Cause when Im kissin you
11 Capítulo 11: Starbucks.
Notas iniciais
Izzy
Eu e as meninas passamos a tarde de ontem fazendo compras. Compramos roupas, sapatos, acessórios e maquiagens. Voltamos já era de noite, 19:30, inacreditável. Passamos muito tempo fazendo compras! haha. Mas foi muito divertido. Assim que cheguei em casa, joguei as compras no chão, tomei um banho e fui dormir. Tenho aula hoje cedo mesmo. Eu já estava me arrumando. Ah, ontem comprei um vestido tomara-que-caia azul com bolinhas brancas, muito fofo e lindo. Acho que vou vestir ele com minha sapatilha branca. Perfeito. Vesti ele e separei a sapatilha, penteei os cabelos, passei meu gloss de sempre e calcei as sapatilhas. Peguei minha bolsa e desci pra cozinha.
– Bom dia mãe! — Falei me sentando na mesa.
– Bom dia querida.
– Cadê a Mackenzie?
– Ela dormiu na casa da coleguinha dela. — Minha mãe falou colocando o suco de laranja num copo e me entregando.
– Ah sim. — Falei mordendo a fatia de bolo.
– Filha, hoje não tenho trabalho ok?
– Jura? Que bom!
– É... Vem cá, quem é esse tal Harry e esse Louis? — Minha mãe perguntou franzindo a testa.
– Hã?
– É, a Julie me disse que você ia dormir na casa deles.
– Ah. Bom, é que eu conheci a banda que a Carol é fã, e fiquei muito amiga do Louis. Daí ele se machucou feio, e fiquei pra cuidar dele.
– Na casa desse Harry?
– É mãe. Bom, eu já vou. — Falei terminando de beber o suco.
– Ok. Boa aula.
– Obrigada, beijo mãe.
– Beijo. — Minha mãe falou e eu sai. Ai meu Deus, aquela vaca da Julie que não explica as coisas. Menina lesa, eu ein. Fui andando até o curso, até que recebi uma mensagem.
"Oi pequena, tudo bem? Está indo pro curso? Eu também. Me liga quando sair ok? Beijos. xx Aidan."
Quer dizer que ele me larga, não me diz que vai sair do colégio, se muda de casa, muda o telefone e nem me dá tchau, ai ele volta, e fica de cola em mim. Respondi a mensagem.
"Oie! Bom, me ligue você, eu saio as 11h. xx Izzy."
Cheguei no curso, ainda não tocou o sinal. Me sentei no banco do pátio.
– Olha só quem está aqui! — Aquela voz irritante soou aos meus ouvidos. A olhei. Branca, cabelos na cintura, loiros escuros e lisos e olhos azuis. Mônica. Revirei os olhos.
– Olhem, cadelas falam! — Falei arqueando as sobrancelhas. Mônica estava acompanhada com suas amigas Hilary, cabelos no ombro, loiros e lisos e olhos mel, e Ashley, cabelos castanhos claros e ondulados, na cintura, e olhos verdes.
– NINGUÉM fala assim comigo. — Ela falou dando ênfase no "ninguém" e colocando o dedo na minha cara. Eu me levantei e a encarei.
– Pois certamente alguém deveria querida. — Falei sorrindo irônicamente e ela cerrou os olhos. Todos fizeram uma roda em volta de nós, esperando por briga na certa. Nem no curso isso muda, por favor.
– Idiota.
– Nossa, morri. — Falei irônicamente. Ela respirou fundo e colocou a mão na cintura.
– Quem você pensa que é pra me tratar assim?
– Olha querida, você se acha só porque é modelinho, fala sério. Se é por isso, tá, vou me achar porque eu conheci a One Direction e ainda dormi na casa do Harry Styles. — Falei colocando as duas mãos na cintura e arqueando as sobrancelhas.
– É mentira. — Ela falou fazendo bico. Ri irônicamente e revirei os olhos.
– Oh querida, você devia assistir mais televisão sabia? Os meninos falaram sobre mim na entrevista de ontem, se quiser procura na internet. — Falei dando de ombros. — Você acha que eu mentiria sobre dormir na casa daquele bocó do Harold?! — Fiz bico.
– Sua.. Sua... — Ashley tentou falar mas eu a interrompi.
– Ah cala a boca Ashley. Você não percebe? Vocês duas não tem o mínimo valor pra Mônica, são só uma pecinha pro brinquedinho dela. Vocês se dão de empregada pra ela, entregam tudo de mão beijada. Acordem! Deixem de ser bestas, por favor né. Vocês são muito bonitas pra andar com uma rebaixada dessa, que só vive da popularidade e atenção dos outros. — Falei. Ashley e Hilary olharam pra Mônica e sairm de perto dela.
– Meninas? Vocês vão acreditar nessa cretina? — Mônica falou as olhando. Hilary e Ashley ficarm caladas. — Ótimo! Eu não preciso de vocês, eu tenho a Britney, a Makena e a Christine. — Ela falou fazendo bico. Revirei os olhos.
– Viram? — Falei arqueando as sobrancelhas. — Por favor, eu tenho mais o que fazer! Dá licença cadela. — Falei olhando pra Mônica e sai dali. Fala sério, poupe-me senhor! Que menina arrogante e exibida.
– Mandou bem Izzy! Ela mereceu. — Cloe falou se aproximando. Cloe era branca, tinha os olhos mel e os cabelos castanhos claros e cacheados batendo na cintura.
– Obrigada, Cloe. Mereceu mesmo, essa vadia descabelada. — Falei e nós rimos.
– Mas ei, eu vi a entrevista. Abalou ein, Harry te achando muito bonita..
– Ai, por favor Clow, não começa. Já estou cheia desse assunto.
– Tudo bem. — Ela disse dando de ombros. O sinal tocou e fomos pra sala. Me sentei e Cloe sentou do meu lado. Todos conversando, mas eu não, eu estava pensando, no Aidan. O que ele quer comigo agora? O que ele quer de mim? Brincar de novo? Logo a professora entrou na sala e começou a dar aula. Nós começamos assunto novo, super legal. A professora até elogiou meu look, disse ser simples mas muito bonito, e fofo, haha. Nós copiamos o assunto e depois de mais 3 aulas de assunto novo, o sinal pra o intervalo tocou. Eu estava muito ocupada pensando na minha vida, em tudo que está acontecendo. Resolvi sentar sozinha. Só fui até a lanchonete, comprei um suco de maçã e sentei bem lá no fundo, estiquei as pernas em cima do banco e comecei a desenhar roupas, como sempre. Desenhar novos looks me relaxa, ajuda a me esquecer um pouco da minha vida. É como cortar os pulsos. Olhei para meu pulso direito, haviam vários cortes escondidos por uma pulseira que eu nunca tirava. Ela era preta, de três voltas, com um lacinho de cristal do lado. Ela fazia os cortes passarem despercebidos. Eu comecei a me cortar quando o Aidan me largou, e dai virou vício, porque eu sempre achei bonito cortes nos pulsos, não sei porque. Eu sou estranha, eu sei. Pelo menos nunca precisei me preocupar com meu peso, porque sempre fui perfeitamente em forma. Sou obcecada por estar peso certo, com curvas perfeitas e barriga lisinha. Ouvi o sinal bater, respirei fundo, guardei as coisas e fui até o banheiro. Lavei o rosto e me olhei no espelho. Não vou me abater, desenterrar essas tristezas do passado, já chega né Isabelle. Corri pra sala de aula, já devia ter cmeçado.
– Isabelle, onde estava? — A professora perguntou.
– Eu tive uns probleminhas professora, mas tá tudo bem. — Falei me sentando.
– Ok então. — A professora falou e voltou a dar aula. Ela passou mais coisas pra copiarmos, mas dessa vez, nada pra casa. O sinal pro fim da última aula tocou e fomos embora. Andei até a frente do curso quando meu celular tocou.
"- Izzy?
– Oi Aidan.
– Bem.. Podemos nos encontrar agora no Starbucks?
– Hum... Tá bem.
– Ok, beijo. Até já.
– Tchau."
Desliguei o celular e sai do curso, fui andando até o Starbucks. Nenhum paparazzi, ainda bem. Que bom que não sou namorada ou ficante de nenhum dos meninos, porque se não.. Vish. Cheguei no Starbucks e logo vi o Aidan. Ele sorriu e se aproximou.
– Oi pequena. — Ele falou sorrindo vindo dar um beijo em minha bochecha mas eu me esquivei. — Que foi?
– Entra logo Aidan. — Falei entrando no Starbucks e ele me sguiu. Nos sentamos e eu o olhei. — Como você pôde Aidan? Você me largou, não deu satisfação. E você dizia me amar...
– Mas eu te amava sim.
– Não amava. Se você me amasse, não teria me feito sofrer. — Falei com raiva e ficamos nos encarando uns segundos em silêncio.
– Izzy, eu te amava muito. Eu.. Eu te amo muito. — Ele falou acariciando minha maçã do rosto. Nesse momento eu congelei, ele ainda me ama?
– Aidan.. Se você me amava, porque me deixou? Porque não se despediu? Você mudou de casa, de celular, não deu sinal de vida durante esss anos todos. Olhe o que fiz comigo, por sua culpa. — Falei abaixando a pulseira e mostrando os cortes. Seus olhos se encheram de lágrimas, ele alisou meu pulso e segurou minha mão. — Você brincou comigo Aidan..
– Não Izzy. Eu não tive coragem de te dizer adeus. Eu troquei o número do celular porque eu ia sofrer falar com você sem estar perto pra te beijar, te abraçar, sentir seu cheiro. Eu não suportaria... — Ele falou já chorando, meu olhos se encheram de lágrimas. Mordi a boca e abaixei a cabeça, tirei minha mão das suas e limpei as lágrimas que ousavam cair.
– Eu sofri muito sem você, senti muito sua falta. Eu demorei muito pra te esquecer Aidan, não posso voltar a me envolver nesse amor de novo, desculpe. — Falei ainda chorando, me levantei rapidamente e corri pra fora do Starbucks. Parei em um beco vazio, sem ninguém, me encostei na parede e comecei a chorar mais ainda. Senti duas mãos em meu rosto, abri os olhos e era ele. — Aidan, vai embora, me deixa, me esquece.
– Izzy, eu te amo. — Ele faou colando nossas testas, chorando também.
– Aidan, não faz isso comigo, não faz...- Falei o olhando nos olhos.
– Eu sei que você não me esqueceu, sei que ainda sente algo por mim, por mínimo que seja. Eu ainda te amo Izzy, e muito. Não me deixe assim. — Ele falou balançando a cabeça negativamente. Ele foi aproximando nossos lábios, até que eles se selaram. Ele estava certo, eu ainda sentia algo por ele, mas era como uma única pessoa na terra, quase não ousava existir. Mesmo assim, confesso que eu estava com saudade daquele beijo. Foi um beijo calmo, doce, e cheio de saudades. Ele pediu espaço com a língua e eu cedi. Senti ele sorrir entre o beijo. Coloquei minhas mãos em volta de seu pescoço levemente equanto ele segurava meu rosto levemente com as mãos acariciando o mesmo. Paramos o beijo com um selinho demorado, ele separou nossos lábios sem desgrudar nossas testas. — Que saudades de te beijar, minha pequena Izzy.
– Aidan, eu... Eu.. Isso não podia ter acontecido. Aidan, eu preciso te esquecer.
– Não Izzy, não faz assim. — Ele falou colocando uma mecha do meu cabelos atrá da minha orelha delicadamente.
– Aidan... — Tentei falar, sussurrando.
– Izzy, seja minha de novo, por favor, me dê mais uma chance. Lembra aquele dia perfeito que eu dormi com você pela primeira vez? — Ele falou. Naquele dia, ele havia tirado minha virgindade. Mas eu não queria lembrar, só ia me fazer sofrer mais. Eu não podia voltar com ele.
– Aidan, você sabe, eu não vou poder retribuir o amor que você sente por mim. Eu não te amo mais daquele jeito. Você merece alguém que realmente te ame, você merece ser feliz.
– Mas eu só posso ser feliz com você Izzy.
– Não Aidan, comigo você não vai ser feliz. Não quero viver de um amor assim.
– Izzy, eu te amo.
– Mas eu não. Aidan, entenda meu amor. — Falei acariciando sua nuca. Ele fechou os olhos e uma lágrima escorreu. — Aidan, não chore, por favor. Me ouça. — Falei enxugando as lágrimas que caiam seguidas uma da outra.
– Minha Izzy, minha pequena... Eu te amo tanto. — Ele falou me olhando.
– Eu sei Aidan. Mas eu não posso fazer nada. Temos que tomar nossos rumos, não vamos ser felizes juntos. — Falei. Ele foi aproximando nossos lábios novamente.
– Um último beijo? — Ele sussurrou. Sorri de boca fechada e nos beijamos novamente. Esse bijo foi diferente do outro, com mais desejo, mas ainda sim com calma e delicadeza. Nossas línguas se entrelaçavam enquanto ele segurava minha cintura. Paramos o beijo por falta de oxigênio, então encerramos com vários selinhos.
– Nós ainda vamos ser amigos, não vamos? — Falei.
– Eu não suportaria ficar longe de você novamente. — Ele disse e nos abraçamos. Paramos o abraço e ele segurou minha mão.
– Venha, eu te acompanho até sua casa. — Ele falou. Sorri e fomos andando.
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