Cause You Have My Heart
10 Sequestro... Cúmplices?
Notas iniciais
Notas:
Oi amores, desculpa a longa pausa na fic, é que eu e Bia andávamos muito ocupadas e não estava dando tempo. Mas agora voltamos para ficar!
Realmente nos perdoe
Esperamos que gostem do capitulo
Duas semanas depois...
POV Hanna
– Dorme bebê, dorme... – falei balançando Enzo nos meus braços tentando fazê-lo dormir.
Alec estava trabalhando, tentando pelo menos, voltar a vida normal, mas quando não estava no trabalho estava no hospital com Amy que ainda esta em coma. Então eu, Kathe e Avallana nos revezamos para cuidar de Enzo.
Alec se mudou aqui para nosso apartamento temporariamente para que ficasse mais fácil de nós cuidarmos do pequeno Enzo, e assim não precisar contratar uma babá.
Carlos estava a cada dia, mais fofo ainda comigo e pelo menos uma vez ao dia ele dava uma passada aqui para me ver.
Sim, estou completamente apaixonada por ele.
Agora, não me vejo mais sem ele ao meu lado, mesmo tendo se passado tão pouco tempo, o que eu sinto por ele é muito forte. Hoje mesmo ele me ligou, convidou a mim, Katherine e Avallana para irmos a uma balada a noite, nos divertir.
Claro, nós topamos. Conversamos com Alec e ele ia ficar com Enzo esta noite, porem agora eu precisava fazer Enzo dormir para eu poder me arrumar.
(...)
– Hei, to quase pronta! – gritei do quarto. Hoje eu tinha batido tempo record em me arrumar. Enzo não dormia de jeito alguns então tive que esperar Alec chegar para cuidar dele para que eu pudesse me arrumar, e rápido. – Pronto, estou pronta! – falei descendo as escadas.
Carlos, Kendall, James, Logan, Kathe, Ave, e as duas amigas dos meninos estavam lá, sentados me esperando.
Como nós íamos a uma balada, eu coloquei um vestido de um ombro só preto de paentes com um cinto vermelho, e nos pés uma gladiadora vermelha.
– Esta linda! – Carlos disse a mim quando eu e aproximava.
Meu cabelo estava solto natural, meio liso com cachos nas pontas.
– Vamos? – Ashley chamou.
Todos nos direcionamos aos carros dos meninos. Eu, Carlos, Kathe, Kendall e Avallana fomos no carro de Kendall. Os outros quatro foram com Logan.
A balada em que fomos não era muito movimentada, e até que era ajeitadinha. Assim que chegamos fomos pro bar, ‘molhar a garganta’. Eu pedi apenas um suco, não estava com vontade de bebidas fortes. Já Avallana e Kathe pediram Vodka.
– Hei baby, vamos dançar? – Carlos disse estendendo a mão. Ele também não bebia nada alcoólico.
Dei minha mão a ele e fomos para a pista de dança. Estava tocando a conhecida Glad You Came – The WANTED.
Por que em toda balada toca essa musica?
Mas isso não importa. Comecei a dançar bem perto dele, tentando deixar minha timidez de lado e mostrar meu lado mais... Sensual.
– Você esta me deixando louco Hanna. – Carlos disse depois que eu desci até o chão me esfregando nele em uma parte da musica.
Sem avisa-lo, eu o puxei pela camiseta e beijei-o ali mesmo.
Eu o queria. Pela primeira vez, eu desejava um homem.
Carlos me puxava pela cintura mais forte contra seu corpo, não deixando nenhum micro espaço entre nós. O beijo estava ficando cada vez mais feroz, mais rápido, até que a falta de maldito oxigênio nos fez parar.
– Hanna... – ele disse baixinho e eu apenas coloquei meu dedo sob seus lábios silenciando-o. Colei meu corpo no dele e sussurrei em seu ouvido:
– Eu quero você, e eu quero agora! – falei e ele deu um sorrisinho maroto.
– Venha minha princesa. – ele disse me puxando pela mão em direção a saída da balada.
Assim que pisamos na calçada ele acenou para um taxi nos pegar, mas em vez do taxi parar, o que parou foi um carro preto.
O carro parou abruptamente na calçada e três homens desceram. Dois começaram a me puxar pelo braço e o outro batia em Carlos, na minha frente.
– Não! Carlos, me solta! Carlos! – eu gritava mas eles continuavam a me puxar para o carro, até que eu entrei e não vi mais nada.
POV Carlos.
– Hanna! Hanna! – eu gritava, mas era inútil. O carro já tinha ido e eu não conseguia nem me levantar do chão. Eu havia levado muitos socos no estomago e chutes. Estava tudo doendo.
Peguei meu celular e liguei para Logan, que provavelmente seria o mais sóbrio ali.
Depois de três toques ele atendeu.
– Alô?
– Logan, sou eu. Por favor, ache a todos e venham aqui fora da boate. Hanna foi sequestrada! – eu basicamente gritei ao telefone.
– A Hanna o que?! Ai meu Deus. To indo. – Logan disse e desligou o telefone.
Meus olhos se encheram d’água.
Hanna tinha sido sequestrada e eu não fora capaz de impedir isso.
– Carlos! – eu ouvi a voz de todos quase que em uníssono me chamando.
Eu estava caído da mesma forma que o homem me deixara. Meus lábios estavam sangrando e eu sentia uma dor imensa no estomago por conta dos socos e chutes.
– Meu Deus, Carlos, cadê a Hanna? – Kathe perguntou desesperada.
– Nós estávamos indo para casa, eu acenei para um taxi, mas em vez do taxi parar um carro preto parou e colocou-a dentro. Um dos homens me bateu e eu não consegui impedi-los. – falei quase sem voz.
– Oh meu Deus. Ave, será que... – Kathe não teve tempo de terminar a frase, um outro carro parou e alguns homens encapuzados desceram e mandaram Kathe e Avallana entrarem no carro. Eles puxaram-as pelos cabelos e quase as jogaram dentro do carro.
Kendall, Logan e James tentaram impedir, mas um dos homens estava armado e apontou para eles.
– Não chamem a policia, ou será pior. – um deles disse e deu dois tiros para cima.
Agora, as três tinham sido sequestradas.
POV Hanna.
Dormência.
Eu sentia uma dormência em meus braços. Minha boca estava seca e percebi que eu estava amarada a alguma coisa. Não muito longe de onde eu estava vi Kathe e Avallana amarradas também, mas ambas estavam inconscientes.
Lembrei-me da cena que vi pouco antes de adormecer.
– Carlos... – sussurrei baixinho. Meus olhos se encheram d’água.
– Hmm, uma já acordou. – um homem disse se aproximando de mim. Seu rosto estava encapuzado, mal dava para ver seus olhos. – Qual é o seu nome princesa? – ele disse passando sua mão pelo meu rosto.
Eu senti repulsa de mim mesma com aquele toque. Encolhi-me e abaixei a cabeça, deixando uma lagrima cair.
– Não quer me dizer seu nome querida? Vai ser pior... – ele disse pegando em meu queijo apertando-o e virando meu rosto, fazendo-me olhar para ele.
– Hanna. Eu me chamo Hanna. – falei. E ele assentiu.
– E aquelas duas, qual é o nome delas? – ele perguntou e ainda apertando meu queixo/rosto virou-me para olhar para as duas desmaiadas.
– A de rosa é Avallana, a de vermelho Kathe. – falei e uma lagrima caiu de meus olhos.
Aquilo não podia ser real, tinha que ser um sonho. Ou melhor, um pesadelo.
– Humm, você é uma boa menina, você colaborou comigo. Merece algo que tenho certeza que quer. – ele disse se levantando e pegando um copo d’agua. – beba querida, beba tudo. – ele disse colocando o copo em minha boca e virando. Eu bebi. Realmente minha garganta estava seca.
– Por que eu estou com tanta sede? – perguntei baixinho.
– Digamos que o que fazem vocês desmaiar é um produto que faz secar a garganta. É um dos efeitos. Quer mais água? – ele perguntou e eu assenti. Ele trouxe mais um copo e virou em minha boca. Eu bebi tudo novamente. – Eu não quero machuca-las Hanna. Sou apenas um capanga. Estou aqui para cuidar de vocês até o chefe chegar. – o homem disse.
– Quem é o chefe? E por que ele nos sequestrou? – perguntei.
– O chefe, eu não posso dizer seu nome. E ele as sequestrou por que sua amiguinha ali o denunciou por um assalto que vocês presenciaram. – ele disse se sentando ao meu lado.
– Eu imaginava. O que ele vai fazer com a gente? – perguntei e o homem apenas balançou a cabeça.
– Eu não sei. – ele disse e ouvimos um barulho na porta. Ele se levantou e fez que deu um tapa na minha cara. – Cala a boca vadia! – ele disse gritando e olhou fundo em meus olhos. Eu podia sentir que ele realmente não queria nos machucar, mas tinha que fingir que sim. Então eu dei um grito, como de dor e ele deu um pequeno sorriso.
Cúmplices.
Um homem entrou a onde estávamos e nos olhou.
– Trouxeram as três. Isso é bom. Quem é a garota que me viu no assalto? – ele perguntou e o homem que antes conversava comigo apontou para Avallana.
O homem foi até ela e deu um grande tapa da cara dela, acordando-a e acordando também Kathe que deu um grito assustada.
– Vadia do inferno! – o homem disse dando outro tapa na cada de Ave. – Você vai me pagar por cada dia que eu fiquei naquela cadeia. – ele gritou e desamarrou-a jogando-a no centro daquela pequena sala. – Vadia! – ele gritou e começou a rasgar as roupas de Avallana, até que ela estava seminua.
Eu olhei para Kathe que estava apavorada.
Eu não queria ver aquilo.
Eu não queria ver minha amiga sendo estuprada em minha frente. Eu virei meu rosto chorando. Até que ouvi ela dar um grito agudo. Então me virei e ela estava sangrando. O homem dava mais tapas nela e apertava seu corpo. Já era visível muitos hematomas.
– Pare! – Kathe gritou. O homem apenas virou-se e desferiu um tapa na cara de Kathe que caiu de lado com a força do homem.
– Ninguém pode me mandar parar. – ele disse e voltou a bater em Avallana.
Depois de bater muito nela, ela já estava quase inconsciente, mas tentava ainda permanecer acordada.
O homem levantou-se e andou pelo lugar. O homem que me dera água mais cedo estava perto de mim. Eu olhei para ele e vi em seus olhos que ele não estava tão bem com aquela situação. Ele se abaixou perto de mim e pegou em minha mão que estava amarada nas minhas costas. Ele a segurou firme e me olhou. Seus olhos, agora eu podia ver, eram verdes. Ele tinha a sobrancelha preta e bem grande, o pouco que eu conseguia ver de sua pele era clara, talvez apenas bronzeada. Ele ficou me olhando até que o homem voltou a falar.
– Isso meninas é para vocês aprenderem a obedecer. Se tivesse obedecido, não passariam por isso. Mas o que esta feito esta feito não é? Agora, Avallana, você vai pro quinto do inferno! – ele disse apontando uma arma para sua cabeça.
Dei um grito quando vi que ele atirou na cabeça dela, e a mesma já estava morta no chão.
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