Notas iniciais
Obrigada meus queridos leitores, realmente ver o numero de leitores e ler cada comentários me da uma força incrível.
Chegamos ao fim das preliminares e no próximo cap, sem ser esse, as coisas vão acontecer. Por isso aviso que provavelmente sejam caps maiores, nem todos, mas com grande possibilidade que sejam.
Apreciem sem moderação! XD

O chão de terra batida ainda estava úmido e pequenas poças insistiam em refletir o céu azul celeste e pequenas nuvens restantes da tempestade. O cheiro de terra molhada era sutil, mas notável. A paisagem do bosque próximo ao castelo dos Uchihas era vivaz, revelando o mais puro verde das folhagens nas copas das árvores em orvalhos.

Ainda tinhas o rastro do crepúsculo colorido quando Naruto saiu pelas enormes portas de madeira de carvalho.

Na noite passada dormiu pouco. Com um gosto ruim na boca e um pressentimento ruim.

Dirigiu-se para o estabulo fora dos muros do grande castelo, pegou um corcel selvagem – recém-capturado, estava preso há uns dias -, mas que conseguia acalmar e montar com pouca dificuldade. O animal magnifico simpatizava com o jovem, permitindo só ele de montar em suas costas.

Sem delongas as patas do corcel batiam forte na lama, logo viraram um trotar ritmado. Os músculos da cocha eram tão fortes e parrudos que causava um pequeno tremor, mesmo sendo único. E era. O único com tamanha força e de cor tão negra. A pelagem tão escura e macia que a ausência de sela não incomodava muito e era fácil se segurar na crina longa.

Corria pela estrada até sumir da vista de qualquer um que o vigiasse do castelo.

De um lado a brisa marítima e o som de ondas levemente agitadas e do outro o cheiro reforçado de madeira úmida misturada com o frescor da própria manhã.

Trotando um pouco mais pela estrada, Naruto finalmente vira para a esquerda e adentra a floresta.

No inicio uns poucos galhos arranharam a pele do seu rosto, mas foi tão leve que nem sentiu.

Seguindo um pouco mais, parecendo até ter se perdido, ele diminuía à medida que sua respiração foi ficando ritmada e mais calma, como se aquela péssima sensação estivesse se esvaindo.

Num galope calmo ele seguia por uma trilha inexistente para os outros e que só ele conhecia; nem Sasuke sabia desse segredo. O próprio cavalo desconhecia essas terras e prestava atenção, já presumia que passaria por ali muitas vezes.

Não demorou e, passando por entre umas árvores um tanto mais disformes e de raízes bem expostas, uma clareira parecia surgir.

Clássica com um pequeno lago e tendo a grama rala, mas de um verde vivido e coberto por dentes-de-leão brancos que soltavam seus frutos brancos, que acompanhavam o vento e o voo de borboletas. Por ser pequena, a clareira era encoberta pela sombra das árvores, que dançavam, fazendo parecer que os raios do sol que conseguiam chegar ao solo tivessem vida.

Esse era o lugar

O refúgio de sua vida de guerreiro, onde não tinha rastro de sangue ou qualquer indício do mundo. Era seu oásis, que fazia Naruto se sentir tão em paz, longe dos demônios que o atormentam e de um em especial que ele prefere não pensar enquanto esta na clareira.

Ele senta na beirada do lago e o cavalo o acompanha por puro instinto.

Decide passar um tempo por lá, apenas torcendo para que as horas passassem mais lentas, já que não consegue fazer o tempo parar. Deita e apoia suas grandes mãos na nuca, mas não encara o céu, ele prefere fechar os olhos e tenta sonhar, pois queria ver de novo a moça que, não atormenta, mas encanta seus sonhos.

***

A Floresta Leste se ilumina ainda mais.

Kiba sempre se anima quando Hinata o visita. E a floresta reage a cada emoção de seu deus. Ele se esforça para mostrar o melhor lado da floresta, os animais mais saudáveis e as flores mais coloridas.

Em sua floresta é onde moram também ninfas que cuidam das árvores, fortificam suas raízes e dão cor às flores. Sempre que Hinata adentra a floresta, as ninfas se escondem, mas cantam para ela. Elas se escondem por serem tímidas, mas do que a própria Hinata. Se é que é possível.

Hoje cantam em coro uma musica serena que combina com o ambiente, mas ainda com um pouco de irritação na voz devido à visita de Sol. O resto em harmonia; calmo, mas cheio de vida.

- É hoje à noite, Hinata. O que decidiu fazer? – perguntou Kiba que caminhava ao lado da morena.

A morena, num ato de nervosismo, brinca com seus indicadores e deixa escapar uma tremedeira temerosa.

- E-e-eu a-acho que v-vou fazer como me-meu pai quer. – sua foz foi tão próxima a um suspiro que, se Kiba não tivesse tímpanos de lobo, não teria ouvido nem de perto.

Ele sentia que era muita pressão em Hinata e por justamente ele ter perguntado que desde já ela se sentia desconfortável. Amaldiçoou-se mentalmente, mas tinha que conscientiza-la do inevitável.

Andando mais um pouco, Kiba começou a sentir presenças sinistras numa extremidade de sua Floresta e isso não era algo para se deixar passar, principalmente nessa época de tanta agitação no mundo mítico.

Deu um breve aviso para Hinata e correu para a tal presença. Ela simplesmente continuou andando.

Deixava os sentimentos ruins de lado e pensava em coisas boas, como sua irmã menor ter finalmente fugido de seu pai e correu atrás de seu sonho, a menor tinha se apaixonado e, apesar das complicações de seu amor jovial, enfrentou seu pai. Esse pensamento, infelizmente, trouxe o orgulho, mas também a inveja.

Nunca conseguiu ser forte o suficiente, ser confiante o suficiente. Era como seu lamento eterno.

Seguia por entre arbustos sob o céu quase límpido. A tarde chegara rasteira, mas nem por isso despercebida pela jovem de olhos lunares, seus pés descalços ficavam amis sujos, mas a barra do vestido se mantinha impecável. Suas passadas cautelosas faziam-na parecer flutuar se fosse vista de certa distancia.

Cada vez mais a terra secava e dava espaço para as pequenas flores, que antes castigadas pela chuva, se erguem de novo. Revelavam sua beleza sutil. Rouxinóis cantavam animados e uns chegavam a rondar Hinata e a mesma se distraia, agradecia mentalmente por ter esses pequenos amigos.

Finalmente chegou ao centro da Floresta Leste.

Não no exato centro, pois o que tinha realmente no centro era a maior e mais antiga árvore. Seu tronco era muito grosso e nem um pouco oco, suas folhas eram de um verde claro único que se destacava e ainda tinha marcas de todos os anos sofridos que enfrentou e era recheada de lembrança dos anos agradáveis que passou. Ficar perto dessa árvore é sentir o coração puro da floresta, é respirar séculos da história da natureza e ouvir o vento transpassando por aqueles galhos velhos e fortes num assobio fraco.

Limitou-se em apenas observar, fechar os olhos e realmente sentir essas sensações proporcionadas pela própria árvore.

De repente o vento soprou agitado.

Notando isso, Hinata desperta de seus devaneios e dá atenção a ventania aflita.

Como se quisesse carrega-la, o vento a forçava a caminhar com insistência. Era estranho e por isso hesitava. Por que tinha essa urgência? O que esta acontecendo? O que tem nessa direção?

Era uma distancia curta, mas cada passo era desengonçado pela força que o ar lhe prensava.

Finalmente foi diminuído quando chegou ao suposto destino. Uma pequena clareira.

Notas finais
Bem, é isso.
Espero ansiosa por comentários e mais leitores!
Vejo vocês no próximo ^^
Até gente!