Cavaleiro Da Lua Cheia
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Peguei umas dicas com autores que tem por aí, mas não vão esperando aquela coisa perfeita a de todas as formas sou iniciante >.
A brisa fria do mar era forte, fazia sua capa preta dançar no ar, parecendo mais leve do que realmente era, seus cabelos dourados como o sol, bagunçavam-se ainda mais, e uma leve poeira de areia cobria uma pequena parte de suas botas de couro. Os olhos azuis se distraiam vendo a água escura, que refletia o céu da noite sem estrelas, com apenas o brilho da lua, que parecia brilhar mais que o sol e era ainda mais reconfortante com sua luminosidade cálida.
O silencio ajudava o jovem guerreiro de armadura se sentir solitário, mas ter a liberdade de pensar, em alto ou baixo tom.
Famoso, com o nome de Raposa demônio, Naruto não passava de um jovem bom em causar temor no adversário.
Sua mente vagueava no passado. Pensando em cada vida que tirou; cada brilho que viu sumir dos olhos de suas vitimas enquanto tirava a espada ensanguentada do peito da mesma; cada mulher que perdeu o marido ou até mesmo o filho; e em como lamentava não lembrar o nome dessas pessoas que, por mais patéticas que tenham lhe parecido, eram corajosas e tolas ao cruzar seu caminho.
Um passo lento de cada vez.
Quase tocando o couro esfolado das botas na água fria que ia e vinha.
Tinha acabado de voltar de uma batalha dura, uns poucos respingos de sangue estavam no peitoral metálico. A sorte é que o cheiro salgado do mar se mesclava com o do sangue, tornando suportável esperar para lavar sua armadura.
Ainda cabisbaixo e com os orbes azuis centrados no mar escuro, sente um movimento de onda mais agitado.
Não estava sozinho.
Em tênue silencio ele ergueu a cabeça e ajeitou a coluna. Não pode evitar ficar boquiaberto com o que via.
Ao longe, uma jovem, se banhava lentamente nas águas frias. Sua silhueta era ainda mais marcante, por causa da lua ao longe, que envolvia a graça de sua beleza, não permitindo que se distinguisse cor. Seu cabelo era longo, indo até um pouco abaixo da cintura fina. As pernas só se permitiam ser vistas até o joelho – o resto estava oculto pela água –, os braços a envolviam num abraço próprio, as pequenas mãos deslizavam pelas costas lisas.
Sem notar a presença do loiro, a jovem se banhava de forma que seduzia o mais casto dos homens. Era bela, mas parecia não ter noção disso.
Um fino véu prateado e transparente caia sobre seus ombros realçados pela luz lunar. Por Deus! Não conseguia tirar os olhos da moça. Tão tranquila tão indefesa.
Mesmo que por um segundo, o desejo tomou conta dos pensamentos de Naruto, e esse segundo foi a ruína para seu controle. Já imaginava como era o rosto dessa fogosa moça, se perguntava qual o gosto de sua pele e se era tão macia quanto aparentava. E não parou mais. Já sentindo o sangue ferver, não poupou suspiros, mas ainda se agarrava ao fino fio de sanidade que tinha para não correr até ela. Não queria assusta-la, então se limitou a afastar-se e esconder-se nas grandes pedras da praia, sem tirar os olhos dela.
***
- Acorde preguiçoso de uma figa! – esbravejou uma voz grave e cortante.
Naruto abriu preguiçosamente os olhos, estavam chacoalhando-o, e não era nem um pouco agradável receber essa brutalidade ao acordar.
Finalmente sua visão embaçada foi tomando forma.
Um moreno de olhos tão negros que mais um pouco de escuridão os fariam ficar a cor tissão¹ lhe encarava impaciente, com uma veia saltada na testa e o cenho franzido, fazendo rugas que não deveriam existir ficarem a vista.
- Passa do meio-dia e nem se dispôs a vestir-se ou me cumprimentar quando cheguei. Realmente, seus maus modos não têm limites. – ainda desgostoso, o moreno pronunciava maldições de revolta e se dirigia às cortinas para abri-las. Isso incomodou Naruto.
O moreno era um tão querido amigo de Naruto, Sasuke Uchiha. Um carrancudo de pavio curto que arrancava suspiros de todas as donzelas do castelo. Era, na verdade, dono do castelo, mas pouco ficava nele, já que viajava a toda hora, de capital em capital a serviço do Hokage.
- Também te amaldiçoo. Estava em tão bom sonho que não pretendia acordar nem por uma semana. – esbravejou por fim, levantando-se da cama.
O loiro realmente estava sem vestimenta, como Sasuke já havia presumido. Mas isso foi corrigido quando colocou uma túnica de lã vinho sobre o abdômen definido e bronzeado, um cinto grosso e marrom, e grossas meias pretas e foscas. Andava de um lado para o outro procurando suas botas.
O grande quarto luxuoso, que se encontrava desarrumado como se um furacão o tivesse atravessado seguido de um ciclone para finalizar o serviço. Se não fosse tal desordem, seria um dos melhores quartos de todo castelo, tendo a cama espaçosa e com edredons de algodão egípcio e travesseiros de plumas de ganso. Além da mobília: um armário grande de nogueira, uma mesinha de cabeceira de pinheiro e duas poltronas de costas altas viradas para a lareira.
Agora o tapete de urso que enfeitava a frente da cama estava oculto por roupas e mais roupas, a pobre mesinha tinha um par de botas velhas e sujas de lama lhe lambuzando o esculpido delicado. Da lareira ainda saia um pouco de fumaça, devido às milhares de folhas de pergaminho jogadas nela, e, por fim, na cama ainda tinha o rastro de uma rameira, e o cheiro do ato praticado na noite anterior impregnava o local por completo.
A bile quase escapou pelos lábios finos de Sasuke.
- Venha logo. Nessa viagem sai num lucro interessante e queria logo contar para alguém o que encontrei. – pronunciou o moreno, já na porta e com a mão apoiada na maçaneta de ouro puro. Seu olhar era malicioso e seu sorriso provocador.
Estava escondendo algo bom de mais, ao que parece, e, se não conhecesse seu amigo, Naruto até teria achado que os olhares e sorrisos eram para si, mas eles eram justamente a surpresa.
Achou as botas e seguiu o amigo, que já andava apressado pelos corredores largos.
Estavam no segundo andar, todo enfeitado com quadros enormes da família Uchiha, desceram a escadaria de mármore e atravessaram o hall quase correndo.
Ali, oculto por uma tapeçaria de linho, feita por uma das melhores costureiras de Konoha, pendurado por cordas simples, escondia uma porta nas sombras. O inesquecível Esconderijo que usavam desde crianças.
Naruto não pôde conter o sentimento de ansiedade. Quando se tratava de usar o Esconderijo, significava que era algo muito secreto para o mundo, só eles saberiam, e guardariam o segredo até a tumba.
Destrancando a porta e adentrando com a agilidade silenciosa de uma pantera, Sasuke esperava o loiro, que entrou despreocupado com o resto do mundo, só queria ver esse algo incrível.
Seguiram o estreito corredor de pedras de granito até uma escada improvisada de pedras. Uma vez ou outra a roupa do moreno prendia em partes pontiagudas das pedras, mas não ligou para o buraco que fez em sua blusa branca de seda, mais importante era revelar a surpresa e perguntar qual melhor maneira de desfruta-la.
Mais uns instantes descendo e chegaram à gruta que ligava o mar ao castelo. Mesmo sendo a beira mar, aquela era a entrada secreta, tanto pelo lado de dentro quanto pelo de fora. E ainda era um lindo lugar, iluminado por uma sustância fosforescente azulada que fazia com que nem precisasse de tocha para ver aonde pisa.
Naruto ouviu barulhos de corrente tilintando.
Não teve outra reação se não deixar o queixo cair com o que viu, se virou para o amigo para confirmar se era isso mesmo – o mesmo afirmou num aceno de cabeça. Estava incrédulo.
Notas finais
Espero que tenham gostado, que comentem e... que leiam os próximos caps!!
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