acha mesmo que sem sua visão conseguirá me derrotar? Mostrarei a nossa diferença de poder! Murderous Brood! — O espectro ergueu as mãos para cima e uma colônia gigantesca de morcegos banhados em chamas vermelhas foi convocada, indo até o Virginiano na velocidade da luz.
Ao se aproximarem de Shido, os morcegos automaticamente caíram e uma barreira de luz envolvia o cavaleiro de Athena. Ele juntou os dedos em forma de meditação, irradiando um poderoso cosmo.
— Ohm! — Ao citar o mantra, o cosmo gigantesco destruiu todo telhado da gigantesca torre, arrastando Leybold junto, que acabou por ficar paralisado.
— Que poder é esse?! — O espectro fez um olhar de pavor, sem conseguir se mexer.
— Rendição Divina! — Uma poderosa energia cósmica foi liberada das mãos de Shido que formavam um círculo, desintegrando o corpo do espectro com sua sapuris e ativando o rosário mesmo sem abrir os olhos.
O cavaleiro era tão poderoso que mesmo com um sentido privado, foi capaz de ativar o rosário que logo teve uma de suas contas enegrecidas, selando Leybold de Upyr.
— Bravo ... bravo ... — Um rasgo ocorreu no espaço tempo na frente de Virgem, formando uma cruz como se o ar estivesse "rachado". Um ser com apenas os olhos a mostra surgiu, tendo sua boca escondida por uma máscara e vestindo um manto negro.
O cavaleiro de Virgem permaneceu calado, ciente da força de seu inimigo. No momento, o cosmo do Virgianiano ficou ainda mais poderoso, mas logo foi combatido pelo do espectro, que também tinha o mesmo nível.
— Sua barreira não irá me impedir. Cruz Carmesim! — O espectro deformou a dimensão mais uma vez, criando uma cruz de tom rubro no ar, enquanto o espaço tempo foi conectado dentro do Kahn do Virginiano, barrando sua defesa e causando grandes danos em seu corpo através dos feixes luminosos.
O Cavaleiro de Virgem sofreu os danos, mas ainda continuou na posição de Lótus e calmo, embora com o rosto pouco ensaguentado, liberando um cosmo mais poderoso:
— Ciclo das Seis Existências! — Ao proclamar o golpe, Earheart de Vampiro se viu flutuando no espaço e rodeado de seis mundos que vagam por aquela dimensão.
— Escolha um deles: O inferno, onde pagará por seus pecados; O mundo das bestas, onde será devorado por animais; O mundo da guerra onde lutará sem parar! O mundo dos humanos, onde o mal e o bem se equilibram; O paraíso, onde qualquer pensamento impuro lhe joga no inferno, e por fim o Mundo onde você deverá comer outros para sobreviver!
— Eu não escolho nenhum deles ... — O espectro liberou um cosmo gigantesco e conectou a dimensão em que estava com a terra, viajando pelo espaço-tempo e reaparecendo atrás do Virginiano, que deixou uma gota de suor cair.
— E agora, terá o seu fim! Cruz Carmesin! — Earheart moldou mais uma vez um cruz que conectou as dimensões, rachando o céu. Diversos feixes luminosos prosseguiram em uma velocidade superior a luz pela baixa resistência do ar até Shido.
— Não dessa vez! Rendição Divina! — O cavaleiro posicionou o rosário na frente e uma quantidade gigantesca de cosmo consumiu os filetes de energia do espectro, bem como acertou seu corpo, derrubando-o no chão.
Em seguida, Shido abriu os olhos e liberou uma energia ainda maior ao alcançar o oitavo sentido, quase desintegrando o espectro por seu poder gigantesco que foi o suficiente para destruir a maior parte de Jamiel.
— Tesouro do Céu! — Com os olhos abertos, O virginiano extraiu todos os sete sentidos do espectro instantâneamente e pulverizou seu corpo em seguida.
— Foi sem dúvidas, um oponente difícil para me fazer abrir os olhos ... — Curiosamente, o Virginiano se espantou quando mesmo após a morte do espectro, sua conta no rosário não mudou de cor.
Seu rosto começou a transpirar quando o corpo de Earheart se reformulou junto de uma nova sapuris: Cetus.
— Eu estive guardando essa surpresa, Virgem! Eu posso absorver energia vital, e essa minha Sapuris foi um presente especial que adquiri da família Walden!
Um cosmo gigantesco foi liberado do espectro até o cavaleiro de Virgem com os olhos abertos, que foi arremessado longe na postura de Lótus. Diversos feixes de energia fundidos com água rodearam o Virginiano, destruindo seu Kahn e acertando-o em cheio pela técnica.
— Carmesim Billow! E com isso, você é derrotado! Nem mesmo o Oitavo Sentido que adquiriu ira salvá-lo!
— Será? Eu posso atingir um patamar maior! — O cavaleiro de Virgem ao ser atingido pelos golpes teve grande parte de sua armadura destrúida. Queimando ainda mais seu cosmo, ele fez Earheart recuar.
— Não pode ser ... existe um sentido ainda maior?! — O vampiro berrou assustado, preparando-se para um golpe ainda mais potente ao moldar uma cruz carmesim no céu.
— O nono sentido, o sentidos dos deuses! — Com as palavras ditas, uma poderosa onda de cosmo consumiu o ataque de Earheart junto de seu corpo, pulverizando-o de modo que não reste nem poeira.
Sua alma foi para dentro do rosário que estava transbordado de poder nas mãos do Virginiano. Quando quase toda Jamiel estava destrúida, o cosmo divino de Shido cessou e ele voltou apenas a ficar com o oitavo sentido, vulnerável.
— Vamos pegá-lo! — Um grupo de espectros que rondava a área avançou até o Virginiano caído, que apenas posicionou o rosário na frente deles e abriu seus olhos uma última vez, obliterando seus corpos de modo que não reste nada.
Uma explosão de luz ocorreu em Jamiel, que foi o suficiente para ser vista por todos no santuário, inclusive Vrion.
— Que cosmo divino foi esse?
— Eu também senti, Vrion! — Klimber exclamou e Diana concordou, enquanto os três olharam para a constelação de Virgem no céu, que brilhou mais que o normal.
Os três entenderam a situação e sorriram, sabendo do sacríficio feito pelo Virginiano.
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