Cause when Im kissin you

14 Capítulo 14: Funny night.


Liam


Nós já haviamos terminado a brincadeira de Karaokê. Eu só conseguia prestar atenção na Carol, o jeito que ela falava, seu sorriso lindo, sua voz encantadora. As meninas já estavam indo embora, quando andei até Carol e segurei seu pulso. Ela me olhou e sorriu.

– Oi Liam. — Ela falou. Sorri de lado.

– Oi Carol. É.. V-você quer.. Quer ir ao parque comigo? — Perguntei sem jeito. Eu estava mesmo com vergonha? Wow. Ela sorriu e assentiu.

– Claro! Meninas, podem ir sem mim. — Ela disse dando de ombros. As meninas assentiram e foram.

– Então.. Vamos? — Perguntei.

– Vamos. — Ela falou e saímos. Fomos andando em silêncio, até que, por impulso, segurei sua mão. Ela olhou pra nossas mãos e depois pra mim. — Ahn..

– Ah, desculpe, incomoda? — Falei quando já ia tirar minha mão da sua mas ela segurou.

– Não incomoda não, Liam. — Ela falou sorrindo. Sorri também. — Liam, porque resolveu me chamar pra ir ao parque?

– Porque eu queria te conhecer melhor. — Falei. Vi alguns paparazzis nos fotografando. Porque meu Deus? Agora ela não vai ter sussego. Apressei os passos.

– Porque estamos indo rápido?

– Porque tem uns paparazzis nos fotografando. Vem, chegamos. — Falei a puxando delicadamente pra dentro do parque de diversões.

– Leeyum, que horas são? — Ela perguntou.

– 17:10. Porque?

– Nada. Temos que voltar antes das 21:00, se não minha mãe pira.

– Sem problemas. Mas e seu pai? — Perguntei enquanto andávamos.

– Ele e minha mãe são separados. Ele mora no Brasil. — Ela falou meio triste.

– Ah, me desculpe por perguntar..

– Não, tudo bem. — Ela falou tentando sorrir. Segurei seu queixo.

– Não fique triste, Carrie. Isso acontece, é normal. Eles não iam mais conseguir serem felizes juntos, foi melhor pra ele e pra você. Eles vão achar alguém melhor. — Falei arrancando um sorriso enorme dela. Ela me abraçou.

– Obrigada Leeyum. — Ela falou ainda abraçada comigo. Sorri e alisei seus cabelos. Nos soltamos e continuamos a andar. — Liam, vamos na montanha-russa? — Ela perguntou sorrindo.

– Claro! — Falei e corremos até a bilheteria. Compramos a pulseirinha de braço que permite irmos em qualquer brinquedo e fomos pra fila da montanha-russa. Logo chegou nossa vez. Nos sentamos no carrinho e ele começou a andar. Ela segurou minha mão. — Está com medo, pequena?

– Um pouco. Essa montanha-russa é bem mais alta do que parece. — Ela falou enquanto nosso carrinho ia subindo pro alto.

– Calma, eu estou aqui. — Falei apertando sua mão e sorrimos. Logo, todo o trajeto da montanha-russa foi concluído. Andamos no carrinho de bate-bate, dance, surf, até que fomos na casa fantasma. Estavamos na fila, quando olhei a Carol. Ela estava com uma expressão meio assustada. — O que foi, Carrie? — Falei segurando sua mão.

– Eu.. Eu tenho medo.

– Da casa fantasma? Mas são só bonecos, pequena. — Falei.

– Sim, mas assusta. Tem um andar fora o térreo para visitar, cheio de bonecos horríveis, e só pode sair depois do passeio inteiro. E pior que tem uns corredores que nos levam para caminhos mais longos e longe da saída. Ai, é horrível. — Ela falou.

– Relaxe, Carol. Eu vou estar com você.

– Você não vai sair de perto de mim? — Ela falou me olhando com aqueles olhos que esbanjavam doçura e inocência, e agora esbanjavam medo.

– Não vou, estarei bem do seu lado o passeio inteiro, tudo bem? — Falei e ela assentiu sorrindo. Fomos entrar quando ela apertou minha mão. — Você não quer ir? Se não ficamos aqui fora mesmo.

– Não, vamos sim. — Ela falou um pouco assustada. Entramos na casa e começamos o passeio com o resto do grupo. Fomos andando até que começou os sustos. Carol gritou e me abraçou colocando seu rosto em meu peito.

– Calma Carrie. — Falei alisando seus cabelos ainda andando. — Olhe. São só bonecos. — Falei enquanto apareciam os bonecos pra nos dar sustos. Ela olhou, mas ainda abraçada comigo. Subimos as escadas e continuamos a andar, até que as luzes se apagaram e eu não senti mais Carol, só ouvi seu grito.

– LIAM! LIAM! — Ela gritou.

– Carol? Cadê você? — Perguntei olhando ao redor.

– EU NÃO SEI! ONDE VOCÊ ESTÁ? LIAM? LIAM? ME TIRA DAQUI! — Ela falou com voz de choro. Segui o barulho de seu choro até que a encontrei com um boneco vampiro a agarrando. Sorri e tirei os braços do boneco de cima dela. Ela me abraçou e começou a chorar. — Liam.. Vamos embora.. — Ela falou em meio de soluços. A luz se acendeu e eu puxei seu queixo para que ela me olhasse. Alisei sua bochecha e sorri de canto.

– Calma. Ninguém vai te machucar, eu estou com você, bem aqui, tudo bem? — Falei e ela balançou a cabeça negativamente.

– O boneco me puxou, Liam, eu estou com medo... — Ela falou.

– Ninguém mais vai te tirar de perto de mim. Eu vou te proteger, Carrie. Calma. Relaxe. Venha, vamos procurar a saída. — Falei e ela assentiu. Segurei sua mão e fomos andando. Descemos e sem demorar muito conseguimos achar a saída. — Tá tudo bem agora? — Falei enquanto andávamos até o pequeno jardim que tinha perto da banca de sorvete.

– Tá sim Liam. Obrigada mesmo por ficar comigo e me aturar. — Ela falou sem jeito.

– Imagina, é ótimo estar com você. — Falei ponxdo uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha, quando um menino passa correndo e esbarra em im me fazendo cair por cima dela. Nossos olhares se encontraram, nossos rostos estavam muito próximos. Mas esse não é o momento certo, quer dizer, eu a conheço a quanto tempo? Três dias? Melhor não, ou não agora. Sai de cima dela e ajudei-a a se levantar. — Desculpe. — Falei coçando a cabeça.

– T-tudo bem. — Ela falou me olhando e sorrindo de canto.

– Você.. Quer um sorvete? — Perguntei.

– Claro. — Ela sorriu e fomos até a barraca de sorvete. Depois disso que aconteceu, mexu mais ainda comigo. Será que estou gostando dela? Eu não sei. É melhor deixar rolar, saber o que acontece daqui pra frente. Ainda está muito cedo pra saber algo.