Cause I love you

8 O Princípio das Dores - Parte 1


Notas iniciais
Oi delícia. Primeiro queria pedir perdão pela demora, sinto-me envergonhada por passar tanto tempo sem postar, foram muitos os contra-tempos ( fim de semestre, viagem, trabalho, filme, problemas pessoais, enfim...). Como pode ver, não desisti, apenas não deu pra postar antes. Redigi esse capítulo pelo menos umas 3 vezes, ele é muito importante para o desenrolar da nossa história, então peço gentilmente que leia com calma, tive que dividi-lo em 2 e só não postei o próximo porque tenho que sair daqui 20min então, no domingo à noite prometo postar o próximo e responder a todos os comentário. Aliás, muito obrigada pelo carinho. Peço desculpas pelos erros, costumo revisar pelo menos umas 3 vezes cada capítulo, mas assim como vocês, também estou ansiosa para essa postagem.

Stella se mexeu bastante durante toda a noite fazendo com que Mac despertasse várias vezes e sempre que ele olhava pro lado lá estava ela descoberta, expondo sua pele em tom de oliva lhe chamando para mais perto de si. Não resistindo à tentação ele ousou se aproximar mais dela passando o braço por sua cintura sentindo o cheiro suave de seu corpo nu.

MT — Que diabos estou fazendo? — pensava ele — Não posso fazer isso… mas ela é tão linda — ele suspirou ao passo que ela se virou em sua direção que, ainda dormindo, se aconchegou em seus braços como se estivesse buscando proteção e parece que isso lhe fez dormir melhor. Mac conseguia sentir o pulsar do coração dela que batia em um compasso mais freado que o seu que naquele momento estava assustado pensando em como sair daquela posição. Ele não queria acordá-la e por precaução a deixou assim, no fundo gostava de sentir-se como a torre forte de alguém ainda que em sonho e assim adormeceu novamente.

Na manhã seguinte Stella acordou antes que o despertador soasse e apesar da noite conturbada que teve ela se sentia bem apenas com algumas dores musculares o que ela desconsiderou naquele momento. Estava confortável nos braços daquele homem que ela nem se lembrava exatamente quem era por ainda estar embriagada pelo sono. A chuva que ainda caia suave lá fora a prendia na cama e antes de se dar conta de quem estava ao seu lado conferiu o relógio afim de saber quanto tempo ainda lhe restava para desfrutar daquela manhã quando o despertador tocou fazendo-a desligá-lo de imediato afim de não quebrar o doce som da chuva. Após um profundo suspiro de decepção ela olhou para o lado para ver com quem passara a noite apenas para se surpreender ao perceber que era Mac quem embalava seu sono. Desacreditada das possibilidades daquilo ser real ela buscou em seus pensamentos o momento em que foi parar na cama com seu chefe e a única coisa que conseguiu se lembrar era de ter desejado ‘boa noite’ a ele, escovar os dentes e ir pra cama. Em nenhum momento se recordava de Mac voltando ao seu quarto tão pouco de ter feito amor com ele. Ao olhar à sua volta percebeu que tudo dizia o contrário, suas roupas jogadas, o abajur no chão, o roupão que ela recordava muito bem de ter visto em Mac pela última vez e mais ainda, acordar nos braços dele…. Tudo lhe parecia muito confuso e perfeito ao mesmo tempo, mas não se lembrar do que realmente aconteceu lhe causava uma sensação de estranheza, sentia que não tinha controle sobre as coisas e menos ainda sobre si. Decidiu por não acordá-lo e antes de ir tomar um banho deu uma última olhada para aquele homem deitado em sua cama. A expressão de seu rosto dizia que a noite anterior foi realmente muito boa, nem parecia o chefe durão que conhecia. Sentiu-se tentada a tocar a cicatriz de seu peito e a princípio resistiu, mas acabou por se deixar levar por suas vontades e delicadamente colocou a mão sobre aquela marca e por um momento pôde sentir a mesma dor que ele sentiu. Sua mão subia e descia conforme a respiração dele e não satisfeita em sentir o seu pulsar desceu a mão vagarosamente até o umbigo dele levando consigo o cobertor quando a sua curiosidade falou mais alto e ela então levantou a coberta para ver o membro dele — Oh meu Deus! — ela levou a mão à boca tentando abafar sua voz para não acordá-lo — será que aguentei isso tudo? — perguntou ainda olhando a ereção dele quando se assustou com um leve suspiro que ele deu. Ela logo o cobriu novamente evitando ao máximo fazer movimentos bruscos e foi direto para o banheiro tomar um banho e se vestir antes que ele acordasse. Apesar de ter quase certeza de que tinham se amado na noite anterior ela se sentia constrangida em aparecer totalmente sem roupa na frente dele. Não muito depois disso ele despertou como de costume no mesmo horário de sempre. Olhou a sua volta procurando por Stella e constatou que ela estava no banho, conferiu as horas e se lembrou de que ainda precisava passar em seu apartamento antes de ir para o laboratório. Sem perda de tempo, vestiu o roupão e antes de sair do quarto bateu na porta do banheiro.

MT — Stella, querida — chamou por ela — Você está bem?

SB — Ai meu Deus ele acordou — pensou desesperada com medo de que ele entrasse no banheiro.

MT — Stella? — chamou mais uma vez após um curto silêncio — Está tudo bem? Posso entrar?

SB — Não!! — gritou lá de dentro — Quer dizer, está tudo bem mas você não pode entrar — respondeu meio confusa.

MT — Ah... Tá Ok então. Eu preciso ir …

SB — Nos vemos no laboratório — ela falou antes que ele pudesse completar sua frase.

MT — Sim, nos vemos no laboratório — ele confirmou — Tchau — finalizou ainda parado próximo à porta esperando que ela respondesse o que não aconteceu.

MT — Stella, tem certeza que está bem? — perguntou preocupado.

SB — Sim Mac, está tudo bem, pode ir. Só tranca a porta e passa a chave por baixo quando você for embora.

MT — Claro — respondeu somente — nos vemos mais tarde.

Mac pegou sua roupa que estava no varal escorrendo e fez o que Stella havia lhe pedido e logo estava a caminho de seu apartamento, como pretendia tomar um banho e resolver algumas coisas antes de ir para laboratório não tinha tempo a perder.

A única coisa que Stella queria era que Mac fosse logo embora. Não tinha cara para olhar pra ele, sentia-se culpada por não se lembrar de nada e envergonhada por ter ido pra cama com seu chefe. Isso com certeza não iria soar muito bem pelos corredores do laboratório. Quando finalmente ouviu o barulho da porta se fechando ela decidiu sair do banheiro, juntou sua roupa que estava jogada pelo chão, arrumou seu quarto e se dirigiu até a cozinha para comer algo antes de sair quando percebeu um bilhete na geladeira o qual logo pegou para conferir do que se tratava. Era de Mac, que deixou as seguintes palavras antes de sair:

“Querida Stella,

Obrigado pela noite maravilhosa, a muito não me sentia tão à vontade com outra pessoa. Você é simplesmente única, sabe fazer eu me sentir bem. Me desculpa se em algum momento fui inconveniente ou ultrapassei o seu limite de privacidade, juro que não foi minha intenção.

Espero que esteja bem depois de tudo, receio que tenha se machucado e ainda acho que deva procurar um médico. Se precisar de algo é só me ligar, você sabe o número. Nos vemos mais tarde no laboratório.

Abraços,

Mac.”

SB — Que merda você fez Stella? — ela perguntava pra si mesma — o que aconteceu ontem, como pode não se lembrar de nada?

Ela ficou um tempo parada encostada na geladeira procurando por respostas, mas sem sucesso quando seu telefone tocou.

SB — Bonasera.

DF — Bom dia Stell, é o Dom. Tudo bem?

SB — Bom dia Dom, tudo e você?

DF — Poderia estar melhor se eu estivesse em casa com a Jess. Mas enfim… pronta pra mais um dia?

SB — Não me diga que já temos um caso?

DF — Dois na verdade. Um no Central Park e outro em Staten Sland. Vai querer qual?

SB — Tá assim hoje, podendo escolher? — disse sorrindo

DF — Vamos Stell, tenho que fazer outras ligações, o dia apenas começou…

SB — Está bem, vou ficar com o de Staten Sland.

DF — Achei que iria querer o do Central Park, por ser mais perto. Você sabe que vai passar um bom tempo fora do laboratório.

SB — Sei disso. Mas vou ficar com esse mesmo. Quem é nossa vítima?

DF — Uma senhora de 70 anos aproximadamente. Ligaram hoje de manhã quando viram que ela não pegou o leite e o jornal como de costume.

SB — Algum suspeito ou causa da morte?

DF — Isso eu deixo pra você — respondeu sorrindo.

SB — Ah, claro! Afinal esse é o meu papel… — ela brincou — eu vou passar no laboratório pra pegar algumas coisas e depois vou pra lá, ok?

DF — Ok, meus homens já estão se dirigindo ao local para preservar a cena pra você.

SB — Quanta gentileza…

DF — Ser gentil é o meu papel — disse sorrindo — nos vemos mais tarde.

SB — Ta ok, tchau — respondeu desligando o celular.

Ela pegou o bilhete e guardou na bolsa, junto com seu celular, colocou a arma no coldre, o distintivo na cintura, pegou o casaco, as chaves do carro e seguiu para o laboratório onde encontrou com Lindsay para juntas seguirem para a cena do crime. Durante o percurso Stella se manteve calada, pensando no que teria acontecido na noite anterior intrigando a amiga que estava do seu lado observando-a.

LM — Está tudo bem Stell? Está calada…

SB — Sim, está tudo bem, só estou pensando aqui…

LM — Isso eu estou vendo, só queria saber o que te roubou as palavras.

SB — Hãm? O que você falou? — perguntou distraída.

LM — Tá vendo! Você nem está prestando atenção no que eu te falei!

SB — Estou sim, só que tenho que prestar atenção no trânsito também — ela tentou disfarçar.

LM — Para né, Stella. Você é mulher e pode muito bem fazer milhares de coisas ao mesmo tempo. O trânsito nunca foi motivo pra você ficar calada desse jeito. Fala, o que está acontecendo?

SB — Não é nada, só acho que não dormi direito essa noite.

LM — E o que foi que te tirou o sono? Ou seria QUEM tem te tirou o sono? — ela tentou arrancar alguma informação.

SB — Do que está falando Lindsay, não tem ninguém nessa história. Só não consegui dormir direito. Acho que chegamos — disse parando o carro em frente a uma casa que estava cercada de policiais.

LM — Quanta gente curiosa! — falou ao perceber a movimentação ao redor da casa — isso tudo pra ver uma pessoa morta?

SB — Talvez ela era muito querida na vizinhança — disse já entrando na casa e se dirigindo até a cozinha, onde estava o corpo.

LM — A porta foi arrombada pelos policiais, nada foi roubado.Nenhum sinal de luta, parece estar tudo intacto.

SB — Exceto por isso — disse ao analisar a vítima que tinha marcas no pescoço — sinais de estrangulamento.

LM — E pelo formato das marcas sugiro que foi com as próprias mãos.

SB — Isso significa que podemos ter digitais aqui.

LM — Quem poderia matar uma senhora de 70 anos? Ela parece ser tão inofensiva…

SB — Não vá pela capa Linds. Nem tudo é o que parece. Ela já pode ter matado muitos.

LM — É eu sei…. Eu vou falar com os vizinhos, ver o que consigo.

SB — Tá ok, vou terminar de processar as coisas por aqui para voltarmos para o laboratório.

As duas ficaram ali por cerca de 40 minutos e antes mesmo de chegarem ao laboratório descobriram o autor do crime. Uma vizinha acabou por confessar ser a assassina por tamanho que era o peso na consciência. Havia matado a senhora por não gostar do gato dela que a irritava todas as noites. Lindsay ficou chocada por ver uma senhora morrer por algo tão fútil, tão banal. Achava incrível a forma que aquela mulher encontrou para resolver seu problema. Stella que estava com os pensamentos em outro lugar nem se comoveu tanto com a situação

apenas fez o seu trabalho. Apesar de terem uma confissão era preciso processar as evidências apenas para confirmar.

Sheldon e Danny estavam no Central Park processando outra cena de crime quando Mac chegou no laboratório e antes mesmo de assinar qualquer papel ou assumir alguma cena de crime já foi procurando por Stella.

MT — Hey Adam, viu a Stella?

AR — Acho que ela está em alguma cena de crime, chefe. Quer deixar recado? — perguntou sorrindo.

MT — Não, obrigado — ele respondeu sério — mas se você a ver, avise-a que preciso falar com ela.

AR — Sim senhor.

MT — Hey Jessica, viu a Stella por ai? — perguntou ao vê-la passando pelo corredor e a seguindo.

JA — Statem Sland, avenida Jfeferson, número 42. Mais alguma coisa?

MT — Você está falando igual o Flack. Tome cuidado, isso pode ser ruim – ele a advertiu em tom de brincadeira.

JA — Não se preocupe chefe, tenho tudo sob controle. Algum problema com a Stella?

MT — Não, só preciso resolver algumas coisas com ela. Se você a ver, avise-a que estou procurando-a por favor?

JA — Pode deixar.

DF — Angell, está linda hoje! — disse ao encontrar com ela ainda no corredor — tudo isso é pra mim? — ele a olhou de cima a baixo como se a estivesse devorando com os olhos.

MT — Hey Flack, ainda estou aqui e isso aqui ainda é o seu local de trabalho — disse brincando.

DF — Mac você precisa de uma garota. Pode anotar na sua agenda: sexta à noite, só eu e você, vamos dar uma volta por ai.

JA — Como você combina uma conspiração dessas na minha frente?

DF — Não faço por mim, faço por todos! Veja a situação do nosso chefe, se ele tivesse uma pessoa do lado, ele seria mais feliz! O que refletiria diretamente no laboratório.

JA — Tá, é bom você procurar outra desculpa porque essa não colou — disse saindo em direção ao elevador.

MT — É… acho que você vai ter problemas mais tarde.

DF — Alguma sugestão?

MT — Sem garotas, sem problemas! — respondeu sorrindo indo em direção à sua sala.

DF — Ah claro, olha pra quem eu fui perguntar — ele o acompanhou.

MT — Seja apenas fiel, Dom. Isso vale muito em um relacionamento.

DF — Sempre sou Mac, disso não tenha dúvidas. Mas mudando de assunto, preciso que assine alguns papeis.

MT — Vou começar a cobrar por cada documento que tenho que assinar nesse laboratório.

DF — Com o corte de gastos que estamos tendo é mais fácil eles te demitirem.

MT — E quem ficaria no meu lugar? — perguntou já assinando os documentos — A Stella!

DF — Isso, a Stella seria uma ótima opção!

MT — Não, a Stella. Ela chegou — disse ao vê-la saindo do elevador com Lindsay — preciso falar com ela.

DF — Tá, eu vou lá pedir pra ela passar aqui enquanto você assina esses papeis — disse já saindo e voltando não muito depois disso — Hey Mac, ela falou que está na sala dela preenchendo alguns documentos, pediu que você passasse lá.

MT — Valeu Dom, vou lá assim que terminar aqui.

Assim que Stella chegou foi logo para sua sala, usou alguns documentos como desculpa para poder ficar sozinha com seus pensamentos que ficaram ainda mais conturbados quando ela adentrou em sua sala e se deparou com um envelope e um ramalhete de tulipas vermelhas e brancas em cima de sua mesa. Um leve sorriso surgiu em seu rosto, a última vez que recebeu flores foram de Drew Bedford e ela não guardava boas recordações disso. O cartão que acompanhava as flores não parecia ser muito apropriado para isso, parecia mais uma carta, mas ela não deu muita importância, as flores eram lindas, eram as suas preferidas — Como ele sabia que eu gostava de tulipas? — ela perguntava a si mesma supondo que quem as enviou foi Mac — deve ter sido por ontem à noite, com certeza foi maravilhoso.

Depois de muito admirar as flores ela finalmente deu atenção ao envelope. Era um envelope de carta, lacrado cuidadosamente com uma fita de cetim preta que exalava um doce aroma que pra ela era familiar. Ainda de costas para a porta de sua sala, ela delicadamente abriu o envelope que continha algumas fotos e uma carta escrita à mão. Antes de ler o texto da carta ela deu uma olhada nas fotos. Sentia seu coração na boca à medida que ia passando as fotos, eram cinco no total e uma mais intrigante que a outra, definitivamente ela não acreditava no que via, como aquilo era possível? Começou, então, a ler a carta procurando por uma resposta para aquelas imagens quando uma voz atrás dela a assustou fazendo-a derrubar tudo o que tinha nas mãos.

Notas finais
:))) Obrigada pela paciência e dedicação à leitura dessa fic. Espero que esteja gostando. Deixe seu recado, aponte os erros, dê opinião. Dessa forma você me ajuda a escrever também. Como já disse, o próximo capítulo só sairá no domingo pois vou passar o fim de semana fora. Outra coisa que gostaria de contar com você é sobre a questão de plágio. Se em algum momento essa fic estiver parecida com outra, por favor avise que vamos ver o que pode ser feito. Um bj grande __ Eleni.