Cavaleiros Do Zodíaco - Ilikía Ton Theón
1 RECOMEÇANDO TUDO DE NOVO
Notas iniciais
Uma coisa que esqueci de avisar: tio Kurumada que me perdoe, mas eu dei uma alterada nas datas: a última Guerra Santa que ocorreu (Guerra Santa da Série Clássica, não a do Lost Canvas), não aconteceu em 1986, mas sim, em 2007 (se vocês fizerem as contas com as datas, idades e anos que surgirem ao longo da fic, vão ver o sentido disso).
CAPÍTULO 1 — RECOMEÇANDO TUDO DE NOVO
Um novo dia começava a surgir na Alemanha. A luz do sol brilhava e iluminava os telhados das casas e as paredes dos prédios das cidades espalhadas pelo país europeu. As árvores e florestas deixavam seus sombrios tons escuros para trás e acolhiam o agradável e vivo tom esverdeado em suas folhas. Os pássaros saíam de seus ninhos e voavam pelo céu, soltando um suave gorjeio.
Estava tudo muitíssimo bem se fosse um dia comum. Mas não era. Pelo menos, era o que os Espectros de Hades pensavam.
Já faziam 5 anos que a última Guerra Santa entre Hades e Atena terminou. Pandora e os Espectros voltaram à vida, e, como a passagem para o Submundo fora fechada para não ser aberta mais, todos eles tiveram que se acostumar (e re-acostumar) a ter uma vida normal. E, depois dessa meia década, Pandora reuniu todos os Espectros para uma votação: se iriam ou não atrás da alma de Hades, que poderia estar escondida em qualquer canto do mundo. Graças a isso, a confusão foi instalada: de todos os Espectros, metade votou a favor, e metade votou contra, o que acabou gerando uma discussão de proporções polêmicas digna de ir para as Nações Unidas (n/a: perceberam que estou falando da ONU, né?). E a pobre Pandora tentava pôr ordem naquela bagunça.
- Espectros... Gente... Pessoal... — Pandora dizia, mas ninguém a ouvia. Isso foi o suficiente para irritar a alemã. — O PRÓXIMO QUE ME IGNORAR VAI LAVAR E POLIR TODA A PRATARIA E SIMILARES QUE HÁ NESTE CASTELO!!
O berro ameaçador da ex-sacerdotisa de Hades fez todos os Espectros se calarem, afinal, ninguém era louco o suficiente para enfrentá-la quando ela está irritada. E muito menos de passar o dia polindo a prataria.
- Muito bem, agora que todos estão devidamente quietos e prestando total atenção em mim, vamos tentar de novo. — Pandora disse apertando a testa entre os dedos, tentando diminuir a enchaqueca que ameaçava surgir. — Quem quer ir atrás de Hades, levante a mão.
Aconteceu a mesma coisa: metade levantou a mão, e metade permaneceu imóvel.
- Certo. Aos Espectros que não levantaram as mãos, por que vocês querem o contrário? — Pandora perguntou.
- Eu e Lune andamos conversando sobre isso, senhorita Pandora. — Violate de Behemot respondeu tomando a frente dos outros Espectros. — E chegamos a conclusão de que é melhor para todos nós não servirmos Hades mais.
- E por qual razão? — Pandora perguntou.
- Raciocine, senhorita Pandora: todos nós sempre servimos Hades há vários séculos, desde as eras mitológicas. — Lune de Balron respondeu se pondo ao lado de Violate, o que fez com que um certo Espectro de Garuda começasse a ter uma crise interna de ciúmes. Aiacos conhecera Violate na Guerra Santa de 549, e convivera com ela ao longo desses 12 séculos, 1 década e 5 anos. Com os anos, a convivência fez o coleguismo que Aiacos sentia se tornar amizade, que se tornou amor fraternal, que acabou por se tornar um amor obsessivo compulsivo altamente protetor e desenfreado, e isso perdurou por vários e vários anos até hoje. Sem saber como falar de seus sentimentos para Violate, Aiacos teve que se contentar apenas em tê-la em seu pedaço no exército; era o máximo de proximidade que ele teria de sua querida e amada Behemot. E se tinha uma coisa que Aiacos odiava com todas as forças era algum homem (com exceção de Verônica de Nasu) perto da SUA Violate; nem mesmo Lune escapava, mesmo sendo o mais quieto e comportado dos Espectros.
- Sim, o que tem a ver com o assunto? — Pandora perguntou tentando organizar corretamente os números desse sudoku.
- É o seguinte, patroa: desde as eras mitológicas, nós fizemos parte da panelinha do Hades, e desde as eras mitológicas, a gente toma bem tomado por servi-lo. — Verônica de Nasu disse tomando a dianteira de Balron e Behemot. — Cansamos de nos ferrar por causa da obcecação do "suco de soja paraguaio" pelo controle mundial. Em toda maldita Guerra Santa, todos nós morremos das mais variadas maneiras possíveis, ressucitamos, esperamos duzentos e tantos anos para a próxima Guerra Santa começar, morremos de novo, e assim sucessivamente. Pô, a gente tá que não suporta mais, caramba; paciência pra surra tem limite e a nossa já se esgotou há uns... sei lá, uns quatrocentos e tantos anos, negada? Pois bem, o que interessa é: cansamos de dançar na corda bamba por causa do Hades, não receber nada em troca e lutar do lado daquele que sempre quer detonar a Terra.
- Deixa eu ver se eu entendi: vocês não querem mais servir Hades porque se cansaram de se dar mal por causa dele; é isso? — Pandora disse sentindo uma lâmpada se acendendo em cima de sua cabeça.
- Basicamente isso. — Behemot, Balron e Nasu responderam em coro.
- Mas isso nos leva a um problema: se nós pararmos de servir à Hades, a quem serviremos? — Aiacos jogou o abacaxi nas mãos de todos. — Tenho certeza que ninguém aqui quer ir para as bandas de Atena.
Os Espectros tiveram que dar o braço a torcer: ninguém queria ir para o lado de Atena e muito menos permanecer ao lado de Hades. Eles pensaram em quem poderiam ser leais, porém...
- Eu acho que não temos a quem servir. — Caronte de Aqueronte falou o que ninguém queria dizer depois de muito tempo pensando nas possibilidades.
- Na verdade... há uma pessoa. — Minos de Grifon falou chamando a atenção de todos.
- Sério? E quem seria? — Sylphid de Basilisco perguntou.
- Senhor Minos, está falando da...? — Luco de Dríade perguntou mas não chegou a completar a frase.
- Mas é claro! Depois de Hades, a única pessoa que tem poder sobre nós é ela! — Pandora disse tendo um estalo, captando a mensagem do Juiz do Inferno.
- Mas alguém faz alguma ideia de onde ela possa estar? — Faraó de Esfinge perguntou o ponto crucial; não podiam sair por aí sem ter uma ideia de onde ela pudesse estar.
- Eu posso resolver isso. — Valentine de Harpia falou. — Posso invocar harpias e mandá-las mundo afora atrás dela.
- Faça isso, Valentine! — Pandora aprovou a ideia. — E os outros, ajudem do jeito que puderem.
E foi assim que a reunião que decidira o futuro dos Espectros se encerrou.
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Era final da tarde. O sol já se punha no horizonte. Nas cidades, as pessoas voltavam para casa e o horário de rush já se fazia presente. Nas florestas, os pássaros e os animais voltavam para seus ninhos e suas tocas, e as corujas já começavam a despertar. E no castelo da família Heinstein, os Espectros esperavam a hora do jantar. O único que não aguardava a janta era o Espectro de Harpia: já faziam duas semanas que a reunião acontecera e que Valentine mandara suas harpias mundo afora. Na sacada de seu quarto, Valentine esperava o retorno de suas harpias. Finalmente, elas chegaram trazendo notícias.
***
- Muito bem, Valentine, explique o motivo de convocar uma reunião de emergência justamente na hora do jantar. — Pandora dizia tentando se controlar para não pular no pescoço de Valentine; assim como todos os Espectros, ela estava verde de fome.
- Peço perdão, senhorita Pandora, mas eu tenho notícias de minhas harpias. — Valentine disse, o que fez os olhos de Pandora brilharem.
- Que notícias? — Pandora perguntou anisosa.
- As harpias a encontraram. — Valentine disse o que todos desejavam ouvir.
A algazarra foi enorme: era gritaria pra cá, assovios pra lá... Até uma pirâmide humana de Espectros foi feita!
- SILÊNCIO!! — Pandora gritou calando todos. — Onde ela está, Valentine?
- No Brasil. — Valentine respondeu. -Porém, temos alguns problemas.
- Céus, era exatamente isso que eu não queria ouvir. — Pandora disse em um lamento. — Que problemas?
- O primeiro, e talvez o mais importante: ela não acredita em deuses gregos, romanos ou de qualquer outro panteão. Ela é cristã. — Valentine disse.
- Isso não é problema algum; até Atena acredita em Deus, Valentine. E olha que Atena é uma deusa! — Pandora retrucou.
- O que eu quis dizer é que ela pode não aceitar o que ela é. — Valentine explicou.
- Isso nós daremos um jeito. — Pandora disse. — Qual é o próximo?
- Segundo problema: ela tem 17 anos. Adolescente com os hormônios à flor da pele. — Valentine disse.
- Valentine, quando eu me tornei sacerdotisa de Hades e passei a comandar vocês enquanto ele não podia, eu tinha 15 anos, estava com hormônios a toda, e nem por isso tive um troço por estar no meio de homens. — Pandora disse.
- Você tá se preocupando com uma pirralha de 17 anos, Valentine? Eu te aconselharia a se preocupar com outra coisa, meu bem. — Verônica disse dando uma insinuada para Valentine. O Espectro de Harpia achou melhor não falar com Nasu, senão, era capaz de acabar comprometido com aquela coisa.
- Verônica, não esqueça que a "pirralha" em questão, é a nossa nova senhora. — Pandora deu um sermão em Nasu. — Continue, Valentine.
- Terceiro problema: ela está terminando a vida escolar. Vai terminar o último ano do Ensino Médio e quer fazer faculdade. — Valentine disse.
- Esse realmente é um problema, mas vamos conseguir driblar isso. — Pandora disse. — Mais alguma coisa?
- Sim. O quarto e último problema, e esse vai nos dar trabalho: ela tem família. — Valentine falou.
- Ok, agora é um problema sério. — Pandora disse. — Alguma sugestão para resolvermos isso?
- Posso fazer um pot-pourri de ervas: é só fazer um chá com elas e a pessoa que ingerir o líquido entrará em um estado de transe hipnótico tão profundo que irá aceitar qualquer coisa que lhe disserem. — Luco sugeriu.
- Luco, eu não sei o que seríamos sem você! — Pandora disse. — Mais alguma coisa, Valentine?
- Não, senhorita Pandora, apenas isso. — Valentine respondeu.
- Certo. Você disse que ela estava no Brasil, né? — Pandora perguntou.
- Sim, em uma cidade mediana no interior de São Paulo. — Valentine respondeu.
- Ok, depois do jantar, me dê a localização da cidade e endereços de casas disponíveis lá. Quero o endereço da escola dela também. — Pandora disse. — Faraó, Minos, Aiacos, Radamanthys, Violate e Lune, depois do jantar, vão arrumar suas coisas; em breve, estaremos indo para o Brasil.
Notas finais
O QUE VOCÊ FARIA SE TIVESSE QUE ESCOLHER ENTRE SUA VIDA ATUAL E UMA NOVA?
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Reviews, povão? Podem até me mandar alguma pergunta que eu respondo por lá :)
Beijos e até o próximo cap.
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