Cause when Im kissin you
16 Capítulo 16: Padastro e meio-irmãos?!
Carol
Eu estava em casa, deitada de barriga pra baixo, revisando as matérias de medicina. Daqui a três semanas são as provas. Medicina é bem difícil, então tenho que saber tudo sobre tudo das matérias.
– Filha? — Falou minha mãe abrindo a porta.
– Oi mãe. — Falei me sentando. — Entra.
– Tudo bem. — Ela entrou e se sentou na cama.
– Aconteceu algo, mãe?
– Preciso te contar uma coisa — Ela falou. — Carol.. Lembra do Christian?
– Lembro sim. Christian Martin, não é? — Falei assentindo.
– Sim, ele mesmo. Então.. Eu e ele estamos namorando há 3 meses. — Ela falou. Fiquei de boca entreaberta. Não que eu ache isso ruim, Christian era muito legal. E ele tem alguns filhos, ou filhas.. Isso é bom, não vou ficar solitária agora.
– Jura mãe? Que bom! — Sorri e ela também. A abracei. — Parabéns. Só espero que ele cuide bem de você. — Falei encostando o dedo em seu braço e nós rimos.
– Sem problemas filha. E bom, você já sabe que ele tem filhos né?
– Sei, mãe.
– Então bem. Nós vamos daqui a uma hora lá na casa do Christian conhecer eles. Tudo bem?
– Claro. — Sorri e ela também. — Mas espera, mãe, você disse que estão namorando há 3 meses? E.. Porque não me contou antes?
– Ah filha.. Eu tinha medo de como você ia reagir. — Ela falou. Sorri.
– Ah mãe, você tem o direito de ser livre, de viver, e ser feliz. Se o Christian puder te dar a felicidade, pra mim tá tudo ótimo. — Ela sorriu e me abraçou.
– Você é a melhor filha do mundo.
– Eu sei disso. — Falei me levantando. — Mas agora vai, vai se arrumar e ficar uma deusa pro seu namoradinho lá. — Falei rindo. Ela saiu e fechou a porta. Que roupa uso? Hum.. Fui até meu closet escolher algo. Sim, eu tenho um closet. Não vivo sem um, por isso mandei fazer. Tá beleza, é coisa de gente riquinha e mimada, mas eu não sou nada disso ok? Só gosto de closet, problem? rs. Escolhi uma blusa preta de mangas compridas com as costas de renda e um short jeans escuro. Peguei uma sapatilha branca e separei. Fui até o banheiro, tomei um banho rápido e saí. Vesti a roupa e fui pentear os cabelos, peguei o secador e os sequei. Passei perfume, um gloss rosa e coloquei algumas pulseiras. Calcei a sapatilha e sai do quarto, olhei pra baixo e vi minha mãe na sala. Desci as escadas e fui até ela. — Hum, botando pra quebrar ein mãe. — Falei e nós rimos.
– Vamos? — Ela perguntou.
– Pera, só um minuto. — Ela falou. Corri pro meu quarto, peguei meu celular e meu fone e desci novamente. — Agora sim. Vamos. — Falei. Saímos de casa e entramos no carro. Ela começou a dirigir e eu coloquei umas músicas no fone. Miley Cyrus, Bruno Mars, Justin Bieber, One Direction.. Até que chegamos. Uau! A casa era uma mansão. Se a minha casa era grande, a dele era giga gigante. Umas três vezes a minha. Minha. Nossa. Saímos do carro e minha mãe tocou a campainha. Logo, um homem alto, branco, olhos azuis e cabelos pretos atendeu. Era Christian.
– Olá. — Ele falou sorrindo e dando um selinho na minha mãe. Revirei os olhos e ri de leve. Ele me olhou e sorriu. — Ah, olá. É Carol, não é? Sua mãe fala muito de você. Entrem! — Ele falou e nós entramos. Oh my Josh, era tudo muito lindo. A sala era enorme. Logo avistei mais umas pessoas ali. — Carol, Emme, esses são meus filhos. — Falou apontando pra três adolescentes. Uau, eles eram lindos, e super branquinhos, kk. — Nicole. — Ele falou apontando para uma menina de olhos azuis, cabelos pretos, lisos e na cintura. — Rosalie. — Falou apontando pra uma menina de olhos azuis meio esverdeados e cabelos castanhos escuros e lisos acima da cintura. — E meu filho, Matt. — Apontou pra um menino lindo, ops, lindo não, perfeito, um Deus grego! Ele tinha os olhos azuis, cabelos castanhos escuros formados em um topete, era forte e musculoso, e tinha um sorriso lindo estampado em seu rosto. Ai ai ai ui ui viu.
– Oi. — Falei acenando e sorrindo sem graça.
– Oi Carol! — Rosalie falou.
– Oi. — Nicole falou.
– E ai linda. — Matt falou piscando pra mim e rindo depois. Ri de leve. Logo ouço a campainha tocar.
– Ah, pai, combinei com a Rebecca de estudar hoje, deve ser ela. Tchauzinho! — Nicole falou pegando sua mochila e saindo. Arqueei as sobrancelhas e cruzei os braços. Parece que ela não gostou de mim. Dei de ombros. Ah, pouco me importa!
– Tudo bem querida. Oh, Rosalie ou Matt, vocês podem mostrar a casa para a Carol? — Christian falou.
– Claro que eu mostro. Vem comigo linda. — Matt falou com um sorriso malicioso no rosto. Vish, galinha? Suspirei.
– Não, seu idiota. Deixa que EU mostro. Vem Carol. — Rosalie falou dando ênfase no "Eu". Matt revirou os olhos e se jogou no sofá. Assenti e fui com a Rosalie. — Desculpe meu irmão bocó, ele é assim mesmo. Atirado e galinha. Sabe como é, rico, mimado, acostumado com a popularidade no colégio, virou essa coisa. — Ela falou dando de ombros enquanto andávamos e eu ri.
– Tudo bem, Rosalie.
– Não, me chama de Rosie. — Ela falou sorrindo enquanto subiamos as escadas.
– Tá bem, Rosie. — Falei sorrindo.
– Vem. — Ela falou apontando pro lado direito com a cabeça. Assenti e fomos. — Esse é o quarto do Matt. — Ela falou parando na frente de uma porta que dizia "Proibida a entrada de animais fêmeas, beleza Nicole e Rosalie?!", ri e balancei a cabeça negativamente de leve. Pois é, quando eu for meia irmã dele vou entrar pra essa plaquinha, haha. Andamos mais uns passos e paramos em outra porta que dizia "Que longe daqui fiquem os elefantes com nome de Matt.", franzi a testa e ri. — Esse é o quarto da Nicole. E ah, ela odeia elefantes desde que fomos ao zoológico e um elefante molhou ela toda, e ela também não suporta o Matt, por isso o "Elefantes com nome de Matt". — Ela falou fazendo aspas com as mãos. Andamos mais um pouco até que paramosem outra porta com outra plaquinha. Meu Deus, quantas plaquinhas. Nela havia escrito "Proibida a entrada do Barney e Seus Amigos". Hã? Franzi a testa e olhei pra Rosalie, ela riu. — Esse é meu quarto.
– Barney e Seus amigos? — Perguntei rindo.
– É, o Matt era chamado de Barney porque ele amava o Barney quando era pequeno, e hoje em dia ele odeia ser chamado de Barney. Agora ele diz que o Barney é bocó. Bom, se o Barney é bocó, Barney é o nome certo pro Matt. — Ela falou e nós rimos. — E o "Seus amigos" se refere aos amigos do Barn.. Matt mesmo. Eles adoram zoar a mim e a Nicole, é um saco. Sabe, "Barney e Seus amigos", pura criatividade a minha né? Perfeita. — Ela falou me fazendo rir. — Quer ver meu quarto?
– Claro. — Falei sorrindo. Ela abriu a porta. Era um quarto enorme, lindo. Tinha uma cama box de casal com um mosquiteiro branco em cima, o cobertor da cama era rosa pink, os travisseiros brancos e as almofadas verdes. Em cima da cama tinham alguns ursos de pelúcia, uma fofura. Tinha um tapete branco enorme no chão, o chão era de madeira escura. Em cima do tapete haviam dois pufes, um rosa e um verde, e perto dos pufes haviam uma mochila, um caderno, um livro, canetas, lápis, borracha, e umas folhas espalhadas.
– Não repara na bagunça, eu estava estudando ciências. — Ela falou suspirando. Ri de leve e voltei a ver o quarto. Tinha um closet sem porta nele, era enorme, cheio de roupas e sapatos, lindos, mas simples. Patricinha não era o jeito da Rosalie. Tinha uma estantezinha pequena onde havia um som em cima e dentro haviam seus CD'S. Tinha uma televisão preta de plasma na parede da frente da cama. Havia um criado mudo branco ao lado da cama, uma estante marrom lotada de livros, ao lado do computador. Mais ao lado tinha uma mesinha marrom com duas cadeiras e um abajur em cima da mesa, devia ser a mesa para estudos. Havia uma cômoda branca, que devia ser onde ela guardava suas coisas. Em cima dela tinha umas bonecas de biscuí, um porta lápis, livros escolares e uma caixinha de música, com uma bailarina em cima. Na parede, em cima da cômoda, havia um mural, cheio de fotos dela só, com suas amigas, seus irmãos, dela pequena, ela e seu pai e ela e sua mãe.
– Sua mãe era linda. — Falei. Ela abaixou a cabeça.
– Era mesmo. — Ela falou triste. Logo entendi. A mãe dela deve ter morrido.
– Ah, eu sinto muito Rosie.
– Tudo bem. Não foi culpa sua. — Ela sorriu e eu também.
– Como ela morreu?
– Acidente de carro.
– Ah.. — Ela suspirou.
– Enfim, esquece. Quer ver o que guardo nessa cômoda? — Ela falou.
– Claro. — Respondi. Ela abriu a primeira gaveta.
– Nessa eu guardo meus livros preferidos, lembranças, cartas, presentes sentimentais, meu álbum de fotos e lembranças e meu diário. — Ela falou. Dentro da mesma havia várias cartas, alguns livros, umas joias e "brinquedos" pequenos e um álbum com algumas fotos na capa. E claro, seu diário. Ele era rosa bebê, brilhante e com o nome "Diário pessoal, PS: Barney ensinou a não pegar coisa dos outros, beleza Matt?". Ri de leve. Ela fechou a gaveta e abriu a segunda. — Nessa, eu guardo coisas que posso precisar. Tesouras, estiletes, coleções, réguas, lápis, caneta, folhas de ofício e etc. — Olhei a gaveta, era tudo bem organizado. Ela fechou e abriu a terceira. — Nessa eu guardo minhas anotações escolares importantes, onde explicam melhor as matérias e as coisas e podem cair em provas e tal. Eu troco essas anotações todo ano. Também guardo aqui meus boletins, minhas provas antigas e tal. — Olhei. Tinham alguns cadernos e várias folhas com anotações e seus boletins e provas. — E não, eu não sou nerd, antes que pense. — Ela riu. — Na verdade odeio estudar. Só que gosto de tirar notas boas. — Ela falou dando de ombros. Ri de leve.
– Como eu. — Falei e ela riu.
– Bom, temos isso em comum então. — Ela falou e eu sorri. Ela fechou a gaveta e abriu a quarta. — Bem, nessa eu guardo minhas lembranças das minhas viagens, Brasil, América, EUA, França, Itália.. — Olhei a gaveta, era cheia de chaveiros, brinquedos, ursinhos, e tinha uma caixinha lá.
– O que é essa caixinha Rosie? — Falei apontando.
– Jóias das viagens. — Ela falou. Fechou a gaveta e abriu a quinta e última. — Bom, e nessa eu guardo es fotos que não preciso colocar no álbum e nem no mural. — Olhei, haviam fotos dela bebê, pequena, se formando quando pequena, atualmente, em festas, com amigos, seus irmãos, seu pai e etc. Ela fechou.
– Obrigada por me mostrar.
– Que nada Carrie! — Ela sorriu e eu também. — Vem, vamos ver o resto da casa. — Ela falou saindo do quarto, fui atrás dela. Ela trancou a porta e descemos.
– Quem é ela, Matt? — Um menino branco de cabelos castanhos perguntou.
– Minha quase meia-irmã. — Matt falou.
– Ui, e que tal me emprestar essa gostosa? — Um loirinho falou rindo.
– Deixa ela em paz, beleza Kurt? — Matt falou.
– E você vai me obrigar? — O tal Kurt falou se levantando.
– Talvez eu vá, talvez eu deva. — Matt falou se levantando.
– Ei, parem com isso! — Falei indo até os dois. — Olha menino, faz o que o Matt mandou, me deixa em paz ok? — Sorri irônicamente pra Kurt. Ele me deu um selinho rápido e sorriu.
– Agora eu deixo. — Ele falou sentando. Fiz cara de nojo e limpei a boca.
– Alguém tem álcool pra me emprestar? — Falei e o menino de cabelo castanhos riu juntamente com Matt que já havia se sentado.
– Prá na sua face, ein Kurt. — Rosalie falou se aproximando e rindo também.
– Para de frescura, gatinha. — Kurt falou.
– Não me chama de gatinha, e quem tá com frescura é sua mãe. — Falei o empurrando.
– Qual é garota? — Ele falou se levantando e me olhando bravo.
– Qual é? Ora Kurt, qual é a sua que vem me dar um beijo sem permissão? Cadê a dignidade, ein? Fala sério. Vai se tratar garoto, que coisa horrível. Eu não sou brinquedo, beleza? — Sorri irônicamente. Ele se sentou.
– Ui, chupa essa Kurt. — O menino de cabelos castanhos falou rindo.
– Né, Brandon. — Matt falou rindo também. Revirei os olhos.
– Olha, Matt, cadê minha mãe ein? — Falei.
– Emme saiu com meu pai. — Matt respondeu. Bufei.
– Vem Carrie, vamos sair daqui, pelo amor de Deus. — Rosalie falou me puxando pelo pulso pra fora da sala. Meu primeiro dia nessa casa e já tive que aturar isso, meu pai do céu, ninguém merece. Agora entendo a Rosalie a respoeito dos amigos do Matt.
Fale com o autor